Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

Mostrando postagens com marcador Festividade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Festividade. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de abril de 2013

A Divina Misericórdia (O DIÁRIO de Santa Faustina)




"Na sexta-feira 13.09.1935. A noite, quando me encontrava na minha cela, vi o Anjo executor da ira de Deus. Estava vestido de branco, o rosto radiante e una nuvem a seus pés. Da nuvem saíam trovões e relâmpagos para as suas mãos e delas só então atingiam a Terra. Quando vi esse sinal da ira de Deus, que deveria atingir a Terra, e especialmente um determinado lugar que não posso mencionar por motivos bem compreensíveis, comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, pois o mundo faria penitência. Mas o meu pedido de nada valeu perante a Cólera de Deus.  
(...) Porém, nesse mesmo momento senti em mim a força da graça de Jesus que reside na minha alma; e, quando me veio a consciência dessa graça, imediatamente fui arrebatada até o Trono de Deus. 
(...) Comecei, então, suplicar a Deus pelo Mundo com palavras ouvidas interiormente.
Quando assim rezava, vi a impossibilidade do Anjo em poder executar aquele justo castigo, merecido por causa dos pecados. Nunca tinha rezado com tanta forca interior como naquela ocasião. As palavras com que suplicava a Deus eram as seguintes: 
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro; pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós.
 No dia seguinte pela manha, quando entrei na nossa capela, ouvi interiormente estas palavras:
 Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem. Quando rezei essa oração  ouvi na alma estas palavras: 

Essa oração serve para aplacar a Minha ira. Tu a recitarás por nove dias, por meio do Terço do Rosário da seguinte maneira:

1.Primeiro dirás o PAI NOSSO, a AVE MARIA e o CREDO. 

2.Depois, nas contas de PAI NOSSO, dirás as seguintes palavras: 
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

3.Nas contas de AVE MARIA rezarás as seguintes palavras: 
Pela Sua dolorosa Paixão  tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. 

4.No fim, rezarás três vezes estas palavras:
 Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
                                                                                                                        (Diario, 474- 476).



"Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem  esse Terço. 
(...) Anota estas palavras, Minha filha, fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Água que jorraram para eles" (Diário, 848).
"Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei. Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte. Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia" (Diário, 687).

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os Santos Anjos e a Virgem Maria


"O Senhor Deus disse à serpente: "Por teres feito isto. serás maldita entre todos os animais domésticos e entre os animais ferozes dos campos. Rastejarás sobre o teu ventre, alimentar-te-ás de terra todos os dias da tua vida. Farei reinar a inimizade entre ti a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta esmagar-te-á a cabeça, ao tentares mordê-la no calcanhar"" (Gn. 3, 14-15)
O drama do surgimento do pecado no homem com todas as consequências para a nossa natureza e história fez brotar do "Coração" de Deus a maior de todas as misericórdias: o mistério da Redenção, ou seja, o desígnio de salvar e resgatar a humanidade da sua condição de pecadora.


                                                         A IMACULADA CONCEIÇÃO

"Para vir a ser Mãe do Salvador "foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão" (LG 56). O Anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-A como "Cheia de Graça" (Lc. 1, 28). Efectivamente para poder dar o assentimento da Sua fé ao anúncio da Sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria "cumulada de graça "por Deus tinha sido resgatada desde a Sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 por Pio IX: "A bem-aventurada Virgem Maria foi, no primeiro instante da Sua conceição, por uma graça e favor singular de Deus Omnipotente, em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, preservada intacta de toda a mancha do pecado original" (DS 2803).
Esta "brilhante santidade singular", de que foi "enriquecida desde o primeiro instante da Sua conceição" (LG 56), vem-Lhe totalmente de Cristo: foi "remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de Seu filho" (LG 53). Mais que toda e qualquer outra pessoa criada o Pai A "encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais (nos Céus) em Cristo" (Ef. 1,3). "N'Ele A escolheu antes da criação do mundo, para ser na caridade santa e irrepreensível na Sua presença" (Ef. 1. 4). Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida" (Cat. Ig. Cat. n° 491 a 493).

                             O ANJO FOI O PRIMEIRO A REZAR À VIRGEM



"Este duplo movimento de oração a Nossa Senhora encontra expressão privilegiada na oração da "AVE MARIA":

"Avé Maria": a saudação do Anjo Gabriel abre esta oração. É o próprio Deus que, por intermédio do Seu Anjo, saúda Maria.
"Cheia de Graça, o Senhor é conVosco": as duas palavras da saudação do Anjo esclarecem-se mutuamente. Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela. A graça de que Ela é cumulada é a presença d 'Aquele que é a fonte de toda a graça. "Solta brados de alegria (...) filha de Jerusalém (...); o Senhor teu Deus está no meio de ti" (Sof. 3, 14.17a ). Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar, é em pessoa a filha de Sião, a arca da aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: é "a morada de Deus com os homens" (Ap. 21 ,3). "Cheia de graça", Ela dá-Se toda Aquele que n'Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo" (Cat. Ig. Cat. n° 2676).

Também nós, muitas vezes, com o Anjo, digamos: AVÉ MARIA!
Opus Angelorum.

sábado, 30 de junho de 2012

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. – Estas palavras que o missal propõe como antífona de entrada desta solenidade, resumem admiravelmente o significado de São Pedro e são Paulo. A Igreja chama a ambos de “corifeus”, isto é líderes, chefes, colunas. E eles o são.


Primeiramente, porque são apóstolos. Isto é, são testemunhas do Cristo morto e ressuscitado. Sua pregação plantou a Igreja, que vive do testemunho que eles deram. Pedro, discípulo da primeira hora, seguiu Jesus nos dias de sua pregação, recebeu do Senhor o nome de Pedra e foi colocado à frente do colégio dos Doze e de todos os discípulos de Cristo. Generoso e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre e, após a ressurreição, teve confirmada a missão de apascentar o rebanho de Cristo. Pregou o Evangelho e deu seu último testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o Imperador Nero. Paulo não conhecera Jesus segundo a carne. Foi perseguidor ferrenho dos cristãos, até ser alcançado pelo Senhor ressuscitado na estrada de Damasco. Jesus o fez se apóstolo. Pregou o Evangelho incansavelmente pelas principais cidades do Império Romano e fundou inúmeras igrejas. Combateu ardentemente pela fidelidade à novidade cristã, separando a Igreja da Sinagoga. Por fim, foi preso e decapitado em Roma, sob o Imperador Nero.

O que nos encanta nestes gigantes da fé não é somente o fruto de sua obra, tão fecunda. Encanta-nos igualmente a fidelidade à missão. As palavras de Paulo servem também para Pedro: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Ambos foram perseverantes e generosos na missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, como pastores solícitos pelo rebanho, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Não largaram o arado, não olharam para trás, não desanimaram no caminho… Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar…”

Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a palavra e a vida, tudo dando por Cristo. Pedro disse com acerto: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”; Paulo exclamou com verdade: “Para mim, viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Em Jesus eles apostaram tudo; por Jesus, gastaram a própria vida; da loucura da cruz e da esperança da ressurreição de Jesus, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida.

Finalmente, ambos derramaram o Sangue pelo Senhor: “Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Eis a maior de todas a honras e de todas as glórias de Pedro e de Paulo: beberam o cálice do Senhor, participando dos seus sofrimentos, unido a ele suas vidas até o martírio em Roma, para serem herdeiros de sua glória. Eis por que eles são modelo para todos os cristãos; eis por que celebramos hoje, com alegria e solenidade o seu glorioso martírio junto ao altar de Deus! Que eles intercedam por nós na glória de Cristo, para que sejamos fiéis como eles foram.

Hoje também, nossos olhos e corações voltam-se para a Igreja de Roma, aquela que foi regada com o sangue dos bem-aventurados Pedro e Paulo, aquela, que guarda seus túmulos, aquela, que é e será sempre a Igreja de Pedro. Alguns loucos, dizem, deturpando totalmente a Escritura, que ela é a Grande Prostituta, a Babilônia. Nós sabemos que ela é a Esposa do Cordeiro, imagem da Jerusalém celeste. Conhecemos e veneramos o ministério que o Senhor Jesus confiou a Pedro e seus sucessores em benefício de toda a Igreja: ser o pastor de todo o rebanho de Cristo e a primeira testemunha da verdadeira fé naquele que é o “Cristo, Filho do Deus vivo”. Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma. Hoje, a missão de Pedro é exercida por Bento XVI. Ao Santo Padre, nossa adesão filial, por fidelidade a Jesus, que o constituiu pastor do rebanho. Não esqueçamos: o Papa será sempre, para nós, o referencial seguro da comunhão na verdadeira fé apostólica e na unidade da Igreja de Cristo. Quando surgem, como ervas daninhas, tantas e tantas seitas cristãs e pseudo-cristãs, nossa comunhão com Pedro é garantia de permanência seguríssima na verdadeira fé. Quando o mundo já não mais se constrói nem se regula pelos critérios do Evangelho, a palavra segura de Pedro é, para nós, uma referência segura daquilo que é ou não é conforme o Evangelho.

Rezemos, hoje, pelo nosso Santo Padre, Bento. Que Deus lhe conceda saúde de alma e de corpo, firmeza na fé, constância na caridade e uma esperança invencível. E a nós, o Senhor, por misericórdia, conceda permanecer fiéis até a morte na profissão da fé católica, a fé de Pedro e de Paulo, pala qual, em nome de Jesus, “Cristo Filho do Deus vivo”, os Santos Apóstolos derramaram o próprio sangue.

Ao Senhor, que é admirável nos seus santos e nos dá a força para o martírio, a glória pelos séculos dos séculos. Amém.



Dom Henrique Soares da Costa
http://www.presbiteros.com.br/




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assunção de Nossa senhora ao céu

Esta festividade é uma das mais antigas na Igreja. Há mais de 1500 anos, na Igreja Romana e na Ortodoxa Oriental, os fiéis festejam este glorioso mistério ou privilégio concedido à Santíssima Virgem de ter sido elevada ao céu em corpo e alma, logo depois da morte.

                                                     
De fato, esta festividade lembra como a Mãe de Jesus Cristo recebeu a recompensa de suas obras, dos seus sofrimentos, penitências e virtudes, com uma glorificação imediata da alma e do corpo, o qual foi transportado pelos anjos ao céu. Ela, que durante a vida terrestre desempenhou um papel todo singular entre as criaturas humanas, com o dia da gloriosa Assunção começou a ocupar um lugar no céu, que a distingue de todos os habitantes celestes.

Só Deus pode dar uma recompensa justa: só Ele pode remunerar com a glória serviços prestados aqui na terra; só Ele pode tirar toda dor, enxugar todas as lágrimas, encher nossa alma de alegria indizível e dar-nos uma felicidade completa. Que recompensa o Pai não teria dado àquela que por Ele mesmo tinha sido eleita para ser a Mãe de seu Filho unigênito? Se é impossível descrever as magnificências do céu, é impossível também fazer ideia adequada da glória que Maria Santíssima possui desde o dia da Assunção.

Sempre foi crença pacífica dos fiéis na Igreja que o corpo da Virgem, concebido imaculado, sem a nódoa do pecado original, corpo que não conheceu sombra do pecado, corpo que foi o berço, onde tomou carne o próprio Verbo de Deus ao fazer-se homem, não podia estar sujeito à corrupção mas devia ser glorificado junto com a alma na glória celeste. Este mistério, objeto de culto há muitos séculos, foi solenemente definido pela autoridade suprema da Igreja, no dia 1º de novembro de 1950.

Será que este mistério exclui talvez a morte natural da Virgem Santíssima?

Se consultássemos só a voz do coração, talvez deveríamos dar uma resposta afirmativa. De fato, como podia estar sujeita à humilhação da morte aquela que tinha sido concebida Imaculada e tinha dado à luz ao próprio autor da vida? No entanto, a morte natural como simples término da existência terrena não tem nada de humilhante para Maria, ainda mais que Ela em tudo queria ser semelhante ao seu Divino Filho. Contudo, ela, por força de sua isenção do pecado original e da singular dignidade de Mãe do Filho de Deus, devia ser preservada das consequências da morte, que são a corrupção do corpo e sua total decomposição. Este corpo imaculado foi imediatamente depois da morte transportado ao céu, como primícia, depois de Cristo, de todos os justos que no fim do mundo irão ressurgir para a vida eterna.

A honra com que foi assinalada Nossa Senhora é um título de santa ufania para todos nós, pois ela nos pertence como criatura humana, como mãe da Igreja, nossa mãe espiritual, como Rainha do Céu. Pela glória com que Deus a distinguiu, é honrado todo o gênero humano. Por isso, este mistério é motivo de grande alegria.

Todo título glorioso em Maria, todo privilégio recebido por Maria, tudo lhe foi dado em vista de sua alta missão de Mãe de Cristo, Mãe da Igreja, Mãe e Advogada nossa, junto a Cristo, seu Filho que nada lhe pode recusar das graças que ela pede em nosso favor. Salve, portanto, a Virgem Maria, Mãe Nossa, Medianeira Nossa, em corpo e alma junto ao Filho Redentor!

Com a liturgia da missa rezamos: "Que pela intercessão da Virgem Maria, assunta ao céu, cheguemos também nós à glória da ressurreição".
---------------

CONTI, D. Servilio. I. M. C. O Santo do dia. 7a. edição. Petrópolis: Editora Vozes, 1999, p. 353; 355