Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Anjo do Senhor abriu a porta da prisão


LEITURA:

Atos dos Apóstolos 12

1 Nessa ocasião, o rei Herodes prendeu alguns que pertenciam à igreja, com a intenção de maltratá-los,
2 e mandou matar à espada Tiago, irmão de João.
3 Vendo que isso agradava aos judeus, prosseguiu, prendendo também Pedro durante a festa dos pães sem fermento.
4 Tendo-o prendido, lançou-o no cárcere, entregando-o para ser guardado por quatro escoltas de quatro soldados cada uma. Herodes pretendia submetê-lo a julgamento público depois da Páscoa.
5 Pedro, então, ficou detido na prisão, mas a igreja orava intensamente a Deus por ele.
6 Na noite anterior ao dia em que Herodes iria submetê-lo a julgamento, Pedro estava dormindo entre dois soldados, preso com duas algemas, e sentinelas montavam guarda à entrada do cárcere.
7 Repentinamente apareceu um anjo do Senhor, e uma luz brilhou na cela. Ele tocou no lado de Pedro e o acordou. "Depressa, levante-se!", disse ele. Então as algemas caíram dos punhos de Pedro.
8 O anjo lhe disse: "Vista-se e calce as sandálias". E Pedro assim fez. Disse-lhe ainda o anjo: "Ponha a capa e siga-me".
9 E, saindo, Pedro o seguiu, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; tudo lhe parecia uma visão.
10 Passaram a primeira e a segunda guarda, e chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. Este se abriu por si mesmo para eles, e passaram. Tendo saído, caminharam ao longo de uma rua e, de repente, o anjo o deixou.
11 Então Pedro caiu em si e disse: "Agora sei, sem nenhuma dúvida, que o Senhor enviou o seu anjo e me libertou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava".
12 Percebendo isso, ele se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muita gente se havia reunido e estava orando.
13 Pedro bateu à porta do alpendre, e uma serva chamada Rode veio atender.
14 Ao reconhecer a voz de Pedro, tomada de alegria, ela correu de volta, sem abrir a porta, e exclamou: "Pedro está à porta!"
15 Eles porém lhe disseram: "Você está fora de si!" Insistindo ela em afirmar que era Pedro, disseram-lhe: "Deve ser o anjo dele".
16 Mas Pedro continuou batendo e, quando abriram a porta e o viram, ficaram perplexos.
17 Mas ele, fazendo-lhes sinal para que se calassem, descreveu como o Senhor o havia tirado da prisão e disse: "Contem isso a Tiago e aos irmãos". Então saiu e foi para outro lugar.



O Apóstolo São Pedro encarcerado por ordem do rei Herodes, dormia entre dois soldados, amarrado com duas cadeias, de repente:
Apresentou-se um Anjo do Senhor;
A cela se encheu de luz;
O Anjo toca nas costa de Pedro;
O desperta;
Fala, levanta depressa e as cadeias lhe caiem;
Fala, cinge a cintura e calça as sandálias;
E saíram avançando por uma rua o anjo desaparece.

São Pedro pensava que tudo era um sonho e quando estava solto o Anjo o deixou. Os Anjos não nos tiram nossa própria responsabilidade, para que nós mesmo nos possamos ajudar, como podemos perceber no Evangelho.

Deve-se considerar também a confissão de São Pedro: "Agora me dou conta de que realmente o Senhor enviou seu Anjo e me arrancou das mãos de Herodes", manifesta que estava em pleno uso de suas faculdades e sentido. Não acontece também conosco? Frequentemente só depois compreendemos que se manifestou uma intervenção extraordinária, para então exclamar: desta vez realmente nos ajudou um Anjo de Deus. Por conseguinte, devemos estar realmente convencidos de que sempre se encontra ao nosso lado um Anjo de Deus, um Anjo da Guarda, para nos guiar e nos aconselhar.

A ajuda dos Anjos não se limita somente a proteção física, mas querem livrar da escravidão do pecado. Com a sua presença podem iluminar as áreas escuras do nosso coração, dos sentimentos de opressão e de violência.

Os Anjos estão a serviço dos homens para livrar os pobres e os defender dos que os exploram sem piedade.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Apresentação do Menino Jesus no Templo


JESUS O ANJO DA ALIANÇA



Hoje celebraremos a Festa da Apresentação do Menino Jesus no Templo e a Igreja nos apresentará a leitura do Profeta Malaquias, onde JESUS é denominado o ANJO DA ALIANÇA. Mas este “ANJO”, como sabemos, não vem de modo ostensivo, mas nobre, discreto e silencioso. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças (Mt 12,19).

Do mesmo modo os Santos Anjos O imitam. Eles não chamam a atenção para si mesmos, são modestos e respeitam a liberdade humana, esperando que cada um recorra ao seu preciso auxílio, que nos abre os olhos para JESUS.

“É interessante observar de perto este ingresso do Menino Jesus na solenidade do templo, num grande «vaivém» de muitas pessoas, ocupadas com os seus afazeres: os sacerdotes e os levitas com os seus turnos de serviço, os numerosos devotos e peregrinos, desejosos de se encontrar com o Deus santo de Israel.

Porém, nenhum deles se dá conta de nada. Jesus é um menino como os outros, filho primogénito de dois pais muito simples. Até os sacerdotes são incapazes de captar os sinais da nova e especial presença do Messias e Salvador. Só dois anciãos, Simeão e Ana, descobrem a grande novidade.

Guiados pelo Espírito Santo, eles encontram nesse Menino o cumprimento da sua longa espera e vigilância. Ambos contemplam a luz de Deus, que vem iluminar o mundo, e o seu olhar profético abre-se ao futuro, como anúncio do Messias: «Lumen ad revelationem gentium!» (Lc 2, 32).” Papa Bento XVI.

Peçamos aos nossos Santos Anjos da Guarda, servos por excelência do ESPÍRITO SANTO que nos ensinem a sermos pessoas sempre abertas às inspirações do Divino ESPÍRITO. Amém.

sábado, 28 de setembro de 2013

São Miguel Arcanjo


Falamos muito sobre São Miguel, mas no entanto deixamos de falar da importância de um relacionamento mais intenso com esse irmão mais velho e amoroso, que nos quer levar a um verdadeiro e profundo amor a Deus.
Esse relacionamento nos fará vitoriosos com nossas famílias no final do combate, pois ele nos aproximará mais e mais de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Muitos ainda desconhecem a devoção a São Miguel Arcanjo, seu poder intercessor diante de Deus e o amor com que ele cuida de cada filho de Deus. Porém as Sagradas Escrituras são claras quanto à proteção que o Arcanjo bendito exerce para com o povo de Deus, desde o Antigo Testamento. São cinco passagens bíblicas, três no livro do Profeta Daniel (10,13; 10,22; 12,1), uma na Carta de São Judas (vs 9) e a ultima no Livro do Apocalipse (12,7).

São Pio X afirma que, se "Deus na primeira luta venceu servindo-se de São Miguel, devemos, portanto, acreditar firmemente que a luta atual terminará triunfante e também, como outrora, com o socorro e a ajuda desse Arcanjo Bendito".

"São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate!"

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

como vivem os anjos



Apesar de cada Anjo esgotar a sua própria espécie, todavia, estão unidos em coros. Há entre eles, pois, uma hierarquia não segundo espécies, mas segundo o grau de luz que os aproxima de Deus.


A divisão mais tradicional na Igreja, fundamentada na Sagrada Escritura, é aquela de Dionísio (Pseudo, ou Aeropagita), que constata nove coros divididos em três Hierarquias:


1º Hierarquia: Serafins, Querubins e Tronos – a serviço exclusivo da contemplação de DEUS, pelo Amor, pelo Conhecimento e pela Aceitação rendida da Sua Vontade, que transmitem ao resto da criação.

2º Hierarquia: Dominações, Virtudes e Potestades – recebem Luz de Deus através dos Anjos da 1ª Hierarquia. Ocupam-se da criação material na sua ligação com realidades espirituais.

3º Hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos – recebem Luz de Deus através dos Anjos da 2ª Hierarquia. Estão a serviço da humanidade.


Quantos Anjos existem

A sagrada Escritura nos fala de milhões de milhões, e milhares de milhares (Dn 7,10; Ap 5,11). Ou seja, muitos, todavia finitos. Santo Tomás de Aquino diz que quanto maior a perfeição de uma criatura, mais Pródigo é Deus em criá-las. Atualmente dizem que somos 7 bilhões de seres humanos na terra. Quantos anos a terra tem? Quantos bilhões, trilhões de pessoas já passaram para o outro mundo? Podes imaginar? E se seguimos o raciocínio de S. Tomás deverá haver mais Anjos do que homens, dos que vivem atualmente neste mundo, dos que já estão na eternidade e dos que ainda virão a existir, pois eles são mais perfeitos do que nós.
E o mais impressionante é que também por serem Puros Espíritos, cada Anjo esgota a sua própria espécie. Já pensou? Há uma diferença muito maior entre um Anjo e outro do que há, por exemplo, entre uma borboleta e um elefante, na ordem das espécies, se é que podemos comparar isso com alguma coisa criada..

Puro Espirito

Puro em linguagem teológica aplicada aos Santos Anjos não é o contrario de impuro, mas:

1. Puro significa que são criaturas simples, ou seja, não têm partes: Logo, não têm tamanho, nem forma. Não têm corpos.


2. E por não terem corpos, também não possuem nenhum tipo de matéria: são imateriais.

3. E por serem imateriais, não estão sujeitos ao tempo, ao espaço, ou a qualquer fenômeno físico, portanto, não se corrompem, são imortais.

É difícil imaginar um Puro Espírito, todavia não são nenhum tipo de fumaça, ou qualquer tipo de “matéria” mais tênue. Nenhum tipo de Energia, pois todo tipo de energia pertence ao nosso universo material. Nem são vento, nem brisa, nem voz, nem perfume.
Para nós basta sabermos que eles são, como ensina o Catecismo, Pessoas dotadas de inteligência e vontade. Portanto, podem se relacionar conosco (comunhão dos Santos).

Quando na Sagrada Escritura se fala dos Anjos como homens (Os Anjos que apareceram a Abraão, Rafael, etc) eles realmente apareceram com corpos, mas não verdadeiros corpos humanos, pois como eles têm poder sobre a criação material, podem formar um corpo dos elementos naturais, e dele se “revestirem”, mas não viver por meio dele, como um homem (como relata S. Rafael a Tobias - cf. Tb 12,19).

Obra dos Santos Anjos.

domingo, 15 de setembro de 2013

Os anjos tem nome

Ao falar sobre Astros e Estrelas, a Sagrada Escritura muitas vezes está a fazer uma referência metafórica aos Anjos:


“Onde estavas... quando as Estrelas D’alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?” (Jó 38,7).
E é também por meio desta metáfora que podemos saber que cada Anjo tem o seu nome. Vejamos essa passagem de Isaías:

“Quem criou todos estes ASTROS? Aquele que faz marchar o Exército completo, e a TODOS chama pelo NOME” (Is 40, 26).
E nos Salmos:
“Conta o número das ESTRELAS, chama-as a todas pelos seus NOMES” (Sl 146/7, 4).

É, pois, por meio da Sagrada Revelação que podemos saber que cada Anjo tem um Nome. Todavia, Deus QUIS que somente os nomes dos Arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael fossem PUBLICAMENTE REVELADOS.

E aqui entra a questão importante: A Vontade de Deus. O Santo Anjo só revela o seu Nome se Deus o quiser. Por si mesmos os Anjos Bons não tem interesse de manifestar o seu Nome. É o que podemos deduzir do Livro dos Juízes: “E disse Manué ao Anjo do Senhor: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? E o anjo do SENHOR lhe disse: POR QUE PERGUNTAS ASSIM PELO MEU NOME? ELE É MISTERIOSO?” (Jz 13, 17-18).

Há livros apócrifos que indicam nomes de outros Anjos, como o livro de Enoc, mas a Santa Igreja não o a colheu como livro canônico, ou seja, inspirado. De modo que só podemos conhecer com segurança os nomes destes três Arcanjos.

E é devido ao perigo que o homem se expõe em querer “ingressar” neste outro mundo, que a IGREJA DESACONSELHA VIVAMENTE QUE DEMOS NOMES AOS ANJOS, ou que procuremos sabê-los por quaisquer via. “DEVE-SE REPROVAR TAMBÉM O USO DE DAR AOS ANJOS NOMES PARTICULARES, exceto Miguel, Gabriel e Rafael, que estão contidos na Escritura” (Dir. sobre a piedade popular e liturgia, 217).

Ver na Sagrada Escritura:
Miguel (Dn 10,13; 10,21; 12,1; Jd 1,9; Ap 12,7);
Gabriel (Dn 8,16; 9,21; Lc 1,19; 1,26);
Rafael (Tb – ler todo o livro).


segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Anjo do Senhor

"E um santo Anjo do Senhor, Rafael, foi enviado para curar Tobit e Sara, cujas preces tinham sido simultaneamente dirigidas ao Senhor." 
                             (Tob 3,25) 


A fé da Igreja reconhece a existência e ao mesmo tempo os traços distintivos da natureza dos anjos. O seu ser puramente espiritual implica antes de tudo a sua não-materialidade e a sua imortalidade. Os anjos não têm "corpo" (embora em determinadas circunstâncias se manifestem sob formas visíveis em virtude da sua missão a favor dos homens, e por conseguinte estão sujeitos à lei da corruptibilidade que é comum a todo o mundo material). O próprio Jesus, ao referir-se à condição angélica, dirá que na vida futura os ressuscitados "já não podem morrer; são semelhantes aos anjos" (Lc 20,36).

Enquanto criaturas de natureza espiritual, os anjos são dotados de intelecto e de vontade livre, como o homem, mas em grau superior ao dele, embora sempre finito, pelo limite que é inerente a todas as criaturas. Os anjos são pois seres pessoais e, como tais, também eles à "imagem e semelhança" de Deus. A Sagrada Escritura refere-se aos anjos usando também apelativos não só pessoais (como os nomes próprios de Rafael, Gabriel, Miguel), mas também "coletivos" (como as classificações de: Serafins, Querubins, Tronos, Potestades, Dominações, Principados), assim como faz uma distinção entre Anjos e Arcanjos. Embora tendo em conta a linguagem analógica e representativa do texto sagrado, podemos deduzir que estes seres-pessoas, quase agrupados em sociedade, se subdividem em ordens e graus, correspondentes à medida da sua perfeição e às tarefas que lhes estão confiadas. Os autores antigos e a própria liturgia falam também dos coros angélicos (nove, segundo Dionísio, o Areopagita). A teologia, especialmente a patrística e medieval, não rejeitou estas representações, procurando, pelo contrário, dar uma explicação doutrinal e mística das mesmas, mas sem lhes atribuir um valor absoluto. São Tomás preferiu aprofundar as pesquisas sobre a condição ontológica, sobre a atividade cognoscitiva e volitiva e sobre a elevação espiritual destas criaturas puramente espirituais, pela sua dignidade na escala dos seres, porque nelas poderia aprofundar melhor as capacidades e as atividades próprias ao espírito no estado puro, haurindo não pouca luz para iluminar os problemas de fundo que desde sempre agitam e estimulam o pensamento humano: o conhecimento, o amor, a liberdade, a docilidade de Deus, a obtenção do Seu reino.

O tema a que nos referimos poderá parecer "distante" ou "menos vital" à mentalidade do homem moderno. Todavia a Igreja, propondo com franqueza a totalidade da verdade acerca de Deus Criador também dos anjos, crê que presta um grande serviço ao homem. O homem nutre a convicção de que em Cristo, Homem-Deus, é ele (e não os anjos) a encontrar-se no centro da Divina Revelação. Pois bem, o encontro religioso com o mundo dos seres puramente espirituais torna-se revelação preciosa do seu ser não só corpo mas também espírito, e da sua pertença a um projeto de salvação verdadeiramente grande e eficaz, dentro de uma comunidade de seres pessoais que para o homem e com o homem servem o desígnio providencial de Deus.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fidelidade


A FIDELIDADE APERFEIÇOA TODAS AS VIRTUDES



Diz-se que a prova que no início dividiu os Anjos, demonstrou a sua fidelidade a Deus. Juntamente com São Miguel, "Quem é como Deus!", os Anjos fiéis escolheram a fidelidade, enquanto os anjos caídos se lançaram para longe de Deus, tornando-se infiéis. Por isso se diz que a fidelidade é a primeira característica dos Santos Anjos.
Aponta-se muitas vezes a humildade como fundamento da vida espiritual. Porém, pensando bem, concluí-se que a tarefa da humildade é antes por este fundamento, visto que a humildade tira os últimos vestígios do amor próprio, de modo que a vida espiritual possa assentar sobre a rocha da fé; mas é a fidelidade que a firmará. De fato, a raiz da palavra fidelidade é 'fides', palavra latina que significa fé. Sem fidelidade será impossível alcançar uma santidade perfeita.



FIDELIDADE E INTEGRIDADE


Na sua relação com a verdade, a fidelidade tem algo de 'divino'. A integridade faz-nos reconhecer a verdade dos seres existentes. Pelo livre 'sim' da fidelidade nós temos de cumprir o que dissemos, e deste modo faz-se ou existe algo que é novo e bom. Neste sentido, a fidelidade é quase 'criativa': pelo menos podemos dizer que pela fidelidade chegaremos à perfeição. Além disso, é pela fidelidade que colaboramos mais efetivamente com os Santos Anjos. O objectivo do seu ministério é ajudar-nos a ser mais semelhantes a Deus no amor e nas virtudes. Quanto mais fielmente acatarmos as suas inspirações e advertências, tanto mais fiéis seremos nas provações e tanto mais depressa seremos transformados em imagens de Cristo (cf. 2Cor 3,18).
Pelo contrário, se negarmos a lei natural ou faltarmos às nossas promessas, tornar-nos-emos infiéis. É a razão por que os anjos caídos foram acusados de infidelidade para com Deus. No momento da sua criação, todos os espíritos criados estavam voltados para Deus com amor e obrigaram-se, à luz da sua razão natural, a servi-Lo. (Summa Teológica I, 63,5,c). Mas quando depois, mais iluminados pela fé, reconheceram o reino sobrenatural de Deus e compreenderam qual seria o lugar que nele teriam, o diabo e os seus anjos revoltaram-se. São Tomás de Aquino diz assim: "o diabo, cheio de ódio, pecou pela aversão contra as ordens divinas" (De Malo 16,3,1m, 10m,15m).
Mas o homem justo e fiel ama a lei divina: "Quanto amo, Senhor, a Vossa lei" (Sl 119,97); "As obras das Suas mãos são retas e justas, todos os Seus preceitos são imutáveis” (Sl 111,7). Só com a graça de Deus permaneceremos fiéis. Jesus assegura-nos: "Sem Mim nada podeis fazer!" (Jo 15,5). Como também São Paulo quando afirma: "Tudo posso n’Aquele que me fortalece" (Fil 4,13). E ainda: "Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças" (1Cor 10,13); "Ele vos dará firmeza e vos guardará do mal" (2Tes 3,3). "Com Suas penas te há de proteger, debaixo das Suas asas encontrarás abrigo" (Sl 91,4). Na verdade, Aquele que nos chama é fiel, Ele nos santificará inteiramente – espírito, alma e corpo – para que todo o vosso ser se conserve irrepreensível para a vinda de Cristo (cf. 1Tes 5,24).

Fonte: Obra dos Santos Anjos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Evangelho do dia


Hoje, o Evangelho propõe à nossa contemplação a figura de João Batista. Ao ser questionado “Quem és tu?”, João manifesta claramente a consciência de cumprir uma missão: preparar a vinda do Messias, sendo “a voz que grita no deserto: Endireitai o caminho para o Senhor”. Ser a voz de Cristo, aquele que anuncia o Salvador do mundo e prepara a Sua vinda: esta é a missão de João e de todas as pessoas que se sentem e o sabem ser depositárias do tesouro da fé. 

Toda a missão divina tem por fundamento uma vocação, também divina, que garante a sua realização. Todos, chamados por Cristo à santidade, temos de ser a Sua voz no meio do mundo. Um mundo que, muitas vezes, vive de costas para Deus e que não ama o Senhor. É preciso que O tornemos presente e O anunciemos com o testemunho da nossa vida e da nossa palavra. Não o fazer, seria atraiçoar a nossa vocação mais profunda e a nossa missão.
A grandeza da nossa vocação e da missão que Deus nos destinou não provém dos nossos méritos, mas daquele a Quem servimos. Agradeçamos de todo o coração o chamado para participar da vida divina e a missão de ser, para o nosso mundo, além da voz de Cristo, também as Suas mãos, o Seu coração e o Seu olhar e renovemos, agora, o nosso desejo sincero de sermos fiéis.
Assim como a João Batista indagaram quem ele era, o mundo de hoje também nos indaga a respeito de nossa missão profética. Podemos responder, com a mesma sinceridade de João, que somos cristãos que damos testemunho de Jesus Cristo, que transmitimos a voz de Jesus através do tempo e do espaço, que vivemos o cristianismo, organizando nossa vida de acordo com os princípios evangélicos? 



ORAÇÃO:

Pai, Teu servo João Batista soube reconhecer o que esperavas dele, e conservou sua postura com extrema humildade. Torna-me Teu servidor, nos mesmos moldes de João. Amém!

João 1,19-28.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Apresentação de Jesus no Templo



Com o Evangelho de hoje, a Igreja revive o mistério da Apresentação de Jesus no Templo. Revive-o com a admiração da Sagrada Família de Nazaré, iluminada pela plena revelação daquele menino que veio para expiar os pecados do povo. O Menino, que Maria e José levam com emoção ao Templo, é o Verbo encarnado, o Redentor do homem, da história!

Na solenidade do dia de hoje, celebramos o mistério da consagração: consagração de Cristo, consagração de Maria e consagração de todos aqueles que se põem no seguimento de Jesus por amor do Reino.
Simeão recebeu do Espírito Santo a revelação de que não morreria sem ver Cristo. Neste Natal, contemplemos, com olhos de fé, Jesus que vem salvar-nos com o Seu nascimento. Assim como Simeão entoou um cântico de ação de graças, alegremo-nos cantando diante do presépio, em família, e no nosso coração, pois sabemo-nos salvos pelo Menino Jesus.
E, assim como Maria leva o menino Jesus para ser apresentado ao Senhor, peçamos também nós para que, neste dia, ela nos apresente a Deus, nosso único bem, a fim de que a nossa vida, consumida pelo Amor, seja um sacrifício vivo, santo e do agrado do Pai.

ORAÇÃO:
Pai, que Teu Filho Jesus seja para mim motivo de crescimento 
e de promoção, levando-me, a conhecer-Te sempre mais e a aderir ao 
Teu Reino de amor. Amém!


Evangelho:
22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26 e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 
33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te traspassará a alma”. 
                                                                                            Lc 2, 22 - 35

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Evangelho do dia 20/12/2012



Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria. O anjo veio e disse:
-Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada. O Senhor está com você. 




Porém Maria, quando ouviu o que o anjo disse, ficou sem saber o que pensar. E, admirada, ficou pensando no que ele queria dizer. Então o anjo continuou: 
- Não tenha medo, Maria! Deus está contente com você. Você ficará grávida, dará à luz um filho e porá nele o nome de Jesus. Ele será um grande homem e será chamado de Filho do Deus Altíssimo. Deus, o Senhor, vai fazê-lo rei, como foi o antepassado dele, o rei Davi. Ele será para sempre rei dos descendentes de Jacó, e o Reino dele nunca se acabará. 
Então Maria disse para o anjo: 
- Isso não é possível, pois eu sou virgem! 
O anjo respondeu: 
- O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus. Fique sabendo que a sua parenta Isabel está grávida, mesmo sendo tão idosa. Diziam que ela não podia ter filhos, no entanto agora ela já está no sexto mês de gravidez. Porque para Deus nada é impossível. 
Maria respondeu: 
- Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer! 
E o anjo foi embora. - Lc 1, 26-38


O lugar onde acontece este fato é uma pequena aldeia da Galileia: Nazaré. A pessoa a quem Deus envia seu mensageiro é uma jovem como as outras de seu tempo: Maria. Fica preocupada e pede explicações. Por isso, fica sabendo que o que lhe acontecerá é obra do Espírito Santo e que o Menino do qual será Mãe é o próprio Filho de Deus. Sabendo que a Deus nada é impossível, com fé, faz seu ato de disponibilidade ao Projeto de Deus: "Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!" Aprendo com Maria a buscar perceber os sinais de Deus, a dialogar com Deus, a ouvi-lo, a discernir a vontade de Deus e a dizer "sim". 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Importância da ajuda angélica



  • Tão importante se mostra a ajuda dos santos Anjos para o Povo de Deus, que no Êxodo o Senhor deixou depender a entrada de Israel na Terra Santa da sua atenta colaboração com o Anjo, dizendo: “Eis que envio um Anjo diante de ti para te proteger no caminho, e introduzir-te no lugar que te preparei. ... Se obedeceres fielmente à sua voz, e fizeres tudo o que te direi, eu serei o inimigo do teu inimigo, o adversário dos teus adversários, porque o Meu Anjo caminhará diante de ti e te introduzirá no país” (Ex 23,20.22-23).
    Mesmo em nossos dias a colaboração com os Anjos é importante. O Papa Leão XIII, com sábia previsão implorou esta ajuda na oração a São Miguel Arcanjo, “príncipe dos exércitos celestes” (cf. Dan 10,13.21; 12,1, Apc 12,7); a urgência da sua ajuda foi em seguida, reiterada pelo Papa João Paulo II em vista dos desafios dos nossos tempos (cf. Catequeses sobre os Anjos 8/7-20/8/1986 e em outros momentos).
    Os Anjos “co-servos” daqueles que “têm o testemunho de Jesus” (Apc 19,10), ajudam os homens a perseverar nas provas espirituais (cf. Mt 7,15-20; 1Tm 4,1-2,2; 2Pedr 2,1-3, 1Jo 4,1-6), na fé em nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Lc 18,8), no amor de Deus (Mt 24,12), na clareza de espírito e no discernimento espiritual, a reconhecer o autor de todo o mal (cf. Jo 8,44, 2Cor 11,14) e em saber resistir às suas insídias (cf. Apc 12,17).
    Opus Angelorum

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fé, Obediência, desprendimento e esperança.

Ensinamentos de Abraão: 


Fé, Obediência, Desprendimento e Esperança

A vida de Abraão é um exemplo excelente para a nossa aspiração à virtude e para a nossa vida com os Anjos. É verdade que nem em todas as situações que Abraão teve que enfrentar, o Anjo é explicitamente mencionado, mas sabemos: "Os Anjos cooperam em todas as nossas boas obras" (São Tomás de Aquino, Summa theol. I,114,3 ad 3). Também o Santo Padre afirma: "Os Anjos, criaturas espirituais, têm função de mediação e de ministério nas relações mantidas entre DEUS e o homem" (Audiência geral de 30.7.1986). A base desta relação é a fé. Neste ponto os Anjos ajudam-nos com a sua luz, para que compreendamos melhor as verdades da fé, as amemos mais fervorosamente e as vivamos com fidelidade. Foi também nisto que o Anjo começou a ajudar Abraão: na fé: ajudou-o a crer em DEUS e a colocar a sua Palavra acima de todas as demais coisas da sua vida.
Quando DEUS chamou Abraão, este levantou-se e seguiu-O, deixando a pátria e a casa paterna. Imaginemos que convicção, que coragem e generosidade isto lhe exigiu: com 75 anos deixar a pátria e ir, através de muitos perigos, para um país estrangeiro. Fê-lo porque acreditou em DEUS.
Sim, Abraão acreditou e pôs a sua esperança na promessa de DEUS, que lhe prometera um país que, um dia, a sua numerosa descendência receberia em herança. Ao chegar à idade de 85 anos, parece-lhe que o seu servo é que há-de herdar todos os seus bens; mas então DEUS promete-lhe um filho. Abraão renuncia a todo e qualquer raciocínio natural e crê firmemente na palavra de DEUS. Abraão e Sara deviam ter tido uma grande luta nesta provação, como se deduz da atitude de Sara que, sendo estéril, insistiu em que Abraão se unisse à sua serva Agar, para que ao menos, através dela, pudesse dar-lhe um filho. De facto, Agar deu à luz um filho, a quem Abraão chamou Ismael (cf. Gn 16,15). Foi nele que o patriarca pôs por agora a sua esperança.
Porém, quando Abraão já tem 99 anos, DEUS aparece-lhe de novo e promete-lhe um filho que nascerá de Sara e que será o seu único herdeiro. Tendo em conta a sua idade muito avançada e o amor que tinha a Ismael, Abraão vacilou um momento e pediu a DEUS que aceitasse Ismael e cumprisse nele a promessa. Mas o Senhor repetiu a promessa de uma aliança e de uma descendência numerosa que lhe seria dada por Sara. Mais uma vez, Abraão renunciou a toda e qualquer reflexão humana e acreditou em DEUS.
Fiel à Sua palavra, DEUS deu um filho a Abraão e Sara; foi Isaac, em quem todas as promessas se cumpririam. Indizivelmente pesada deve ter sido, portanto, a provação para Abraão, quando DEUS, doze anos mais tarde, exigiu que tomasse Isaac, seu filho muito amado, e o oferecesse em holocausto no monte que Ele próprio lhe mostraria (Mória, em Jerusalém). Mas Abraão manifestou uma fé e uma obediência exemplares! Pensemos no grande silêncio que ele guardou naquela provação. Não pronunciou uma palavra inútil. Numa grande disponibilidade, levantou-se de madrugada para ir executar a ordem de DEUS. Ele mesmo selou o jumento e cortou a lenha para o sacrifício. Fez tudo isto com as suas próprias mãos; embora tivesse muitos servos, quis cumprir até ao mínimo pormenor a vontade de DEUS. Tenhamos também presente que entretanto ele já tinha 112 anos!
Andaram três dias até chegar ao monte mencionado por DEUS. Aí, Abraão colocou a lenha aos ombros de Isaac, (que se tornou assim prefiguração de CRISTO, o Cordeiro do sacrifício que levou a Sua cruz para o Calvário), enquanto ele pegou no fogo e no cutelo. O filho perguntou-lhe: 'Meu Pai!... Levamos fogo e lenha mas onde está a rês para o holocausto?' Como devia sangrar o coração de Abraão ao ouvir esta pergunta! Mas respondeu: 'DEUS providenciará quanto à rês para o holocausto, meu filho' (Gn 22,8).
Não porque Abraão esperasse que o seu filho pudesse ser salvo no último minuto, mas antes como no-lo explica São Paulo: Contra o que podia esperar, acreditou (Rom 4,18). Ele considerava que DEUS é poderoso até para ressuscitar os mortos; por isso o recebeu na qualidade de figura (Hb 11,19).
Quando Abraão agarrou no cutelo para degolar o filho, o Anjo do Senhor gritou-lhe do céu: 'Abraão! Abraão!' Ele respondeu: 'Aqui estou'. O Anjo disse: 'Não levantes a tua mão sobre o menino e não lhe faças mal algum, porque sei agora que, na verdade, temes a DEUS, visto não me teres recusado o teu único filho' (Gn 22,11-12). Erguendo os olhos, Abraão viu atrás dele um carneiro preso pelos chifres num silvado. Ofereceu-o em holocausto, em substituição do filho.
O Anjo do Senhor chamou Abraão do céu, pela segunda vez, e disse-lhe: 'Juro por Mim mesmo, declara o Senhor, que, por teres procedido desta forma e por não Me teres recusado o teu único filho, abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar..... E todas as nações da terra serão abençoadas na tua descendência, porque obedeceste à Minha voz' (Gn 22,15-18).
Pela sua obediência na fé, Abraão mereceu ser o antepassado de CRISTO e o nosso pai na fé. São Paulo explica que as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência, falando como de um só, que é CRISTO (cf. Gal 3,16).
O que neste relato nos enche de espanto é a maneira de falar do Anjo, pois fala directamente em nome de DEUS. Isto explica-se pela união do Anjo com DEUS na visão beatífica, na qual o Anjo é aperfeiçoado. Que significa isto? Sem perderem nada da sua condição de criatura, os Anjos entraram, pela graça, numa perfeita união mística com DEUS. Na carta aos Hebreus está escrito: A respeito dos Anjos diz: 'Ele faz dos Seus Anjos espíritos e dos Seus ministros chamas de fogo' (Hb 1,7).
Porque são santificados pelo ESPÍRITO SANTO e penetrados do fogo do Seu Amor, é Ele que os conduz e move com os Seus dons quando cumprem o seu ministério. As palavras que São João da Cruz usa para uma alma na união mística, valem ainda mais para os Anjos na sua glória. "Neste estado não pode a alma fazer nenhum acto de seu natural, pois o ESPÍRITO SANTO fá-los todos e a eles a move; e por isso todos os seus actos são divinos, pois são feitos e movidos por DEUS" (Chama viva de amor I,4). "Todos os movimentos desta alma são divinos; mas ainda que sejam de DEUS, são dela também, porque DEUS os faz nela, com ela, que dá a sua vontade e consentimento" (ibid. I,9). Em poucas palavras: os Anjos são instrumentos perfeitos e mensageiros para transmitir às almas a luz de DEUS e o fogo do Seu amor.
É certo que DEUS poderia fazer tudo isso sem o ministério dos Santos Anjos, mas a Sagrada Escritura explica-nos que Ele nos envia os Seus Anjos como que numa missão espiritual. Na visão beatífica, os Anjos e os Santos possuem DEUS e são, por sua vez, propriedade d'Ele. Por isso gozam de uma grande liberdade de agir. Se os Anjos e os Santos conseguem pouco na nossa vida espiritual, não é porque lhes faltem o desejo ou os meios, mas porque nos falta a nós a boa disposição e a vontade de colaborar com eles. Em pouco tempo poderiam fazer-nos chegar à santidade, se nós aceitássemos apenas a Cruz, que é o único caminho na imitação de CRISTO. Voltam a ser as palavras de São João da Cruz sobre a perfeita união mística de uma alma com DEUS, que valem mais para os Anjos e os Santos na glória: "Porque ali vê a alma que DEUS é verdadeiramente dela, e que O possui com posse hereditária, com propriedade de direito, como quem é filho adoptivo de DEUS, pela graça que DEUS lhe fez de se lhe dar a Si mesmo, e que, como coisa própria, O pode dar e comunicar a quem ela bem quiser" (ibid. III, 78).
Se olharmos para os ministérios dos Anjos segundo a visão do 'Doutor místico', não nos surpreende que eles apareçam com o esplendor da glória de DEUS e falem em Seu nome. Pois, Deus não somente está neles e fala através deles (cf. Noite escura II,12), mas Ele lhes concedeu uma grande liberdade na execução dos seus serviços. A sua missão é conduzir-nos à santidade e têm a liberdade de nos advertir, iluminar, fortalecer e inflamar dentro dos limites estabelecidos pela Sabedoria Divina. Abraão colaborou com esta graça e assim o seu nome foi grande perante DEUS.


Fonte: Obra dos Santos Anjos.