Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Testemunho

É A SALVAÇÃO QUE ESTÁ CHEGANDO!





(A história de Gustavo)
Certa manhã correu a notícia por todo povoado: "Gustavo desapareceu." Ninguém sabia para onde foi, mas talvez tivesse ido embora para um dos próximos portos, pois queria ser marinheiro. Mas o que acontecerá com ele, um rapaz de apenas treze anos, sem dinheiro, sem a benção dos pais, fugindo para longe da casa.
De fato, Gustavo estava fugindo de casa. Na sua fuga procurou na primeira noite um abrigo no cemitério de um povoado. A sorte não estava com ele, pois chovia torrencialmente. Para se proteger da chuva, subiu no nicho de uma janela da igreja ao lado do cemitério. Aconchegou-se bem no nicho da janela e deu com as costas contra o caixilho da mesma. Mas que horror! O rapaz caiu com o caixilho podre dentro da cripta!
Felizmente não sofreu quebraduras, mas ficou a noite inteira na escuridão daquele lugar. Na manhã seguinte, quando o sol despontou, viu com grande espanto que estava dentro de uma cripta para ataúdes de defuntos, e a janela encontrava-se a dois metros de altura.
Tentou subir pela parede, mas como esta era muito lisa e úmida não adiantou nada. Mesmo com o máximo esforço não conseguiu alcançar a janela. Ficou desesperado e começou a gritar, porém, sem resposta. Gritou horas a fio. Nada! Não ouvia passos, nada. Um silêncio completo. Como última solução começou a rezar ao Anjo da Guarda. Rezou e gritou o dia inteiro, até não ter mais forças para gritar. Passou a segunda noite naquela cripta.
Pelo meio dia do dia seguinte alguém abriu a porta da cripta. Gustavo logo pensou: "Graças a Deus! É a salvação que está chegando!" Entrou uma moça com uma vassoura na mão, pois queria fazer uma limpeza na cripta. Mas quando viu o rapaz, levou tamanho susto que logo fechou a porta e fugiu correndo. Pensava que se tratava de uma alma do outro mundo.
Houve uma longa demora. Enfim Gustavo escutou passos. Chegaram alguns homens robustos com o professor da aldeia e sua filha. Ao ver o rapaz, o professor disse: "Que sorte, meu caro! Como você entrou aqui? Olha, somente uma vez por ano mando varrer e limpar a cripta. E hoje de manhã, veio-me a idéia de limpá-la. E como este pensamento persistia, mandei minha filha fazer o serviço".
Então Gustavo, entre lágrimas e meio morto, contou a sua história e que o dia inteiro pediu a seu Anjo da Guarda que o livrasse daquela prisão. E terminou dizendo: "Acho que foi ele mesmo que lhe deu a idéia de limpar a cripta justamente hoje".

domingo, 9 de março de 2014

EU CONHEÇO A OBRA DOS SANTOS ANJOS

Ano de 1991, em São Paulo.



Já estava tarde quando voltávamos de uma viagem, eu e meu irmão pela Dutra. Fomos parados por um guarda rodoviário que controlava os documentos, junto a um dos vários Postos oficiais. Como tinha esquecido os documentos em casa, o guarda resolveu prender o carro.
Em meio desta situação difícil lembrei-me dos Santos Anjos da Guarda e logo disse ao meu irmão que deveríamos rezar muito com os Anjos da Guarda a fim de conseguir a liberação do carro, o mais breve possível. E assim fizemos... sentados no carro, recitando um "Santo" após outro. Em meio a nossa ininterrupta oração, veio-me à mente a idéia de ligar para casa, pedindo que trouxessem os documentos para nós. E assim o fiz: saí do carro e dirigi-me para o telefone que havia ali perto. Enquanto ligava, o guarda chamou meu irmão junto ao local da paragem dos automóveis e este, por sua vez, gritava-me para que eu pudesse ir ao seu encontro.
Chegado ali, ouvimos com tal admiração da boca do policial que podíamos continuar a viagem sem maiores problemas. Perguntado como isto seria possível, o guarda apontou mostrando-nos um carro que estava um pouco mais adiante na pista e disse-nos que o passageiro que lá estava era um alto oficial militar que nos conhecia e mandou que nos liberassem imediatamente.


Surpreendidos como estávamos, meu irmão saiu ao encontro deste senhor que afirmava nos conhecer. Junto com este encontravam-se também alguns soldados militares. Inclinou-se para dentro do carro oficial para agradecer-lhe: "Deus lhe pague em nos ajudar. O senhor mandou que nos liberassem!!!" E, com justificada curiosidade, perguntou a este alto oficial se talvez conheceria alguém da nossa família. - "Eu conheço a Obra dos Santos Anjos"- respondeu sorridente, este homem que nunca antes tínhamos visto, e logo depois foi-se embora.
Agora contávamos com vários sentimentos, perplexos, mas alegres; com a certeza da ajuda tão perceptível dos nossos bons Anjos.


Gostaria de acrescentar mais uma detalhe curioso: o nosso carro não poderia ter sido visto pelo oficial que nos ajudou, pois vinha do outro lado da pista, ou seja, da outra direção da Dutra e, além do mais, já estava escuro. Se fossem homens, não teriam visto nada. Mas o que é impossível para nós homens, para os Santos Anjos não constitui nenhuma dificuldade.

Louvado seja DEUS!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

LA SIERVA DE DIOS MARÍA DOMINICA CLARA MOES ( 24 de febrero de 1895) - SU VIDA Y RELACIÓN CON LOS SANTOS ÁNGELES


Clara Moes, religiosa dominica místicamente agraciada, incomprendida frecuentemente en el transcurso de su vida y rehabilitada solamente tras un juicio eclesial, nació en 1832 en Bous, cerca de Remich (Luxemburgo). Falleció después de una vida de numerosos sufrimientos soportados heroicamente, entre los cuales se incluye la impresión de las llagas de Cristo.
Desde la infancia, su Ángel de la Guarda la guió e instruyó, con posterioridad, también gozó de éste contacto familiar con los Santos Ángeles.
En sus cartas con su director espiritual, Clara afirma:
“El amor y la veneración a los Santos Ángeles ya había depositado en mi corazón desde mi infancia, pero con el crecimiento en edad, alcanzó un grado cada vez más elevado. Mi devoción hacia ellos era continua, porque transcurren muy pocos momentos en que no piense o hable con ellos, sea en peticiones o en rezos de agradecimiento. No empiezo ninguna obra, por pequeña que sea, sin invocar a los queridos Ángeles. Cada semana dedico un día a venerarlos especialmente, en el cual recibo la santa Eucaristía en su honor. Tampoco pasa ningún mes en que rece una novena para honrarlos y alabarlos. ¡Cómo no voy a amar y venerar a los Santos Ángeles en todos los actos que pueda cuando hicieron tanto por mí y continúan dedicándome su amor tan tierno!”. 

En Octubre de 1838, el Ángel de la Guarda se le apareció, y mostrándole un corazón rojo, rodeado por una corona de espinas, le dijo: “No temas, hija querida, el Salvador divino te eligió para participar de manera especial en los sufrimientos que le son conferidos por hombres impíos en su Santa Iglesia, sobre la que van a sobrevenir grandes y continuas tribulaciones.
El infierno se alzará con toda su fuerza hasta llegar a tal punto que los propios hijos de la Iglesia se rebelen contra ella y la persigan hasta el extremo. Los hombres se dejarán deslumbrar e instigar para atacar con ira a su madre, la santa iglesia, e incluso creerán que realizan grandes obras cuanto más la persigan, pero el Señor de los ejércitos los aplastará. Ve, mí querida hija: para todo esto, el divino Salvador busca consuelo y ayuda en ti. Te enviará muchas y grandes tribulaciones, pero nunca te negará su auxilio. Es su Santa Voluntad que ofrezcas todos tus sufrimientos a ésta intención para la cual Él te ha elegido. Su Sagrado Corazón será tu perpetuo refugio. Reza mucho e insistentemente, a fin de que la devoción al dulce Corazón de Jesús encuentre cabida en los corazones de los hombres de buena voluntad, especialmente en tu patria. Suplica intensamente que el Divino Corazón de Jesús ilumine a los hombres perdidos y abandonen el camino de la incredulidad y la falsa moralidad. ¡Invoca con confianza a su Sagrado Corazón, para que envíes sacerdotes celosos a la viña del Señor, porque donde haya buenos sacerdotes, se encontrarán buenos cristianos!.

El fiel protector la llevó hasta la iglesia, al pie del altar y le permitió ofrecerse totalmente al Señor como sacrificio de expiación y ella lo hizo con la mayor disposición. Después el Ángel habló con palabras muy significativas: “Ahora, hija mía, entraste a la escuela del sufrimiento que no abandonarás hasta que tu alma sea llevada por los Ángeles hacia el trono de Dios, para ser coronada allí por tu novio celestial.”
El sufrimiento expiatorio que Dios dispuso para ella fue diversas enfermedades corporales y espirituales, en los cuales siempre fue consolada y fortalecida por su Ángel de la guarda y éste le comunicó en una ocasión: 
“El Señor ha destinado de cada uno de los nueve coros angelicales a un príncipe para tu protección. Estos santos Ángeles te serán enviados por Dios según el tiempo y las circunstancias y necesidades; recibirás del santo Arcángel Miguel servicios muy grandes, te defenderá contra los enemigos infernales como guía poderoso e invencible de los ejércitos celestiales. Por eso será una obligación ineludible que te muestres agradecida hacia los nueve coros de los Ángeles, en especial con san Miguel, y amarlos y venerarlos íntimamente.”

A los 18 años de edad en 1850, experimentó el matrimonio místico con Cristo y luego le fue informado sobre el convento dominico que debía fundar y recién empezó a formarse desde 1860 hasta 1879.
Esta fundación fue acompañada por luchas satánicas y persecuciones que cayeron sobre ella y que duraron casi toda su vida. Éstas les brindaron muchas ocasiones para ejercer actos de humildad heroica y paciencia, así como para probar su total confianza en Dios.

Con gratitud, Clara recuerda la ayuda extraordinaria que recibió por intermedio de la Reina de los Ángeles:
“A mi amada y dulce Madre María le agradezco: 1) Que varios Ángeles Santos me fueron otorgados para acompañar mi camino lleno de sufrimientos y peligros; 2) que a partir de mi juventud guardé en mí odio contra el pecado, en especial aquellos que atentan contra la santa pureza; 3)que progresé con perseverancia en lo bueno y permanecí invariable en la santísima voluntad de Dios durante mis aflicciones exteriores e interiores, (…)gracias a éste don de Dios nunca le pedí que me librase de ellos. 4) también debo a la Virgen inmaculada la mayor parte de la victoria que alcancé en las luchas desesperadas contra el infierno, 5) finalmente, ella me concedió el 8 de diciembre de 1873, la gracia de ser liberada por completo de las insidias de los espíritus impuros.”
La vida terrenal de esta mujer tan agraciada místicamente, concluyó el 24 de Febrero de 1895.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Testemunho de uma convivência com o Santo Anjo



Numa situação muito grave, ajudou-me o Anjo de maneira evidente (a narradora e o seu esposo já faleceram). Depois da Segunda Guerra Mundial, cedi um quarto da casa a uma jovem que trabalhava como revisora de comboio, pela insignificante quantia de 10 DM por mês. O meu marido conseguiu-lhe a colocação mais rentável de supervisora da guarda prisional, onde ele mesmo estava empregado, na seção de pesquisa biológico-criminal.

A jovem veio-me causar uma enorme aflição. Sem eu ter notado, aproximou-se ardilosamente do meu esposo, de disposição branda e doente dos pulmões. Estranhava apenas que para comigo se tivesse tornado irritadiço e brusco.

Certo dia o meu marido teve a coragem de me dizer claramente o que se passava: "Por favor, não me deixes a sós com ela - rematou ele - A.R.B. é mais forte que eu. Ela domina-me completamente". Foi um choque tremendo para mim. "Em que ocasião?" - perguntei. "Por exemplo, quando vais à igreja, outras vezes, à tarde, quando sais para ir às compras". O meu marido saía do serviço às 16h, e, por estar adoentado, precisava logo de repousar.

Ciente do caso, fiquei à sua cabeceira com um trabalho de croché. Ela espreitou, mas vendo-me, desapareceu. O corredor separava o quarto dela do nosso. O meu marido fez-me prometer que eu não levantaria a voz contra ela, para que não percebesse que eu sabia do assunto. Foi a situação mais difícil que me foi pedida na nossa união conjugal. Com que íntima insistência supliquei ao meu Anjo da Guarda e ao dela, que a movesse a resolver-se ir embora. Se eu a demitisse, poria em jogo a boa fama do meu esposo.
Foi uma luta pavorosa: ter ainda frente a frente essa criatura à mesa e em minha casa, durante mais meio ano. Só mesmo a diária e insistente oração ao Santo Anjo me deu força para tal Cruz. E, realmente, os anjos ajudaram: a jovem espontaneamente retirou-se em paz. Tempos depois, casou-se com um sargento da polícia. Dura provação. Possivelmente ter-me-ia arrasado completamente se não fosse a presença do Anjo que me dava ânimo e esperança. A ele a minha mais profunda gratidão!

Fonte: Obra dos Santos Anjos

domingo, 3 de novembro de 2013

Eu conheço a Obra dos Santos Anjos

Aconteceu comigo no ano de 1991, em São Paulo.
Já estava tarde quando voltávamos de uma viagem, eu e meu irmão pela Dutra. Fomos parados por um guarda rodoviário que controlava os documentos, junto a um dos vários Postos oficiais. Como tinha esquecido os documentos em casa, o guarda resolveu prender o carro.
Em meio desta situação difícil lembrei-me dos Santos Anjos da Guarda e logo disse ao meu irmão que deveríamos rezar muito com os Anjos da Guarda a fim de conseguir a liberação do carro, o mais breve possível. E assim fizemos... sentados no carro, recitando um "Santo" após outro. Em meio a nossa ininterrupta oração, veio-me à mente a idéia de ligar para casa, pedindo que trouxessem os documentos para nós. E assim o fiz: saí do carro e dirigi-me para o telefone que havia ali perto. Enquanto ligava, o guarda chamou meu irmão junto ao local da paragem dos automóveis e este, por sua vez, gritava-me para que eu pudesse ir ao seu encontro.
Chegado ali, ouvimos com tal admiração da boca do policial que podíamos continuar a viagem sem maiores problemas. Perguntado como isto seria possível, o guarda apontou mostrando-nos um carro que estava um pouco mais adiante na pista e disse-nos que o passageiro que lá estava era um alto oficial militar que nos conhecia e mandou que nos liberassem imediatamente.
Surpreendidos como estávamos, meu irmão saiu ao encontro deste senhor que afirmava nos conhecer. Junto com este encontravam-se também alguns soldados militares. Inclinou-se para dentro do carro oficial para agradecer-lhe: "Deus lhe pague em nos ajudar. O senhor mandou que nos liberassem!!!" E, com justificada curiosidade, perguntou a este alto oficial se talvez conheceria alguém da nossa família. - "Eu conheço a Obra dos Santos Anjos"- respondeu sorridente, este homem que nunca antes tínhamos visto, e logo depois foi-se embora.
Agora contávamos com vários sentimentos, perplexos, mas alegres; com a certeza da ajuda tão perceptível dos nossos bons Anjos.
Gostaria de acrescentar mais uma detalhe curioso: o nosso carro não poderia ter sido visto pelo oficial que nos ajudou, pois vinha do outro lado da pista, ou seja, da outra direção da Dutra e, além do mais, já estava escuro. Se fossem homens, não teriam visto nada. Mas o que é impossível para nós homens, para os Santos Anjos não constitui nenhuma dificuldade.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sozinha a esta hora?



Maria, casada há quatro anos e com um filho de dois, descobriu que estava sendo traída pelo marido. Muito abalada e não encontrando uma solução para o caso, resolveu recorrer ao Arcanjo Sao Miguel, consagrando-lhe o casamento para que ele o restaurasse. Um ano e oito meses se passaram e ela, tranquila, agradecia a São Miguel pela volta do marido quando, numa noite, ela o esperou em vão até as duas horas da madrugada. Em desespero, resolveu procurá-lo. Sem dispor de condução, saiu a pé, com destino ao bairro vizinho onde esperava encontrá-lo, deixando o seu filho sozinho em casa. Caminhava por uma rua deserta e sentiu, de repente, que alguém colocara a mão no seu ombro. Voltou-se e viu um jovem alto, bonito que, olhando sério para ela foi logo dizendo: "O que você está fazendo aqui, sozinha, a essa hora? É perigoso; volte já para casa, seu filho está precisando de você. Eu irei acompanhá-la até lá." Maria afirma ter sido tomada de um sentimento indescritível e só percebeu que estava de volta quando pararam em frente à sua casa. Seu fiel companheiro mandou que ela entrasse, trancasse a porta e fosse cuidar do filho que estava precisando dela. Quando ela voltou-se para agradecer não viu mais ninguém; ele havia desaparecido.
Emocionada pela certeza de ter sido acompanhada pelo Santo Arcanjo, ela fez o que ele ele dissera e foi dormir. Pouco depois seu marido chegou assustado, afirmando que fora obrigado a voltar para casa e que estava profundamente arrependido de, novamente, ter ido a procura da outra; afirmou que fora tocado por uma força sobrenatural que o transformara.

Fonte: cumsanctisangelis.blogspot.com

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um Anjo que ajuda a aceitar a Cruz.




Certa vez Pe. Pio escreveu a uma de suas filhas espirituais:

“Foi-me assegurado a pouco pelo meu Anjo da Guarda, que uma carta sua está a caminho, e ele me assegura que ela vai me causar um sofrimento agudo... embora eu não esteja sabendo que desventura lhe aconteceu, quero que saiba que é Jesus que quer presenteá-la com isso...”.

De fato, pouco tempo depois ele recebeu uma carta de Raffaelina Cerase, contendo a triste notícia que lhe foi diagnosticado um câncer de Mama.
Já ciente do fato ele escreve:

“Você me diz que em meio ao sofrimento que a oprime, você sempre volta o seu pensamento para mim e me chama. Bem, o seu Anjo da Guarda algumas vezes me transmite estas suas necessidades e então eu, em minha pequenez, sempre faço minha penitência com Jesus, recomendando você para sua bondade paterna”.

“Ofereça a glória de Sua Divina Majestade o resto que você ainda tem que oferecer e nunca se esqueça o seu Anjo da Guarda, que está sempre com você, nunca a abandonou...”.

“Invoque sempre este Anjo d Guarda, este Anjo benevolente e repita esta bela oração: “Santo Anjo do Senhor...” Qual será... a consolação quando na hora da morte, a sua alma ver este Anjo, tão bom, que te acompanhou durante a sua vida e foi tão liberal com um carinho maternal! Possam estes doces pensamentos fazer que você se dirija mais perto para encontrar a Cruz de Jesus, isto é o que quer também o seu Anjo...”.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Um anjo que consola



Já chamamos a atenção para o fato que Pe. Pio era humano como qualquer um de nós e, portanto, também tinha fraquezas. Certa vez ao reclamar ao seu Anjo da Guarda dos imensos sofrimentos corporais que lhe eram infligidos pelo demônio, recebeu esta resposta amável:

“Obrigado, Jesus, que está tratando-o como aquele que foi escolhido para acompanhá-lo de perto na subida das escadas do Calvário; alma confiada a mim por Jesus, eu contemplo com alegria e profunda emoção este comportamento de Jesus com relação a você. Talvez você possa imaginar que eu poderia estar feliz, como se eu não o visse tão maltratado assim? eu, que pela santa caridade grandemente desejo o seu bem, rejubilo-me mais e mais por vê-lo neste estado. Defendendo-o sempre, sempre rejeitando e desprezando as insinuações maldosas do demônio, e quando a sua própria força não for suficiente, não fique angustiado, meu amado, pois estarei perto de você”.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Um anjo que canta

Pe. Pio vivia numa profunda intimidade com Jesus, Nossa Senhora e seu Anjo da Guarda.

Falava com Eles como quem fala com amigos íntimos. Tinha em seu Santo Anjo um companheiro que sorria com ele, sofria com ele e sabia animá-lo nos momentos mais difíceis. Desde sua infância teve o privilegio de conviver intimamente com ele. Escreve Pe. Eusébio (confrade de Pe. Pio):


“Ele (o Anjo da Guarda) iniciou o seu trabalho cedo, quando Pe. Pio ainda era menino. Ele tomou o semblante de outra criança e se fez visível para ele. Pe. Pio começou a chamar o seu Anjo da Guarda de ‘o Companheiro de minha infância’... Pe Pio brincava com ele...” E o considerava “um amigo do Céu que fez feliz sua infância e o aproximou da Eternidade”



Como sabemos o inferno travou uma luta contra o Pe. Pio. Vejamos esse seu relato ao confessor:


“Quando eu recebi a sua carta, recentemente, e antes que eu a abrisse, aqueles miseráveis disseram-me para rasgá-la ou jogá-la no fogo. Se eu fizesse isso eles se retirariam por bem e não me importunariam mais. Eu me mantive em silencio sem dar-lhes nenhuma resposta, enquanto em meu coração tentava despistá-los...

Nós queremos isso somente, como condição de nossa retirada. Se você, assim o fizer,não estará desobedecendo a ninguém...
Eu respondi que nada me faria mudar de idéia e eles se atiraram sobre mim como se fossem um bando de tigres famintos” .

Em outra ocasião em que Ele foi atacado pelos demônios, escreveu:

“Eu não posso contar-lhe a maneira como estes safardanas me espancaram. Algumas vezes eu sinto que estou para morrer. No sábado parecia-me que eles queriam dar-me um fim e eu não sabia a qual santo eu deveria invocar. Eu voltei-me para o meu Anjo da Guarda e, depois que ele me fez espera um pouco, apareceu, bem acima de mim, cantando hinos à Divina Majestade com sua voz angelical”.

Qual não foi o espanto do Pe. Pio em tal situação: ele quase morto pelos ataques dos demônios e o seu Anjo que, depois de fazê-lo esperar, aparece cantando hinos a Deus...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ele se chamava Miguel Arcanjo dos Anjos




Em janeiro de 1998 engravidei pela primeira vez. Era o primeiro e tão esperado filho. Mas já no primeiro mês de pré-natal a médica me informou que havia presença de miomas (tumores), que, infelizmente, se desenvolveram muito. Em abril, quando de madrugada fui ao banheiro, senti que estava perdendo líquido. Ao procurar a médica ela constatou que havia perdido o nenê. Após o exame, encaminhou-me para o hospital, pois havia risco de uma hemorragia e não resistir. Por isso fui, acompanhada por minha sogra, para o "hospital e maternidade de São José". Os exames constataram que o mioma era muito grande e logo fui encaminhada ao centro cirúrgico, e despertando da anestesia sentia dores muito fortes, passei a noite sem dormir.

No dia seguinte outro médico chegou para examinar-me e escandalizou-se com o cirurgião que me havia operado, pois o feto ainda estava dentro do útero. Com isso submeti-me a uma outra cirurgia visto que corria o perigo de uma infeção, à qual eu não teria as forças necessárias para resistir, mas antes, como corria o risco de vida despedi-me dos meus. Neste ensejo, minha mãe e meu esposo assinaram a licença para a retirada do útero, pois o mioma prensou o feto impossibilitando assim, retirar uma coisa sem a outra; minha mãe, por sua vez, ao assinar, segurou as mãos do médico e disse: "Quem vai operar a minha filha é Jesus".
A cirurgia começou e senti um pouco como o médico mexeu. Depois disse: "Nossa, a corrente de oração lá em baixo foi forte demais!" De fato, aconteceu que o mioma se deslocou nas mãos dele quando já estava no processo da retirada do meu útero, assim só precisou retirar o feto. Quando voltei para o quarto começaram fortes dores e, de olhos fechados, via um monte de coisas estranhas. Logo me aplicaram soro e usavam o cateter para aplicar os medicamentos. Mas todo tempo a agulha saia da veia e o sangue começava a voltar. A dor era insuportável e, por isso, meu marido chamava as enfermeiras que já vinham com uma certa má vontade, pois sempre a veia fugia e o sangue voltava.
Continuava neste mesmo estado e em uma certa noite, sentia tanta dor que disse a Jesus: "Eu sou da Irmandade dos Santos Anjos. Envia um dos Teus Anjos para me ajudar e tirar de mim todo este sofrimento". E mais uma vez a agulha saia fora da veia e o sangue voltava. E eu pedia a DEUS que enviasse os Anjos para me ajudar.
Logo em seguida meu marido saiu, foi até o corredor e chamou o médico que lá estava para dar uma olhada em mim. Chegando, pegou meu braço, olhou para mim e disse: "Olha, vou trocar esta agulha e vou colocar em você uma agulha que se usa em crianças. Assim o fez e, passando a mão sobre minha cabeça, disse: "Agora não vai mais soltar". Trouxe ainda um remédio para a dor de cabeça e disse a meu marido: "Quando precisar, pode me procurar no final do corredor, que vou estar aqui". Afastou-se olhando para mim, perguntei ainda quem deveria procurar se precisar e respondeu-me: "Meu nome é Miguel Arcanjo dos Anjos".
Senti uma força tão grande e agradeci a Deus por ter me mandado um dos Seus Anjos para me proteger. Não senti mais dores assim insuportáveis e a agulha não saiu mais da veia, só a tiraram quando suspenderam o soro e os medicamentos. Depois de três dias recebi alta.

Fonte: Opus Sanctorum Angelorum - História do Santo Anjo

domingo, 18 de agosto de 2013

"ELE TE LIVRARÁ DO LAÇO DO CAÇADOR" (SL 90,4)


(Um missionário alemão contou esta história que aconteceu no tempo quando Mao Tse Tung e os comunistas conseguiram, com violência, tomar posse do poder da China, nos anos cinqüenta)




No início da revolução, os comunistas chineses evitaram cuidadosamente danificar ou matar estrangeiros, para não provocar a opinião pública internacional contra si. Nesta situação, cheia de tensões mas de uma coexistência pacífica com a Igreja, o Pe. Carlos pôde continuar seu trabalho missionário, que consistia na pastoral em vários povoados, que eram bem distantes um do outro. Ele se julgava feliz, porque possuía uma moto, com a qual visitava cada Domingo seus rebanhos dispersos, junto com seu sacristão.

Num destes Domingos, quando juntava, depois da Missa, os paramentos litúrgicos, uma voz lhe disse, em sua língua materna: "Não tenhas medo. Tudo irá bem!". Ao ouvir a sua língua materna, ficou admirado e perguntou ao grupo de fazendeiros chineses, que se encontravam ao redor dele, quem deles falava tão perfeitamente alemão. "Alemão?" perguntaram, "Mas o senhor sabe que nós todos somos simples fazendeiros e nunca tivemos a possibilidade de estudar uma língua estrangeira. Porque o senhor está perguntando isso?" Foi óbvio que nenhum deles escutou a voz, e por isso Padre Carlos disse que só quis perguntar e que não era nada de importância.

Mas como seria de importância não tinha ele nem a mínima idéia naquele instante. Pois nesse dia os comunistas decidiram finalizar aquela "coexistência pacífica" com a sua morte! Uma divisão local das forças armadas já tinha recebido as ordens de matar Padre Carlos, porque a Igreja católica estourava a revolução comunista. Só que não quiseram executar o Padre Carlos publicamente, mas num dos trechos mais abandonados de seus caminhos.

Padre Carlos fez as malas da Missa e saiu para o próximo povoado que se encontrava numa região montanhosa. A estrada era ruim e cheia de curvas, por isso, só podia dirigir devagarzinho. Depois de uma curva muito estreita, encontrou-se com um esquadrão de soldados comunistas, que logo atirou contra ele numa distância de mais ou menos trinta metros. Os primeiros tiros acabaram com a moto, e o Padre Carlos e seu sacristão caíram na lama. Tiveram a sorte de achar refúgio atrás de uma grande rocha.

Padre Carlos não podia compreender o que se passava e pensou que os soldados estavam enganados. Logo que vissem que ele era um sacerdote católico, acabariam com os tiros e tudo estaria em ordem. Por isso levantou-se três vezes, querendo convencê-los. Mas três vezes atiraram contra ele sem, porém, apanhá-lo nenhuma vez! Mas desta maneira conseguiram que ele ficasse convencido de que eles o queriam matar.

Afinal os soldados aproximaram-se deles e os aprisionaram. Começando os interrogatórios com uma revista do corpo, notaram que nem o Padre Carlos, nem seu sacristão foram apanhados por um só tiro sequer (e foram sete salvas!). Os fuzileiros ficaram tão impressionados, que soltaram os dois prisioneiros. Mas foi claro que precisavam continuar o caminho a pé, porque a moto ficou muito perfurada.

Saindo de lá, Padre Carlos pensou nas palavras que tinha ouvido depois da Missa: "Não tenhas medo. Tudo irá bem!" e disse a si mesmo: "Agora sei realmente que o Senhor mandou verdadeiramente o Seu Anjo e me livrou da mão do esquadrão comunista de morte!" (como São Pedro falou quando se encontrou numa situação semelhante em At 12, 11).

cumsactisangelis.blogspot.co.at

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

FÁTIMA À LUZ DO ANJO

Os beatos Francisco e Jacinta Marto


A 13 de Maio de 2000, o Papa João Paulo II em Fátima, beatificou os dois pastorinhos Francisco (11/7/1908-4/4/1919) e Jacinta Marto (11/3/1910-20/2/1920). Nesta reflexão não olharemos tanto para estas duas crianças, mas antes, para o papel do Anjo na sua vida. Vamos ver como DEUS, através do Anjo, as preparou para a vinda de Nossa Senhora, para a sua vocação e para a união com a Santíssima TRINDADE. O Anjo não está no centro da mensagem de Fátima, mas conduz-nos para lá. Ele levou os pastorinhos a aprofundar a sua fé em DEUS PAI, à entrega incondicional a CRISTO crucificado no sacrifício, à união de amor no ESPÍRITO SANTO através da Sagrada Eucaristia e à confiança total em Nossa Senhora.

A EDUCAÇÃO DOS PASTORINHOS ATRAVÉS DO SANTO ANJO
A educação destas crianças realizada, de um lado pelo Anjo, de outro lado pela MÃE de DEUS, é um apelo a cada um de nós, assim como à toda a Igreja, a levantarmos os olhos para DEUS. Isto para que, nas trevas que se adensam cada vez mais,a humanidade não perca o caminho para DEUS, mas alcance, através de todas as provações necessárias, a Casa do PAI.

AS PRIMEIRAS TRÊS APARIÇÕES SILENCIOSAS DO ANJO EM 1915
Tudo começa muito secretamente.
Nas suas Memórias, a Ir. Lúcia escreve: "Pelo que posso mais ou menos calcular, parece-me que foi em 1915 que se deu essa primeira aparição do que julgo ser o Anjo, que não ousou, por então, manifestar-se de todo. Pelo aspecto do tempo, penso que se deveram dar nos meses Abril até Outubro de 1915" ... "Na encosta do cabeço que fica voltada para o Sul, ao tempo de rezar o terço na companhia de três companheiras, de nome Teresa Matias, Maria Rosa Matias, sua irmã e Maria Justino, do lugar da Casa Velha, vi que sobre o arvoredo do vale que se estendia a nossos pés pairava uma como que nuvem, mais branca que neve, algo transparente, com forma humana. As minhas companheiras perguntaram-me o que era. Respondi que não sabia. Em dias diferentes, repetiu-se mais duas vezes. Esta aparição deixou-me no espírito uma certa impressão que não sei explicar. Pouco a pouco, essa impressão ia-se desvanecendo e creio que, se não são os factos que se lhe seguiram, com o tempo a viria a esquecer por completo" (Memórias da Irmã Lúcia, Coimbra 1990, 6ª edição, pág. 151).
Com a Ir. Lúcia aconteceu o que se dá hoje com a maioria dos cristãos, que, no fundo do coração, bem sabem que têm um Anjo que os acompanha. Uma vez adultos, depressa se esquecem deste "conhecimento" impalpável.

AS TRÊS APARIÇÕES DO ANJO EM 1916

A PRIMEIRA APARIÇÃO: EDUCAÇÃO À ORAÇÃO, ORIENTADA PARA O PAI
O planalto cársico de Fátima, abre-se por todos os lados em direcção ao céu, como uma taça de sacrifício. Esta terra é, na sua vastidão, como que um reflexo da amplitude do céu. Coberta de oliveiras nodosas, recorda a pátria do Senhor, a Galileia. Nessa terra, tão perto do céu, os três pastorinhos sentem-se á vontade, porque tudo lhes é querido, tanto a natureza viva como as restantes coisas. De repente aparece o Anjo. Ficam surpreendidos quando, anunciado por uma ventania, se aproxima sobre as oliveiras um jovem de uns 15 anos, mais branco do que a neve, sim, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol e de uma grande beleza!
O Anjo faz cair no seu mundo infantil, uma luz de que nada suspeitavam. Este mundo em que vivem, abre-se à grandeza de DEUS. Assustadas pela aparição surpreendente, as crianças ouvem da boca do Anjo, as primeiras palavras que são como que um bálsamo suave: "Não temais. Sou o Anjo da Paz!" (pág. 62). O Anjo convida os pastorinhos: "Orai comigo!" Através da oração do Anjo, o homem deve chegar de novo, à entrega total a DEUS, perdida pela sua desobediência. Levadas por um movimento sobrenatural, as crianças imitam o Anjo, que se ajoelha por terra, curvando a fronte até ao chão. Como é profunda a oração que o Anjo pronuncia diante delas, unindo-as entre si e com ele e vão assim repetindo as suas palavras: "Meu DEUS, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".
É a primeira coisa que os pastorinhos devem aprender: a fé. Esta, sustentada pela visão do Anjo, toma-se adoração, e orienta-se, com toda a força do corpo e da alma, em esperança para com DEUS, abraçando-O no amor, com todas essas mesmas forças. E a fé, como o Apocalipse a exige quando diz: "Aqui está a paciência e a fé dos Santos" (Ap 13,10). Só uma tal fé, vence tudo, e poderá salvar o mundo do entorpecimento do pecado.
Quando a fé se transforma em oração e entrega total a DEUS, o homem é, do mesmo modo que o Anjo, um instrumento dócil na mão de DEUS. DEUS não pode deixar de ouvir tal oração, por isso o Anjo diz no fim: "Orai assim. Os Corações de JESUS e MARIA estão atentos à voz das vossas súplicas!" (pág. 62). Depois do Anjo desaparecer, os pastorinhos ficaram envolvidos numa atmosfera sobrenatural, tão intensa, que quase não davam conta de si mesmos, e continuavam, como que escondidos em DEUS, repetindo sempre a mesma oração. Eles fazem a mesma experiência que os Anjos: "SÓ DEUS BASTA!"

A SEGUNDA APARIÇÃO DO ANJO: EDUCAÇÃO À REPARAÇÃO, ORIENTADA PARA O FILHO
A segunda aparição do Anjo, deu-se junto do poço no quintal dos pais de Lúcia, nos dias de maior calor por volta do meio-dia. De repente, viram o mesmo Anjo, junto deles. Chamou-os, enquanto estavam brincando. DEUS quer mais! Por isso lhes disse: "Que fazeis? Orai! Orai muito!" (pág. 62).
O Anjo vem avisá-los com insistência: "Os Corações de JESUS e MARIA têm sobre vós desígnios de misericórdia!" Na primeira aparição, o mesmo Anjo tinha de tal modo elevado até DEUS a oração das crianças, esta, como a dele, ficara fixa na Sua Face, despertando nos seus corações, a ânsia pelo céu.
A maior beleza de DEUS, é para nós, pobres pecadores, a SUA infinita Misericórdia para connosco, pobres ovelhas perdidas. Da contemplação desta beleza, nasce o desejo de desagravar a DEUS por todos os ultrajes e ofensas, a exemplo de JESUS crucificado. Por isso, a resposta dos crentes, que praticarem esta contemplação, será sempre a reparação. É a segunda coisa que o Anjo exige às crianças: "Oferecei constantemente ao ALTÍSSIMO orações e sacrifícios!" e quando perguntam como devem fazer sacrifícios, o Anjo responde: "De tudo que puderdes, oferecei um sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores."
A nossa vida com DEUS, deve ser cada vez mais, uma união com ELE no sacrifício. Só assim, teremos paz em nós, e à nossa volta. É esta paz, que o Anjo promete às crianças, para a sua pátria. Se o Anjo de Portugal é ao mesmo tempo o Anjo da Paz, a missão de Fátima não pode deixar de ser, senão uma missão de paz para o mundo.
Na sua última frase, o Anjo diz, qual é o sacrifício que agrada mais a DEUS: "Sobretudo, aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar!" (Pág. 62). DEUS coloca a humildade da submissão, que só nos pode abrir de novo as portas do Céu, contra o punho fechado da criatura elevado ao Céu, expressando o "Não quero servir" de Lúcifer. Só no sofrimento, e passando pelo abismo das provações apocalípticas, a Igreja, e com ela a humanidade, encontrará de novo o caminho para DEUS. A vida heróica dos Beatos, Francisco e Jacinta, dá um testemunho eloquente do caminho de sofrimento que percorreram, em reparação da honra ultrajada de DEUS e pela conversão dos pecadores. E pela expiação de poucas almas fiéis, que muitos no mundo serão salvos.
Das palavras do Anjo na segunda aparição se diz o seguinte: "Gravaram-se em nosso espírito como uma luz que nos fazia compreender quem é DEUS, como nos amava e queria ser amado, o valor do sacrifício e como ele Lhe era agradável, como, por atenção a ele, convertia os pecadores" (pág. 153). A luz do próprio Anjo, não só transmite o conhecimento de DEUS e da verdade revelada, mas dá também força para sacrificar tudo, a fim de preparar o caminho para o Reino de DEUS. Tal como os pastorinhos, antes das aparições do Anjo, também nós vivemos, normalmente, conforme as circunstâncias da nossa vida: o nosso olhar não vai para além do nosso horizonte. Sabemos pouco ou nada da grandeza apocalíptica do tempo em que vivemos, mas quando DEUS nos concede uma ligação mais íntima com o Anjo, começamos a ver QUEM é DEUS e como Ele nos ama. Assim, espera igualmente de cada um de nós, uma resposta de amor, visto que o mundo, e até muitos dentro da Igreja, cada vez mais se esquecem d'ELE.
O olhar para o Anjo, abre-nos os olhos para o imenso mundo de DEUS. A espada de dor, abre-nos o coração, assim como abriu o Coração de MARIA, para que se revele o que ELE espera de cada um de nós. Fátima anuncia o mistério da Misericórdia do DEUS Juiz, à qual, os pastorinhos, se entregam cada vez mais, a partir desta segunda aparição, para transformar a justiça em amor misericordioso, atendendo aos pecadores em perigo da condenação eterna.
A TERCEIRA APARIÇÃO:PREPARAÇÃO DOS PASTORINHOS PARA UMA VIDA DE AMOR ATRAVÉS DA UNIÃO EUCARÍSTICA,ORIENTADA PARA O ESPÍRITO SANTO.
A terceira vez, o Anjo aparece no outono de 1916 (em fins de Setembro ou em Outubro) na Loca do Cabeço.
O mistério central da fé cristã é apontado na terceira aparição como: "o remédio da imortalidade", a Sagrada Eucaristia. E o sol espiritual da nossa vida, à luz do qual nós mesmos seremos um dia luz, quando ELE, depois de todos os selos se abrirem, se precipitar sobre a terra (com a velocidade vertiginosa como no milagre do sol em Fátima), para consumar o mundo no fogo do amor. A adoração, a contemplação e a reparação, são caminhos que levam até DEUS, caminhos que têm em vista este último mistério de amor. Por isso, as crianças receberam a Sagrada Eucaristia. Não é um sacerdote, mas o Anjo que as prepara para a sua primeira Comunhão, a recebem da sua mão, na solidão da Loca do Cabeço.
Ir. Lúcia escreve: "Logo que aí chegámos, de joelhos, com os rostos em terra, começámos a repetir a oração do Anjo: "Meu DEUS, eu creio...". Não sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando vemos que sobre nós brilha uma luz desconhecida. Erguemo-nos para ver o que se passava e vemos o Anjo, tendo na mão esquerda um Cálix, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de Sangue dentro do Cálix. O Anjo deixa suspenso no ar o Cálix, ajoelha-se junto de nós e faz-nos repetir três vezes: "SANTÍSSIMA TRINDADE, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de JESUS CRISTO, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que ELE mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de MARIA, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores" (pág. 63).
No Santíssimo Sacramento, o PAI e o ESPÍRITO SANTO estão também necessariamente presentes, porque na união com o FILHO são UM só DEUS. Aqui se decide a vocação destas crianças: a morte reparadora que não demorará (Comunhão do Sangue) dos dois irmãos, e a missão de dar testemunho de Lúcia (Hóstia). A oração, pronunciada pelo Anjo, alude à missão da Igreja no fim dos tempos, essas crianças, de modo exemplar, vão à frente. E selada pela Comunhão reparadora: "Tomai e bebei o Corpo e Sangue de JESUS CRISTO, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso DEUS!' (pág. 63). E prostrando-se de novo em terra, repete outras três vezes a grande oração de reparação. Depois desaparece. Também, desta vez, a força sobrenatural é tão intensa que os pastorinhos imitam o Anjo. Lúcia escreve: "A força da presença de DEUS era tão intensa que nos absorvia e aniquilava quase por completo. Parecia até privar-nos do uso dos sentidos corporais por um grande espaço de tempo. Permanecíamos na mesma atitude, repetindo sempre as mesmas palavras; e quando nos erguemos, vimos que era noite e, por isso, horas de virmos para casa" (pág. 63).
Ainda nos dias seguintes, são levados, por essa mesma presença misteriosa do sobrenatural, até nas acções mais simples do dia a dia. "A paz e a felicidade que sentíamos era grande, mas só íntima, completamente concentrada a alma em DEUS" (pág. 154). Como uma falena se aproxima da chama da vela que há-de queimá-la, assim o homem, pode precipitar-se na LUZ do amor de DEUS, lá, onde adoramos a Majestade de DEUS, unidos com o Anjo, a terra "está cheia da SUA glória"! Já na primeira aparição, nenhum pensou em falar. O silêncio impôs-se. Era tão íntima, que não era fácil pronunciar sobre ela, a menor palavra.
Na terceira aparição, a presença do sobrenatural, foi ainda muitíssimo mais intensa. "Por vários dias, nem mesmo o Francisco se atrevia a falar". A primeira coisa que depois dizia era: "Gosto muito de ver o Anjo; mas o pior é que, depois, não somos capazes de nada. Eu nem andar podia, não sei o que tinha!" (pág. 123).
Uma palavra do Anjo que Lúcia lhe transmitiu, tocou muito especialmente o coração do pequeno vidente: "Consolar a DEUS, tão horrivelmente ofendido pelos crimes dos homens" (pág. 123). Foi a sua vocação particular, até ao fim iminente da sua vida. Enquanto Jacinta, nesta hora sublime da graça, se tornou a grande intercessora pelos pecadores.

ORAÇÃO
PAI, FILHO, ESPÍRITO SANTO, dignai-Vos escutar a nossa prece.
Dai-nos a graça, de viver com intensidade, a mensagem que transmitiste aos três pastorinhos, na Cova da Iria. Ensinai-nos, a acolher o amor maternal de MARIA, a rezar o Terço cada dia e a colaborar na salvação de todos os homens. Deixai-nos, ser inflamados pelos Santos Anjos, para uma vida de oração, de penitência, de reparação, de amor à Igreja e ao Santo Padre. Ajudai-nos, a imitar os Pastorinhos, e a viver à sua semelhança, as virtudes e a santidade evangélicas. Amém.

sábado, 10 de agosto de 2013

Os Anjos na vida de São Paulo da Cruz

Fundou a Congregação Clérigos Descalços da Santa Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo-" Padres Passionistas"

Foi aos dezenove anos de idade, após ouvir um sermão sobre a Paixão de Cristo, que Paulo Francisco Danei decidiu-se pela vida religiosa. 

Nascido em Ovada, na Alexandria, região norte da Itália, no dia 3 de janeiro de 1694, era o primeiro dos dezesseis filhos de um casal de nobres e fervorosos cristãos. Apesar do nome e da posição social, a família não possuía fortuna. 

Seu pai era um dedicado comerciante que viajava muito. Desde a infância Paulo acostumou-se a acompanhar o pai, primeiro como seu companheiro, depois, também, para ajudá-lo nos negócios. 

Também desde pequeno se entregava a exercícios de oração e penitência e à leitura da vida dos santos, encantando-se, especialmente, com a dos eremitas. Gostava de ir à igreja para rezar o terço. Essa rotina floresceu e fez crescer sua vocação. 


Quando ouviu o sermão que o tocou, já pertencia à Irmandade de Santo Antônio. Primeiro pensou em alistar-se como voluntário na cruzada contra os turcos, organizada pelo exército veneziano. Depois, rezando perante a santa eucaristia, ouviu o chamado de Deus para a vida religiosa. Iniciou, então, suas intensas orações contemplativas e penitências.

Junto com seu irmão João Batista, foram viver como eremitas no monte Agentário. Durante a semana, privavam-se de tudo, oravam e penitenciavam-se. Aos domingos, dirigiam-se às cidades, onde pregavam e enalteciam a Paixão do Senhor. 

Assim, amadurecia em seu coração o projeto de uma comunidade religiosa. Até que, segundo ele, uma aparição da Virgem Maria permitiu-lhe conhecer o hábito, o emblema e o estilo de vida do futuro Instituto, que teria sempre Jesus Cristo Crucificado como centro. 


Motivado pelos sermões que atraíram tantos seguidores e apoiado pelo bispo de Alexandria, fundou, em 1720, a Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou dos Padres Passionistas, ordenando-se com o nome de Paulo da Cruz. 

São Paulo da Cruz recebeu uma revelação de DEUS, que lhe dava São Miguel Arcanjo como defensor de sua Congregação face as inúmeras provas pelas quais passaria. O Santo sempre teve pelo Príncipe da Milícia Celeste uma devoção especial. Cerca do fim de sua vida o glorioso Arcanjo apareceu muitas vezes. Um dia em que ele se mostrou todo  resplandecente de luz, o Santo perguntou-lhe se ele protegia sua alma e a Congregação:"Eu sempre velei por uma e outra - respondeu-lhe o Arcanjo -, e não te faltarei jamais no futuro" (Louis-Th, p. 137).





domingo, 23 de junho de 2013

Criança salva pelo Anjo



Aos Seus Anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos...(Salmo 90)

Um estouro e 8 metros para baixo

Domingo,depois do meio dia.Nossa Teresinha,de 10 anos,brincava com uma amiga no jardim.Ambas,muito vivas,queriam mais espaço.Sem mais nem menos,subiram no terraço da padaria adjacente ao nosso terreno.Nosso filho Ludgero chamou-lhes a atenção: "Não brinquem ali,é perigoso!" Mas que!Era um encanto lá em cima!
De repente:tilintar de vidros partidos,e um grito.Teresinha sumiu.O que havia acontecido?Num ângulo do terraço havia uma janela,com seus vidros pintados de preto por dentro.A menina não notou a diferença.Correndo,pulou sobre ela.Um estouro,e foi parar mais de 8 metros para baixo,coberta de fuligem e de cacos de vidro.
Ludgero,que tudo presenciara,correu para casa avisando:"Teresinha matou-se.Está no vizinho". Foi um choque medonho.Com uma jaculatória nos lábios preparei-me para o pior.As pernas tornaram-se duras.Apenas saí de casa e...o que vejo?Teresinha vem correndo.Estava super empolgada.Nenhuma armadura,nenhum membro destroncado ou fraturado.
Os vizinhos chegaram cheios de emoção.Corremos ao local do acidente.Estávamos espantados com aquela altura e o monte de cacos.Como de uma só boca,diziam todos: verdadeiro milagre!
Pessoalmente sabia que Teresinha sempre invoca o Anjo da Guarda. Disse eu: juntas vamos agradecer ao teu grande guardador que te salvou tão maravilhosamente."Ordenou aos seus anjos que te amparem em todos os teus caminhos".

quarta-feira, 19 de junho de 2013

São Miguel defende o santuário



Os sacerdotes dos ídolos, obstinados nos seus erros,resolveram destruir o santuário.Junto deste,passavam dois rios que eram contidos por diques.Numa noite ouviu-se um forte barulho das águas.Os pagãos tinham destruído os diques e brevemente o santuário seria arrasado e submerso.O eremita,ao ver o que se passava,gritou: "SENHOR,a Vossa onipotência comanda e rege os abismos do mar,Vós podeis salvar o templo do Vosso Arcanjo". Enquanto ele rezava,ouviu-se uma voz vinda do Céu.Era São Miguel que descia para desarmar o furor de Satanás.Disse ele ao seu fiel servo e guardião do seu templo:"Não temais, o inferno não pode nada contra nós". O Arcanjo estendeu a sua mão sobre o caudal dos rios;as águas impetuosas foram controladas no seu caminhar por um braço invisível.São Miguel traçou sobre elas o sinal da Cruz e fê-las recuar,desviando o seu curso.O vencedor de Lúcifer deixou-se ver no cume de um rochedo.A terra tremeu e abriu-se uma garganta,por onde as águas sumiram-se vertiginosamente,em turbilhão.São Miguel,depois de ter exortado o eremita a que continuasse a convidar os doentes do corpo e da alma a que usassem da água da fonte em Nome da SANTÍSSIMA TRINDADE,subiu ao Céu.
As liturgias da Igreja Oriental comemoram este acontecimento com Missa e ofícios próprios no dia 06 de setembro.
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(Fonte:São Miguel,Príncipe dos Exércitos Celestes,Ed.Divina Misericórdia,1997)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

São Miguel, rogai por nós!



Um rico homem de Laodiceia,cidade da região da Frígia, tinha uma filha única que era muda.Numa noite,apareceu-lhe,em forma humana,São Miguel e disse-lhe:"Conduz a tua filha à fonte dos cristãos e acredita na onipotência do seu DEUS,que a tua fé será recompensada".Cheio de temor e esperança, foi com a filha à fonte e aí perguntou aos cristãos o que devia fazer. Eles disseram: "É em nome do PAI,do FILHO e do ESPÍRITO SANTO e pela intercessão de São Miguel que nós usamos essa água".O pagão, repetindo estas palavras,invocou a Santíssima Trindade e o socorro do glorioso Arcanjo. A filha começou a falar e a fé iluminou a sua alma e a do seu pai.Ambos pediram o batismo. Cheio de alegria,o homem mandou edificar junto da fonte uma igreja, a atestar seu reconhecimento por este milagre.Um cristão jovem que seguia  a vida eremítica, ficou como guardião deste santuário. As curas multiplicaram-se e,como consequência, a conversão dos pagãos ao cristianismo.