Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O grande espinho

 
 
"Fui com Ir. Irene para as instruções. Dia por dia mais desejava o Senhor Jesus no meu coração. Grande terror senti do pecado, que tanto desgostava e entristecia o bom Jesus. E dia por dia, ao me levantar dizia a meu 'novo amigo': Meu novo amigo, santo Anjo da Guarda, tenha hoje muito cuidado comigo e não me deixe desgostar o bom Deus. Amém.

Esta oraçãozinha eu mesma a compus e ...repeti durante toda a minha vida, a partir daquele tempo das instruções de um dia em que Ir. Irene nos falara que o bom Jesus morrera pelos pecados de todos os homens. E o que mais vivamente se agravou em minha almazinha de criança foi:' Cada pecado que a gente faz é um espinho grande que a gente enterra na Santa Cabeça do bom Jesus'.

Quando recebemos Jesus em nosso coração, e se depois fazemos um pecado, expulsamos nosso bom Jesus de nosso coração aos empurrões, e deixamos que o demônio entre.

Palavras que se gravaram nitidamente em minha alma e que um verdadeiro horror ao pecado me despertaram. Ah! vezes incontáveis estive por enterrar o 'Grande Espinho' na Santa Cabeça do Senhor, porém meu 'novo Amigo' chegava sempre a tempo de impedir, e daí a doce e segura confiança que lhe tinha".

(Texto extraído do livro "Vi o meu Anjo",. de Cecy Cony - Ir. Antonia)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Testemunho

É A SALVAÇÃO QUE ESTÁ CHEGANDO!





(A história de Gustavo)
Certa manhã correu a notícia por todo povoado: "Gustavo desapareceu." Ninguém sabia para onde foi, mas talvez tivesse ido embora para um dos próximos portos, pois queria ser marinheiro. Mas o que acontecerá com ele, um rapaz de apenas treze anos, sem dinheiro, sem a benção dos pais, fugindo para longe da casa.
De fato, Gustavo estava fugindo de casa. Na sua fuga procurou na primeira noite um abrigo no cemitério de um povoado. A sorte não estava com ele, pois chovia torrencialmente. Para se proteger da chuva, subiu no nicho de uma janela da igreja ao lado do cemitério. Aconchegou-se bem no nicho da janela e deu com as costas contra o caixilho da mesma. Mas que horror! O rapaz caiu com o caixilho podre dentro da cripta!
Felizmente não sofreu quebraduras, mas ficou a noite inteira na escuridão daquele lugar. Na manhã seguinte, quando o sol despontou, viu com grande espanto que estava dentro de uma cripta para ataúdes de defuntos, e a janela encontrava-se a dois metros de altura.
Tentou subir pela parede, mas como esta era muito lisa e úmida não adiantou nada. Mesmo com o máximo esforço não conseguiu alcançar a janela. Ficou desesperado e começou a gritar, porém, sem resposta. Gritou horas a fio. Nada! Não ouvia passos, nada. Um silêncio completo. Como última solução começou a rezar ao Anjo da Guarda. Rezou e gritou o dia inteiro, até não ter mais forças para gritar. Passou a segunda noite naquela cripta.
Pelo meio dia do dia seguinte alguém abriu a porta da cripta. Gustavo logo pensou: "Graças a Deus! É a salvação que está chegando!" Entrou uma moça com uma vassoura na mão, pois queria fazer uma limpeza na cripta. Mas quando viu o rapaz, levou tamanho susto que logo fechou a porta e fugiu correndo. Pensava que se tratava de uma alma do outro mundo.
Houve uma longa demora. Enfim Gustavo escutou passos. Chegaram alguns homens robustos com o professor da aldeia e sua filha. Ao ver o rapaz, o professor disse: "Que sorte, meu caro! Como você entrou aqui? Olha, somente uma vez por ano mando varrer e limpar a cripta. E hoje de manhã, veio-me a idéia de limpá-la. E como este pensamento persistia, mandei minha filha fazer o serviço".
Então Gustavo, entre lágrimas e meio morto, contou a sua história e que o dia inteiro pediu a seu Anjo da Guarda que o livrasse daquela prisão. E terminou dizendo: "Acho que foi ele mesmo que lhe deu a idéia de limpar a cripta justamente hoje".

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O anjo guardião da família


Venho aqui descrever minha experiência com os anjos.



Naquele tempo, tínhamos em casa um quarto com 2 beliches, eu ficava na parte de baixo e na parte superior meu irmão, que hoje é diácono. Na época, eu tinha aproximadamente 10 ou 12 anos.
Nesse tempo meu irmão foi para um retiro, ficando fora de casa. Na primeira noite, como eu gostava muito de dormir na cama de cima, aproveitei para dormir na cama de meu irmão.
Em um momento da noite, despertei com uma claridade muito grande no quarto, uma luz branca que gradativamente diminuiu até eu poder enxergar. Ao lado da cama, pude perceber um vulto, quase que virado de costas.
Eu estava tranquilo pois naquele exato momento já sabia quem era. Por momentos, fiquei ali parado, admirando-o. Então ele começou a virar-se lentamente, mas não parecia encostar no chão, pois era um movimento suave. Foi quando me assustei ao ver o seu rosto suave e comprido, notando que se tratava realmente de alguém. Com muito medo me cobri rapidamente com o cobertor.
Fiquei uns instantes ali debaixo do cobertor, com medo do que tinha visto, sabendo quem era, mas ao mesmo tempo assustado. Logo após me cobrir, senti em cima de mim, por cima do cobertor, a mão acolhedora de um adulto e novamente me senti bem mas ainda com medo.
Então tomei coragem e, em um movimento rápido, retirei o cobertor e olhei, mas para minha saudade até hoje, ele não estava mais ali.
Foi com esta experiência, que acreditei de forma irrestrita na existência de Anjos e de Deus. Sempre orei a oração ao santo Anjo, mas vê-lo era algo incrível.
Muito mais tarde, conversei com meu irmão sobre o fato e, com auxílio de um padre amigo e conselheiro, os dois concluíram que talvez não fosse o meu Anjo da Guarda, mas sim um anjo que é enviado à casa da família da pessoa que se ausenta, quando ela é a responsável ou parte importante na família, para cuidar enquanto este membro está fora.
Porém, eu sempre acreditei que era o meu Anjo da Guarda, pois com ele falava quase todos dias em oração, desde criança, e sempre tive fé na sua existência. Além disso, tenho sempre o sentimento que ele continua comigo, às vezes se decepcionando por uma má decisão, comportamento ou pensamento meu, mas feliz quando recomeço tantas e tantas vezes a minha caminhada para o Pai.

Fonte:http://cumsanctisangelis.blogspot.pt/2012/10/o-anjo-guardiao-da-familia.html

sábado, 3 de maio de 2014

Instrumento de Deus para a Obra dos Santos Anjos

RECORDANDO A MÃE GABRIELE
(1896 - 1978)


"O amor à cruz é o mais pesado, o mais brilhante
e o mais frutuoso, porque conduz da terra ao céu".
(Mãe Gabriele)





Em todas as épocas DEUS escolhe no Seu livre desígnio a quem deseja confiar uma missão singular na Igreja. É a revelação visível de Sua presença paterna, salvífica e santificadora. Poderíamos citar aqui centenas de exemplos de vida dos Santos e da história da Igreja. Uns eram profetas de voz poderosa, outros pregavam pelo silêncio e brilho do testemunho de vida, simples e ocultos aos olhos do mundo. Sejam eles monges ou missionários, sacerdotes ou leigos, jovens ou até crianças, sempre o selo da propriedade divina os distinguia, imbuídos do mistério e da força do DEUS Altíssimo.



Para criar a Obra dos Santos Anjos, DEUS escolheu como instrumento uma simples mãe de família, Gabriele Bitterlich. Esse fato, por si só, se reveste de um particular significado, pois, assim como toda a Santa Igreja, também a Obra deve ser a família do Senhor, manifestação do Seu amor salvífico, comunidade de membros visíveis e invisíveis, de anjos e homens, unidos no Corpo Místico de CRISTO.



Personalidade forte, marcada pela profunda comunhão com DEUS, Gabriele irradiava o verdadeiro amor divino que, atuando na sua vocação materna, fez dela a Mãe da Obra dos Santos Anjos. É este o seu mais belo atributo, visível naquele amor sóbrio, puro, desapegado e autêntico que a todos atraía e a todos indicava o caminho para a casa do PAI.



Gabriele nasceu no dia 1o. de novembro de 1896 em Viena (Áustria), e foi batizada no dia 21 de novembro do mesmo ano. Desde criança Gabriele teve a graça de uma profunda união com o seu Santo Anjo da Guarda. A presença visível deste seu amigo celeste tornou-se tão natural e freqüente, a ponto de ocupar um lugar especial em toda sua vida. De fato, foi ele o pedagogo que o Senhor destinou para sua formação e caminho à santidade. No entanto, Mãe Gabriele não vivia num mundo de ilusões e fantasias. Já na adolescência começara uma sóbria educação nas mãos de DEUS. Desde cedo aprendera a procurar sempre a vontade de DEUS, mortificar a vontade própria, diminuir continuamente, a fim de que ELE fosse o único tesouro de sua vida. Mais tarde, depois de casada, em Innsbruck no dia 23 de maio de 1919, o Senhor submeteu-a a uma rigorosa formação na escola da Cruz, cumulando-a com inumeráveis e pesadas provações. Mãe Gabriele descobriu assim o segredo da renúncia por amor, crescendo na sede de DEUS que era puro anseio e ardor.



Mulher realista, consciente de seus deveres de esposa e mãe de família, ela vivia como que estendida na Cruz de uma grande tensão: de um lado, mergulhada no mistério de DEUS e por outro, envolta em inúmeras tarefas do dia a dia, atenta aos mínimos detalhes de sua vida doméstica. Conciliava em verdadeira santidade o contínuo olhar para DEUS, a constante atenção aos Santos Anjos e uma correspondência exemplar à sua vocação de mãe de uma família natural com seis filhos (três eram de adoção). E mais tarde, acrescentou-se uma família espiritual que atingia proporções mundiais. Como se não bastasse tudo isso, somavam-se a saúde debilitada e as contínuas doenças, vendo-se por várias vezes à beira da morte. Seu grande amor a DEUS também refletiu-se visivelmente na dedicação aos pobres e aos enfermos. A pobreza em espírito alçou-a à total simplicidade do caráter, condição essencial para a santidade. Chamada a uma verdadeira missão expiatória, Nosso Senhor introduziu-a gradativamente na experiência de Seu sofrimento Redentor no Horto das Oliveiras e do Calvário. Numa imolação total pelos sacerdotes, ela não meditava, mas vivia a Paixão de CRISTO numa participação real, interior e física. Assim nasceu a regra da "Passio Domini" (Paixão do Senhor) das quintas e sextas-feiras na Obra dos Santos Anjos e a nossa mais profunda vocação: a reparação pela Santa Igreja. Através dela aprendemos a amar a Cruz como o segredo que nos abre a porta ao eterno amor de DEUS. Mas a força para o sacrifício diário provinha ainda de um outro mistério: a profunda vida eucarística. O Santo Sacrifício da Missa e a conseqüente comunhão constituíam o ponto culminante de sua vida unitiva com Seu amado Senhor, antecipando todos os dias o céu na sua alma. Ela nos ensinou que a verdadeira reparação não é possível sem esta graça, pois é sempre DEUS em nós que opera e salva.



Formando sua serva na ciência da Cruz, DEUS a preparou para a missão de portadora de uma revelação particular em torno da realidade dos Anjos. Como jamais antes, Nosso Senhor revelou à Mãe Gabriele a partir de 1949 o mundo dos Santos Anjos, seus coros, sua missão na Igreja e na criação. Através dela o Senhor quis abrir os nossos olhos para a atualidade da presença destes grandes guerreiros invisíveis nos tempos de hoje, como intercessores, defensores e, sobretudo, como nossos educadores em vista da santidade e da vocação particular de cada um de nós. A Igreja sempre acompanhou de perto esta revelação por meio de seus legítimos representantes, a saber, o Bispo de Innsbruck, os diversos diretores por ele designados, e ultimamente por dois decretos da Santa Sé.



Mãe Gabriele orientou os nossos olhares para MARIA, a Esposa do ESPÍRITO SANTO e Senhor dos últimos tempos. Mostrou-nos que é ela a Rainha dos Anjos, a Vitoriosa que vem com seu exército angélico, pronta para o combate derradeiro. Por isso, a Obra vive em torno da Mãe de DEUS, a Mãe da transformação, a Arca da Aliança. Mãe Gabriele irradiava o ser mariano, não só pelo seu ser maternal, mas também pelo silêncio no qual guardava os arcanos da sua intimidade com DEUS e pela alegria que provava a
autenticidade de seu grande carisma. Na sua vida oculta, imolada pelos sacerdotes, imitava MARIA a Mãe dos sacerdotes. Ao longo de tantos anos, padres, religiosos e leigos reuniam-se em torno dela, por todos venerada com o carinhoso título de "Mãe". Assim surgiu a Obra dos Santos Anjos, em obediência ao Senhor e à Igreja, e não por iniciativa humana.



Sendo DEUS tudo para ela, a própria vida só teria sentido se configurada à Sua morte. Após uma longa e pesada agonia, o Senhor levou consigo esta alma-vítima no dia 4 de abril de 1978 no convento de S. Petesburg no Tirol (Áustria), onde também foi sepultada. Uma singela inscrição sobre a Cruz de madeira no túmulo diz: "DEUS é bom, Mãe". Nela se realizou plenamente a palavra: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15,13).



Neste mês queremos pedir ao Senhor a graça de vê-la o quanto antes, elevada à honra dos altares, como exemplo de vida santa, para que todo o povo de DEUS possa recorrer à sua intercessão.




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NOVENA A MÃE GABRIELE



PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO!
VÓS encontrastes na Vossa serva Gabriele Bitterlich um instrumento escolhido
para os Vossos planos santíssimos. A exemplo de MARIA, Vossa Mãe, ela foi
muito além de sua própria família uma bondosa mãe que se sacrificava e
cuidava fielmente dos que lhe estavam confiados. Como os Santos Anjos, ela
atendia a todos os Vossos desejos, por menores que fossem, obedecendo em
tudo com obediência alada e em grade fidelidade. Em meio aos mais amargos
sofrimentos e nas horas mais obscuras VÓS a conformastes ao Vosso FILHO na
Cruz. Com MARIA ela disse o "ECCE" e com os Santos Anjos "Louvor a DEUS.
Como testemunho ela deixou para seus filhos a palavra "DEUS é Bom"!
Convencidos de que a vida sacrificada e fiel da Vossa serva Gabriele foi do
Vosso agrado, nós Vos suplicamos que, se for da Vossa Vontade, Vos digneis
apresentá-la ao mundo como modelo de uma vida santa, elevando-a à honra dos
altares, e conceder-nos pela intercessão da nossa Mãe Gabriele a graça de...



(reza-se como novena, acrescentando nove Sanctus em honra dos nove coros
angélicos, bem como nove Glória ao PAI e o Magnificat)
(A novena é somente para uso privado)



Pede-se o favor de comunicar graças alcançadas pela intercessão da Mãe Gabriele ao: administrador do blog pelo e-mail.
DEUS lhe pague.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

História da Obra dos Santos Anjos

A postagem mais vista deste blog é a de título "Obra dos Santos Anjos", então pensamos em falar de sua História.
Inícios
O movimento eclesial da Obra dos Santos Anjos (OA) foi iniciado em Innsbruck, no Tirol (Áustria) nos anos 50 do século passado com a intenção de aprofundar o conhecimento e a devoção aos santos Anjos e, com isto, a colaboração com eles na vida e na missão da Santa Igreja, para a glorificação de Deus e para se dedicar de forma mais eficaz à santificação e salvação das almas.
Um instrumento humano
Instrumento para este movimento foi uma mulher, Gabriella Bitterlich, simples dona de casa em Innsbruck que, por ordem do seu confessor, em 1949, começou a escrever as suas experiências interiores. Na verdade, desde a sua infância, ela teve uma especial intimidade com o seu santo Anjo da Guarda que, ao longo dos anos, a tinha guiado sempre mais profundamente na vida espiritual, conduzindo-a a uma união cada vez maior com Cristo crucificado, com o objetivo de cooperar mais estreitamente na obra da salvação.
Um dom para a Igreja
O seu diretor espiritual verificou que não se tratava simplesmente de um caminho individual, mas de uma oferta de graça dirigida à Igreja. Ao redor da Sra. Bitterlich formou-se um grupo de fiéis, entre eles sacerdotes e seminaristas devotos dos Anjos.
Em 1950, o bispo diocesano, em Innsbruck, Dr. Paulus Rusch, aprovou um texto de Consagração aos santos Anjos e um outro texto de Consagração ao Anjo da Guarda. Em seguida, o próprio bispo acompanhou o movimento, autorizando a divulgação de cartas espirituais escritas pela Sra. Bitterlich para os membros cada vez mais numerosos do movimento.
Em 1961, o bispo diocesano, tomou a iniciativa e erigiu canonicamente a Confraria dos Anjos da Guarda como uma associação pública de fiéis. Seguiram-se outras associações, entre elas também as associações de sacerdotes. Nos anos 60 e 70, o movimento se espalhou em diferentes partes do mundo.
Um caminho de santidade
O compromisso central do movimento consistia numa simples busca da perfeição cristã, sem a qual uma amizade verdadeira com os espíritos bem-aventurados é inconcebível. Esta colaboração, em primeiro lugar, consiste na glorificação de Deus, especialmente através da celebração reverente da santa liturgia e da adoração eucarística, em segundo lugar, refere-se à nossa missão comum de nos dedicarmos à santificação e salvação dos nossos irmãos. Por esta razão, muitos dos escritos da Sra. Bitterlich centravam-se na prática das virtudes e no seguimento de Cristo sofredor. Na verdade, a devoção do mistério pascal de Cristo logo se tornou uma característica central do movimento e a Virgem Santa Maria cada vez mais tornou-se o modelo para a vida interior dos membros da Obra.
Comunidades de Vida Consagrada
Também surgiu um forte desejo entre muitos membros da OA, por uma vida regrada e consagrada segundo as linhas deste movimento espiritual. Tudo isto começou com a restauração da Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz através do decreto pontifício Perantiquus ordo em 1979, enquanto que o ramo feminino das Irmãs da Santa Cruz foi erigido canonicamente mais tarde, em Innsbruck, em 2002.
A intervenção da Santa Igreja
O processo histórico da inclusão da OA no corpo da Santa Igreja necessitou de um diálogo prolongado entre as autoridades eclesiásticas e os representantes do movimento. Daqui resultaram uma série de intervenções da Igreja para orientar o caminho do movimento, talvez inesperadas para muitos, mas necessárias pois estavam implicadas com a própria natureza da Santa Igreja. É ela quem possui o carisma da verdade – e, portanto, do discernimento – isto é, de provar os espíritos, guardando o bem (cf. 1Ts 5,21) e a exemplo de São Paulo, regulando a sua aplicação na mesma Igreja (cf. 1Cor 14). São Justino afirma que o carisma profético, que anteriormente se verificava em Israel, passou para a Igreja, novo Povo de Deus (cf. Diálogo contra Trifon, cap. 82). E São Paulo, inspirado pelo Espírito Santo incentiva a “procurar o amor. Aspirai aos dons do Espírito, especialmente à profecia (...) a profecia não é para os incrédulos, mas para os crentes” (1Cor 14,1.22).
Na verdade, a história da Igreja está repleta de tais dons proféticos, também a nível institucional, como os carismas das comunidades religiosas. Estes dons carismáticos, aceitados com gratidão pela Igreja, são regulados e, por vezes, modificados pela própria Igreja. A aceitação dócil e obediente de tais disposições e alterações é um elemento necessário para garantir a autenticidade do carisma e é o pré requisito para ser aprovado pela autoridade eclesiástica competente. Como o único fundamento da fé e da espiritualidade na Igreja é o depósito da fé transmitido pelos Apóstolos, sempre que uma graça carismática faz nascer uma nova família religiosa na Igreja (caso muito frequente na história!), os responsáveis na Igreja (os bispos, a Santa Sé) são chamados a cumprir a sua obrigação apostólica de supervisionar o crescimento espiritual e doutrinal do movimento e a sua incorporação na Igreja. Enfim, sabemos que “a nenhuma profecia da Escritura compete uma interpretação subjetiva” (2Pe 1,20), e isto vale tanto mais para a interpretação e direção de qualquer carisma que surge dentro da Igreja. E esta responsabilidade torna-se cada vez maior na medida em que um carisma oferece uma própria espiritualidade e leva à fundação de uma comunidade religiosa.
Dois decretos
Entre os anos 1977 e 1992, a Congregação para a Doutrina da Fé submeteu a doutrina e as práticas da Obra dos Santos Anjos a exames detalhados, emitindo dois decretos, um em 1983 e outro em 06 de junho de 1992. Neste último, a Congregação para a Doutrina da Fé orienta fundamentalmente a doutrina, a espiritualidade e as práticas da OA para que esta possa caminhar de modo equilibrado e saudável dentro da Igreja.
Pede que a Obra dos Santos Anjos e os seus membros sigam fielmente a angelologia proposta pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja. Não é permitido um culto dos Anjos usando nomes ou doutrinas não verificadas na Tradição da Igreja. Em especial, na celebração da liturgia devem ser seguidas com rigorosa fidelidade as rubricas dos textos litúrgicos.
Foi instituído um Delegado Apostólico para ajudar e garantir a aplicação fiel das disposições eclesiásticas. Devido à docilidade e fidelidade dos membros e responsáveis da OA foi possível realizar, num curto espaço de tempo, vários passos para uma reorganização da Obra dos Santos Anjos e do seu apostolado segundo as diretrizes da Santa Sé.
Acolhimento pela Santa Igreja
Citamos aqui os momentos mais importantes:
– No Ano Santo de 2000, com a recomendação do Delegado Apostólico e várias explicações teológicas, a Congregação para a Doutrina da Fé aprovou o texto da Consagração aos santos Anjos.
– Em 2003, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, aprovou definitivamente as Constituições da Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz, segundo as quais compete a esta Ordem a direção da OA segundo o CIC, cân. 303.
– Em 07 de novembro de 2008 a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, aprovou o Estatuto da Obra dos Santos Anjos como associação pública de fiéis na Igreja.
– Em sua mensagem de saudação por ocasião do Capítulo Geral da Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz, a 08 de janeiro de 2009, sua Eminência o Cardeal Tarcísio Bertone, por mandato do Santo Padre Bento XVI, manifestou a sua esperança de que os Anjos “acompanhem a família do Opus Angelorum, para que esta com a oração e o zelo apostólico possa servir à santificação contínua de todo o povo de Deus”.
Conclusão
Assim, a Obra dos Santos Anjos foi formada e consolidada na Igreja. Promovendo a devoção aos santos Anjos quer sabiamente guiar os seus membros para a perfeição da vida cristã no caminho do seguimento de Cristo na companhia dos santos Anjos, com os quais adoram o Deus três vezes santo, e se dedicam à santificação das almas, especialmente a santificação dos sacerdotes.

Fonte: Opusangelorum.org

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O AUXÍLIO DOS SANTOS ANJOS NO EXAME DE CONSCIÊNCIA I

“O auxílio dos santos Anjos na vida espiritual segundo o testemunho da Sagrada Escritura” 


Oração Senhor e DEUS, Vós nos destes o benefício indizível de ter sempre ao nosso lado um dos Vossos servos para nossa constante proteção. Dai-nos a graça de Vos poder reconhecer cada vez melhor por meio dele, de Vos poder amar cada vez mais ardentemente e de poder seguir, apalpando, a Vossa Santíssima Vontade cada vez mais fielmente. Deixai que ele nos ajude a levar a nossa cruz e se alegre conosco quando Vós nos atendeis e a Vossa misericórdia se inclina sobre nós. Amém. 
   
Na Carta aos Gálatas, São Paulo dá-nos uma pequena definição da vida espiritual: “Se vivemos pelo ESPÍRITO, pelo ESPÍRITO pautemos também a nossa conduta” (Gl 5,25). Assim, podemos afirmar que a vida espiritual é a vida segundo o ESPÍRITO. São Paulo nos indica em que deve consistir a vida espiritual, indicando-nos os frutos do ESPÍRITO: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio” (Gl 5,22-23). Este ESPÍRITO é aquele Defensor prometido por JESUS (cf. Jo 16,7), é o ESPÍRITO de JESUS. Por isso, também podemos definir a vida espiritual como aquela vida pautada segundo JESUS CRISTO. A essência da vida espiritual consiste em duas coisas, uma da parte de DEUS, outra da parte do homem. Da parte de DEUS consiste nas operações divinas na alma, nas luzes que iluminam o entendimento, nas inspirações que tocam a vontade. Da parte do homem consiste na cooperação da alma às luzes e aos movimentos da graça. Para tratar com DEUS e para se dispor a receber dEle uma comunicação mais forte e mais frequente, é necessário ter uma grande pureza de coração, uma grande força de espírito, uma constante e inviolável fidelidade para cooperar com DEUS e seguir a moção do Seu ESPÍRITO. Devemos, pois, nos comportar e orientar a nossa conduta segundo o ESPÍRITO de DEUS, usando uma parte do nosso tempo ao exame das disposições do nosso coração, a reconhecer o que se passa, e a discernir o que é de DEUS, a nos conformarmos à condução do ESPÍRITO SANTO e a nos determinarmos a tudo fazer e sofrer por DEUS (D.Sp. IV,1836). Assim, queremos falar sobre o exame de consciência e ver em que sentido os santos Anjos nos podem ajudar nele. O exame de consciência é um meio de acesso a DEUS, é a primeira condição para ter acesso a DEUS (D.Sp. IV,1800s). É, portanto, um encontro com DEUS, que nos revela a nós mesmos, que nos faz estar atentos à nossa vida. É uma verdadeira antecipação daquela prestação de contas que faremos no último dia de nossa vida diante de DEUS, é o nosso encontro com DEUS, no qual será revelado a nós mesmos quem nós somos. Ele é, portanto, uma das melhores ajudas na vida espiritual. O exame de consciência é também uma verdadeira oração, porque nele estamos diante de DEUS tal como somos (cf. D.Sp. IV,1801). Estamos diante dAquele que nos conhece. Por isso, neste exame nunca estamos sozinhos dentro de nós, mas estamos com DEUS, com o Seu olhar, estamos com Aquele que nos ama intimamente. O exame de consciência é aquele exercício que nos permite conhecermo-nos a nós mesmos, tomar consciência das nossas faltas e estabelecer a nossa responsabilidade, dispor-nos para uma sincera contrição ao perdão de DEUS, organizar a nossa vida com prudência em vista de um progresso moral e espiritual. É fundamentalmente um ato de vida em DEUS (D.Sp. IV,1831s). O exame de consciência situa a alma sobre o olhar de DEUS, fazendo-a ver e querer em DEUS (D.Sp. IV,1834). Enfim, conduz à união com DEUS, pois aparece seja como exercício seja como diálogo com DEUS, uma oração que nos aproxima de DEUS. É um verdadeiro exercício espiritual que responde àquilo que DEUS quer de nós (D.Sp. IV,1837). Na Sagrada Escritura não se fala claramente nem que os santos Anjos, de modo especial, o santo Anjo da Guarda, nos falam à consciência, nem que eles nos ajudam neste exame de consciência. O que encontramos na Sagrada Escritura são acontecimentos históricos onde os santos Anjos intervêm, mas que para nós são como que um exame de consciência, onde o santo Anjo nos faz parar e pensar sobre o rumo de nossa vida. “O Anjo fala ao nosso coração, (...) aponta sempre para DEUS, para Sua palavra e Sua doutrina, para os Seus mandamentos e para as promessas que Lhe juramos, para os propósitos que fizemos, para a possibilidade de provar a DEUS o nosso amor, a nossa fidelidade” (O nosso Anjo da Guarda, p. 8). A este respeito, queremos meditar neste trabalho dois exemplos que a Sagrada Escritura nos dá: a história de Agar (Gn 16) e a história de Balaão (Nm 22). Sempre o Antigo Testamento deve ser entendido à luz do Novo Testamento (DV 16), e do mesmo modo, aquilo que se refere ao Povo eleito se deve entender como uma prefigura do novo Povo eleito: a Igreja (cf. LG 9). Assim podemos entender que a aliança que DEUS fez com Israel no Monte Sinai, também se possa aplicar a nós, Igreja de DEUS. É o caso da aliança que DEUS fez colocando os santos Anjos ao serviço do Povo de DEUS. Disse DEUS a Moisés: “Vou enviar um Anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque Meu Nome está nele. Mas, se lhe obedeceres pontualmente, se fizeres tudo o que Eu te disser, serei o inimigo dos teus inimigos, e o adversário dos teus adversários. Porque Meu Anjo marchará adiante de ti e te conduzirá entre os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os cananeus, os heveus e os jebuseus, que exterminarei” (Ex 23,20-23).

DEUS concede-nos um santo Anjo para: 
1. nos proteger no caminho, 
2. e nos conduzir ao lugar que DEUS nos preparou.

Por isso, nós devemos: 
1. estar de sobreaviso em sua presença, 
2. ouvir o que ele diz, 3. não lhe resistir.


Oração Santo Anjo, amigo mais fiel de todos, a ti dei a minha mão para me conduzires! Quando não houver mais vereda, sê tua minha bússola, quando obscurecer em volta de mim, sê tu a minha luz! Quando perder o apoio, sê tu o braço sustentador, e quando me desalentar, sê tu o coração forte dentro de mim e diz: “Fica tranquilo, pois DEUS está em ti! E MARIA, tua Mãe, colocou o seu manto em volta de ti, a fim de alcançares a meta, seguro e sem perigo e cheio de confiança”. Assim, santo Anjo, quero descansadamente continuar o meu caminho contigo! Amém. 

Fonte:“O AUXÍLIO DOS SANTOS ANJOS NO EXAME DE CONSCIÊNCIA” Pe. Gonçalo Rosa Machado, ORC    

domingo, 16 de março de 2014

Oração - O envio dos Anjos

Eterno PAI, que criaste tudo no céu e na terra para Vossa glória e louvor, nós Vos agradecemos, pois nos criastes e nos concedestes a grande dignidade de sermos Vossos filhos, e nos confiastes à proteção e guia dos Santos Anjos, nossos irmãos celestes.


Eis, juntamente com eles, estamos ajoelhados diante de Vós para consagrar-Vos todo o nosso viver e agir, e Vos pedimos que nos concedais o poderoso auxílio de Vossas primeiras criaturas. Assim, por eles guardados e guiados, poderemos, neste tempo, persistir e cumprir a nossa missão.

Por isso, mandai-nos aqueles - que Vosso amor criador pensou.
Mandai-nos aqueles - que o sopro de Vossa boca criou primeiro.
Mandai-nos aqueles - que nunca Vos foram infiéis.
Mandai-nos aqueles - que no princípio lançaram Satanás no abismo.
Mandai-nos aqueles - que sem cessar contemplam a Vossa face.
Mandai-nos aqueles - que dia e noite estão atentos às Vossas ordens.
Mandai-nos aqueles - que administram toda a Vossa criação.

E juntamente com São Miguel, chefe das Vossas legiões celestes, queremos adorar-Vos, amar-Vos e como ele servir somente a Vós, pois ninguém é como Vós, ó DEUS bom, misericordioso e fiel!

Senhor JESUS CRISTO, Vós sois o princípio, a plenitude e o fim de toda criação. Diante de Vós deve dobrar-se todo joelho, seja no céu, na terra ou debaixo da terra, porque pela Vossa vitória na Cruz Vos submetestes tudo.

Também nós nos prostramos diante de Vós para implorar de Vossa misericórdia a ajuda especial dos Vossos exércitos celestes, que constantemente estão Vos servindo e lutando para Vós.

Por isso mandai-nos Vossos exércitos - porque nos remistes pela a Vossa vitória na Cruz.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos comprastes com o Vosso Preciosíssimo Sangue.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque destes a Vossa vida por nós.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos amastes até o fim.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos destes a Vossa Palavra.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos chamastes com o Vossos Anjos.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos prometestes a vitória da Igreja.

E que São Gabriel, o mensageiro de Vossa Encarnação, leve também o nosso "faça-se em mim" diante de Vosso Trono, a fim de que também nós, conforme o exemplo de MARIA, nos tornemos portadores de Vosso Corpo e Sangue e Vos sigamos aonde quer que nos conduzais ou envieis.

ESPÍRITO SANTO, Vós inflamastes nosso coração com o amor aos Vossos poderosos servidores. Assim, pedimos a Vossa assistência especial por meio dos Santos Anjos, a fim de que nos conduzam através deste tempo, como outrora haviam conduzido os Israelitas através do mar Vermelho, para que, guiados por eles possamos voltar para o Coração do Redentor.

Por isso, mandai também Vós os Vossos Anjos em nosso auxílio - para que nos tragam os Vossos doze frutos.
Mandai-os em nosso auxílio - para que nos transmitam os Vossos sete dons.
Mandai-os em nosso auxílio - para que por meio deles, cresçamos na fé, esperança e caridade.
Mandai-os em nosso auxílio - para que nos tornemos um com eles.
Mandai-os em nosso auxílio - para que, por meio deles, nos tornemos verdadeiramente adoradores de DEUS Uno e Trino.
Mandai-os em nosso auxílio - para que lutem com sétupla força espiritual conosco e por nós.
Mandai-os em nosso auxílio - para que protejam os doze portões da Santa Igreja (Ap 21,12-14).

E queira São Rafael, com sua seta de amor, inflamar cada vez de novo o nosso coração com a brasa do amor de DEUS, para que possamos guardar "o mistério do Rei" (Tb 12,7).

Ó MARIA Imaculada, Rainha de todos os Anjos, em cujo serviço estão todos os Anjos vós unis em vosso exército todos os vossos servos, a fim de conseguir também na batalha presente a vitória para Deus.
Por isso, nos refugiamos em vós, Nossa Senhora, Rainha e Mãe, e vos suplicamos cheios de confiança:
Olhai para a nossa miséria - e mandai-nos vossos Anjos.
Escutai a nossa súplica - e vinde com os vossos Anjos.
Ficai conosco na luta - com todos os vossos Anjos.
Enviai os vossos Anjos, Virgem puríssima - para precipitar a Satanás no abismo.
Dai ordens aos vossos Anjos, MÃE Santíssima - para afastar para longe de nós a serpente.
Ordenai aos vossos Anjos, Rainha augustíssima - que afugentem o grande Dragão.
E na mão dos nossos santos Anjos da Guarda queremos servir-Vos eternamente, silenciando escutando e obedecendo pobres, puros e fiéis.

Agora, vós próprios estais diante de nós, grandes e santos irmãos, e nos colocamos confiantemente em vossas mãos. Os cuidados do PAI Celeste nos confiam a vós, o amor do Senhor vos chamou a segui-Lo ao nosso lado, e o ESPÍRITO SANTO vos entregou a MARIA, Sua esposa e vossa Rainha, a fim de que ela vos envie em nosso auxílio.
Por isso nós nos confiamos a vós santos Serafins - e vos damos todo o nosso amor.
Nós nos confiamos a vós, santos Querubins - e vos entregamos todas as nossas palavras.
Nós nos confiamos a vós, santos Tronos - e vos entregamos toda a nossa vida.
Nós nos confiamos a vós, santos Dominações - e vos entregamos todos os nossos dons.
Nós nos confiamos a vós, santos Potestades - e vos entregamos todas as nossas lutas e tentações.
Nós nos confiamos a vós, santos Principados - e vos entregamos toda a nossa posse.
Nós nos confiamos a vós, santos Virtudes - e vos entregamos todos os nossos talentos e virtudes.
Nós nos confiamos a vós, santos Arcanjos - e vos entregamos todas as nossas obras.
Nós nos confiamos a vós, santos Anjos - e vos entregamos nossos sofrimentos e misérias.

Vós, todos os nove coros dos Santos Anjos! Nós vos agradecemos por toda a vossa ajuda e cuidados que cada dia nos concedeis, e vos pedimos pela força do Preciosíssimo Sangue de CRISTO, pelas lágrimas de nossa Mãe, MARIA Santíssima e pelo poder que recebeste de DEUS para socorrer aos homens: protegei a Santa Igreja em cada um de seus portões contra todos os ataques dos inimigos, para que a vitória redentora de CRISTO se manifeste.

Ensinai-nos a sermos vigilantes a conhecer a grande batalha na qual estamos envolvidos, a fim de que não se perca mais nenhuma propriedade de DEUS, por causa de nossa falta de atenção e sonolência.
E colocai sempre de novo a grande meta diante dos nossos olhos, que é o próprio DEUS, o Santo, Forte, Imortal, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, a quem queremos convosco adorar eternamente na Jerusalém celeste. Amém.

Livro: Na presença dos Anjos - Adoramos e Cantamos ao Senhor. Organizador Ir. Maximilian M Plöchl. 2º Edição. Obra dos Santos Anjos.



domingo, 9 de março de 2014

EU CONHEÇO A OBRA DOS SANTOS ANJOS

Ano de 1991, em São Paulo.



Já estava tarde quando voltávamos de uma viagem, eu e meu irmão pela Dutra. Fomos parados por um guarda rodoviário que controlava os documentos, junto a um dos vários Postos oficiais. Como tinha esquecido os documentos em casa, o guarda resolveu prender o carro.
Em meio desta situação difícil lembrei-me dos Santos Anjos da Guarda e logo disse ao meu irmão que deveríamos rezar muito com os Anjos da Guarda a fim de conseguir a liberação do carro, o mais breve possível. E assim fizemos... sentados no carro, recitando um "Santo" após outro. Em meio a nossa ininterrupta oração, veio-me à mente a idéia de ligar para casa, pedindo que trouxessem os documentos para nós. E assim o fiz: saí do carro e dirigi-me para o telefone que havia ali perto. Enquanto ligava, o guarda chamou meu irmão junto ao local da paragem dos automóveis e este, por sua vez, gritava-me para que eu pudesse ir ao seu encontro.
Chegado ali, ouvimos com tal admiração da boca do policial que podíamos continuar a viagem sem maiores problemas. Perguntado como isto seria possível, o guarda apontou mostrando-nos um carro que estava um pouco mais adiante na pista e disse-nos que o passageiro que lá estava era um alto oficial militar que nos conhecia e mandou que nos liberassem imediatamente.


Surpreendidos como estávamos, meu irmão saiu ao encontro deste senhor que afirmava nos conhecer. Junto com este encontravam-se também alguns soldados militares. Inclinou-se para dentro do carro oficial para agradecer-lhe: "Deus lhe pague em nos ajudar. O senhor mandou que nos liberassem!!!" E, com justificada curiosidade, perguntou a este alto oficial se talvez conheceria alguém da nossa família. - "Eu conheço a Obra dos Santos Anjos"- respondeu sorridente, este homem que nunca antes tínhamos visto, e logo depois foi-se embora.
Agora contávamos com vários sentimentos, perplexos, mas alegres; com a certeza da ajuda tão perceptível dos nossos bons Anjos.


Gostaria de acrescentar mais uma detalhe curioso: o nosso carro não poderia ter sido visto pelo oficial que nos ajudou, pois vinha do outro lado da pista, ou seja, da outra direção da Dutra e, além do mais, já estava escuro. Se fossem homens, não teriam visto nada. Mas o que é impossível para nós homens, para os Santos Anjos não constitui nenhuma dificuldade.

Louvado seja DEUS!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Os Anjos conhecem os segredos do coração do homem?




Os Anjos não conhecem os segredos do homem. Facilmente cada Anjo penetra na imaginação e na memória sensitiva do homem, mas ele deve parar diante do coração do homem. Aqui o homem é igual aos Anjos e ninguém tem acesso aí a não ser somente Deus Onipotente que reserva o conhecimento do coração do homem para si: “Só Vós (Deus) conheceis o coração do homem” (1).

__________________
1. 2Cr 6, 30; cf. 1Rs 8, 39; Jr 17, 9-10; 1Cor 2, 11 e S. Tomás, S.Th. I, 57, 4, 114, 2 ad 2 e 117, 2c.


Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Com o Santo Anjo somos livres da cadeia

O Anjo da libertação
"Ora, quando Herodes estava para o apresentar, naquela mesma noite dormia Pedro entre dois soldados, ligado com duas cadeias. Os guardas, à porta, vigiavam o cárcere.
7.
De repente, apresentou-se um anjo do Senhor, e uma luz brilhou no recinto. Tocando no lado de Pedro, o anjo despertou-o: Levanta-te depressa, disse ele. Caíram-lhe as cadeias das mãos.
8.
O anjo ordenou: Cinge-te e calça as tuas sandálias. Ele assim o fez. O anjo acrescentou: Cobre-te com a tua capa e segue-me.
9.
Pedro saiu e seguiu-o, sem saber se era real o que se fazia por meio do anjo. Julgava estar sonhando.
10.
Passaram o primeiro e o segundo postos da guarda. Chegaram ao portão de ferro, que dá para a cidade, o qual se lhes abriu por si mesmo. Saíram e tomaram juntos uma rua. Em seguida, de súbito, o anjo desapareceu.
11.
Então Pedro tornou a si e disse: Agora vejo que o Senhor mandou verdadeiramente o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus.
12.
Refletiu um momento e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitos se tinham reunido e faziam oração.
13.
Quando bateu à porta de entrada, uma criada, chamada Rode, adiantou-se para escutar.
14.
Mal reconheceu a voz de Pedro, de tanta alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, foi anunciar que era Pedro que estava à porta.
15.
Disseram-lhe: Estás louca! Mas ela persistia em afirmar que era verdade. Diziam eles: Então é o seu anjo.
16.
Pedro continuava a bater. Afinal abriram a porta, viram-no e ficaram atônitos.
17.
Ele, acenando-lhes com a mão que se calassem, contou como o Senhor o havia livrado da prisão, e disse: Comunicai-o a Tiago e aos irmãos. Em seguida, saiu dali e retirou-se para outro lugar.
Logo que amanheceu, houve um sobressalto pouco comum entre os soldados sobre o que acontecera a Pedro".                                                                                                                             Atos dos Apóstolos,12.

Só em Deus poderemos conseguir a luz e a força, para alcançarmos o procedimento ideal que nos conduzirá à verdadeira liberdade e à plena felicidade.

A ajuda dos Anjos não se limita somente a uma proteção física, mas querem livrar também da prisão do pecado. O mundo nos aflige dia a dia com as noticias de sofrimentos por guerras, manifestações, assaltos, explosões, assassinatos, enfermidades e desnutrições. Hoje em dia há muitas cadeias de opressões, fome, pobreza, privação e morte, mas também soberba, egoísmo, ódio, inveja, vingança, etc. São cadeias piores que as que atam pés e mãos com elos de ferro, porque, é acima de tudo o pecado e a miséria espiritual que nos mantém encarcerados.
Com a sua presença, o Anjo pode iluminar espiritualmente os lugares escuros dos corações, dos sentimentos de opressão e violência. Então, que os santos Anjos do céu protejam estas pessoas e lhes deem força, perseverança e medicina para aliviar os sofrimentos.

Um missionário da China contava o seguinte caso, que foi publicado na Revista L'ange Gardien de Lyon, França:

"Um jovem de 21 anos, a quem Deus concedeu o milagre de São Pedro, tirando-o do cárcere por seu bom Anjo. Este excelente jovem decidiu fazer-se cristão secretamente e se desfez de seus ídolos, que jogou ao fogo. Mas o seu irmão mais velho, ao se dar conta do que ele havia feito, encolerizou-se e golpeou-o com crueldade e o prendeu num lugar com cadeias nas mãos, nos pés e no pescoço. Assim, passou dois dias e duas noites sem comer, decidido a morrer antes de renunciar a sua nova fé. Na segunda noite, enquanto dormia, foi despertado por um desconhecido, que lhe mostrando uma abertura na padeira, disse-lhe: "levanta-te e sai daqui". Imediatamente, lhe caíram as cadeias e saiu sem pensar duas vezes. Logo que tinha saído à rua, não viu mais a abertura da parede nem o seu libertador. Sem duvidar, foi ver os cristãos da vizinhança e, depois, foi contar a seu irmão o que tinha acontecido. Foi batizado, e logo depois foi batizado também o seu irmão, que por este milagre se converteu".

Santo Anjo de DEUS, que abriste as portas aos apóstolos no cárceres, abre-as também 
a tantos que estão cativos.
Amém.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

História do Santo Anjo - Testemunho

VAMOS VOLTAR, JOÃO!

Diante da sumptuosa 'vila' em Ettingen, um carro está pronto para partir. Um senhor distinto trajado com apuro, lá pelos seus 50 anos, corre pelo caminho do jardim abaixo, É dono da vizinha metalúrgica.
O chofer cortesmente abre-lhe a porta da limusina. "Muito bem, João. Dentro de uns 40 minutos preciso estar no aeroporto. Cuide que dê certo".
O motorista liga a partida, e logo mais ruma para o destino. Eis que dentro em pouco percebe um chiado suspeito. O motor começa a pifar e a uns 100 metros pára. O chofer pula, levanta o capo, mexe no radiador, tenta accionar o motor.
O senhor sai do auto, acende nervoso o cigarro e posta-se à frente de uma pobre vitrina, à beira da estrada do interior. Com impaciência lança olhares ao chofer, que sua superar a pane. Da janela ao lado da vitrina aouve ele a vozinha choramingante de uma criança: "Mãe, quando você vai sarar?" E uma voz feminina, ofegante responde entrecortada: "Não sei, meu anjo. Pode ser logo e pode demorar". "Mãe, devo chamar o médico? Posso buscar-lhe comida boa do restaurante?" "Menino, você é bonzinho! Nós não temos com que pagar". "E então, não posso fazer nada de bem para você, mãe"?
Neste ponto o chofer chama o cavalheiro: "O auto está em ordem, senhor Carli. Podemos chegar, tranquilo, a tempo". O Sr. Carlo entra apressado: "João, vamos voltar para Ettingen. Aconteceu algo muito urgente, neste meio tempo".
Uma hora depois, o mesmo auto estaciona ao lado da dita pobre vitrina. Um médico, uma enfermeira, João e o cavalheiro com uma cesta de iguarias para a doente, entram na casinhola. "Boa senhora, chegamos para ajudar-lhe" diz o médico à doente, que se espanta com toda aquela gente.
Dois meses mais tarde, o médico visita o industrial Carli, em sua metalúrgica, em Ettingen. Risonho vai-lhe ao encontro. "Então, doutor, como está passando a nossa doente?" "Sarou completamente. A paciente é a viúva do mateiro do lugar, que há dois anos morreu ao derrubar árvores. Ela lhe é imensamente agradecida por sua ajuda". "Doutor, muito mais eu é que devo agradecer àquela mulher". O médico abre admirado os olhos: "Uai, e essa?"
"Sim. Isso o senhor possivelmente não esteja sabendo. Aconteceu o seguinte: Talvez o senhor tenha ouvido falar do desastre de avião no qual todos os ocupantes pereceram. Era precisamente o avião que perdi naquele dia. Se a nossa pane não tivesse acontecido exactamente diante daquela pobre gente, ou se eu não ligasse ao choro do menino, não estaria mais entre os vivos. Foi uma mão invisível que guiou tudo aquilo. Logo mais farei uma visita à viúva. Ela deve saber que eu lhe sou agradecido, e em especial a seu bom filho. Sua vozinha de choro me comoveu e me derrubou, e assim salvou a minha vida".
"Então por ter voltado a Ettingen, isso foi a sua salvação?" "Sim, tive a sensação de que o Anjo da Guarda serviu-se da vozinha da inocente criança, para me emocionar". "Isto sim, - disse o médico - mas junto não a voz do seu bondoso coração!"

(De Purgatório e vida Cristã, Nº 7, 1967).