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"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

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domingo, 22 de dezembro de 2013

Quarto Domingo do Advento


 "Ora, a origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, pensou em despedi-la secretamente".        
                                                                              - Mt 1,18-24





Mas, no que lhe veio esse pensamento, apareceu-lhe em sonho um Anjo do SENHOR, que lhe disse: «José, Filho de Davi, não tenhas receio de receber MARIA, tua esposa; o que nela foi gerado vem do ESPIRITO SANTO. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de JESUS, pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados». Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o SENHOR tinha dito pelo profeta: « Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: ‘Deus-conosco’».Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa.

A liturgia da Palavra convida-nos a considerar e a admirar a figura de São José, um homem verdadeiramente bom. De MARIA, a Mãe de DEUS se diz que era bendita entre todas as mulheres (cf. Lc 1,42) e de José se escreveu que era justo (cf. Mt 1,19).

Todos devemos a DEUS Pai Criador a nossa identidade individual como pessoas feita à sua imagem e semelhança, com real liberdade e radical. Como a resposta a esta liberdade podemos dar glória a Deus, como se merece ou, também podemos fazer de nós mesmos, alguma coisa não agradável aos olhos de DEUS.

Não duvidemos de que José, com o seu trabalho, com o seu compromisso familiar e social ganhou o “Coração” do Criador, consideremo-lo como homem de confiança na colaboração da Redenção humana por meio do seu Filho feito homem como nós.

Apreendemos, pois, de são José sua fidelidade —provada já desde o principio— e o seu bom comportamento durante o resto da sua vida, unida —intimamente—a JESUS e a MARIA.

É padroeiro e intercessor para todos os pais, biológicos ou não, que neste mundo ajudaram a seus filhos a dar uma resposta semelhante à dele. É o padroeiro da Igreja, como identidade ligada estreitamente ao seu Filho e, continuamos a ouvir as palavras de MARIA quando encontra o Menino JESUS que se havia “perdido” no Templo: «O teu pai e eu...» (Lc 2,48).

Com MARIA, nossa Mãe, encontramos a José como pai. Santa Teresa de Jesus deixou escrito: «Tomei por advogado e senhor ao glorioso são José e encomendei-me muito a ele (...). Não me lembro que lhe haja suplicado alguma coisa que a haja deixado de fazer».

Especialmente é pai para aqueles que tendo escutado a chamada do SENHOR a ocupar, pelo ministério sacerdotal, o lugar que nos cede JESUS CRISTO para o bem da Igreja. —São José glorioso: protege as nossas famílias, protege as nossas comunidades; protege a todos aqueles que ouviram o chamado à vocação sacerdotal... E que haja muito!




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A prova de São José.



O Anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva. Sal 33, 8



No momento em que São José vem a saber que MARIA, sua esposa, estava grávida, começa a sua provação. Esta reacção podia ser mal interpretada se não for vista à luz da extraordinária virtude de São José. O evangelista não afirma tão somente que José era um homem justo, em geral, mas acentua ainda, como a qualidade de perfeita justiça estava a base da decisão que ele tomou: José, que era homem justo, resolveu deixá-la secretamente. São João Crisóstomo diz que por 'um homem justo', Mateus refere-se àquele que é virtuoso em tudo" (Tomás de Aquino, Catena Aurea, em Mt 1,19).


Os dados que São Lucas nos proporciona a respeito da relação entre José e MARIA, sugerem claramente que as considerações de José transcorriam, de facto, num plano muito elevado. Lucas dá-nos a entender que José conhecia e aceitava a decisão de MARIA de querer permanecer virgem. Para poder contrair matrimónio validamente, MARIA estaria sem dúvida obrigada a manifestar ao seu esposo a sua intenção de permanecer como uma virgem consagrada a DEUS. Prova de que ela fez isto, é a resposta que deu ao Anjo Gabriel, logo que este lhe anunciou que ia ter um filho: Como será isso, se eu não conheço homem? (Lc 1,34). Ao falar no presente, "não conheço homem", está a dar à sua declaração um sentido absoluto. A situação não é simplesmente assim, que não conhecesse nenhum possível esposo, pois já está comprometida com José. Melhor, a sua declaração evidencia a intenção de permanecer sempre virgem.

O facto de José aceitar contrair este matrimónio virginal, diz-nos muito acerca da sua profunda vida interior. Se ele mesmo não tivesse sido totalmente casto, não teria podido superar a cultura judaica, a qual via numa descendência numerosa a bênção de DEUS e na esterilidade o estigma duma maldição divina. Com um enorme amor virginal foi capaz de renunciar ao natural amor matrimonial que funda e nutre uma família (cf. Redemptoris Custos = RC, 26).

Não é que São José tivesse posto em dúvida a integridade da Santíssima Virgem, mas, antes, o próprio mistério em si que se abria diante do seu olhar, que o pôs a provação terrível. São Jerónimo assinala a este respeito que "isto pode ser considerado um testemunho a favor de MARIA; que José, convencido da sua pureza na expectativa daquilo que ia passar, cobriu com o seu silêncio aquele mistério que não alcançava explicar" (Tomás de Aquino, Catena Aurea, em Mt 1,19). A que mistério se refere? Remígio explica: "Ele percebeu que estava grávida aquela que ele sabia que era casta. E já que ele tinha lido: "Da raiz de Jessé crescerá um rebento" (ele sabia que MARIA era da tribo de Jessé), e: "Olhai, a Virgem conceberá", não duvidou que esta profecia haveria de cumprir-se n'Ela (ibid.). Sendo, além disso, o primeiro varão que estava comprometido com uma virgem consagrada a DEUS, é compreensível que José, dadas as coincidências a respeito das circunstâncias, pensasse na profecia do nascimento virginal.

Porque é que isto o afligiu tanto, que até decidiu repudiar MARIA? Em resposta a esta pergunta, Orígenes diz: "E já que ele não tinha nenhuma suspeita contra ela, como poderia então ser um homem justo e, não obstante, decidir repudiar em segredo a que era Imaculada? Pensou em repudiá-la, pois viu n'Ela um grande mistério, perante o qual se considerava indigno" (ibid.).

Diz um verso: "Era justo por causa da sua fé, sendo que acreditava que o CRISTO nasceria duma virgem. Por isso desejou humilhar-se diante de uma graça tão grande" (ibid.).

Com base nesta exegese, São Tomás diz que José tinha lido as profecias de Isaías (cf. 7,14 e 11,1), e, dado que sabia que MARIA descendia da família de David (Jessé), estava "mais inclinado a acreditar que a dita profecia se cumpriria n'Ela, a acreditar que ela cometesse adultério. E como se sentia indigno de coabitar com tal santidade, quis repudiá-la em segredo, à semelhança de Pedro, que disse: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!" (Lc 5,8)" (Sobre Mateus I, n. 117).

Lallement, resumindo, diz: "Consciente de ser o esposo comprometido de MARIA, José, com uma atitude sobrenatural, discorreu sobre a questão que se lhe apresentava: ele não via que tivesse mais alguma missão ao lado de MARIA, pois n'Ela se estava a manifestar um mistério que o superava completamente. Ele também não acreditava que tinha o direito de revelar este mistério. Por isso considerou deixar livre MARIA, da maneira mais prudente: "José, que era justo, resolveu deixá-la secretamente" (ibid.).

sábado, 4 de maio de 2013

Em honra a São José que roga por todos os trabalhadores


Escada de São José

Na prodigiosa escada cujas fotos o leitor pode apreciar nesta página, tudo é harmônico e deslumbrante. Ocupando um mínimo de espaço, ela eleva-se elegantemente em caracol, fazendo duas voltas de 360 graus.



Sua história, tão surpreendente quanto encantadora, justifica por inteiro o nome que lhe foi dado pela devoção popular: Escada Milagrosa.

Em 1853, as "Irmãs de Loreto" fundaram na cidade de Santa Fé, Estados Unidos, a Escola de Nossa Senhora da Luz (Loreto), para educação de meninas. O estabelecimento prosperou e, anos depois, as freiras decidiram construir uma capela dedicada à sua Padroeira. E optaram pelo estilo gótico, à imitação da famosa Sainte Chapelle, de Paris.

Somente quando estava concluída a obra, em 1878, as boas religiosas deram-se conta de um monumental descuido do arquiteto: não havia escada de acesso ao coro, situado a cerca de dez metros de altura!... E a construção de uma escada comum, não apenas deformaria o estilo, mas reduziria de modo inaceitável o espaço útil do pequeno templo.

Como resolver o problema? Foram consultados arquitetos, carpinteiros e outros profissionais. Todos afirmaram categoricamente que a única "solução" era usar uma escada portátil.

Mas as freiras queriam uma igreja bela, digna da Rainha de todas as belezas. E se a técnica humana era incapaz de resolver o problema, "para Deus nada é impossível", como nos ensina o Divino Mestre.

Cheias de fé, iniciaram uma novena a São José. Afinal de contas - argumentavam elas - ele é um carpinteiro inigualável e deve empenhar-se para que uma igreja dedicada à sua Esposa santíssima seja em tudo perfeita como Ela!


Justamente no último dia da novena, apresentou-se um carpinteiro à procura de trabalho. Chegou montado num jumento, trazendo na mão sua caixa de ferramentas. Foi logo contratado para executar a obra considerada impossível. Trabalhou com diligência e discrição durante cerca de seis meses.

Certo dia as freiras verificaram, deslumbradas, que estava construída uma esplêndida escada em forma de caracol. Para resolver um mero problema funcional, o discreto e eficiente artífice havia adornado a pequena capela com uma autêntica jóia de madeira.

Onde estava ele? Ninguém sabia. Havia desaparecido sem se despedir de pessoa alguma. Não recebeu pagamento nem sequer um simples agradecimento pelo serviço prestado. Procuraram-no inutilmente, inclusive por meio de um anúncio publicado no jornal da cidade.

Por outro lado, um exame meticuloso da escada causava em todos enorme admiração. Sua magnífica estrutura, a elegância com que ela se eleva, além de vários detalhes da construção, deixam perplexos os especialistas até o dia de hoje. Por exemplo, ela faz duas voltas completas de 360 graus sem nenhum apoio colateral e é toda feita de encaixes, sem utilização de um único prego. Algumas de suas peças são de um tipo de madeira inexistente na região.

Em vista das circunstâncias em que foi feita a novena a São José, a inexplicável perfeição da obra, sob o ponto de vista humano, e o misterioso desaparecimento do artista, as freiras não tiveram dúvida em tirar a conclusão: o próprio esposo castíssimo da Virgem Maria viera realizar, em homenagem a Ela, aquilo que a técnica humana considerava impossível.

E lá está até hoje, maravilhando todas as almas capazes de ver e amar a beleza, a Escada Milagrosa da capela de Nossa Senhora de Loreto, na cidade norte-americana de Santa Fé.


terça-feira, 19 de março de 2013

Solenidade de São José Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria Praça de São Pedro, 9h30min.



Homília do Papa Francisco:

"Queridos irmãos e irmãs!
 

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.
 

Saúdo, com afeto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.
 

Ouvimos ler, no Evangelho, que "José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa" (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser  guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: "São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo" (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).
 

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egito e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projeco d'Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é "guardião", porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!
 

Entretanto, a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!
 

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem "Herodes" que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.
 

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos "guardiães" da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para "guardar", devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.
 

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!
 

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.
 

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.
 


Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!
 



Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amém."



http://www.vatican.va

São José, intercedei por nós!

"José é um rebento fecundo perto da fonte, cujas canas ultrapassam o muro". (Gn 49,22)


A fecundidade de ão José, escolhido por Deus como Pai legal de seu Filho divino, brota de sua pureza virginal. Toda a sua vida transcorreu ao lado dAquele que é a "Fonte da Sabedoria"(Br 3,12), e veio ao mundo para dar a água viva que jorra "para a vida eterna"(Jo 4,14).
O príncipe deste mundo, assim como não teve conhecimento da Virgindade de Maria e de seu parto virginal, também não teve conhecimento da perfeita castidade de José, nascido "à sombra de Shaddai"(Sl 90,1).
Guiado pelos Anjos em cada um de seus passos, ele desempenha sua missão de humilde servidor do Rei e da Rainha dos Espíritos Celestes, em um profundo silêncio.
Pede, hoje, a São José a graça de escutar sempre as inspirações angélicas, tal como ele, obedecendo tacitamente.

sábado, 16 de março de 2013

São José um modelo para todos



Há razões para que os homens de qualquer condição e de qualquer país se recomendem e confiem à fé e à guarda do Bem-aventurado José. Os pais de família encontram em José a mais bela personificação da vigilância e da solicitude paterna; os esposos, perfeito exemplo de amor, de entendimento e de fidelidade conjugal; os que são virgens têm nele, ao mesmo tempo que um modelo, um protetor. Que os privilegiados pelo nascimento aprendam com José a guardar, mesmo no infortúnio, a sua dignidade; que os ricos compreendam, pelas suas lições, quais são os verdadeiros bens que é preciso desejar e adquirir a todo o custo.
Quanto aos operários, aos pobres, às pessoas de condição desmorecida  têm o direito especial de recorrerem a José e a decidirem imitá-lo. José, com efeito, sendo de descendência real, unido pelo casamento à maior e mais santa das mulheres, olhado com pai do Filho de Deus, passa todavia toda a vida a trabalhar e procura no seu labor de artesão tudo o que é necessário ao sustento da sua família.
É, pois, verdadeiro que a condição dos humildes não tem nada de abjecto e, não só o trabalho do operário não é desonroso como pode, se a virtude se lhe juntar, ser grandemente enobrecido. José, contente com o pouco que possuía  suportou essas dificuldades... com grandeza de alma, à imitação de seu Filho que, após ter aceitado a situação de escravo, Ele, que era o Senhor de todas as coisas (Fl 2,7), se submeteu voluntariamente à indigência e à falta de tudo.

João Paulo II
Redemptoris Custos, 25-26

quarta-feira, 13 de março de 2013

São José, guardai a Igreja.




No decorrer da História Eclesiástica, a Igreja foi reconhecendo a santidade e a fidelidade de São José, até que o Santo Padre Pio IX em 1870, no Concílio Ecumênico Vaticano I, o proclamou Patrono da Igreja Universal. O Papa Pio II proclamou São José “Patrono dos operários e do mundo do trabalho”. 

São José, esposo castíssimo de Nossa Senhora. Modelo de esposo e de pai. 
São José, advogados dos lares cristãos, declarado pelo Papa Leão XIII. 
  
O dia 19 de março, a Santa Madre Igreja celebra solenemente a santidade do seu Patrono. São muitos os testemunhos sobre esse santo homem justo e piedoso, pai nutrício de Jesus. Com experiência Santa Teresa d´Ávila, através dos seus escritos, demonstra uma forte devoção particular a ele, ao registrar que, todas as vezes em que recorreu á sua intercessão, ela nunca ficou sem resposta. 
A grande mística e doutora da Igreja Santa Teresa dizia: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. 
José é o pai de Jesus (Mt 1,24), agiu como o guardião de Jesus, e providenciou sustento para Jesus e para Maria, sua esposa. É por causa dessa paternidade legal de José, filho de Davi, que a profecia do Antigo Testamento, que dizia que o Messias viria da linhagem de Davi (2 Sm 7,9-16), foi cumprida. 
 E a fé de José, também, é outro aspecto digno de nota, pois ela estava além de uma habilidade natural sua. Torna-se pai adotivo de um filho concebido no ventre de uma Virgem, não era para qualquer homem. Teria que ser um homem muito especial. José  foi este homem; com humildade, sobmeteu, totalmente, sua razão e sua vontade á Deus. Ele aceitou as orientações do anjo enviado pelo Senhor e tomou  Maria como sua esposa ( Mt 1,20-24), e, por isso, seu exemplo “é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade, atarefa que a Providência nos destinou” ( Ângelus, 19/03/06, Papa Bento XVI). 
Na Sagrada Escritura estão as principais referências a São José, e outras mais foram sendo acrescentadas ao longo dos anos. A Tradição nos conta que José morreu nos braços de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, e, por isso, se tornou o patrono da boa morte. Como São José é fidelíssimo e como na sua ladainha ele é chamada de “Alívio dos miseráveis”, na hora da nossa morte podemos confiar na graça de Cristo e nele, pois ele não deixará as nossas almas sejam tomadas pelo medo e aflição. 
A sua figura é a sua missão o Papa João Paulo II dedicou à exortação apostólica Redemptoris custos (O protetor do Redentor), publicado a 15 de agosto de 1989. Relembra o documento como os cristãos, desde os primeiros séculos, dedicaram a este santo uma particular devoção, pois “assim como cuidou com amor de Maria  e se dedicou com empenho à educação de Jesus Cristo assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja” (nº1). 
Toda a vida do glorioso São José passou-se no silêncio, na humildade, no trabalho e na proteção da Sagrada Família. 
 O Glorioso São José é o santo da profunda espiritualidade do silêncio. 
Não consta na Bíblia o registro de suas palavras. 
São José é o agente secreto do bom Deus. Tudo foi realizado corretamente na graça e na sabedoria do silêncio. 
Não resta dúvida, São José é um grande mestre da excelência da vida. Ensina-nos retidão e a perfeição do bom viver. 
“Se amais São José, imitai-lhe as virtudes”, diz Santo Ambrósio de Milão. 
O grande homem de Deus, fundador da Congregação dos Redentoristas, bispo e doutor da Igreja, Santo Afonso de Ligório disse de forma magistral: “A verdadeira sabedoria é a sabedoria dos Santos: Saber amar a Jesus Cristo”. 
  
ORAÇÃO 
  
Ò Deus que nos destes São José, como exemplo de fé viva, concedei-nos imitar seus exemplos nesta vida, para vos contemplarmos na eternidade. Por Cristo Nosso Senhor, Amém!