Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

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domingo, 5 de janeiro de 2014

Epifania do Senhor

"Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra."

                                       



"A liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens… Ele é uma “luz” que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Cumprindo o projeto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa “luz” incarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva."


                              


Muito poderíamos dizer a respeito do Mistério desta Solenidade que hoje celebramos. Sobretudo, porque somos colocados diante da rica e abundante Palavra de Deus que hoje nos ilumina e nos introduz neste divino mistério que celebramos conjuntamente com a Igreja Celeste, cuja “lâmpada é o Cordeiro”.
Cabe-nos, em primeiro lugar, destacar a origem e o sentido da solenidade que hoje celebramos. A festa da Epifania surgiu no Oriente, mais ou menos no mesmo período em que surgiu o Natal no Ocidente. As duas festas são aparentadas, porque na sua origem eram destinadas a celebrar o mesmo mistério: o nascimento do Salvador em nossa carne mortal. O Espírito inspirou no Oriente e no Ocidente estas duas festas, o Natal e a Epifania, que possuíam um sentido semelhante (embora com enfoques diferentes) e a mesma motivação. Quando a festa da Epifania foi introduzida no Ocidente cristão conservou-se apenas uma parte do seu sentido originário, ou seja, a “manifestação de Cristo aos povos pagãos”. Da mesma forma, quando a festa do Natal foi introduzida no Oriente, a festa da Epifania foi sendo aos poucos entendida também somente como a celebração da manifestação de Cristo aos pagãos. Hoje, para nós, o Natal celebra e atualiza o nascimento, enquanto a Epifania celebra e atualiza a manifestação do Cristo que nasceu em Belém aos gentios, que são representados nestes magos que visitam o Menino-Deus no presépio.
O Evangelho que ouvimos nos coloca diante da cena dos magos que vêm do oriente para adorar o Senhor. Guiados por um astro misterioso, são levados em direção ao “Astro que nasce das alturas” (cf. Lc 1,78), em direção Àquele que veio “para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte” (Lc 1,79). Chegando à Herodes, interrogam pelo Messias. Herodes teme perder o seu trono e planeja antecipar aquilo o que será por outros realizado, a Páscoa do Salvador. Como fala São Leão Magno em seu primeiro sermão sobre a Epifania “O Senhor do universo não procura um reino temporal, ele que dá um reino eterno.” E ainda comentando sobre o desejo que nutre Herodes de matar aquele que, embora sendo seu Salvador, ele considera como adversário, diz: “Aquele que nasceu quando quis morrerá conforme a livre disposição da sua vontade.” De fato, como nos ensina São João, ninguém tira a sua vida, mas Ele a dá livremente. Os sumos sacerdotes e doutores da Lei orientam os magos a respeito do lugar onde deveria nascer o Messias: em Belém. Os mestres da Lei a lêem sem compreendê-la. Eles possuem um véu no coração. Orientam os magos, mas não sabem orientar a si mesmos. E os magos, guiados pela estrela e pela palavra da profecia chegam até o Messias, e oferecem seus presentes, que são, segundo o mesmo São Leão,“sacramento da sua fé e da sua inteligência”:ouro, porque Ele é o Rei dos Reis; incenso, porque Ele é verdadeiro Deus; mirra, porque se fez verdadeiramente homem e morrerá para a nossa salvação. Aquilo o que compreendemos pela fé está presente de forma sacramental no presente dos magos: Este menino que nasceu em Belém é homem e é Deus; assumiu a nossa humanidade, sem nada perder da sua divindade; Ele é verdadeiramente o Rei que devia vir ao mundo e reunir todas as nações, dos mais longínquos cantos do planeta, na Jerusalém nova que é a Igreja.
Deus que havia feito Aliança com Abraão e prometido a ele uma descendência numerosa, realiza agora a sua promessa, porque a verdadeira descendência de Abraão não é segundo a carne, mas segundo a fé, porque como nos ensina São Paulo, Abraão foi declarado justo em virtude da sua fé, porque Ele aceitou o convite de Deus e saiu da sua terra e da sua parentela e caminhou em direção à Terra da Promessa. Agora, no Verbo feito carne, a promessa que Deus havia feito a Abraão se realiza e todos são admitidos ao Novo Israel de Deus, a Igreja. Este é o “mistério” de Deus revelado a nós, como nos diz São Paulo na carta aos cristãos de Éfeso: “os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.”
Isaías profetizou e nós vemos a sua profecia se cumprir. “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor.” O profeta convida a cidade a colocar-se de pé, porque apareceu sobre ela o Senhor. Meus irmãos, somos a Jerusalém nova. Devemos nos colocar de pé, como o Ressuscitado está de pé à direita de Deus, porque o Senhor que é nossa luz chegou. Apareceu sobre nós a glória do Senhor. “Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti”. Sim, aquela glória transitória que aparecia a Moisés, na sarça, no Horeb e em tantas outras teofanias, agora se manifestou sobre nós. Depois da sarça ardente e da nuvem que enchia a tenda da reunião, o que esperávamos? De certo não era um menino envolto em faixas. Mas Deus não entra na nossa lógica e o que pensávamos impossível aconteceu, ou melhor, o que nem podíamos cogitar aconteceu: Deus apareceu na nossa carne, a sua glória apareceu na nossa humanidade e nós que andávamos nas trevas fomos iluminados. Estávamos envolvidos nas trevas do pecado e a nossa humanidade foi preenchida pela luz da divindade que veio morar em nossa carne e nos “recriou na luz eterna de sua divindade” como nos ressalta hoje o prefácio da Epifania.
Como precisamos tomar consciência do sentido que essa palavra tem no hoje da nossa vida. De fato, Cristo se manifestou como luz para nos arrancar das trevas, mas como ainda vivemos na aurora, ou seja, num tempo em que vemos a luz, mas ainda ofuscada pelas trevas, como ainda não estamos na glória da visão plena, ficamos muitas vezes envolvidos nas trevas e em meio a nuvens escuras. Cada um aqui sabe o nome das trevas nas quais se vê envolvido. As trevas chamam-se descrença, desesperança, perda de sentido... Somos atraídos pelo mundo e quase que engolidos pelas sua espessas e escuras nuvens. Mas, hoje a Palavra de Deus nos atravessa como uma flecha e nos diz que sobre nós apareceu o Senhor e sua glória se manifestou sobre nós. Se assim é, nós nos alegramos, porque quando o Senhor se levanta, que inimigos ousam combatê-lo? Se a sua luz, que é como o Sol, brilha, que trevas ainda podem existir? Sintamo-nos defendidos pelo Senhor e iluminados por sua luz, que já na ambigüidade deste mundo afasta de nós as trevas e na realidade do mundo que virá apagará definitivamente todo e qualquer vestígio de trevas que ainda subsistir em nós. Sim, essa palavra nos lembra e aponta também para a realidade celeste. João se utiliza desta profecia para descrever o encontro do Cordeiro com a Igreja, sua esposa. Na Jerusalém celeste não existe lâmpada, nem templo, porque a sua luz, o seu Templo é o Cordeiro. Esta luz no altar nos lembra a luz pura de Cristo que nos iluminará quando o vermos não mais sob o véu dos sacramentos. Este Templo é sacramento do próprio Senhor, que é o Templo verdadeiro que ornamenta a cidade verdadeira, a Jerusalém celeste, para a qual nos dirigimos apressados.
Enquanto vivemos neste mundo devemos refletir a luz d’Aquele que se manifestou a nós e nos iluminou. O profeta diz a respeito de Jerusalém que “os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora.” A Igreja, qual nova Jerusalém, é chamada a ser para os homens deste mundo um sinal de luz. No meio de nós está aquele que é a própria luz, “Luz da Luz” como rezaremos no Credo. Iluminados por sua luz iluminemos os outros. Sejamos como a estrela que guiou os magos. Iluminada pela luz do Verdadeiro Astro guiou-os até Aquele que era a fonte da sua luz. Também não temos luz própria. A nossa luz é o Cordeiro que está em nosso meio. Iluminados pela sua luz iluminemos outros e os atraiamos, como fez a estrela, até Aquele lugar onde se encontra o Salvador. Hoje este lugar é a Igreja, novo presépio, onde toda a vida do Senhor, da encarnação à Pentecostes, é atualizada na divina liturgia. Que ao refletirmos a luz do Salvador feito homem que hoje se manifestou a todos os povos e a cada um de nós, que andávamos nas trevas, possamos atrair muitos, e que esses muitos se juntem a nós, para proclamarmos a glória do Senhor, até Aquele dia, definitivo e último, do qual este domingo é já um sacramento, no qual em nossos lábios não haverá outra palavra, nem outro canto, a não ser um hino de louvor e glória ao Senhor.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Epifania


Hoje celebramos a festa da Epifania do Senhor; Epifania é uma palavra de origem grega que significa “manifestação”. O menino-Deus que se manifesta a toda a humanidade representada no Evangelho de hoje nas pessoas dos magos que vieram do Oriente seguindo a estrela guia (cf. Mt 2,1- 12). Chamo a sua atenção no evangelho, entre tantas coisas, para duas em especial: os presentes e a estrela. Os magos não compareceram diante do menino Jesus em Belém de mãos vazias, trouxeram ouro, incenso e mirra reconhecendo também para todo mundo a REALEZA, A DIVINDADE E A HUMANIDADE do filho de Deus; os magos, que eram pagãos souberam entender os sinais e a grandeza do acontecimento e levaram presentes e nós o que levamos para Jesus? Quando saímos de nossas casas e vamos ate a Igreja todo domingo para a celebração da Eucaristia e para adorar Jesus o que levamos para ele? Não é possível meus irmãos que nos coloquemos diante de Jesus com as mãos e o coração vazios. Como cristãos deveríamos levar a Jesus como presentes um coração cheio de bons sentimentos e as mãos tomadas por gestos de amor e solidariedade, pois somos cristãos. A segunda coisa que chama a atenção é a estrela; os magos seguiram a estrela e chegaram ate Jesus, hoje infelizmente nem sempre conseguimos ver o brilho da estrela e muitas vezes (quase sempre quando nos afastamos de Deus) começamos a seguir falsas estrelas que nos levam a lugares errados. Meus queridos que tenhamos a fé sempre abastecida; que possamos seguir sempre o brilho da estrela que leva até Jesus e também que possamos, como cristãos, sermos a estrela que brilha para as pessoas que ainda não sabem onde está Jesus, que através das nossas ações e palavras outros irmãos que vivem nas trevas da escuridão e do erro possam encontrar a Cristo.




“Diz-nos a Tua Palavra Senhor, que os magos regressaram a casa por caminho diferente, 
depois do encontro Contigo.

Também nós Senhor queremos caminhar o caminho novo que Tu nos queres dar quando nos encontramos verdadeiramente Contigo.
Por isso Te pedimos que nos guies com a estrela da Fé que nos conduz a Ti, para Ti.
Amém!”



Que o Menino Jesus abençoe a todos!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os Reis Magos mencionados no Evangelho de São Matheus



Os Três Reis Magos, ou simplesmente Reis Magos ou Magos (em grego: μάγοι, transl. magoi), na tradição cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Foram mencionados apenas no Evangelho segundo São Matheus,onde se afirma que teriam vindo "do leste" para venerar o Cristo, "nascido Rei dos Judeus". 

"Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11).




Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.

A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representa a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141,2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19, 39 e 40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.
 Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo".

Mais uma vez, sentimos uma profunda gratidão por Maria, a Mãe de Jesus. Ela é a imagem perfeita da Igreja, que oferece ao mundo a luz de Cristo: é a Estrela da Evangelização. "Respice Stellam", diz São Bernardo: olha para a Estrela, tu que buscas a verdade e a paz; dirige teu olhar a Maria e Ela te mostrará Jesus, luz para cada pessoa e para todos os povos.



"O Anjo vai à nossa frente com a luz, a fim de que possamos conhecer e decidir corretamente, para que não percamos a direção para DEUS."

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Mistério da Encarnação e o ano da Fé


"A bondade e amor de Deus, nosso Salvador" (Tito 3,4)


Este é o significado do presente de Natal. "Ele nos salvou, não por causa de obras feitas por nós em justiça, mas em virtude de sua misericórdia. Ele derramou sobre nós ricamente por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador" (Tito 3,5-6). Neste Ano da Fé, nos preparamos e comemoramos o mistério da Encarnação, com uma especial gratidão pelo grande dom da fé, sem o qual seria "não tem esperança" e ser "sem Deus no mundo" (Ef 2,12 ). Através da fé nós experimentamos o amor de Deus que foi "manifestado na carne" (1 Tm 3,16) e "habitou entre nós" (Jo 1,14), "que a nossa alegria seja completa" (1 Jo 1:4) . Através do dom da fé que estamos abertos para receber este grande mistério em nossos corações, trazendo-nos alegria e consolo em um mundo cheio de tristeza e contradições.

Os anjos tem um papel especial no ato de fé. São Tomás de Aquino escreve: "A fé exige que o que está a ser proposto para o crente", o que é feito pelo homem, de acordo com Romanos 10,17;  "A fé vem pelo ouvir "; principalmente, no entanto, pelos anjos, por quem as coisas divinas são reveladas aos homens. Assim, os anjos têm alguma parte no esclarecimento da fé Além disso, os homens são iluminados pelos anjos, não só sobre o que é para ser acreditado... mas também em relação ao que está a ser feito "(Summa Theo. I, 111, art. 1 ad 1). Neste Ano da Fé, portanto, nós queremos trabalhar conscientemente com os Santos Anjos, tanto para o fortalecimento da nossa fé, e em nossos esforços para compartilhar a nossa fé com os outros.

Embora possa parecer que o bem, muitas vezes perde e o secularismo radical é o excesso de correria do mundo; sabemos pela fé que Deus está acima dos poderes deste mundo. "O Senhor Deus não contraria as ameaças da história com desejos externos, como nós, seres humanos seria de esperar de acordo com as perspectivas de nosso mundo. Sua arma é a bondade. Ele se revelou como uma criança, que nasceu num estábulo. Este é precisamente como Ele contadores com seu poder, completamente diferentes dos poderes destrutivos da violência. Desta forma, Ele nos salva. Desta forma, Ele nos mostra o que salva "(Bento XVI, Homilia, 2005).

O Santo Padre proclamou o Ano da Fé ", a fim de ajudar todos os homens e mulheres a abrir seus corações e vidas ao Senhor Jesus e à Palavra de salvação" (Homilia, 29 de setembro de 2012). A fim de nutrir e fortalecer a nossa fé neste Ano de graça, o Papa Bento encoraja os fiéis a ler e estudar as quatro principais constituições do Concílio Vaticano. Beato João Paulo II comentou sobre o valor do Vaticano II, dizendo: "Os documentos do Conselho não perdeu nada de seu valor ou brilho. Eles precisam ser lido corretamente, a ser amplamente conhecido e levado a sério como textos qualificados e normativos do Magistério. Eu sinto, mais do que nunca, o dever de apontar para o Concílio como a grande graça sobre a Igreja no século XX: não encontramos um compasso certo para levar nossos rolamentos no século que começa "(NMI , 57). Ao estudar estes textos muito ricos espiritualmente, queremos incluí-los em nossas vidas diárias, de modo que a nossa fé seja fortalecida e podemos passar este grande dom da fé para os outros através de nosso exemplo e intercessão.

Que as bênçãos do Menino Jesus renovem e preencham seus corações, fazendo-os transbordar de amor, para que todos sejam testemunhas fiéis da "bondade do nosso Deus", que veio a nós na humildade do estábulo. Que a Mãe de Deus possa levá-lo para o seu Filho e os Santos Anjos sejam sua luz e força neste Ano Novo. 


Com minha bênção sacerdotal.

                 Fr. Wolfgang Seitz, ORC


Fonte: opusangelorum.org

sábado, 29 de dezembro de 2012

Apresentação de Jesus no Templo



Com o Evangelho de hoje, a Igreja revive o mistério da Apresentação de Jesus no Templo. Revive-o com a admiração da Sagrada Família de Nazaré, iluminada pela plena revelação daquele menino que veio para expiar os pecados do povo. O Menino, que Maria e José levam com emoção ao Templo, é o Verbo encarnado, o Redentor do homem, da história!

Na solenidade do dia de hoje, celebramos o mistério da consagração: consagração de Cristo, consagração de Maria e consagração de todos aqueles que se põem no seguimento de Jesus por amor do Reino.
Simeão recebeu do Espírito Santo a revelação de que não morreria sem ver Cristo. Neste Natal, contemplemos, com olhos de fé, Jesus que vem salvar-nos com o Seu nascimento. Assim como Simeão entoou um cântico de ação de graças, alegremo-nos cantando diante do presépio, em família, e no nosso coração, pois sabemo-nos salvos pelo Menino Jesus.
E, assim como Maria leva o menino Jesus para ser apresentado ao Senhor, peçamos também nós para que, neste dia, ela nos apresente a Deus, nosso único bem, a fim de que a nossa vida, consumida pelo Amor, seja um sacrifício vivo, santo e do agrado do Pai.

ORAÇÃO:
Pai, que Teu Filho Jesus seja para mim motivo de crescimento 
e de promoção, levando-me, a conhecer-Te sempre mais e a aderir ao 
Teu Reino de amor. Amém!


Evangelho:
22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26 e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 
33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te traspassará a alma”. 
                                                                                            Lc 2, 22 - 35

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os Santos Inocentes - 28 de Dezembro



A festa de hoje, instituída pelo Papa São Pio V, ajuda-nos a viver com profundidade este tempo da Oitava do Natal. Esta festa encontra o seu fundamento nas Sagradas Escrituras. Quando os Magos chegaram a Belém, guiados por uma estrela misteriosa, "encontraram o Menino com Maria e, prostrando-se, adoraram-No e, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes - ouro, incenso e mirra. E, tendo recebido aviso em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. Tendo eles partido, eis que um Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: 'Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar'. E ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito. E lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: 'Do Egito chamarei o meu filho'. Então Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e arredores, de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. Então se cumpriu o que estava predito pelo profeta Jeremias: 'Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem'" (Mt 2,11-20) Quanto ao número de assassinados, os Gregos e o jesuíta Salmerón (1612) diziam ter sido 14.000; os Sírios 64.000; o martirológio de Haguenau (Baixo Reno) 144.000. Calcula-se hoje que terão sido cerca de vinte ao todo. Foram muitas as Igrejas que pretenderam possuir relíquias deles.



Na Idade Média, nos bispados que possuíam escola de meninos de coro, a festa dos Inocentes ficou sendo a destes. Começava nas vésperas de 27 de dezembro e acabava no dia seguinte. Tendo escolhido entre si um "bispo", estes cantorzinhos apoderavam-se das estolas dos cônegos e cantavam em vez deles. A este bispo improvisado competia presidir aos ofícios, entoar o Inviatório e o Te Deum e desempenhar outras funções que a liturgia reserva aos prelados maiores. Só lhes era retirado o báculo pastoral ao entoar-se o versículo do Magnificat: Derrubou os poderosos do trono, no fim das segundas vésperas. Depois, o "derrubado" oferecia um banquete aos colegas, a expensas do cabido, e voltava com eles para os seus bancos. Esta extravagante cerimônia também esteve em uso em Portugal, principalmente nas comunidades religiosas. 


A festa de hoje também é um convite a refletirmos sobre a situação atual desses milhões de "pequenos inocentes": crianças vítimas do descaso, do aborto, da fome e da violência. Rezemos neste dia por elas e pelas nossas autoridades, para que se empenhem cada vez mais no cuidado e no amor às nossas crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Por estes pequeninos, sobretudo, é que nós cristãos aspiramos a um mundo mais justo e solidário.

Santos Inocentes, rogai por nós!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"Fazer presépios é unir mundos".


"Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amado"!





O presépio é uma das representações mais singelas do nascimento de Jesus Cristo. Procura resgatar a importância e magnitude daquele momento ao mesmo que nos lembra a forma simples e humilde em que se deu o nascimento. A presença do menino Deus naquele estábulo, ao lado de seus pais, tendo por testemunhas os pastores e os animais e recebendo a visita dos Reis Magos guiados à gruta pela estrela de Belém, mostra a grandeza e a onipotência de Deus representada na fragilidade de uma criança.

Esta representação foi criada por São Francisco de Assis em 1223 que, em companhia de Frei Leão e com a ajuda do senhor Giovanni Vellina, montou em uma gruta da floresta na região de Greccio, Itália, a encenação do nascimento de Jesus. Na época já havia 16 anos que a Igreja tinha proibido a realização de dramas litúrgicos nas Igrejas, mas São Francisco pediu a dispensa da proibição desejoso que estava de lembrar ao povo daquela região a natividade e o amor a Jesus Cristo. O povo foi convidado para a missa e ao chegarem à gruta encontraram a cena do nascimento vivenciada por pastores e animais.


No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e colonos portugueses em 1552 por iniciativa do jesuíta José de Anchieta. A partir de 1986 São Francisco é considerado o patrono universal do presépio.



O mundo animal, os homens e o mundo mineral (pedras e presentes) se unem na contemplação do nascimento de Jesus. Os reis Magos em uma interpretação mais recentes são lembrados como um símbolo da união dos povos: Gaspar, o negro: Melchior, o branco e Baltazar, o asiático.



As palavras de paz e serenidade de São Francisco trazem até nos o sentido verdadeiro do Natal: 


"Todos os homens nascem iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e 
divinos e seu objetivo final".

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os três Reis Magos

A visita dos reis magos poderia parecer história da carochinha, se não estivesse registrada na própria Bíblia (Mt 2, 1-12) - reis de verdade, com manto e coroa, viajando em camelos de fina montaria, com seus criados e com baús cheios de presentes em ouro!







"Será invadido por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor."( Is 60,6)

Em seu Evangelho São Matheus refeiu-se a três reis. Esses reis eram versados em ciências naturais e conhecimento das Escrituras do povo de Deus, e por sua erudição foram chamados: magos.

Decididos a conhecer o Rei, o Messias, os Magos Gaspar, Melchior e Baltazar procedentes da Pérsia, da Arábia e de Sabá (antiga cidade do Iêmen, a noroeste da Península Arábica) puseram-se a caminho e se reuniram num certo trecho da estrada. Eles viram uma estrela que não era um cometa mas um globo luminoso, um sinal do Céu para guiá-los, e talvez só eles o vissem.

Chegando ao Campo dos Pastores viram a estrela e não se continham em contentamento, ela aumentava e diminuía de tamanho e parecia incidir sobre a gruta. Admirados, constataram, como já haviam visto em seus países, que na estrela aparecia a figura de uma criança. Subindo a colina descobriram a entrada da gruta... A gruta cheia de luz e, ao fundo da gruta, a Virgem Maria sentada com a criança em seus braços.

O Menino Jesus recebeu ouro, incenso e mirra. Ouro porque era rei, incenso porque era Deus e mirra porque era homem. Ao se prepararem para  retornarem a seus Países, foram alertados pelo Anjo para que não voltassem a Jerusalém. Então tomaram outro caminho para voltar às suas terras.

Não haviam encontrado nem castelo, nem pompa, como lhes pareceu dizer a estrela, encontraram, sim, uma simples gruta, mas nela o Rei de todos os reis, que lhes transmitiu uma vida nova e mudou o sentido de seus interesses e objetivos. Levavam o coração cheio da santa alegria.



Esta foi a primeira Epifania, isto é, a manifestação de Jesus, quando Maria e José O apresentaram aos Reis Magos. Esse fato é celebrado a 6 de janeiro - dia de reis.

Quando lemos a história dos reis magos, contada brevemente por Mateus, aprendemos com eles o Evangelho da Fé, da Esperança e da busca de Deus. Em nosso tempo racionalista muitos ouvem os relatos do Natal de Jesus, com o coração distante, preocupado com o consumo e reduzindo o significado majestoso desta celebração da Boa Nova em simples saudações de Papai  Noel.

Unido ao nosso Santo Anjo possamos a exemplo dos Reis Magos, presentear o Menino Jesus o nosso coração, a nossa vontade, a nossa vida sem reservas e sem medo, e assim vivermos a graça da santa alegria, da vida nova, da Epifania.

Fonte: São José - Pai segundo a Lei, Dirce Basto Pereira da Silva. Ed MIR.