Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

27 de agosto, dia de Santa Mônica

A oração e petições de graças

Precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, em Lucas lemos: “E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11,8-10).

Santa Mônica é o exemplo claro do poder da oração, principalmente das mães que clama pelos filhos.

Santa Mônica nasceu em Tagaste (África), em 331, de família cristã. Muito jovem, foi dada em casamento a um homem pagão chamado Patrício, de quem teve vários filhos, entre eles Agostinho, cuja conversão alcançou da misericórdia divina com muitas lágrimas e orações. É um modelo perfeito de mãe cristã. Morreu em Óstia (Itália) no ano 387.

Santo Agostinho, seu filho, em seu livro "Confissões" narra: "minha mãe ia três vezes por dia diante do Sacrário em Hipona, e pedia a Jesus que seu Agostinho se tornasse “um bom cristão”.As lágrimas de sua mãe diante do Senhor no Sacrário, eram como “o sangue do seu coração destilado em lágrimas nos seus olhos”.

Era tudo que ela queria, seu Agostinho se tornasse “um bom cristão”, não pedia que ele fosse um dia padre, bispo, santo, doutor da Igreja e um dos maiores teólogos e filósofos de todos os tempos. Mas Deus queria lhe dar mais. Queria mais de Agostinho; então, ela precisava rezar mais tempo e sem desanimar. E Santa Mônica não desanimou, por isso temos hoje esse grande exemplo da fé. Fico pensando se ela parasse de rezar depois de pedir durante 19 anos… Não teria o seu filho convertido. E nós não teríamos o Doutor da Graça.

Que a exemplo de Santa Mônica nossa oração seja humilde, confiante e perseverante.




Santa Mônica rogai por nós.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Criado para a Adoração


Os anjos no céu contemplar constantemente a face de Deus (cf. Mt. 18,10). 

Para a adoração que eles foram criados, a adoração é o seu cumprimento. Vivem para a ampliação da glória de Deus. Todo o seu ser e todas as suas atividades estão imersos na santidade de Deus. Eles são eternamente um com Deus (cf. Jo 17, 21-22), desfrutando de uma felicidade absolutamente além da compreensão, mas ao alcance daqueles que a recebem. Mesmo enquanto eles estão cuidando de toda a criação, mesmo quando eles estão nos ajudando em nossas provações e batalhas contra as forças das trevas, eles nunca desviam seu rosto do rosto de Deus. Na verdade, este, adorando-união de amor com Deus é a fonte, não só de toda a sua bem-aventurança, mas as de seu amor por nós, e de toda a graça, a luz e ajudar a que se comuniquem conosco.

Modelos para a Humanidade

Acima de tudo, devemos aprender a adoração dos santos anjos, a humanidade também foi criado para a adoração e glorificação de Deus. Nós temos mais dificuldade, porque não podemos ver a Deus, porque podemos adorar somente na obscuridade da fé. Os anjos, por isso, ajuda-nos e ensina-nos a rezar com eles: "Louvor, e glória e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, ao nosso Deus para todo o sempre!" (Ap 7, 12).  O Anjo pode adequadamente cumprir todos os seus deveres mesmo voltando a Deus e nunca para longe de Deus, porque ele permanece imerso na adoração perpétua. 
Para a nossa própria oração podemos aprender essas coisas a partir do exemplo do Anjo:

1) orar sempre,
2) para nunca retirar nosso semblante de Deus,
3) de permanecer constantemente na presença de Deus.

Assim é como podemos orar sempre:

1) permanecendo unidos  e fazendo a vontade de Deus:
2) oferecendo tudo o que podemos durante o trabalho, dirigindo o nosso espírito a Deus,
3) oferecendo todas as nossas obras a Deus, especialmente a cada cruz e sofrimento.

Jesus ensinou seus discípulos que "eles devem sempre rezar e não desanimar" (Lc 18,1). Deixe sua oração e seu trabalho ser um sacrifício agradável diante de Deus, e oferecê-lo nele e com ele, e através dele.

Não nos esqueçamos de agradecer o Anjo por sua ajuda!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Com o Santo Anjo somos livres da cadeia

O Anjo da libertação
"Ora, quando Herodes estava para o apresentar, naquela mesma noite dormia Pedro entre dois soldados, ligado com duas cadeias. Os guardas, à porta, vigiavam o cárcere.
7.
De repente, apresentou-se um anjo do Senhor, e uma luz brilhou no recinto. Tocando no lado de Pedro, o anjo despertou-o: Levanta-te depressa, disse ele. Caíram-lhe as cadeias das mãos.
8.
O anjo ordenou: Cinge-te e calça as tuas sandálias. Ele assim o fez. O anjo acrescentou: Cobre-te com a tua capa e segue-me.
9.
Pedro saiu e seguiu-o, sem saber se era real o que se fazia por meio do anjo. Julgava estar sonhando.
10.
Passaram o primeiro e o segundo postos da guarda. Chegaram ao portão de ferro, que dá para a cidade, o qual se lhes abriu por si mesmo. Saíram e tomaram juntos uma rua. Em seguida, de súbito, o anjo desapareceu.
11.
Então Pedro tornou a si e disse: Agora vejo que o Senhor mandou verdadeiramente o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus.
12.
Refletiu um momento e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitos se tinham reunido e faziam oração.
13.
Quando bateu à porta de entrada, uma criada, chamada Rode, adiantou-se para escutar.
14.
Mal reconheceu a voz de Pedro, de tanta alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, foi anunciar que era Pedro que estava à porta.
15.
Disseram-lhe: Estás louca! Mas ela persistia em afirmar que era verdade. Diziam eles: Então é o seu anjo.
16.
Pedro continuava a bater. Afinal abriram a porta, viram-no e ficaram atônitos.
17.
Ele, acenando-lhes com a mão que se calassem, contou como o Senhor o havia livrado da prisão, e disse: Comunicai-o a Tiago e aos irmãos. Em seguida, saiu dali e retirou-se para outro lugar.
Logo que amanheceu, houve um sobressalto pouco comum entre os soldados sobre o que acontecera a Pedro".                                                                                                                             Atos dos Apóstolos,12.

Só em Deus poderemos conseguir a luz e a força, para alcançarmos o procedimento ideal que nos conduzirá à verdadeira liberdade e à plena felicidade.

A ajuda dos Anjos não se limita somente a uma proteção física, mas querem livrar também da prisão do pecado. O mundo nos aflige dia a dia com as noticias de sofrimentos por guerras, manifestações, assaltos, explosões, assassinatos, enfermidades e desnutrições. Hoje em dia há muitas cadeias de opressões, fome, pobreza, privação e morte, mas também soberba, egoísmo, ódio, inveja, vingança, etc. São cadeias piores que as que atam pés e mãos com elos de ferro, porque, é acima de tudo o pecado e a miséria espiritual que nos mantém encarcerados.
Com a sua presença, o Anjo pode iluminar espiritualmente os lugares escuros dos corações, dos sentimentos de opressão e violência. Então, que os santos Anjos do céu protejam estas pessoas e lhes deem força, perseverança e medicina para aliviar os sofrimentos.

Um missionário da China contava o seguinte caso, que foi publicado na Revista L'ange Gardien de Lyon, França:

"Um jovem de 21 anos, a quem Deus concedeu o milagre de São Pedro, tirando-o do cárcere por seu bom Anjo. Este excelente jovem decidiu fazer-se cristão secretamente e se desfez de seus ídolos, que jogou ao fogo. Mas o seu irmão mais velho, ao se dar conta do que ele havia feito, encolerizou-se e golpeou-o com crueldade e o prendeu num lugar com cadeias nas mãos, nos pés e no pescoço. Assim, passou dois dias e duas noites sem comer, decidido a morrer antes de renunciar a sua nova fé. Na segunda noite, enquanto dormia, foi despertado por um desconhecido, que lhe mostrando uma abertura na padeira, disse-lhe: "levanta-te e sai daqui". Imediatamente, lhe caíram as cadeias e saiu sem pensar duas vezes. Logo que tinha saído à rua, não viu mais a abertura da parede nem o seu libertador. Sem duvidar, foi ver os cristãos da vizinhança e, depois, foi contar a seu irmão o que tinha acontecido. Foi batizado, e logo depois foi batizado também o seu irmão, que por este milagre se converteu".

Santo Anjo de DEUS, que abriste as portas aos apóstolos no cárceres, abre-as também 
a tantos que estão cativos.
Amém.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Anjos da Boa Nova

    COMO CRISTO, TAMBÉM NÓS SOMOS ENVIADOS A SERMOS ANJOS DA BOA NOVA



Com efeito, é preciso recordar que a palavra "anjo" além de definir os Anjos, criaturas espirituais dotadas de inteligência e vontade, servos e mensageiros de Deus, é também um dos títulos mais antigos atribuídos ao próprio Jesus.

Lemos por exemplo em Tertuliano, século III: "Ele – isto é – Cristo também foi chamado "anjo do conselho", ou seja, anunciador, que é uma palavra que denota um cargo, não a natureza. Com efeito, ele tinha que anunciar ao mundo o grande desígnio do Pai para a restauração do homem" (De carne Christi, 14), segundo Tertuliano.

Portanto, Jesus Cristo, o Filho de Deus é chamado também o Anjo de Deus Pai: Ele é o Mensageiro por excelência do seu amor. Queridos amigos, pensemos agora no que Jesus ressuscitado disse aos Apóstolos: "Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós" (Jo 20, 21); e comunicou-lhes o seu Santo Espírito.

Isto significa que, como Jesus foi anunciador do amor de Deus Pai, também nós o devemos ser da caridade de Cristo: somos mensageiros da sua ressurreição, da sua vitória sobre o mal e sobre a morte, portadores do seu amor divino.

Certamente, permanecemos por natureza homens e mulheres, mas recebemos a missão de "anjos", mensageiros de Cristo: a todos é dada no Batismo e na Confirmação. E de modo especial, através do Sacramento da Ordem, recebem-na os sacerdotes, ministros de Cristo; apraz-me ressaltar isto neste Ano sacerdotal.

Papa Bento XVI
Regina Caeli de 5 de abril de 2010

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

SANTA TEREZINHA FALA SOBRE A “INVEJA” DOS SANTOS ANJOS!




Santa Teresinha tinha consciência da diferença entre Anjo e homem. Pensar-se-ia que ela teria inveja dos Anjos, mas é o contrário! Ela tinha entendido a grandeza da Encarnação. "Quando vejo o Eterno envolvido em paninhos e ouço o fraco choro desse Verbo divino, ó Mãe querida, não invejo mais os Anjos, porquanto o Onipotente é meu amado Irmão! ..." (Poesia 54: "Porque eu te amo, Maria").

Também os Anjos compreendem profundamente o alcance da Encarnação e teriam, se fosse possível, inveja de nós pobres criaturas de carne e sangue. Num teatro natalino, no qual ela dá nomes aos Anjos conforme suas tarefas em relação a Cristo - por exemplo, o Anjo do Menino Jesus, o Anjo da Sagrada Face, o Anjo da Eucaristia - ela coloca na boca do Anjo do Juízo Final o canto: "Diante de Ti, doce Criança, o Querubim se inclina! Admira, espantado, Teu inefável amor. Quer, como Tu, sobre a sombria colina poder um dia morrer!" Então todos os Anjos cantam o estribilho: "Como é imensa a alegria da humilde criatura. Nos seus arrebatamentos os Serafins desejam deixar, ó Jesus, a angélica natureza, e fazer-se criança!" (Os Anjos no presépio, cena final).

Aqui nos deparamos com o motivo da estima de Santa Teresinha para com os Anjos, isto é: sua 'santa inveja' em relação aos homens, pelos quais o Filho de Deus Se fez homem e morreu. Na poesia em honra de Santa Cecília, um Serafim explica esse mistério a Valeriano da seguinte forma: "Eu me abismo em Deus, Seus encantos contemplo, mas não posso imolar-me nem sofrer por Ele. Não posso Lhe ofertar nem lágrimas nem sangue; apesar de todo meu amor, não posso morrer... A pureza de um Anjo é a herança luminosa de uma felicidade imensa que não passa, mas neste ponto, sim, vós venceis os Serafins: sois puros e, além disso, ainda podeis sofrer" (Poesia 3: Santa Cecília).

Mais adiante, Jesus Se dirige a um Anjo com as seguintes palavras cheias de luz e consolo: "Ó tu! que quiseste na terra compartilhar Minha cruz, Minha dor; belo Anjo, escuta este mistério: toda alma padecente é irmã tua. No Céu, o brilho do seu sofrimento virá também na tua fronte recair, e o brilho da tua pura essência iluminará o mártir!" (Os Anjos no presépio, Cena 5,10-11). Portanto, no Céu, Anjo e homem terão comunhão, parte e alegria com a glória do outro. Assim, na economia da salvação existe uma maravilhosa e íntima comunhão de pessoas.

Fontes: Opus Sanctorum Angelorum

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

POR QUE DEUS PÕE UM ANJO GUARDIÃO AO NOSSO LADO?



Os Santos Anjos estão ao serviço dos planos de Deus nos momentos fundamentais da história da salvação. Como enviados de Deus, agem como mensageiros da Sua vontade redentora.


A presença dos Anjos é vista pela Escritura e pela incessante fé eclesial como sinal de uma intervenção especial da Providência e como anúncio de realidades novas, que trazem consigo redenção e salvação.

PONDO AO NOSSO LADO O SEU ANJO, O SENHOR QUER ACOMPANHAR CADA MOMENTO DA NOSSA EXISTÊNCIA COM O SEU AMOR E COM A SUA PROTEÇÃO, PARA QUE POSSAMOS COMBATER A BOA BATALHA DA FÉ (CF. 1 TM. 6, 12) E TESTEMUNHAR, SEM TEMOR NEM HESITAÇÃO, A NOSSA ADESÃO A ELE, MORTO E RESSUSCITADO PARA A NOSSA REDENÇÃO.

Invoquemos a Rainha dos Anjos e dos Santos para que, sustentados pelo nosso Anjo da Guarda, saibamos ser cada dia autênticas testemunhas do Senhor. Amém.

Beato Papa João Paulo II
Regina Caeli de 31 de março de 1997


Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

domingo, 19 de janeiro de 2014

A DEVOÇÃO AOS ANJOS







Ao longo dos séculos, os fiéis traduziram em expressões de piedade as convicções da fé a respeito do ministério dos Anjos: os assumiram como patronos de cidades e protetores de corporações; em honra deles edificaram famosos santuários, como Mont Saint-Michel na Normandia, san Michele della Chiusa no Piemonte e san Michele al Gargano na Puglia, e estabeleceram dias festivos; compuseram hinos e práticas de piedade.


De modo particular, a piedade popular desenvolveu a devoção ao Anjo da Guarda. São Basílio Magno (1379) já ensinava que "todo fiel tem ao seu lado um Anjo como protetor e pastor, a fim de conduzi-lo à vida" [S. BASÍLIO DE CESARÉIA, Adversus Eunomium, III, 1: PG 29, 656].

Essa antiga doutrina foi pouco a pouco se consolidando em seus fundamentos bíblicos e patrísticos, e deu origem a várias expressões de piedade, até encontrar em são Bernardo de Claraval († 1153) um grande mestre e um apóstolo insigne da devoção aos Anjos da Guarda. Para ele, esses Anjos são demonstração de "que o céu não descuida de nada que possa ser de ajuda" e, por isso, coloca "ao nosso lado esses espíritos celestes a fim de que nos protejam, nos instruam e nos guiem" [S. BERNARDO DE CLARAVAL,Sermo XII in Psalmum "Qui habitat", 3, In: Sancti Bernardi Opera. Romae, Editiones Cistercienses, IV, 1966, p. 459].


A devoção aos Anjos da Guarda dá também lugar a um estilo de vida caracterizado por:
• devota gratidão a Deus, que colocou a serviço dos homens espíritos de tão grande santidade e dignidade;
• atitude de compostura e piedade, provocada pela consciência de estar constantemente na presença dos santos Anjos;
• serena confiança no enfrentamento de situações até difíceis, porque o Senhor guia e assiste o fiel no caminho da justiça até mesmo através do ministério dos Anjos.

DIRETÓRIO SOBRE PIEDADE POPULAR E LITURGIA, 216

Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

CATÓLICO PODE CONSULTAR HORÓSCOPO?



Normalmente as pessoas buscam nos horóscopos, em seus signos, como será a sua semana ou seu dia... se está num tempo favorável para iniciar ou terminar um projeto... se o meu signo combina com o signo de alguém... são tantas as formas de querer adivinhar o futuro oriunda de uma necessidade vinda das urgências de uma vida corrida e superficial que se vive esperando ler algo mágico para viver.  

ADIVINHAÇÃO E MAGIA


Deus pode revelar o futuro aos seus profetas ou a outros santos. Mas a atitude certa do cristão consiste em pôr-se com confiança nas mãos da Providência, em tudo quanto se refere ao futuro, e em pôr de lado toda a curiosidade mau a tal propósito. A imprevidência, no entanto, pode constituir uma falta de responsabilidade.


Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos "médiuns", tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA 2115-16

Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

OS ANJOS NA VIDA DA IGREJA




A Igreja, que em seus primórdios foi guardada e defendida pelo ministério dos Anjos (1) e que constantemente experimenta a sua "ajuda misteriosa e poderosa" (2), venera esses espíritos celestes e, confiante, solicita a intercessão dos mesmos.


Durante o Ano litúrgico, a Igreja comemora a participação dos Anjos nos eventos da salvação [Assim, por exemplo, na própria solenidade máxima, a Páscoa, e nas solenidades da Anunciação (25 de março), do Natal (25 de dezembro), da Ascensão, da Imaculada Conceição (8 de dezembro), da Assunção (15 de agosto) e de Todos os Santos (12 de novembro)], e celebra a memória deles em alguns dias particulares: em 29 de setembro a dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael; em 2 de outubro a dos Anjos da Guarda; a eles dedica uma Missa votiva, cujo prefácio proclama que "a glória de Deus resplandece nos Anjos" (3); 

Na celebração dos divinos mistérios se associa ao canto dos Anjos para proclamar a glória do Deus três vezes santo (cf. Is 6,3) (4) e invoca a assistência deles para que a oferta eucarística "seja levada ao altar do céu, diante da [...] majestade divina" (5); na presença deles celebra o oficio de louvor (cf. Sl 137,I) (6); confia ao ministério dos Anjos as orações dos fiéis (cf. Ap 5,8; 8,3), a dor dos penitentes (7), a defesa dos inocentes contra os assaltos do Maligno (8);

Implora a Deus para que envie, no final do dia, os seus Anjos a fim de guardar na paz os que oram (9); ora para que os espíritos celestes venham socorrer os agonizantes (10) e, no rito das exéquias, suplica para que os Anjos acompanhem até o paraíso a alma do defunto (11) e guardem o seu sepulcro.

DIRETÓRIO SOBRE PIEDADE POPULAR E LITURGIA, 215

_________________________________
1. cf. At 5,17-20; 12,6-11
2. CICat., 334
3. MISSAL ROMANO, Prefácio dos Anjos
4. Cf. MISSAL ROMANO,Oração Eucarística, Santo
5. MISSAL ROMANO, Oração Eucarística I, Nós vos suplicamos
6. S. BENEDITO, Regula, 19,5: CSEL 75, Vindobonae, 1960, p. 75
7. Cf. RITUAL ROMANO, Ritual da Penitência, São Paulo, Ave Maria, 1999, 54
8. Cf. LITURGIA DAS HORAS, 2 de outubro, memória dos Santos Anjos da Guarda, Vésperas, Hino "Aos anjos cantemos, que guardem a todos"
9. Cf. LITURGIA DAS HORAS, Completas depois das II Vésperas dos Domingos e Solenidades, Oração "Visitai, Senhor, esta casa"
10. Cf. RITUAL ROMANO, Ritual da unção dos enfermos e sua assistência pastoral, cit., 147
11. Cf. RITUAL ROMANO, Ritual de Exéquias, São Paulo, Paulinas, 1971, 50

Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

sábado, 28 de dezembro de 2013

O QUE SIGNIFICA A CONSAGRAÇÃO AOS SANTOS ANJOS?



A consagração aos Santos Anjos é uma aliança. Fundamenta-se naquela comunhão com os Santos Anjos que é realizada implicitamente no Batismo, e é confirmada por meio de uma consagração particular, de modo consciente e explícito. O homem confia-se, em amor fraterno, aos Santos Anjos quais irmãos inteiramente santos, já definitivamente unidos a Deus, e cosservos diante de Deus (cf. Ap 19,10; 22,9). Com isso abre-se voluntariamente à sua ação auxiliadora. Ao mesmo tempo, o homem compromete-se a ouvir e obedecer suas advertências (cf. Ex 23,21), que sempre têm como fim a glorificação de Deus e o cumprimento da Sua vontade. Ele aspira a uma íntima colaboração com eles, para a extensão e defesa do Reino de Deus na terra, e a uma vida o quanto possível perfeita como membro vivo da Santa Igreja.



Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Porque o Senhor salvou os pecadores

Nos seus “Sermões sobre o Natal e a Epifania”, São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja (440-461): “Gloriava-se o demônio porque o homem, enganado por seu ardil, estava privado dos dons divi­nos e, despojado da imortalidade, encontrava-se sujeito a uma dura sentença de morte; assim, tendo um companheiro de pre­varicação, encontrava algum alívio em seus males (…).”

“Cristo nasceu de uma virgem para “ocultar ao demônio que a salvação nascera para os homens, a fim de que, ignorando a geração espiritual, não julgasse que havia nascido de modo diferente aquele que via semelhante aos outros. Notando que Sua natureza era igual a de todos, supunha que Sua origem fosse a mesma; e não percebeu que estava livre dos laços do pecado aquele que não encontrou isen­to da fraqueza dos mortais.”
“Deus não recorreu a Seu poder; mas a Sua justiça. Pois o antigo inimigo, em seu orgulho, reivindicava com certa razão seu direito à tirania sobre os homens e oprimia com po­der não usurpado aqueles que havia seduzido, fazendo-os pas­sar voluntariamente da obediência aos mandamentos de Deus para a submissão à sua vontade. Era portanto justo que só per­desse seu domínio original sobre a humanidade sendo venci­do no próprio terreno onde vencera”.

 “Conhecendo o veneno com que corrompera a natureza humana, jamais (o demônio) jul­gou isento do pecado original aquele que, por tantos indícios, supunha ser um mortal. Obstinou-se pois o salteador imprudente e cobrador insaciável em se insurgir contra aquele que nada lhe devia; mas, ao perseguir n’Ele a falta original comum a todos os outros homens, ultrapassa os direitos em que se apoi­ava, exigindo daquele em quem não encontrou vestígio de culpa a pena devida ao pecado."

 “Fica portanto anulada a sentença (cf. Cl 2,14) do pacto mortal que ele havia maldosamente inspirado e, por ter exigido contra a justiça além do que era devido, todo o débito é cancelado. Aquele que era forte é amarrado com seus próprios laços. (…) O príncipe deste mundo é acorrentado, são-lhe tirados seus instrumentos de captura (…) a morte é destruída por outra morte, o nascimento renovado por outro nascimento, porque ao mesmo tempo a redenção põe fim a nosso cativeiro, a regeneração transforma nossa origem e a fé justifica o pecador.”
Ele veio para tirar o homem das trevas e o mundo da desgraça; Ele veio para nos devolver a vida que nunca acaba; Ele veio para dar sentido a todas as coisas.
Celebrar o seu Natal é se alegrar com sua chegada e o receber com um coração puro e disposto a fazer a sua vontade.
Professor Felipe Aquino.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Domingo ou fim de semana?


Para refletir.

Muito importante saber a distinção!

Ninguém desconhece, com efeito, que, num passado relativamente recente, a « santificação » do domingo era facilitada, nos países de tradição cristã, por uma ampla participação popular e, inclusive, pela organização da sociedade civil, que previa o descanso dominical como ponto indiscutível na legislação relativa às várias atividades laborativas.

Hoje, porém, mesmo nos países onde as leis sancionam o carácter festivo deste dia, a evolução das condições sócio-econômicas acabou por modificar profundamente os comportamentos colectivos e, consequentemente, a fisionomia do domingo. Impôs-se amplamente o costume do « fim de semana », entendido como momento semanal de distensão, transcorrido, talvez, longe da morada habitual e caracterizado, com frequência, pela participação em atividades culturais, políticas e desportivas, cuja realização coincide precisamente com os dias festivos.

Trata-se de um fenômeno social e cultural que não deixa, por certo, de ter elementos positivos, na medida em que pode contribuir, no respeito de valores autênticos, para o desenvolvimento humano e o progresso no conjunto da vida social. Isto é devido, não só à necessidade do descanso, mas também à exigência de « festejar » que está dentro do ser humano. Infelizmente, quando o domingo perde o significado original e se reduz a puro « fim de semana », pode acontecer que o homem permaneça cerrado num horizonte tão restrito, que não mais lhe permite ver o « céu ». Então, mesmo bem trajado, torna-se intimamente incapaz de « festejar ».

Aos discípulos de Cristo, contudo, é-lhes pedido que não confundam a celebração do domingo, que deve ser uma verdadeira santificação do dia Senhor, com o « fim de semana » entendido fundamentalmente como tempo de mero repouso ou de diversão. Urge, a este respeito, uma autêntica maturidade espiritual, que ajude os cristãos a « serem eles próprios », plenamente coerentes com o dom da fé, sempre prontos a mostrar a esperança neles depositada (cf. 1 Ped 3,15). Isto implica também uma compreensão mais profunda do domingo, para poder vivê-lo, inclusivamente em situações difíceis, com plena docilidade ao Espírito Santo.

Catecismo da Igreja Católica:



 A obrigação do Domingo 

1193 O domingo, "dia do Senhor", é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, o dia da família cristã, o dia da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é "o fundamento e o núcleo do ano litúrgico". 

2180. O mandamento da Igreja determina e precisa a lei do Senhor: «No domingo e nos outros dias festivos de preceito, os fiéis têm obrigação de participar na missa» (102). «Cumpre o preceito de participar na missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do antecedente» (103).

2181. A Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã. É por isso que os fiéis têm obrigação de participar na Eucaristia nos dias de preceito, a menos que estejam justificados, por motivo sério (por exemplo, doença, obrigação de cuidar de crianças de peito) ou dispensados pelo seu pastor (104). Os que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem um pecado grave.

Fonte: CARTA APOSTÓLICA DIES DOMINI, 4 DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II SOBRE A SANTIFICAÇÃO DO DOMINGO

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Tempo Litúrgico do Advento

Neste tempo de preparação para o Natal (o tempo litúrgico do Advento), gostaria que percorrêssemos um pequeno caminho até chegarmos à grande festa do nascimento de Jesus.
Um caminho que não começa às portas da cidade de Belém, procurando em qual gruta estão Maria e José, mas que começa nove meses antes, em Nazaré, na pequena casa de Maria.
O nosso caminho para o Natal  começa  com a anunciação do Arcanjo São Gabriel e com a Encarnação do Verbo de Deus no seio puríssimo da Virgem Maria.

Momento singular para Maria, onde Deus, qual espada aguçada, penetra no seu jovem coração e lhe pede uma decisão: "Queres ou não queres ser meu instrumento? Queres ou não queres fazer a Minha vontade?"
Voluntária e livremente, com toda a sua inteligência, coração e vontade, Maria consente, sem reserva alguma, em entregar sua vida a Deus.
Tornar-se instrumento dócil nas mãos de Deus implica este sacrifício incondicional do corpo e da alma, da inteligência e da vontade.
A 1ª etapa do nosso caminho tem diante de cada um de nós o mesmo desafio feito a Maria: "TU QUERES?" Queres também tu ser um instrumento nas mãos de Deus? Um instrumento que Ele possa usar, como quiser, quando quiser e onde quiser?
Aceitas este desafio: fazer a vontade de Deus na tua vida, sejas tu casado ou solteiro, profissional ou desempregado, jovem ou adulto?
Aceitas sacrificar, isto é, fazer sagrado (sacrum + facere), o que tens de mais teu: o teu corpo e a tua alma, a tua inteligência e a tua vontade - para te tornares instrumento de Deus?
Reflete bem! O teu caminho para o Natal precisa deste passo.
Que o teu Anjo da guarda, fiel cumpridor da vontade de Deus, te ajude no "sim" que deves dar a Deus!
Pe. Gonçalo ORC

sábado, 30 de novembro de 2013

Meditando sobre a existência dos Anjos segundo a Sagrada Escritura


Sabemos da existência dos Anjos pela revelação Divina, que é comprovada como autêntica, pela sabedoria, pelos milagres e principalmente, pela ressurreição de Cristo. Jesus Cristo nos dá a plena certeza sobre a existência dos Anjos. Ele ensina que os Anjos existem (1) e experimentou, pessoalmente, sua atividade (2).

A respeito da existência dos Anjos, fala quase toda a Sagrada Escritura, desde a narração do Paraíso (Gn 3, 24), até a descrição da Jerusalém celeste (3).

Referindo-se àqueles que estiveram presentes na vida de Jesus, diz o Catecismo: “Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço dos Anjos” (CIC 333): anunciaram o seu nascimento, (4) cantaram no seu nascimento “Glória a Deus...” (Lc 2, 14); protegeram Jesus na sua infância, (5) serviram-nO no deserto, (6) reconfortaram-n’O na agonia (cf. Lc 22, 43), anunciaram a sua Ressurreição (cf. Mc 16, 5-7) e estarão presentes no seu retorno, que eles anunciaram (cf. At 1, 10-11) e a serviço do juízo que o próprio Cristo pronunciará (7).

___________________
1. Cf. Jo 1, 51; Mt 13, 41.49; 18, 10; 25, 31; 26, 53.
2. Cf. Mt 1, 20-24; 2, 13.19; 4, 10-11; 28, 2-3; Lc 22, 43.
3. Ap 21, 12; cf. João Paulo II , Catequese do 30 de Julho de 1986; CIC nos 331-333; Macintyre apresenta quase todos os textos da Sagrada Escritura, os do AT: 51-80 e os do NT: 80-102.
4. Lc 1, 26-38; Mt 1, 18-24.
5. Cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.
6. Mt 4, 11; Mc 1, 12.
7. Cf. Mc 8, 38; Mt 13, 41; 16, 27; 25, 31; Lc 9, 26; 12, 8-9; 2Ts 1, 7.

domingo, 17 de novembro de 2013

A Igreja Católica Romana ensina com a Bíblia que Jesus Cristo é o nosso único Redentor.
Precisamos todavia precisamos acreditar em Anjos?



A Igreja Católica Romana crê em Jesus Cristo como único Redentor segundo o ensinamento de São Paulo: “Há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos” (1Tm 2, 5-6). Mas a Igreja reconhece e crê também que Deus criou os Anjos e quis servir-se deles, porque a Revelação divina na Bíblia e na Tradição fala dos Anjos e da sua missão na vida de Jesus Cristo e de todos os homens: “Não são todos os Anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1, 14).

- Pequeno Catecismo dos Anjos. Pe Titus Kieninger ORC

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Um anjo traspassou seu coração com uma seta de fogo.


Santa Teresa D'Ávila (Santa Teresa de Jesus)
(15 de Outubro)

Santa Tereza nasceu em Ávila, na Espanha, no ano de 1515. A educação que os pais deram a ela e ao irmão Roderico, foi a mais sólida possível. Acostumada desde pequena à leitura de bons livros, o espírito da menina não conhecia maior encanto que o da vida dos santos mártires. Tanto a impressionou esta leitura que, desejosa de encontrar o martírio, combinou com o irmão a fuga da casa paterna, plano que realmente tentaram executar, mas que se tornou irrealizável, dada a vigilância dos pais. 

A idéia e o desejo do martírio ficaram, entretanto, profundamente gravados no coração da menina. Quando tinha 12 anos, perdeu a boa mãe. Prostrada diante da imagem de Nossa Senhora, exclamou: “Mãe de misericórdia, a vós escolho para serdes minha Mãe. Aceitai esta pobre órfazinha no número das vossas filhas”. A proteção admirável que experimentou durante toda a vida, da parte de Maria Santíssima, prova que esse pedido foi atendido. 

Deus permitiu que Teresa por algum tempo, enfastiando-se dos livros religiosos, desse preferência a uma leitura profana, que poderia pôr-lhe em perigo a alma. Também umas relações demasiadamente íntimas com parentes, um tanto levianas, levaram-na ao terreno escorregadio da vaidade. O resultado disto tudo foi ela perder o primitivo fervor, entregar-se ao bem-estar, companheiro fiel da ociosidade, sem entretanto chegar ao extremo de perder a inocência. 

O pai, ao notar a grande mudança que verificava na filha, entregou-a aos cuidados das religiosas agostinianas. A conversão foi imediata e firme. Uma grave enfermidade obrigou-a a voltar para a casa paterna. Durante esta doença, percebeu o profundo desejo de abandonar o mundo e servir a Deus, na solidão dum claustro. O pai, porém, opôs-se a esse plano, no que foi contrariado por Teresa, que fugiu de casa, para se internar num mosteiro das Carmelitas, em Ávila. No meio do caminho lhe sobreveio uma grande repugnância pela vida religiosa, e por um pouco teria desistido da idéia. Vendo em tudo isto uma cilada do inimigo de Deus e dos homens, seguiu resolutamente o caminho e ao transpor o limiar do mosteiro, os receios e escrúpulos deram lugar a uma grande calma e alegria no coração. 

Durante o tempo do noviciado, foi provada por outro relaxamento no fervor religioso que, aliás, pouco tempo durou. Deus mais uma vez lhe tocou o coração, mas de uma maneira tão sensível que Teresa, debulhada em lágrimas, prostrada diante do crucifixo, disse; “ Senhor, não me levanto do lugar onde estou, enquanto não me concederdes a graça e fortaleza bastantes, para não cair mais em pecado e servir-vos de todo coração, com zelo e constância”. A oração foi ouvida e de uma vez para sempre, ficou extinto no coração de Teresa o amor ao mundo e às criaturas e restabelecido o zelo pelas coisas de Deus, do seu santo serviço. 

Foi-lhe revelado que essa conversão era o resultado da intercessão de Maria Santíssima e de São José. Por isso, teve sempre profunda devoção a S. José e muito trabalhou para difundir este culto na Igreja. 

Profunda era a dor que sentia dos pecados cometidos e dolorosas eram as penitências que fazia, se bem que os confessores opinassem que nenhuma dessas faltas chegava a ser grave. Em visões lhe foi mostrado o lugar no inferno, que lhe teria sido reservado, se tivesse seguido o caminho das vaidades. De tal maneira se impressionou com esta revelação, que resolveu restabelecer a Regra carmelitana, em todo o rigor primitivo. Esse plano, embora tivesse a aprovação do papa Pio IV, a mais decisiva resistência encontrou da parte do clero e dos religiosos. Teresa, porém, tendo a intenção de agir por vontade de Deus, pôs mãos à obra e venceu.

Trinta e dois mosteiros (17 femininos e 15 masculinos) foram por ela fundados e outros tantos reformados. Em todos, tanto no convento dos religiosos, como das religiosas, entrou em vigor a antiga regra. São João da Cruz foi quem assumiu e escreveu as regras para o segmento masculino, a pedido de Santa Teresa. 

Em sua biografia há capítulos ( os 11 e os seguintes), que dão testemunho da intensidade da sua vida interior. O que diz sobre os quatro degraus da oração, isto é, sobre o recolhimento, a quietação, a união e o arrebatamento, é realmente aquilo que a oração da sua festa chama “pábulo da celeste doutrina”. Graças extraordinárias a acompanhavam constantemente como fossem: comunicações diretas divinas, visões, presença visível de Cristo.

Um anjo traspassou seu coração com uma seta de fogo, fato este que a Ordem carmelitana comemora na festa da transverberação do coração de Santa Teresa, em 27 de agosto.

Doloroso foi o caminho da cruz pelo qual a Divina Providência a quis levar e não faltou quem lhe envenenasse as mais retas intenções, quem em suas medidas de reforma visse obra do demônio, e intervenção direta diabólica. A calma lhe voltou, quando em 1559, se confiou à direção de São Pedro de Alcântara.

Não tardou que, em 1576, no seio da Ordem se levantasse uma grande tempestade contra a reforma. Veio a proibição de novas fundações, e Teresa viu-se obrigada a se recolher a um dos conventos. Parecia ter-se declarado o fracasso da sua obra: Foi, quando interveio o rei Felipe II. A perseguição afrouxou só pouco a pouco e, em 1580, o Papa Gregório XIII declarou autônoma a província carmelitana descalça. 
Esta obra sobre-humana não teria tido o resultado brilhante que teve, se não fosse a execução da vontade divina e se Teresa não tivesse sido toda de Deus, possuidora das mais excelentes e sólidas virtudes, dotada de grande inteligência e senhora de profundos conhecimentos teológicos. 

Santa Teresa teve o dom de ler nas consciências e predizer coisas futuras, não lhe faltou a cruz dos sofrimentos físicos e morais. No seio das maiores provações, nas ocasiões em que lhe parecia ter sido abandonada pelo céu e pela terra, era imperturbável sua paciência e conformidade com a vontade de Deus. No SS. Sacramento, achava a forma necessária para a luta e para a vitória.

Sob o impulso de uma graça especial fez o voto de fazer sempre aquilo que a consciência lhe dizia ser o mais alto grau da vida mística. Os numerosos escritos, asseguraram-lhe um dos primeiros lugares entre os místicos.

Oito anos antes de deixar este mundo, foi-lhe revelada a hora da morte. Sentindo esta se aproximar, dirigiu uma fervorosa ordem a todos os conventos de sua fundação ao ou reforma. Com muita devoção recebeu os santos Sacramentos, e constantemente rezava jaculatórias sobre esta: “ Meu Senhor, chegou afinal a hora desejada, que traz a felicidade de ver-vos eternamente.“ – Sou uma filha de Vossa Igreja. Como filha de Igreja Católica, quero morrer.” - Senhor, não me rejeiteis a Vossa face. Um coração contrito e humilhado não haveis de desprezar”.

Santa Teresa morreu em 1582, na idade de 67 anos. Logo após sua morte, o corpo da Santa exalava um perfume deliciosíssimo. Até o presente dia se conserva intacto.

Seu coração, apresentando larga e profunda ferida, acha-se guardado num precioso relicário na Igreja das Carmelitas em Alba.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A prova de São José.



O Anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva. Sal 33, 8



No momento em que São José vem a saber que MARIA, sua esposa, estava grávida, começa a sua provação. Esta reacção podia ser mal interpretada se não for vista à luz da extraordinária virtude de São José. O evangelista não afirma tão somente que José era um homem justo, em geral, mas acentua ainda, como a qualidade de perfeita justiça estava a base da decisão que ele tomou: José, que era homem justo, resolveu deixá-la secretamente. São João Crisóstomo diz que por 'um homem justo', Mateus refere-se àquele que é virtuoso em tudo" (Tomás de Aquino, Catena Aurea, em Mt 1,19).


Os dados que São Lucas nos proporciona a respeito da relação entre José e MARIA, sugerem claramente que as considerações de José transcorriam, de facto, num plano muito elevado. Lucas dá-nos a entender que José conhecia e aceitava a decisão de MARIA de querer permanecer virgem. Para poder contrair matrimónio validamente, MARIA estaria sem dúvida obrigada a manifestar ao seu esposo a sua intenção de permanecer como uma virgem consagrada a DEUS. Prova de que ela fez isto, é a resposta que deu ao Anjo Gabriel, logo que este lhe anunciou que ia ter um filho: Como será isso, se eu não conheço homem? (Lc 1,34). Ao falar no presente, "não conheço homem", está a dar à sua declaração um sentido absoluto. A situação não é simplesmente assim, que não conhecesse nenhum possível esposo, pois já está comprometida com José. Melhor, a sua declaração evidencia a intenção de permanecer sempre virgem.

O facto de José aceitar contrair este matrimónio virginal, diz-nos muito acerca da sua profunda vida interior. Se ele mesmo não tivesse sido totalmente casto, não teria podido superar a cultura judaica, a qual via numa descendência numerosa a bênção de DEUS e na esterilidade o estigma duma maldição divina. Com um enorme amor virginal foi capaz de renunciar ao natural amor matrimonial que funda e nutre uma família (cf. Redemptoris Custos = RC, 26).

Não é que São José tivesse posto em dúvida a integridade da Santíssima Virgem, mas, antes, o próprio mistério em si que se abria diante do seu olhar, que o pôs a provação terrível. São Jerónimo assinala a este respeito que "isto pode ser considerado um testemunho a favor de MARIA; que José, convencido da sua pureza na expectativa daquilo que ia passar, cobriu com o seu silêncio aquele mistério que não alcançava explicar" (Tomás de Aquino, Catena Aurea, em Mt 1,19). A que mistério se refere? Remígio explica: "Ele percebeu que estava grávida aquela que ele sabia que era casta. E já que ele tinha lido: "Da raiz de Jessé crescerá um rebento" (ele sabia que MARIA era da tribo de Jessé), e: "Olhai, a Virgem conceberá", não duvidou que esta profecia haveria de cumprir-se n'Ela (ibid.). Sendo, além disso, o primeiro varão que estava comprometido com uma virgem consagrada a DEUS, é compreensível que José, dadas as coincidências a respeito das circunstâncias, pensasse na profecia do nascimento virginal.

Porque é que isto o afligiu tanto, que até decidiu repudiar MARIA? Em resposta a esta pergunta, Orígenes diz: "E já que ele não tinha nenhuma suspeita contra ela, como poderia então ser um homem justo e, não obstante, decidir repudiar em segredo a que era Imaculada? Pensou em repudiá-la, pois viu n'Ela um grande mistério, perante o qual se considerava indigno" (ibid.).

Diz um verso: "Era justo por causa da sua fé, sendo que acreditava que o CRISTO nasceria duma virgem. Por isso desejou humilhar-se diante de uma graça tão grande" (ibid.).

Com base nesta exegese, São Tomás diz que José tinha lido as profecias de Isaías (cf. 7,14 e 11,1), e, dado que sabia que MARIA descendia da família de David (Jessé), estava "mais inclinado a acreditar que a dita profecia se cumpriria n'Ela, a acreditar que ela cometesse adultério. E como se sentia indigno de coabitar com tal santidade, quis repudiá-la em segredo, à semelhança de Pedro, que disse: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!" (Lc 5,8)" (Sobre Mateus I, n. 117).

Lallement, resumindo, diz: "Consciente de ser o esposo comprometido de MARIA, José, com uma atitude sobrenatural, discorreu sobre a questão que se lhe apresentava: ele não via que tivesse mais alguma missão ao lado de MARIA, pois n'Ela se estava a manifestar um mistério que o superava completamente. Ele também não acreditava que tinha o direito de revelar este mistério. Por isso considerou deixar livre MARIA, da maneira mais prudente: "José, que era justo, resolveu deixá-la secretamente" (ibid.).

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DIA DOS SANTOS ANJOS DA GUARDA





Eles te guardem em todos os teus caminhos.

A teu respeito ordenou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos (Sl 90,11). Louvem o Senhor por sua misericórdia e suas maravilhas para com os filhos dos homens. Louvem e proclamem às nações que o Senhor agiu de modo magnífico a favor deles. Senhor, que é o homem para que assim o conheças? Ou por que inclinas para ele teu coração? Aproximas dele teu coração, enches-te de solicitude por sua causa, cuidas dele. Enfim, a ele envias o teu Unigênito, infundes o teu Espírito, prometes até a visão de tua face. E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os teus santos espíritos a servir-nos, confias-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos. 

A teu respeito, ordenou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança. Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção. Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor. Estão aqui para proteger, para te serem úteis. Na verdade, embora enviados por Deus, não nos é lícito ser ingratos para com eles, que com tanto amor lhe obedecem e em tamanhas necessidades nos auxiliam. 

Sejamos-lhes fiéis, sejamos gratos a tão grandes protetores; paguemos-lhes com amor; honremo-los tanto quanto pudermos, quanto devemos. Prestemos, no entanto, todo o nosso amor e nossa honra àquele que é tudo para nós e para eles; de quem recebemos poder amar e honrar, de quem merecemos ser amados e honrados. 

Assim, irmãos, nele amemos com ternura seus anjos como futuros co-herdeiros nossos, e enquanto esperamos nossos intendentes e tutores dados pelo Pai como nossos guias. Porque agora somos filhos de Deus, embora não se veja, pois ainda estamos sob tutela quais meninos que em nada diferem dos servos. 

Aliás, mesmo assim tão pequeninos e restando-nos ainda uma tão longa, e não só tão longa, mas ainda tão perigosa caminhada, que temos a temer com tão poderosos protetores? Eles não podem ser vencidos, nem seduzidos, e ainda menos seduzir, aqueles que nos guardam em todos os nossos caminhos. São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu.

Dos Sermões de São Bernardo, abade

(Sermo 12 in psalmum Qui habitat, 3.6-8: Opera omnia, Edit.Cisterc. 4[1966]458-462) (Séc.XII)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

São Rafael Arcanjo





Fazendo uma leitura atenta do Livro de Tobias, vemos como Deus envia o Arcanjo Rafael sob a aparência de simples homem para curara a cegueira de Tobit e libertar Sara do influência diabólica.
O nome Rafael quer dizer "Deus cura" ou "Medicina de Deus" que estende Sua misericórdia do plano espiritual ao físico. Por isso, deve "ser" invocado contra as potências do mal, na cura das doenças e nas deslocações e viagens. Muitos que a ele recorrem, foram bons orientadores de consciências. Eles nos consola nas dificuldades presentes e nos fortalece contra o desânimo e depressão. Quando Deus no-lo envia, sentimos a paz, a tranquilidade e a aceitação do que nos parecia impossível suportar.
É representado por um jovem em traje de viagem, segurando um cajado. A vestimenta de viandante recorda-nos que S. Rafael está sempre disposto " a viajar" em nosso auxílio; o cajado lembra um ceptro, que simboliza poder, apoio e segurança com que ele assiste a todos quantos recorrem ao sue auxílio em suas necessidades" ( cfr. artº do Prof. Archibald Joseph Macintyre, publicado na revista "Jesus vive e é o Senhor", Set/93, pg. 28).
S. Rafael move-nos com um grande zelo pelo desígnio de Deus e com o "coração" cheio de fogo abrasador do Amor Divino. Pudéssemos nós amar a Deus com tal fervor!
Este Arcanjo revela-se como "um dos sete espíritos que assistem ao trono de Deus" ao despedir-se de Tobit e sua família. Está próximo de Deus e ao mesmo tempo pronto para servir e ajudar-nos, bem como para levar as nossas preces diante do Trono Divino. A intervenção de Rafael mostra quão importante é a nossa oração para que os anjos possam actuar. Tobit e Sara oraram profundamente antes que ele viesse.
Possamos nós ter na nossa caminhada rumo à eternidade a presença e o conselho deste arcanjo e dos outros Anjos nossos amigos, a fim de que, por eles protegidos do inimigo, sejamos conduzidos para o fim desejado por Deus. Sejamos também sinais da sua presença na vida dos irmãos, por bons conselhos e pela prática das virtudes cristãs.
Invoquemos São Rafael, pelo poder que lhe foi concedido por Deus:
- em VIAGENS por terra, mar ou ar, pois ele foi protector de Tobias e o defendeu de todos os perigos durante a viagem;
- os ESTUDANTES de qualquer ramo da ciência, pois ele ministrou sábias lições ao jovem Tobias na viagem;
- o PAI e a MÃE de cada família o tenham como conselheiro por causa dos grandes conselhos que deixou à família socorrida antes de voltar para o Céu;
- Os SACERDOTES o tenham como patrono, ora revelando ao mundo o "Pão dos Anjos", símbolo da SS. Eucaristia, ora recomendando a caridade, o jejum e todas as virtudes que devem ornar as almas eleitas de Deus;
- É bom invocar o seu auxílio na escolha de bons e santos MATRIMÔNIOS;
- Na hora presente em que paira denso nevoeiro sobre muitos aspectos da vida humana, é bom clamar seu patrocínio contra a CEGUEIRA corporal e espiritual.
Aquilo que o Arcanjo realizou na família de Tobit de uma maneira visível e sensível, cada um dos Anjos da Guarda o faz, de modo invisível, em favor de quem a ele pede.

Obra dos Santos Anjos