Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

sábado, 29 de março de 2014

Nossa Senhora das Três Ave Marias


A oração da Ave Maria é tão antiga, quanto o culto dedicado à Virgem Maria, Mãe de Deus. A sua veneração faz parte da vida da cristandade de todos os tempos, como demonstram as tradições, escrita e oral, da Igreja do Oriente e do Ocidente. Com toda razão, é considerado um dos meios mais eficientes para se chegar à Jesus Cristo, nossa salvação e vida eterna. 

O amor dos cristãos à Mãe, vem desde os monges anacoretas orientais, que consideravam a Ave Maria uma oração com poder de afastar o mal, alegrar os anjos e exultar o coração da Virgem Santa. A primeira parte da oração foi extraída do próprio Evangelho: "Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco", Lc 1, 28. "Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus", Lc 1, 41 a 42. A segunda parte, que se inicia por "Santa Maria", foi composta pela Igreja, mas veio da tradição cristã dos primeiros tempos. Nela se pede à "Mãe de Deus" que "rogue por nós, os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amem".

Durante muito tempo a oração foi rezada, só com a primeira parte. Mais tarde a segunda parte acabou sendo assimilada por toda cristandade. A sua íntegra como é rezada até hoje, apareceu pela primeira vez em um breviário de 1563, num mosteiro dos monges Cartuxos, nos Alpes da França, onde Santo Bruno fundou a Ordem, em 1084. 

O Papa Urbano II, fervoroso devoto de Nossa Senhora, em 1095 decretou a reza da Ave Maria, três vezes ao dia, pela manhã, ao meio dia e à noite. Ordenou também que as igrejas tocassem os sinos nesses períodos para lembrar aos fieis dessa reza. Ainda hoje, muitas igrejas mantêm o toque tradicional das Ave Maria. 

A devoção às das Três Ave Maria para obter a graça de uma boa morte começou no século XIII. A tradição iniciou no mosteiro de Rodersdorf, na Alemanha, onde viveu Santa Matilde de Helfta desde seus sete anos de idade até a morte, em 1297. A prece piedosa das Três Ave Maria praticada por esta Santa, nos foi transmitida através do livro "Revelações" que deixou sobre sua vida, rica de experiências espirituais. Nele narrou que, em suas preces à Virgem, sempre pedia seu amparo na hora da morte. Certa noite, Maria apareceu em sonho e a tranqüilizou dizendo para rezar todos os dias, Três Ave Maria em louvor à Santíssima Trindade: primeira em honra ao Pai, a segunda em honra ao Filho e a terceira em honra ao Espírito Santo. Assim, teria assegurado a hora final para a vida eterna, cheia de paz e de santa serenidade. 

No século XVI, Santo Leonardo de Porto Maurício, este franciscano fervoroso devoto de Maria, e grande pregador missionário, contribuiu muito para difundir a devoção à Nossa Senhora das Três Ave Maria, da qual era assíduo praticante. Mais tarde encontraremos em Santo Afonso Maria de Ligório mais um dos célebres apóstolos seguidores convictos desta invoção. Assim com o singular Santo Cura d'Ars que se valeu da propagação dessa devoção mariana e restaurou a vida cristã da sua diocese, então afastada dos valores da Santa Igreja.

terça-feira, 25 de março de 2014

Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria

AVE, CHEIA DE GRAÇA! O SENHOR ESTÁ CONTIGO!




A festa da Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Por este acontecimento, que fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.


A visita do Anjo à Virgem Maria, sinaliza o início do cumprimento do Velho Testamento com a abertura do caminho para o Reino de Deus à luz a Boa Nova, para toda a Humanidade. São Gabriel Arcanjo proferiu a oração que esta sempre na boca e no coração de todos os fiéis: a Ave Maria.



Maria era uma jovem adolescente, simples e virgem, prometida ao já idoso José, um carpinteiro descendente direto da casa de Davi. Ficou perturbada ao receber do Arcanjo o aviso que era a escolhida para conceber o Filho de Deus, o qual devia ser chamado Jesus, pois era o enviado para salvar a Humanidade, e cujo Reino era eterno. Assim, o Pai Criador dependeu do consentimento de uma frágil criatura humana para realizar o Mistério para a nossa Redenção. 



A Virgem Maria aceitou sua parte na missão, demonstrando toda confiança no Senhor Deus e se fez Instrumento Divino nos acontecimentos proféticos. Mas teve de perguntar como seria possível, se não conhecia homem algum. Gabriel lhe explicou o Espírito Santo a fecundaria, pela graça do Criador. Então respondeu com a mesma simplicidade de sua vida e fé: "Sou a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua vontade".



Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Por este motivo dos devotos de Nossa Senhora da Anunciação pedem sua proteção e intercessão junto a Deus, nas suas aflições. Por sua disposição Maria se tornou a mais perfeita das criaturas humanas, a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. Porque a Mãe de Deus, que acolheu a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos.



A data de 25 de março, marca e festeja um dos mistérios mais sublimes e importantes para a Humanidade, citado em várias passagens importantes do Novo Testamento. Maria foi poderosamente levada à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Motivo mais que suficiente para ser invocada como Nossa Senhora da Anunciação.

Possamos, unido ao nosso santo Anjo, com essa festa nos abrir ao extraordinário, aceitar com gratidão o projeto de Deus sabendo-nos partícipes da construção de um novo estado de coisas e, sobretudo, testemunhar que desde aquele dia comum, na pequena cidade de Nazaré da Galiléia, o próprio Deus está presente no meio da humanidade.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Oração ao Anjo da Guarda


ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA PELOS MORIBUNDOS E CRIANÇAS NÃO NASCIDAS.



Meu querido Anjo da Guarda, com as graças e bênçãos de DEUS, coloque-te neste dia ao lado de todos aqueles que vão morrer hoje, para inspirar a cada um deles o ânimo de aceitar as graças a eles oferecidas para sua salvação, e para prover-lhes esperança, auxílio e proteção em suas últimas horas.

Esteja também atento a cada criança não nascida, à sua mãe e ao seu pai. Proteja estes pequenos inocentes, que não se podem defender, e inspire nos corações de seus pais uma ternura amante e uma consciência profunda da santidade de toda vida. Especialmente recorde-lhes a imagem segundo a qual foram criadas essas crianças tão maravilhosamente.

Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

(com aprovação Eclesiástica)



Fonte: Obra dos Santos Anjos.

RESUMO DA DOUTRINA CATÓLICA SOBRE OS ANJOS



1. Os Anjos são puros espíritos que DEUS criou para O adorarem, e executarem suas ordens.


2. DEUS os criou em estado de graça e de santidade, mas nem todos perseveraram nesse estado, uma parte deles revoltou-se contra DEUS perdendo a graça pelo seu orgulho.


3. DEUS recompensou a fidelidade dos Anjos bons confirmando-os em graça e dando-lhes a posse da felicidade no Céu.

4. A função dos Anjos bons são louvar a DEUS executar as suas ordens.

5. Os Anjos bons, em especial os Anjos da guarda velam por nós e protegem-nos.

6. Devemos respeitar a presença do nosso Anjo da guarda, e invocá-lo nas tentações e perigos.

7. DEUS castigou os anjos rebeldes expulsando-os do Céu e condenando-os ao suplício do inferno.

8. Os anjos maus procuram arrastar-nos ao mal, porque são inimigos de DEUS e inimigos da felicidade eterna que nos é prometida.

Fonte: Obra dos Santos Anjos.

domingo, 23 de março de 2014

Refletir




Deus criou os Anjos e os homens e os aperfeiçoou com a graça da fé. Podemos constatar que Deus concedeu aos Anjos a sua graça pelo fato de também tê-la dado ao homem; pois, tendo caído no pecado e perdido a familiaridade com Deus, o homem não foi destruído, o que só foi possível porque tinha recebido a graça (1). Isso faz com que o pecado ou “o mistério da iniqüidade” seja ainda maior.

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1. Cf. Gn 3, 8ss; S. Agostinho, Civitas Dei, XII, 9, 4 (PL 41, 357); S. Tomás, S.Th. I, 62, 1-4.

Jesus e a samaritana. - Jo 4,5-42

Iluminada e saciada, ela se torna discípula.


Com o evangelho de hoje estamos, certamente, diante de uma das páginas mais belas do evangelho. Aquela mulher samaritana, ao redor do poço de Jacó, nasceu para a fé em Jesus Cristo, como nós na fonte batismal fomos gerados para a vida de fé, a fim de vivermos como um povo consagrado ao Senhor.
O trecho do livro do Êxodo nos recorda um momento da longa travessia do povo de Deus pelo deserto, ao longo de quarenta anos. O povo que empreendeu a travessia pôde experimentar, não obstante sua infidelidade e suas resistências, a fidelidade de Deus, sua paciência, sua generosidade, seu cuidado, sua ternura. O povo murmura porque não tem água. Nós que ouvimos o evangelho, e renascemos nas águas do Batismo, sabemos que aquela água que faltava ao povo e que lhe foi dada por Deus era a prefiguração da água dada por Jesus Cristo, uma água que mata definitivamente a sede. Sem água a vida está profundamente ameaçada. Não só a vida pessoal, mas a unidade do povo de Deus. Queriam, diz o nosso texto, apedrejar Moisés. Diante da dificuldade, duvidaram de Deus, da sua promessa e da sua fidelidade. Só põe em questão a fidelidade e a lealdade de Deus quem não é capaz de ser fiel e leal. É preciso, sustentados pelo cuidado de Deus que nos acompanha na travessia da história, lutarmos contra o medo, o desespero, a murmuração.
Era meio-dia quando do encontro de Jesus com a samaritana, ao redor do poço de Jacó, lugar de tantos encontros que transformaram a vida das pessoas. Foi lá que Jacó se apaixonou por Raquel. A observação da hora parece querer fazer o leitor compreender que, diante de Jesus, estamos em plena luz do dia. Aquele que é a “luz do mundo” ilumina também a Samaria, desprezada pelos outros judeus. O diálogo entre Jesus e aquela mulher é catequético, cuja finalidade é despertar a fé, o desejo da água que ela não podia recolher de nenhum poço; água que é dada somente pelo único Senhor da vida. Dando ouvidos a Jesus, ela poderá exprimir o desejo pela água que faz viver. O cântaro da purificação é superado pela água do Espírito Santo derramado no coração dela, lei interna da caridade. Iluminada e saciada, ela se torna discípula, testemunha de Jesus Cristo. Essa mesma água nos foi dada por ocasião do nosso Batismo.

Carlos Alberto Contieri, sj

Que possamos com o nosso Santo Anjo nos tornar discípulos, testemunhas de Jesus Cristo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

AS SETE DORES E ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ


Primeira Dor
Oh! Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes vossa castíssima Esposa, assim foi inexplicável a vossa alegria, quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da encarnação. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, vos rogamos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma com a alegria de uma boa morte semelhante à vossa entre Jesus e Maria. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória
Segunda Dor
Oh! felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para o cargo de pai adotivo do Verbo Humanado, a dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino, que se transformou em celeste júbilo ao escutardes a angélica melodia e ao verdes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, suplicamos a graça de nos alcançardes que depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e gozar os resplendores da glória celeste. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Terceira Dor
Oh! obedientíssimo executor das divinas leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo, que na Circuncisão derramou o Redentor Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós os vícios nesta vida, com o nome de Jesus no coração e na boca expiremos cheios de júbilo. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Quarta Dor
Oh! fidelíssimo Santo, que também tivestes parte nos mistérios de nossa redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria tinham de sofrer vos causou mortal angústia, também vos encheu de sumo gozo pela salvação e gloriosa ressurreição, que igualmente predisse, teria de resultar para inumeráveis almas. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, obtende-nos que sejamos aqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Virgem Sua Mãe, têm de ressuscitar gloriosamente. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Quinta Dor
Oh! vigilantíssimo guardião, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto penastes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga que com ele houvestes de fazer ao Egito! Mas, qual não foi também vossa alegria terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos do Egito. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, expelindo longe de nós o inferno tirano, especialmente com a fuga das ocasiões perigosas, sejam derrubados de nosso coração todos os ídolos de afetos terrenos e que inteiramente empregados no serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e felizmente morramos. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Sexta Dor
Oh! anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso aos vossos mandatos, se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor do Arquelau, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, desocupado o nosso coração de vãos temores, gozemos paz de consciência, vivamos seguros com Jesus e Maria, e também entre eles morramos. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Sétima Dor
Oh! exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdestes sem culpa vossa o Menino Jesus, e para maior angústia houvestes de buscá-lo por três dias, até que com sumo júbilo gozastes do que era vossa vida, achando-o no templo entre os doutores. Por esta vossa dor e esta vossa alegria, suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca nos suceda perdermos a Jesus por culpa grave, mas se por desgraça o perdermos, com tão contínua dor o procuremos, que o achemos favorável, especialmente a gozá-lo no céu e lá cantarmos convosco eternamente Suas divinas misericórdias. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Fonte: orações católicas