Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Comemoramos o dia do amor fraterno, a instituição da Eucaristia e a instituição do sacerdócio - Quinta-feira Santa

Quinta-feira Santa - hoje, 17 de abril comemora o dia do amor fraterno, a instituição da Eucaristia e a instituição do sacerdócio.
 
O dia do amor fraterno: o dia da reunião de serviço e de caridade, demonstrado claramente na passagem do "lavagem dos pés". (João 13, 1-20), com que Jesus deu a nós, um dos mais belos ensinamentos de humildade cristã, onde todos os filhos do mesmo pai, irmãos em Cristo, devemos nos ajudar e colaborar com o outro, construindo um mundo melhor, colaborando assim seja estabelecido o Reino de Deus aqui na terra, para a sanificação e a salvação de todos os homens.
Foi uma alegria presente para se encontrar com seus amigos e tristeza pela proximidade do fim e porque os amigos dele também era o traidor; Mas apesar disso, também foi neste dia que nos deu o novo mandamento do amor: "dar-lhes que um novo mandamento: Amai uns aos outros." Assim como eu vos amei, amo você também, para os outros. "Todos reconhecerão que são meus discípulos: no amor que eles têm uns pelos outros." (João 13, 34-35).

O dia da instituição da Eucaristia: quando na última ceia deixou-nos o alimento do amor, que é o próprio corpo e seu próprio sangue. "Tome, este é o meu corpo..."Este é meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos". (Marcos 14, 22-24).

O dia da instituição da ordem sagrada: Jesus encomendou seus apóstolos para continuar celebrando a Eucaristia em seu nome, até o fim do mundo. Ele disse-lhes: "Fazei isto em memória de mim." 

Porque se chama Sacramento do amor?

Jesus sabia que seu tempo cegava ao fim: ia ser preso e crucificado. E embora subiria depois de três dias, só permaneceria neste mundo 40 dias, dando as últimas instruções aos seus discípulos; e então, seria equivalente ao pai: "deixou o pai e veio ao mundo. Eu agora deixo o mundo e ir para o pai. " (João 16:28.) 
E como era seu desejo  ficar de uma maneira especial, está escondido no pão e vinho. Ele já tinha dito: "Sede perfeitos como o pai celestial é perfeito". (Mateus 05:48.). 
E, como alcançar a santidade, como alcançar a perfeição no amor, sem se alimentar-do amor? Além disso, ele também disse: "Sem mim, nada posso fazer". (João 15:5.). 
E, o melhor alimento do que o próprio Cristo, todos os presentes, todo o amor, trancado na hóstia consagrada? O mesmo Deus, que se torna muito pequeno para entrar em nossos corações e como agradecimento, enche-nos com sua luz, sua força, sua misericórdia e seu amor. Não pode viver de Cristo e com Cristo, se  não tem a alma mergulhada em seu amor e divindade, se não tem a alma em Deus.
Ele se rendeu inteiramente e ainda inteiramente em cada sacrifício da missa, para nossa salvação. Ele queria que ficássemos Unidos a ele e se juntou a nós de tal forma que sejamos um como ele e o pai que são um. Que viveu em uma real comunhão - União, selado pelo amor de Deus. "
Que todos possam ser um, como tu, pai, em mim e eu em ti, que eles também sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviou. Eu, a glória que tu me deu deu, para que eles sejam um, como nós somos um -Eu neles e tu em mim - que eles sejam um, e o mundo possa saber que o Senhor me enviou, e que eu amei, como te amei. Pai justo, o mundo não O conheceu, mas eu te conheci, e reconheceram que me enviou. Dei-lhes o seu nome, e vou continuar dando-o para que o amor com que você me ama, eles e eu também estejamos neles." (João 17, 21-26).
Mas só isso, só quem crê na sua presença real neste sacramento, pode tirar proveito em agradecimento a esta comida celestial que derrama na alma de quem recebe com dignidade. 
"Feliz aqueles que creem sem ver." (João 20:29.)

domingo, 13 de abril de 2014

Semana Santa - Recordando a Paixão do Senhor, Santo Padre convidou fiéis a refletirem sobre a atitude que têm diante de Jesus

“Se permanecermos completamente unidos a Cristo em sua morte, também
 participaremos em sua Ressurreição. Sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que o corpo de pecado fosse destruído e assim não sejamos mais escravos do pecado...
Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos” (cf. Rom 6, 5-8)



Papa Francisco celebrou a Missa de Ramos neste domingo, 13, na Praça São Pedro, iniciando assim a Semana Santa no Vaticano. A homilia, realizada na Missa após a benção dos Ramos e da procissão, recordou a Paixão do Senhor e convidou os fiéis a pensarem em sua atitude diante de Jesus.

“É bom que nos façamos uma pergunta: quem sou eu, quem sou eu diante do meu Senhor, quem sou eu diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Sou capaz de exprimir a minha alegria, de louva-Lo, ou ponho-me à distância? Quem sou eu diante de Jesus que sofre?”
 
O Pontífice citou os diversos personagens presentes no relato da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém: líderes, sacerdotes, fariseus, doutores da lei. Ele recordou em particular a figura de Judas, o traidor que vendeu Jesus por 30 moedas e fingiu ama-Lo para entrega-Lo.
 
“Sou eu?”, perguntou Francisco, ao longo da homilia, num apelo ao exame de consciência enquanto lembrava os discípulos que não entendiam nada do que estava acontecendo ou aqueles que aguardavam uma oportunidade para prender Jesus.
 
A intervenção referiu-se ainda a Pilatos, que “lava as mãos” para não assumir a sua responsabilidade, e à multidão que não sabia se estava numa reunião religiosa, num julgamento ou num circo e para quem era mais divertido humilhar Jesus, como também fizerem os soldados.
 
O Papa elogiou as mulheres corajosas, que acompanharam sempre Cristo, e José (de Arimateia), o “discípulo escondido” que levou o seu corpo para a sepultura. “Onde está o meu coração? Com qual destas pessoas me pareço? Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana”, concluiu o Papa em sua intervenção.
 
Fonte: Radio Vaticano.
 
 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Oferecendo nossos passos


Como conta o Pe. Afonso Rodrigues, no seu livro "Exercícios de Perfeição", de um eremita que tinha a sua cela muito longe da fonte e que por isso tinha a de fazer, todos os dias, uma grande caminhada para ir busca água. Indo um dia com o seu cântaro ao ombro, a fazer cálculos a ver para onde mudar a sua cela, para ficar mais perto e não ter que andar tanto, todos os dias, ouviu, atrás de si, alguém que contava: 1,2,3,4,5... e por aí além. Parou, olhou para trás e não viu ninguém. Pôs-se de novo a caminho, e a mesma voz  continuou a contar; olhou de novo para trás e não viu ninguém; e assim pela terceira vez. Então o monge parou e perguntou: 
- Quem é que vem aí atrás de mim a contar?
E essa voz respondeu:
- Sou o teu Anjo da Guarda, que vou a contar os teus passos para oferecê-los a Deus.
Então o monge respondeu:
- Pois se assim é, em vez de mudar a minha cela para mais perto, vou mudá-la para mais longe, para tu teres mais que oferecer a Deus por mim.

Fonte: Memórias da Irmã Lúcia II
Foto: São Miguel Arcanjo, Capela do Mosteiro da Santa Cruz, Fátima.

sábado, 5 de abril de 2014

DEUS não obriga ninguém a estar com ele

Sim, Deus não obriga ninguém a estar com Ele. “Os Anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu destino último por opção livre e amor preferencial. Podem, no entanto, desviar-se. E, de fato, pecaram. Foi assim que o mal moral entrou no mundo” (CIC 311).


Com certeza houve alguns Anjos que não aceitaram a vontade de Deus, pois São Pedro escreve: “Deus não poupou os Anjos que pecaram, mas, precipitou-os nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento” (1). Jesus mesmo falou várias vezes dos Anjos caídos: “Vi Satanás cair do céu como um raio!”(2). Mas nem todos os Anjos agiram assim; houve outros que se submeteram a Deus como a seu Criador e colocaram-se à sua disposição, para servi-l’O em qualquer missão no seu Reino. 
 (1. 2Pd 2, 4; cf. Jd 6; Jo 8, 44; Ap 12, 9.12.  /  2. Lc 10, 18; cf. 8, 31; Mt 25, 41).

A Igreja ensina no Catecismo, que Anjos “por Deus criados bons... se tornaram maus por sua própria iniciativa”. “Esta ‘queda’ consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e o seu Reino.Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do tentador ditas a nossos primeiros pais: ‘E vós sereis como deuses’ (Gn 3,5)” (1).

O Beato João Paulo II explica essa realidade de modo conciso:

“As palavras: Não servirei (Jr 2, 20), manifestam a radical e irreversível recusa a tomar parte na 
edificação do Reino de Deus. Satanás, o espírito rebelde, deseja ter o seu próprio reino, e, não fazer 
parte do Reino de Deus” (2).

  (1. CIC 391 e 392.  /   2. Catequese, 23 de Julho de 1986, n 5; cf. Is 14, 12ss e Ez 28, 8ss).


Sobre o número dos Anjos fiéis e infiéis não há clareza. Segundo a passagem de 2 Rs 6, 16: “Não temas, respondeu Eliseu; os que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles...” S. Tomás é da opinião que a maioria dos Anjos não pecou, pois, os de maior número são aqueles que estão conosco, e estes são os bons (1).

E no Apocalipse se lê: “Um grande dragão vermelho... varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra” (Ap 12, 3-4); alguns interpretam este texto em relação à queda dos Anjos, de modo que, os anjos caídos seriam uma terça parte dos Anjos que foram criados. Porém, a expressão “uma terça parte” no Apocalipse não pode ser tomada no sentido literal.
1. Cf. S. Tomás, S.Th. I, 63, 9

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Para refletir!




“Se quereis progredir no amor de Deus, meditai todos os dias a Paixão do Senhor. Nada contribui tanto para a santidade das pessoas como a Paixão de Cristo”. (São Boaventura)

Uma boa sexta-feira pra você!


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Passio Domini



Na Quinta-feira Santa, Nosso Senhor foi até o Jardim das Oliveiras para rezar, começando assim a Sua Divina Paixão. Ali Ele rezou:

 "Pai, se for da Vossa vontade, afastai de mim este cálice: no entanto, não se faça a minha vontade, mas a Vossa". 

Então um Anjo descendo do céu apareceu-Lhe para O fortalecer. Do mesmo modo como o Anjo fortaleceu e consolou Nosso Senhor, o Eterno Sumo Sacerdote, assim nos reunimos na presença de Jesus na Eucaristia para fortalecer espiritualmente e nutrir os nosso sacerdotes, através da intercessão dos santos Anjos. Jesus quis que o Seu sacerdócio permanecesse na Igreja, de uma forma visível através dos sacerdotes. Por essa razão, a atenção para o sacerdócio sacramental da Igreja é uma característica essencial da Obra dos Santos Anjos.




Obra dos Santos Anjos.

sábado, 29 de março de 2014

Oração


“MEMORARE” AOS SANTOS ANJOS

Lembrai-vos, oh, Santos Anjos, que JESUS, a Verdade Eterna, nos assegura que vós “vos alegrais mais pela conversão de um pecador que faça penitência, do que por noventa e nove justos que não necessitam de misericórdia”.

Animado por isto, eu, o último das criaturas, humildemente vos peço que me recebei como vosso “co-servo” e fazei de mim causa de uma verdadeira alegria. Oh, espíritos Bem-aventurados, não rejeitai a minha oração, antes misericordiosamente atendei e escutai o meu pedido. Amém.

(com aprovação Eclesiástica)