Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

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domingo, 20 de maio de 2012

Ascenção do Senhor

" Homens da Galileia, porque ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o viste subir para o céu". (Atos 1, 11)


A Ascensão de Cristo ao Céu, entre outras coisas, nos move a busca sempre as coisas essenciais, que são invisíveis aos olhos do corpo, e que são aquelas coisas que não passam e não morrem: "Aspirai as coisas do alto onde está Cristo... provai as coisas do alto, não as da terra", dizia o apóstolo São Paulo aos primeiros cristãos (Col 3, 1-2). A Ascensão do Senhor deve nos encher de inabalável esperança, já que nos assegurou: "Na casa do meu Pai há muitas moradas... Eu lhes prepararei um lugar... Voltarei novamente e vos levarei comigo, para que onde eu estou estejais também vós" (Jo 14, 2-3). Somos cidadãos do Céu! (Fl 3, 20).

Os Anjos dizem aos Apóstolos que é hora de começar a imensa tarefa que os espera, e que não devem perder um só instante. Com a Ascensão termina a missão terrena de Cristo e começa a dos seus discípulos, a nossa. E hoje, na nossa oração, é bom que ouçamos de novo as palavras com que o Senhor intercede diante de Deus Pai por nós: Não peço que os tires do mundo, do nosso ambiente, do nosso trabalho, da família..., mas que os preserves do mal (Jo, 17). Porque o Senhor quer que cada um no seu lugar continue a tarefa de santificar o mundo, para melhorá-lo e colocá-lo aos seus pés: as almas, as instituições, as famílias, a vida pública... Porque só assim o mundo será um lugar em que se valoriza e se respeita a dignidade humana, em que se pode conviver em paz, com essa paz verdadeira que está tão ligada à união com Deus.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O amor aos Santos Anjos


Foi o próprio Deus que, por meio do Espírito Santo acendeu em nossos corações o amor aos Santos Anjos, o desejo que o Santo Anjo nos conduza, nos leve ao encontro com Cristo. Ao comtemplarmos  a Paixão do Senhor, o Anjo quer nos levar até aos pés da Cruz, para que encontremos Jesus sofredor, e o Anjo quer que imitemos as atitudes do Senhor na Cruz.
Hoje há muitas pessoas que sofrem porque não se sentem amadas ou até lhes parece que a vida não tem sentido. Diante dos desafios da vida e dos grandes problemas da humanidade todos nós nos sentimos, às vezes, muito impotentes. Parece que não podemos mudar nada. Quanto mais sentimos isso, tanto mais devemos aproximar-nos da Santa Cruz. Debaixo da Cruz do Senhor só é excluído quem exclui a si mesmo. O Senhor ama a todos.
Jesus Crucificado, com braços abertos, quer atrair e acolher-nos com imenso amor.
Este amor do Senhor é tão grande, que até as mínimas coisas, se as entregarmos a Ele, poderão receber grande valor, sim, um valor eterno diante de Deus. Por isso, não fujamos da Cruz e não tenhamos medo daquilo que poderá vir sobre nós. Contemplemos com o Anjo o amor de Jesus, para sentirmos profundamente que só queremos uma coisa:
crescer no amor e salvar almas ainda com mais amor.

Carta Circular nº 13/2007

terça-feira, 17 de abril de 2012

Santo Anjos mensageiros da alegria.


A alegria deve ser uma das grandes características dos filhos de Deus. No céu não há tristeza: há um Eterno júbilo, uma Eterna alegria. Quando nós, homens, ouvimos falar em alegria, na maioria das vezes associamos essa idéia ao riso. Sem dúvida, que no sentido mais amplo e mais externo, ao riso pertence também a alegria, pelo menos pode ser expressão ou reflexo benéfico da alegria real.

Os Santos Anjos de Deus, estão, como já sabemos, inteiramente na luz, e isto porque "Deus é Luz" (1Jo 1,5). Também estão submersos no Amor de Deus Uno e Trino, visto que Ele também criou os Anjos por amor, para a Sua própria alegria. Assim os enche a todos a glória de Deus e o Seu amor, nisto consiste a sua alegria. Que eles têm alegria, isso é o próprio Senhor quem nos revela: "Em verdade Eu vos digo, que haverá mais alegria no céu entre os Anjos de Deus, por um só pecador que se converte..." (Lc 15,10). Se já com isto sentem alegria, quanto mais com a contemplação do próprio Deus!

Aliás, não devemos esquecer que nós homens fomos criados para a alegria. E São Paulo nos exorta a nos alegrarmos sempre no Senhor: "Alegrai-vos sempre no Senhor, mais uma vez vos digo, alegrai-vos!" (Filp 4,4).

domingo, 1 de abril de 2012

Domingo de Ramos

"Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu
encontro, ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento,
um potro, cria de jumenta."
Zc 9,9

Bendito o que nos vem em nome do Senhor!
Na terra, paz aos homens. No céu, glória ao Senhor!


 

Com os Anjos e as criaturas proclamemos nossa fé e aclamemos Jesus Cristo, vencedor da própria morte: "Hosana nas alturas!" 
                            Ant. Liturgia das Horas

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fé, Esperança e Caridade - princípios essenciais.

O verdadeiro crescimento na vida espiritual vem de um regresso aos seus princípios essenciais, vividos no dia a dia com amor coerente.



O crescimento na vida espiritual significa um aumento da fé, da esperança e da caridade (as chamadas virtudes teologais). Isto manifesta-se num fervor crescente na oração e na prática das virtudes. Em relação à nossa vida espiritual, a tarefa dos Anjos consiste em exortar-nos e ajudar-nos a darmos a DEUS, com a Sua graça, a resposta certa, e em defender-nos do inimigo, sobretudo das suas ciladas sutis.

Porém, o que torna a vida espiritual tão difícil é que a fé consiste em estar-se convencido da verdade divina, enquanto a razão permanece na escuridão. Quanto mais crescermos na fé, tanto mais nos abandonaremos a DEUS que nos guia nesta "escuridão", porque a fé é estar convencido das coisas que não se veem (cf. Carta aos Hebreus 11,1). Isto exige muitas vezes a renúncia ao nosso próprio conhecimento natural, que nos parece ser tão claro e lúcido. São João da Cruz mostra-nos que o abandono a DEUS se vai tornando cada vez mais difícil, porque as provações são cada vez mais duras, mais exigentes. Além disso, a infusão da luz divina na alma é um processo muito doloroso de purificação. A fé e a fidelidade a DEUS são as primeiras características dos Santos Anjos, porque só pela humildade da fé puderam, em união com São Miguel, permanecer fiéis a DEUS.

A esperança aspira a um bem muito grande, até mesmo infinito: a visão beatífica na união de amor com DEUS. Mas no caminho para esta união, a dada altura depara-se com a Cruz. Além disso a alma, consciente da sua indignidade, sofre muitas vezes com pensamentos como este: "Quem sou eu para que DEUS possa ter-me tão grande amor?" Quanto mais DEUS estimula esta união, purificando a alma cada vez mais, tanto mais lhe parecerá, a ela, que Ele é antes o seu inimigo, e a própria miséria, que se manifesta, ameaça esmagá-la (cf. S. João da Cruz, Noite escura, II,6).

A esperança dos Anjos, durante a sua provação, estava totalmente posta na bondade divina, visto que a escuridão desta mesma provação parecia ter malogrado todas as suas esperanças e expectativas naturais. Tal como Abraão, eles deviam esperar contra toda a esperança, com fé e confiança, na bondade de DEUS. Consideremos esta loucura: o sacrifício do filho de Abraão trouxe em si o germe da esperança, precisamente porque era uma prefiguração do sacrifício redentor do FILHO de DEUS. São Gabriel trouxe este mistério da esperança universal, quando veio anunciar a MARIA a Encarnação do FILHO de DEUS.

O fruto do amor é a união, e todos os homens tem a ânsia desta felicidade. Mas o amor de Nosso Senhor leva a alma à solidão e exige a abnegação:

Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo aborrece a sua vida conservá-la-á para a vida eterna (Jo 12,25).

Na sua provação, os Anjos tinham que 'morrer' misticamente, porque DEUS lhes deu a conhecer que seria dada preferência aos homens, embora estes, por natureza, estejam muito abaixo dos Anjos. O plano salvífico de DEUS concentra-se principalmente na salvação do homem, plano que seria realizado pelo VERBO Encarnado do PAI, a Quem os Anjos também reconhecem como sua Cabeça (cf. Ef 1,20ss; Col 1,16ss). O amor de preferência que DEUS tem pelo homem é a base de toda a economia da salvação (cf. Heb 2,16; João Paulo II, audiência geral de 9 de Julho 1986).

Foi este pensamento que acendeu no maligno uma raiva fortíssima, o ódio e a inveja contra a humanidade. Mas os Anjos que amorosamente se sujeitaram a este plano divino, foram confirmados em graça, elevados à glória e tornaram-se participantes do plano divino, "tanto que nalguns momentos os vemos realizar tarefas fundamentais em nome de DEUS mesmo" (João Paulo II, ibid.). Na sua provação os Anjos aceitaram a 'cruz' do amor insondável de DEUS, e a sua recompensa foi a glória celeste e uma profunda caridade para com os homens. São Rafael é um exemplo maravilhoso deste grande amor que o Anjo tem aos homens (Cf. o livro de Tobias).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Advento

“Chegou o Advento. Que bom tempo para remoçar o desejo, o anelo, as ânsias sinceras pela vinda de Cristo!, pela sua vinda quotidiana à tua alma na Eucaristia! "Ecce veniet!", está a chegar!, anima-nos a Igreja” - Forja, 548


O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis esperam o Nascimento de Jesus Cristo. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

Quando virá, Senhor, o dia em que apareça o Salvador?
E soe o brado de alegria: "Nasceu no mundo o Redentor!"



Filha de Reis, ó Virgem Pura! Mostra-Te, sai da escuridão!
Deus, para salvar a criatura, quer ter em Ti Sua mansão.

Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa volta-se para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, para o Juízo Final, no fim dos tempos. As duas últimas semanas, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. Uma das expressões desta alegria é o canto das chamadas "Antífonas do Ó", assim chamadas porque todas as antífonas da Liturgia das Horas deste período iniciam com a letra O.

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. O Advento também é tempo mariano.



Em Maria cumpre-se, assim, o mistério do Advento. Ela é a aurora que precede, que anuncia, que traz em seu seio o Dia Novo que está para surgir. Assim como na aurora se projeta a luz do Sol, de onde surge a vida, assim também, em Maria Imaculada, se reflecte o poder da Redenção, do Sol da Justiça, do Salvador que está para vir.
 
Que unido ao nosso Santo Anjo da Guarda, possamos viver a graça deste tempo, com os olhos voltados à Virgem Maria.
 
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria Santíssima como Mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer manifestar-Se no mundo; assim como Maria Se preparou para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos de nos preparar para viver este Santo nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver e de agir.


Fonte: Meditando o Natal com S.Josemaria