Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nossa Senhora de Caravaggio dia 26 de maio

O município de Caravaggio, terra da aparição, se encontrava nos limites dos estados de Milão e Veneza e na divisa de três dioceses: Cremona, Milão e Bérgamo. Ano de 1432, época marcada por divisões políticas e religiosas, ódio, heresias, assolada por bandidos e agitada por facções, traições e crimes. Além disso, teatro da segunda guerra entre a República de Veneza e o ducado de Milão, passou para o poder dos venezianos em 1431. Pouco antes da aparição, em 1432, uma batalha entre os dois estados assustou o país.
Neste cenário de desolação, às 17 horas da segunda-feira, 26 de maio de 1432, acontece a aparição de Nossa Senhora a uma camponesa. A história conta que a mulher, de 32 anos, era tida como piedosa e sofredora. A causa era o marido, Francisco Varoli, um ex-soldado conhecido pelo mau caráter e por bater na esposa. Maltratada e humilhada, Joaneta Varoli colhia pasto em um prado próximo, chamado Mezzolengo, distante 2 km de Caravaggio.


Entre lágrimas e orações, Joaneta avistou uma senhora que na sua descrição parecia uma rainha, mas que se mostrava cheia de bondade. Dizia-lhe que não tivesse medo, mandou que se ajoelhasse para receber uma grande mensagem. A senhora anuncia-se como “Nossa Senhora” e diz: “Tenho conseguido afastar do povo cristão os merecidos e iminentes castigos da Divina Justiça, e venho anunciar a Paz”. Nossa Senhora de Caravaggio pede ao povo que volte a fazer penitência, jejue nas sextas-feiras e vá orar na igreja no sábado à tarde em agradecimento pelos castigos afastados e pede que lhe seja erguida uma capela. Como sinal da origem divina da aparição e das graças que ali seriam dispensadas, ao lado de onde estavam seus pés, brota uma fonte de água límpida e abundante, existente até os dias de hoje e nela muitos doentes recuperam a saúde.
Joaneta, na condição de porta-voz, leva ao povo e aos governantes o recado da Virgem Maria para solicitar-lhes – em nome de Nossa Senhora – os acordos de paz. Apresenta-se a Marcos Secco, senhor de Caravaggio, ao Duque Felipi Maria Visconti, senhor de Milão, ao imperador do Oriente, João Paleólogo, no sentido de unir a igreja dos gregos com o Papa de Roma. Em suas visitas, levava ânforas de água da fonte sagrada, que resultavam em curas extraordinárias, prova de veracidade da aparição. Os efeitos da mensagem de paz logo apareceram. A paz aconteceu na pátria e na própria Igreja.
Até mesmo Francisco melhorou nas suas atitudes para com a esposa Joaneta. Sobre ela, após cumprida a missão de dar a mensagem de Maria ao povo, aos estados em guerra e à própria Igreja Católica, os historiadores pouco ou nada falam. Por alguns anos foi visitada a casa onde ela morou que, com o tempo desapareceu no anonimato.

O Anjo do Senhor abriu a porta da prisão


LEITURA:

Atos dos Apóstolos 12

1 Nessa ocasião, o rei Herodes prendeu alguns que pertenciam à igreja, com a intenção de maltratá-los,
2 e mandou matar à espada Tiago, irmão de João.
3 Vendo que isso agradava aos judeus, prosseguiu, prendendo também Pedro durante a festa dos pães sem fermento.
4 Tendo-o prendido, lançou-o no cárcere, entregando-o para ser guardado por quatro escoltas de quatro soldados cada uma. Herodes pretendia submetê-lo a julgamento público depois da Páscoa.
5 Pedro, então, ficou detido na prisão, mas a igreja orava intensamente a Deus por ele.
6 Na noite anterior ao dia em que Herodes iria submetê-lo a julgamento, Pedro estava dormindo entre dois soldados, preso com duas algemas, e sentinelas montavam guarda à entrada do cárcere.
7 Repentinamente apareceu um anjo do Senhor, e uma luz brilhou na cela. Ele tocou no lado de Pedro e o acordou. "Depressa, levante-se!", disse ele. Então as algemas caíram dos punhos de Pedro.
8 O anjo lhe disse: "Vista-se e calce as sandálias". E Pedro assim fez. Disse-lhe ainda o anjo: "Ponha a capa e siga-me".
9 E, saindo, Pedro o seguiu, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; tudo lhe parecia uma visão.
10 Passaram a primeira e a segunda guarda, e chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. Este se abriu por si mesmo para eles, e passaram. Tendo saído, caminharam ao longo de uma rua e, de repente, o anjo o deixou.
11 Então Pedro caiu em si e disse: "Agora sei, sem nenhuma dúvida, que o Senhor enviou o seu anjo e me libertou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava".
12 Percebendo isso, ele se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muita gente se havia reunido e estava orando.
13 Pedro bateu à porta do alpendre, e uma serva chamada Rode veio atender.
14 Ao reconhecer a voz de Pedro, tomada de alegria, ela correu de volta, sem abrir a porta, e exclamou: "Pedro está à porta!"
15 Eles porém lhe disseram: "Você está fora de si!" Insistindo ela em afirmar que era Pedro, disseram-lhe: "Deve ser o anjo dele".
16 Mas Pedro continuou batendo e, quando abriram a porta e o viram, ficaram perplexos.
17 Mas ele, fazendo-lhes sinal para que se calassem, descreveu como o Senhor o havia tirado da prisão e disse: "Contem isso a Tiago e aos irmãos". Então saiu e foi para outro lugar.



O Apóstolo São Pedro encarcerado por ordem do rei Herodes, dormia entre dois soldados, amarrado com duas cadeias, de repente:
Apresentou-se um Anjo do Senhor;
A cela se encheu de luz;
O Anjo toca nas costa de Pedro;
O desperta;
Fala, levanta depressa e as cadeias lhe caiem;
Fala, cinge a cintura e calça as sandálias;
E saíram avançando por uma rua o anjo desaparece.

São Pedro pensava que tudo era um sonho e quando estava solto o Anjo o deixou. Os Anjos não nos tiram nossa própria responsabilidade, para que nós mesmo nos possamos ajudar, como podemos perceber no Evangelho.

Deve-se considerar também a confissão de São Pedro: "Agora me dou conta de que realmente o Senhor enviou seu Anjo e me arrancou das mãos de Herodes", manifesta que estava em pleno uso de suas faculdades e sentido. Não acontece também conosco? Frequentemente só depois compreendemos que se manifestou uma intervenção extraordinária, para então exclamar: desta vez realmente nos ajudou um Anjo de Deus. Por conseguinte, devemos estar realmente convencidos de que sempre se encontra ao nosso lado um Anjo de Deus, um Anjo da Guarda, para nos guiar e nos aconselhar.

A ajuda dos Anjos não se limita somente a proteção física, mas querem livrar da escravidão do pecado. Com a sua presença podem iluminar as áreas escuras do nosso coração, dos sentimentos de opressão e de violência.

Os Anjos estão a serviço dos homens para livrar os pobres e os defender dos que os exploram sem piedade.

sábado, 24 de maio de 2014

Nossa Senhora Auxiliadora - 24 de maio



Oração

Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com os seus afetos, o corpo com os seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre trabalhar para dar a Deus uma grande alegria: a realização e felicidade de todas as pessoas.
Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorrer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão cara, tão amável, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte, e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém


Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa.
O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. 
Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico. A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571.

Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos. 

O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. 
A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. 

Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades.
Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. 


quinta-feira, 22 de maio de 2014

22 de maio - Santa Rita de Cássia, rogai por nós.



Santa Rita de Cássia foi uma filha obediente, esposa fiel e maltratada, mãe, viúva, religiosa, estigmatizada e uma das mais importantes santas da Igreja. Experimentou muitas coisas na sua vida, entre decepções, dores, sofrimentos, a glória dos sinais maravilhosos e dos milagres de Deus, a santidade e experiências místicas profundas... Mas o seu coração estava sempre voltado somente para Cristo. 

Na região de Cássia, península de Úmbria, no meio das montanhas da região central da Itália, numa época marcada por guerras, terremotos, conquistas e revoltas, em que os desentendimentos entre nações, cidades e até vizinhos eram uma constante do dia-a-dia, vivia um casal de cristãos profundamente devotos, tanto que eram conhecidos como "Pacificadores de Cristo" na região. Antonio Mancini e Amata Ferri eram constantemente chamados para apaziguar querelas e problemas entre vizinhos, e a paz fazia-se pelas suas palavras. Gozavam de grande prestígio e autoridade no meio daquela gente por causa de suas virtudes. Ocupavam-se diariamente em visitar os mais necessitados, levando ajuda espiritual e material. Para que sua felicidade fosse completa, porém, faltava ao casal um filho que estreitasse ainda mais o seu amor. 

Apesar da idade avançada de Amata, eles não deixaram de confiar em Deus, até que o Senhor atendeu às suas preces: em maio de 1381, veio ao mundo esta alma admirável, que foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque o pequeno povoado de Roccaporena, onde viviam, somente passou a ter uma pia batismal em 1720. 

Consta de sua biografia que o nascimento de Santa Rita foi precedido por sinais, e o nome Rita, - diminutivo de Margarida (Margherita, em italiano), - foi revelado em visões por um anjo. E desde cedo verificou-se que Rita não era uma bebê qualquer. Quando Antônio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha em um cesto de vime que levavam, e abrigavam-na à sombra das árvores. Numa célebre passagem de sua vida, um dia, quando dormia em seu cesto, um grande enxame de abelhas brancas a envolveu, produzindo um zumbido especial. Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões. Nenhum gemido da criança aconteceu para chamar a atenção de seus pais; ao contrário, a pequena Rita dava gritinhos de alegria. 

Enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice, recebendo um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que zumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame; no mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou! 

As abelhas, capítulo à parte 

O enxame, disperso, retomaria mais tarde o seu papel: quando Rita foi para o Mosteiro de Cássia, as abelhas alojaram-se nas paredes do jardim interno. E durante duzentos anos após a morte de Santa Rita, ocorreu algo extraordinário: as abelhas brancas surgiram das paredes do mosteiro durante a Semana Santa de cada ano, permanecendo até á festa de Santa Rita, em 22 de maio, voltando à sua inatividade até à Semana Santa do ano seguinte. Até hoje as marcas das abelhas podem ser vistas nas paredes do Mosteiro de Cássia. 

O Papa Urbano VIII, ao ter conhecimento do fato, pediu que lhe levassem uma das abelhas a Roma. Depois de a analisar, colocou-lhe um fio de seda e libertou-a. A abelha regressou ao mosteiro de Cássia, a mais de 100 quilômetros de distância. Este fato é relatado por todos os biógrafos da santa e transmitido pelas tradições e pinturas, que unanimemente a ele se referem. A Igreja, tão exigente para aceitar as devoções, insere esta circunstância nas lições do Breviário. 

A vida de Santa Rita 


Os pais de Santa Rita, sem nunca terem aprendido a ler e a escrever, ensinaram-lhe tudo sobre a vida de Jesus Cristo, a Virgem Maria e os santos. Para ela, o único livro era o crucifixo. Queria seguir a vida religiosa, mas seus pais, de idade avançada, escolheram-lhe um esposo, Paolo Ferdinando, com quem ela se casou para fazer a vontade dos pais. 

Este casamento não foi feliz. Paolo era um homem dado à bebida, violento e abusador. Santa Rita foi-lhe fiel durante toda a sua vida de casada, sofrendo em silêncio e isolando-se para rezar. Deu à luz gêmeos, os quais herdaram do pai o temperamento. 

Então, depois de vinte anos de casamento e oração da parte de Santa Rita, seu marido finalmente converteu-se e pediu-lhe perdão, prometendo mudar de comportamento. Ela perdoou-o e Paolo passou a companhá-la na oração. Mas esta felicidade foi efêmera: os inimigos do marido continuavam os mesmos; uma noite, Paolo não regressou a casa e Santa Rita esperou o pior. O marido havia sido assassinado, aparecendo o corpo na manhã seguinte. 

Os filhos juraram vingar a morte do pai e as súplicas de Santa Rita não lhes faziam mudar de ideia. Como salvar suas almas era mais importante do que viver muito tempo neste mundo, Santa Rita rogou a Deus que salvasse as almas dos seus filhos antes que eles se perdessem por toda a eternidade no pecado mortal de um assassinato. Deus respondeu ao seu apelo, e ambos os filhos faleceram de uma doença mortal. Santa Rita sofreu muito, mas ficou convencida de que eles estavam no Céu, juntamente com seu pai. 

Ao ver-se sozinha, não se deixou vencer pela tristeza e pelo sofrimento. Decidiu retomar sua antiga vocação e entrar para o Convento das Irmãs Agostinianas, tarefa que não foi fácil. As Irmãs não a queriam, porque tinha sido casada. Assim, Santa Rita voltou-se novamente para Cristo através da oração. 

Ela transformou sua casa num claustro, onde rezava diariamente as orações habituais das religiosas. Numa noite, enquanto dormia, ouviu três fortes batidas à sua porta, e chamar o seu nome por três vezes. Abriu então a porta, e ali estavam Santo Agostinho, São Nicolau de Tolentino e São João Batista, de quem ela era devota desde pequena! Eles pediram a Santa Rita que os seguisse e, depois de percorrer as ruas de Roccaporena, no pico de Scoglio, onde ela ia sempre rezar, sentiu que a levantavam no ar e a empurravam suavemente para Cássia. Viu-se então por cima do Mosteiro de Santa Maria Madalena, em Cássia. Nesse momento, caiu em êxtase. 

Quando saiu desse estado, encontrou-se dentro do Mosteiro. Testemunhas do milagre, as irmãs agostinianas e a madre superiora não puderam negar a sua entrada para a congregação. Foi finalmente admitida, e professou a sua fé nesse mesmo ano de 1417. Assim viveu 40 anos de consagração total a Deus. 

Durante o seu primeiro ano, Santa Rita foi posta à prova. Foi-lhe dada uma passagem das Sagradas Escrituras (a do jovem rico) para que ela meditasse, e ela sentiu tocar seu coração as palavras "Se queres ser perfeita...". Foi-lhe também imposto pela madre superiora, como prova de obediência, que regasse todos os dias uma videira seca. Sem esboçar resistência, ela todos os dias aguava com dedicação aquele galho seco fincado ao chão, sem vida há muitos anos. Assim continuou até que, numa manhã, viram que a planta tinha germinado e se tornado novamente uma frutífera videira! Essa videira deu uvas, que foram usadas para o Vinho Sacramental, e até hoje continua viva e dando frutos. 

Santa Rita meditava muitas horas sobre a Paixão de Cristo: os insultos, as rejeições, a ingratidão que sofreu até o Calvário, os açoites, a flagelação, a terrível morte na cruz... Durante a Quaresma de 1443, um pregador de nome Santiago Monte Brandone foi à Cássia, e fez ali um sermão sobre a Paixão de Cristo que tocou profundamente Santa Rita. Ao regressar ao Mosteiro, ela pediu fervorosamente a Deus para participar nos sofrimentos de Cristo Crucificado. Recebeu, então, o estigma da marca da Coroa de Espinhos em sua testa. 

A maior parte dos santos que receberam esse Dom exalavam uma fragrância celestial. As chagas de Santa Rita, pelo contrário, exalavam um odor pavoroso, de tal modo que a santa, a partir daí, foi isolada de todos. Viveu então sozinha, durante 15 anos, longe das suas irmãs. Mas, quando ela quis ir à Roma, assistir ao Primeiro Ano Santo, foi-lhe dada uma trégua no estigma. Durante todo o tempo de sua peregrinação, o estigma da cabeça desapareceu. Ao regressar ao Mosteiro, porém, logo reapareceu, e ela foi isolada novamente. 


No leito de morte, Santa Rita pediu a Deus que lhe enviasse um sinal que mostrasse que seus filhos estavam no Céu. Em meados do inverno, recebeu uma rosa do jardim perto da sua casa, em Roccaporena. Pediu, ainda, um segundo sinal, e desta vez recebeu um figo do jardim da mesma casa, no final do inverno. 

Os últimos anos da sua vida foram de expiação. Uma doença grave manteve-a imóvel em sua cama durante quatro anos. Ela observou o seu corpo ser consumido pela doença em paz, mantendo sempre a confiança inabalável em Deus. Faleceu em 22 de maio de 1457. A ferida do estigma na testa desapareceu, dando lugar a uma mancha vermelha, que exalava uma fragrância extremamente agradável. 


Devia ter sido velada no Convento, mas acorreu tanta gente para se despedir que acabou por ser velada na igreja. Ali permaneceu seu corpo, e a fragrância nunca desapareceu. Por essa razão, nunca a enterraram. O caixão de madeira original foi substituído por um de cristal, que foi exposto para veneração dos fiéis desde então. Multidões se deslocam em peregrinação para honrar Santa Rita de Cássia e pedir a sua intercessão perante o seu corpo, que permanece ainda hoje preservado da corrupção. 


Santa Rita foi canonizada pelo papa Leão XIII aos 24 de maio de 1900. Nas imagens, é representada com uma mancha vermelha na cabeça, como símbolo do estigma que sofreu, e com um crucifixo nas mãos, seu único livro para tudo, símbolo daquele que foi seu único Mestre. Santa Rita de Cássia é chamada Santa dos Impossíveis: uma grande alma colocada no mundo como instrumento da Misericórdia de Deus em favor da humanidade sofredora.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

LIGAÇÃO ESPECIAL COM O ANJO DA GUARDA


O Anjo da Guarda é um dom especial de Deus. Se pudéssemos escolher entre todos os Santos Anjos um protetor e auxiliador especial, não poderíamos encontrar um melhor do que aquele que Deus, na Sua sabedoria e amor infinitos, já antes escolheu para nós. Só Deus conhece o mistério da nossa vida. Somente Ele, nosso criador e redentor, conhece todos os nossos lados fortes e fracos, nossa vocação e nossas provações, nossa cruz e a glória destinada para nós. Prevendo tudo isso, Ele escolheu, desde a eternidade, o nosso Anjo da Guarda - a ele para nós e a nós para ele.

O Senhor nos diz: "Vou enviar um Anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que eu preparei" (Ex 23,20; leitura da festa dos Anjos da Guarda). O Anjo da Guarda é assim para nós a porta ao mundo dos Anjos e, de certo modo, o porteiro do Céu. Sendo ele enviado por Deus para nós, vale em primeiro lugar dele a palavra do catecismo: "Os anjos cooperam para todas as nossas boas obras" (Catecismo da Igreja Católica, 350; cf.Summa Theologiae I,114,3, ad 3). Ele é o nosso melhor e mais fiel amigo, o único que, além de Jesus e Maria, nos acompanha e protege ininterruptamente por toda a nossa vida. Sua primeira solicitude, sua primeira intercessão sempre é para seu protegido. O protegido é o 'talento' que lhe foi confiado e que ele tanto deseja devolver ao Senhor, com 'lucro' cêntuplo, no fim da nossa vida. Deste modo, ele cuida incansavelmente, dia e noite, do nosso bem e da nossa salvação eterna. Infatigavelmente esforça-se pela nossa purificação, iluminação e perfeição. Destas três atividades hierárquicas dos Anjos, São Boaventura escreve: "A purificação produz a paz, a iluminação conduz à verdade e a perfeição realiza a caridade. Estes três atos, freqüentemente praticados, dão a felicidade à alma e, quanto melhor praticados, mais lhe aumentam os méritos" (Os três caminhos ou Incêndio de amor, prólogo 1).

O Anjo da Guarda é o auxílio certo contra os espíritos malignos que nos tentam e afligem, pois já no começo o nosso Anjo da Guarda, sob a guia do Santo Arcanjo Miguel, participou da vitória contra os espíritos malignos. Como espírito pode facilmente reconhecer o tentador e afugentá-lo em virtude da graça. Se, no entanto, Deus permitir ao inimigo peneirar-nos como Jó (1,12; 2,6), como Pedro (Lc 22,31) ou como Paulo (2 Cor 12,7-8), não nos falta, apesar disso, a assistência confortante do Santo Anjo da Guarda. Com sua ajuda somos capazes de sempre manter a fidelidade a Deus.
Quanto devemos ao Anjo da Guarda! Quem seria capaz de lhe pagar um salário devido? Um amor tão fiel somente pode ser correspondido com fidelidade, amor e confiança. Por isso nos entregamos a ele com muito gosto e lhe prometemos nosso amor e fidelidade. Se nós somos fracos, ele, que "contempla sem cessar a face do Pai que está nos Céus" (Mt 18,10), está firme e imutavelmente ancorado em Deus. Esta firmeza ele nos quer proporcionar, ajudando-nos, mediante a luz da graça de que é dotado, a acreditar ainda mais firmemente em Deus, a confiar ainda mais fortemente no Seu auxílio e a amar ainda mais desinteressadamente a Deus e ao próximo.
Por toda a eternidade estaremos unidos em íntima amizade ao Anjo da Guarda e reinaremos com ele no Reino de Deus. Deste modo podemos compreender as palavras de São Tomás de Aquino: "a todo homem, enquanto é viajor, é dado um Anjo da Guarda. Quando, porém, já tiver chegado à meta do caminho, não terá mais um Anjo da Guarda; no entanto, terá no Reino o Anjo reinando com ele" (Summa Theologiae113, 4c).

sábado, 17 de maio de 2014

São Pascoal



Pascoal Baylon nasceu na cidade de Torre Hermosa, na Espanha, em 16 de maio de 1540. Filho de uma família humilde, foi pastor de ovelhas desde muito jovem e, aos dezoito anos, seguindo sua vocação, tentou ser admitido no convento franciscano de Santa Maria de Loreto. Sua primeira tentativa foi frustrada, mas, em 1564, após recusar uma grande herança de um rico senhor que havia sido curado por ele e por causa dos seus dons carismáticos, ele pôde ingressar na Ordem.


Pascoal, por humildade, permaneceu um simples irmão leigo, exercendo as funções de porteiro e ajudante dos serviços gerais. Bom, caridoso e obediente às regras da Ordem, fazia penitência constante, alimentando-se muito pouco e mantendo-se em constante oração. Por causa de sua origem pobre, não possuía nenhuma formação intelectual, porém era rico em dons transmitidos pelo Espírito Santo, possuindo uma sabedoria inata.



Era tão carismático que a ele recorriam ilustres personalidades para aconselhamento, até mesmo o seu provincial, que lhe confiou a tarefa perigosa de levar documentos importantes para Paris. Essa viagem Pascoal fez a pé, descalço e com o hábito de franciscano, arriscando ser morto pelos calvinistas.



Defensor extremado de sua fé, travou grande luta contra os calvinistas franceses, que negavam a eucaristia. Apesar da sua simplicidade, Pascoal era muito determinado quando se tratava de dissertar sobre sua espiritualidade e conhecimentos eucarísticos.



Foi autor de um pequeno livro de sentenças que comprovam a real presença de Cristo na eucaristia e o poder sagrado transmitido ao sumo pontífice. Por isso foi considerado um dos primeiros e mais importantes teólogos da eucaristia.



Ele morreu no dia 17 de maio de 1592, aos cinqüenta e dois anos, em Villa Real, Valência. Em 1690, foi canonizado. O papa Leão XIII nomeou são Pascoal Baylon patrono das obras e dos congressos eucarísticos.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Fátima, um mistério de amor, de inocência, de santidade.

Homilia do dia 13 de maio , da Santa Missa do Santuário de Fátima:


Faz-nos bem vir a Fátima. Recorda-nos, entre outras coisas, que quando Deus opera escolhe gente simples, lugares simples, linguagem simples.

Assim fez no início da Redenção: quando elegeu Maria Santíssima, São José, os Pastores…

Assim fez ao eleger a pobre casa de Nazaré, a manjedoura de Belém… o caminho do desterro.
Assim fez dialogando de forma muito clara e objetiva através do Anjo da Anunciação.
Assim quer que sejamos simples também nós!
Aqui em Fátima, escolheu três crianças muito inocentes: Lúcia, Jacinta e Francisco.
Escolheu uma azinheira num descampado.
Escolheu a linguagem simples de Maria, do Anjo e do próprio Jesus.
Quanto necessitamos ainda da mensagem de Fátima!
Necessitamos que os nossos jovens escutem a voz do inocente Francisco, que queria cada vez mais amar a Jesus, enxugar-lhe as suas lágrimas.

Necessitamos que a gente adulta pense e aja como a pequena Jacinta, esse anjo do Céu, que na sua infância, agiu com a seriedade de quem entende que a salvação da alma, das nossas almas, é o assunto principal a que nos devemos dedicar.

Necessitamos que todos, em todas as partes do mundo, consagrem – cada um segundo a sua vocação específica como fez a Irmã Lúcia –, toda a sua vida a encarnar e a propagar a mensagem de Cristo, mensagem de amor e de reconciliação, e os apelos de Maria Santíssima em Fátima.

São muito atuais os apelos de Maria. E o mundo, em perigo de perdição, não encontrará paz e graça se não se esforçar por colocar em prática o que a Virgem Maria pediu aqui.

A Virgem de Fátima nasceu na Palestina e desde ali iniciou a sua vida itinerante…
A partir de Nazaré – onde começará a ser a Mãe do Verbo Encarnado – “A cheia de Deus”, a cheia de graça, vai pressurosa a Ain Karem para compartilhar essa graça no seu serviço de piedade e caridade;

Encontramo-la logo em Belém – onde o mundo fiel (os pastores) e o pagão (os reis magos) contemplarão o fruto do seu ventre virginal;

Dali, como os milhões de refugiados no Médio Oriente e em África, se refugiará no Egito, protegendo o Filho das suas entranhas e crescendo no amor virginal com São José.

Logo, regressa a Nazaré… acompanha o seu filho a Caná – onde antecipa a Hora do Senhor, pedindo-Lhe um milagre.

Vai com o Seu Filho a Cafarnaum…

E acompanhá-Lo-á na sua Via-Sacra… e na sua Sepultura.

E assim fará com o Corpo Místico de seu Filho que é a Igreja… Ela esteve presente no Cenáculo até à vinda do Pentecostes… bastava a sua presença para tranquilizar os discípulos…

Ela nunca esteve parada! Sempre acompanhou e acompanha a vida de seus filhos.

Assim, ao longo da história, apareceu no Pilar e em Guadalupe… assim quis Ela chegar em pessoa aqui, para santificar este lugar com a sua presença e aparição;

Hoje, seguindo os passos desta amada Mãe peregrina, venho aqui, a Fátima e trago comigo toda a comunidade cristã de Jerusalém para me unir a vós na devoção a Nossa Senhora.

É Maria Santíssima quem nos une em Cristo. Ela fortalece o forte laço que existe entre Fátima em Portugal e Jerusalém na Terra Santa.

Um santuário leva-nos naturalmente ao outro. Nós, os da Terra Santa, sentimo-nos atraídos a todos os lugares onde a Mãe de Deus quer continuar a ajudar a humanidade.
Vós não podeis deixar de pensar nos lugares onde Maria Santíssima nasceu, viveu, sofreu e foi elevada ao Céu. Convido-vos a que façais também esta experiência da presença de Maria, peregrinando à Sua Terra. Espero-vos a todos com muito gosto!

Muitos são os santuários marianos no mundo, mas Ela é uma só, e Ela nos ensina a procurar a verdadeira unidade na Fé em seu Filho e na verdadeira Caridade.

Maria não tem problema em apresentar-se com vestes diversas e com cores de pele diversas. Ela não tem medo de nos falar em diferentes idiomas.

Olhemos ao nosso redor… viemos de muitas partes. De diferentes culturas… ninguém se sente estrangeiro junto de Maria… e todos juntos formamos uma só família, família que ama, família que busca amor, paz, saúde e serenidade.

Assim é e assim deve ser.
Como diz a Sagrada Escritura: “Vede como é bom e agradável que os irmãos vivam unidos!” (Sl 133,1)

Nossa Senhora em Fátima chama-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de coração. 
 E para isso nos chama à confissão dos pecados, a rezar e a sacrificarmo-nos pela salvação de todos.

A mensagem de Fátima é uma mensagem da Virgem Mãe ao pé da Cruz. Sim! Desde o Gólgota do Seu Filho, e seu também, Ela chama-nos à conversão. É uma mensagem agridoce, porque por um lado contemplamos a sua maternidade amorosa que nos enche de consolo, mas por outro não podemos deixar de contemplar o significado da morte de seu Filho: o seu Calvário, os seus sofrimentos e os sofrimentos da própria Virgem… e o motivo de todos esses sofrimentos: a salvação da humanidade, a nossa salvação.

Se a Virgem quis aparecer aqui e chamar-nos à conversão, é porque o mundo está em perigo. E não só considerando a sua dimensão material, mas o seu aspeto principal: os homens e mulheres do mundo, todos e cada um dos habitantes do planeta terra, estão em perigo de eterna condenação. Retirai este aspeto da mensagem de Fátima, e a aparição e a mensagem de Nossa Senhora não terão significado.

Acabámos de terminar as celebraçõess da Semana Santa. A impressionante súplica de Jesus pregado na Cruz sobre o Gólgota de Jerusalém repetiu-se também neste lugar santo: “Que fazeis?” – perguntou o Anjo aos pastorinhos, que estavam a brincar durante a sesta – “Que fazeis? Orai, orai muito […] De tudo que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores”.

Cristo é a nossa paz. Ele adquiriu para nós a paz com o preço do seu Sangue e das suas súplicas –  “foi atendido por causa da sua humildade” (Heb 5, 7-8).

Em Fátima, o Céu pede-nos também que ofereçamos sacrifícios e orações pela paz “Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a paz”, disse o Anjo aos Pastorinhos.

E a Virgem Santíssima, logo depois de lhes perguntar se estavam dispostos a sofrer pela conversão dos pecadores, pede-lhes: “Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.

Queridos irmãos. Quanto ódio há no mundo! Quantos crimes e quanta violência! Quanto sangue se derrama nos altares imundos dos ídolos!

A quem recorrer? A Cristo – como nos ensinou Maria em Caná: “Fazei o que Ele vos disser!” (Jo 2, 1-11).

Que fazer? Rezar o Rosário todos os dias; confessar-se; oferecer, de tudo o que pudermos, sacrifícios; viver na caridade.

Temos muitos desafios, mas não estamos sós. Cristo assegurou-nos que estaria connosco “todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28, 20) e temo-nos uns aos outros, para nos ajudarmos, para nos imitarmos no bem, e nos associarmos na difusão dos valores do Evangelho.

Este ano trabalhar-se-á na Igreja o tema da família, com vista ao próximo Sínodo dos Bispos no mês de outubro, convocado pelo Papa Francisco e que tem como tema: “Os desafios da família”.

Devemos pensar na unidade da família; da família internacional – composta pelas nações e povos do mundo –; também da família eclesial – na bela diversidade das suas vocações –, mas, e sobretudo, pensemos e trabalhemos pela família humana. Por aquela que o Criador instituiu para que seja base e fundamento da sociedade. A família baseada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher; família criada para ser fonte de amor mútuo e generosa fecundidade.

Rezemos pelos frutos do Sínodo e por todas as famílias do mundo, a fim de que todos possam experimentar o amor de Deus, que se manifesta no seio dos lares.

Peçamos também por aqueles que, desgraçadamente, por vários motivos sofrem nas suas realidades familiares. Que não percam a fé em Deus nem a esperança no divino.

A riqueza da família no Oriente pode servir, em certo aspeto, de estímulo a muitas graves realidades que se vivem no Ocidente, demonstrando que não é impossível viver bem a sã vida familiar:

O amor e os laços familiares que se experienciam nos lares no Oriente são muito fortes: tanto assim é que os lares da terceira idade não têm utentes! Porque as famílias não querem deixar os mais idosos! Famílias numerosas… devoção mariana com um resultado positivo de muitas vocações sacerdotais.

Outro desafio é a paz.  
Há muitos problemas no mundo e particularmente no Médio Oriente: graves problemas políticos – sistemas e governos inteiros que não conseguem restaurar a continuidade e a serena convivência; os fanatismos religiosos – mas também de alguns grupos islamitas ou de alguns grupos de judeus extremistas –; os check-points militares israelitas, que impedem a livre circulação dos habitantes árabes da Terra Santa e do mundo árabe para os seus lugares de culto e para os lugares onde vivem os seus familiares; centenas de milhares de refugiados – gente que perdeu tudo; casa, veículos, trabalho, terra… a sua dignidade… –; guerra aqui e ali… e rumores de guerra e greves por toda a Europa. Que o Senhor misericordioso tenha piedade de nós!

Que fazer? A resposta definitiva a todos estes problemas não a conheço.

Mas sim, sei que podemos rezar pela paz; todos os dias, especialmente na Santa Missa e no Rosário.

Sim! Rezar pela paz e, também, trabalhar pela justiça e pela dignidade do homem. Porque a justiça é o fundamento natural da paz. E a paz ou é justa ou não é paz verdadeira.

E se se sacrifica a justiça e a dignidade do homem, em busca de segurança, perdemos as duas coisas: a paz e a segurança.

Na Terra Santa há muitos muros que separam famílias, paróquias, terrenos; mas piores do que os muros de betão são os muros do coração do homem: as injustiças arreigadas; o ódio racial e religioso; a ambição e o egoísmo feito lei; a desconfiança, a força bruta e a arrogância em toda a parte…

Sim! Os muros do coração são invisíveis, mas são piores do que os visíveis. E há que trabalhar para que caiam todos esses muros. E… aqui então… também deveremos voltar à oração; a pedir Àquele que “derrubou na sua carne” (EF 2,14) a divisão dos homens, que nos dê a graça de derrubar os muros que nos separam.

Daí que a mensagem de Fátima, de conversão e oração, seja particularmente eficaz, para colaborar no caminho da paz na Terra Santa e em todo o Médio Oriente.


É a fé que nos une e o amor de Maria Imaculada.

Hoje deverá ser uma data inesquecível nas nossas vidas. Uma data que divida em dois a nossa história pessoal: a vida antes desta peregrinação e a vida depois; a que começa a partir de hoje. Desejo que regresseis a vossas casas mais jovens e mais alegres, cheios de fé e de amor pelo Senhor, por sua Mãe e pela sua Igreja.

Patriarca Latino de Jerusalém

                                                                                                                                           † Fouad Twal

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Anjo de Portugal



Segunda aparição do Anjo

ANJO_3.jpgNo verão de 1916, quando os três pastorinhos brincavam no terreiro da casa dos pais de Lúcia, aparece-lhes novamente o Anjo. Ele lhes diz, segundo a narração da Irmã Lúcia:

"- Que fazeis? Orai! Orai muito! Os Corações Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.
- Como nos havemos de sacrificar? - perguntei.

- De tudo o que puderdes, oferecei a Deus sacrifício, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim sobre a vossa pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar."

Terceira aparição do Anjo
No fim do verão ou princípio do outono do mesmo ano, novamente na Loca do Cabeço, deu-se a última aparição do Anjo, descrita pela Irmã Lúcia nos seguintes termos:

"Depois de termos merendado, combinamos ir rezar na gruta, que ficava do outro lado do monte. [...] Logo que aí chegamos, de joelhos, com os rostos em terra, começamos a repetir a oração do Anjo: Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos! Etc. Não sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando vemos que sobre nós brilha uma luz desconhecida. Erguemo-nos para ver o que se passava, e vemos o Anjo tendo na mão esquerda um cálice, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de Sangue dentro do cálice."Deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, o Anjo prostrou-se em terra junto às crianças e fê-las repetir três vezes a oração:

"Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos de seu Santíssimo Coração [de Jesus] e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores".
Depois, levantando-se, deu a Hóstia a Lúcia, e o cálice, deu-o a beber a Francisco e Jacinta, dizendo:

"- Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos! Reparai ANJO DE PORTUGAL_2..........jpgos seus crimes e consolai o vosso Deus."

E prostrando-se de novo em terra, repetiu conosco outras três vezes a mesma oração: 'Santíssima Trindade... etc' e desapareceu.

Nós permanecemos na mesma atitude, repetindo sempre as mesmas palavras; e quando nos erguemos, vimos que era noite e, por isso, horas de virmos para casa."
As palavras do Anjo produziram profunda impressão nas três crianças, as quais, a partir de então, começaram a expiar pelos pecadores por meio de sacrifícios e de uma assídua vida de oração.


domingo, 11 de maio de 2014

O Anjo de Portugal, embaixador da Rainha do Céu

As aparições de Nossa Senhora em Fátima foram precedidas por três visões que Lúcia, Francisco e Jacinta tiveram do
anjo.jpg Anjo de Portugal, ou da Paz. Por meio dos colóquios com o Anjo, a Providência predispunha as crianças para o momento em que Nossa Senhora lhes falaria.
Primeira aparição do Anjo
As aparições do Anjo ocorreram entre abril e outubro de 1915, em uma colina próxima da Cova da Iria, denominada Cabeço. Algumas manifestações sobrenaturais antecederam a aparição do Anjo. Lúcia, e mais três outras meninas, viram pairar sobre o arvoredo do vale, uma espécie de nuvem alvíssima com forma humana, "uma figura, como se fosse uma estátua de neve, que os raios do sol tornavam ainda mais transparente", segundo as palavras de Lúcia. Em dias diferentes, esta aparição se repetiu duas vezes.

Foi na Loca do Cabeço, onde, um dia de primavera de 1916, que o Anjo apareceu claramente pela primeira vez.

Depois de rezar, as crianças estavam brincando quando um forte vento sacudiu as árvores. Elas vêem, então, caminhando sobre o olival em sua direção, um jovem resplandescente e de grande beleza, aparentando ter 15 anos, de uma consistência e um brilho como o do cristal atravessado pelos raios do sol. A Irmã Lúcia assim conta o que se seguiu:

"Ao chegar junto de nós, disse:

- Não temais! Sou o Anjo da Paz, disse:

E, ajoelhando em terra, curvou a fronte até o chão e fez-nos repetir três vezes estas palavras:

- Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos! Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e Vos não amam.

Depois, erguendo-se, disse:

- Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas".

E desapareceu.

A atmosfera de sobrenatural que nos envolveu era tão intensa que quase não nos dávamos conta da própria existência por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão intensa e íntima que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera que só muito lentamente foi desaparecendo."

Agradeço pela intercessão de Nossa Senhora que nos salvou de um acidente - Testemunho


Meu marido e eu estávamos na estrada à noite e começou chover muito forte, nós não estávamos
 conseguindo enxergar nada, então resolvemos parar para esperar a chuva acalmar. Foi 
quando mais ou menos conseguimos avistar um lugar que parecia plano; quando entramos, 
quase capotamos. O carro começou a sacudir e dava uns pulos, era como se estivéssemos 
dentro de um liquidificador. Clamei por Nossa Senhora, para que intercedesse por nós e que Deus 
nos livrasse de todo mal; naquele mesmo instante, meu marido conseguiu tirar o carro de uma valeta,
 passou para o outro lado e parou. Ficamos apavorados, pois dali nós não tínhamos como sair. 
Minha irmã ligou bem naquela hora para saber se estava tudo bem, porque ela tinha acabado de
 fazer uma oração pela nossa viagem e queria saber se já estávamos chegando. Contamos o 
que tinha acontecido e pedimos para que ela ligasse para um guincho, para nos tirar dali
 (pois temos seguro). Do NADA apareceu um senhor com um carro de guincho e naquela chuva ele desceu, 
bateu na janela do carro e perguntou se precisávamos de ajuda. Esse homem (que para nós foi um
 Anjo da Guarda ) vistoriou toda a área e debaixo da chuva forte, do jeito que estava, mostrou para
 nós o caminho que tínhamos que seguir para sairmos dali. Muito Obrigada a DEUS, a JESUS, a NOSSA
 SENHORA e a esse ANJO que DEUS nos enviou.
 Obs: Eu estava com minha Medalha Milagrosa e sempre
 fiz a novena de Nossa Senhora e sempre orei para nosso DIVINO PAI ETERNO.

Fonte:
www.acnsf.org.br

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O anjo guardião da família


Venho aqui descrever minha experiência com os anjos.



Naquele tempo, tínhamos em casa um quarto com 2 beliches, eu ficava na parte de baixo e na parte superior meu irmão, que hoje é diácono. Na época, eu tinha aproximadamente 10 ou 12 anos.
Nesse tempo meu irmão foi para um retiro, ficando fora de casa. Na primeira noite, como eu gostava muito de dormir na cama de cima, aproveitei para dormir na cama de meu irmão.
Em um momento da noite, despertei com uma claridade muito grande no quarto, uma luz branca que gradativamente diminuiu até eu poder enxergar. Ao lado da cama, pude perceber um vulto, quase que virado de costas.
Eu estava tranquilo pois naquele exato momento já sabia quem era. Por momentos, fiquei ali parado, admirando-o. Então ele começou a virar-se lentamente, mas não parecia encostar no chão, pois era um movimento suave. Foi quando me assustei ao ver o seu rosto suave e comprido, notando que se tratava realmente de alguém. Com muito medo me cobri rapidamente com o cobertor.
Fiquei uns instantes ali debaixo do cobertor, com medo do que tinha visto, sabendo quem era, mas ao mesmo tempo assustado. Logo após me cobrir, senti em cima de mim, por cima do cobertor, a mão acolhedora de um adulto e novamente me senti bem mas ainda com medo.
Então tomei coragem e, em um movimento rápido, retirei o cobertor e olhei, mas para minha saudade até hoje, ele não estava mais ali.
Foi com esta experiência, que acreditei de forma irrestrita na existência de Anjos e de Deus. Sempre orei a oração ao santo Anjo, mas vê-lo era algo incrível.
Muito mais tarde, conversei com meu irmão sobre o fato e, com auxílio de um padre amigo e conselheiro, os dois concluíram que talvez não fosse o meu Anjo da Guarda, mas sim um anjo que é enviado à casa da família da pessoa que se ausenta, quando ela é a responsável ou parte importante na família, para cuidar enquanto este membro está fora.
Porém, eu sempre acreditei que era o meu Anjo da Guarda, pois com ele falava quase todos dias em oração, desde criança, e sempre tive fé na sua existência. Além disso, tenho sempre o sentimento que ele continua comigo, às vezes se decepcionando por uma má decisão, comportamento ou pensamento meu, mas feliz quando recomeço tantas e tantas vezes a minha caminhada para o Pai.

Fonte:http://cumsanctisangelis.blogspot.pt/2012/10/o-anjo-guardiao-da-familia.html

O trabalho mais difícil do mundo.

A agência de empregos Mullen, de Boston, resolveu divulgar nos jornais e postar na internet uma vaga de trabalho diferente, convidando os interessados para uma entrevista. A oferta era de um emprego difícil, com responsabilidades e requisitos bem amplos, em que as pessoas interessadas deveriam trabalhar 135 horas por semana ou mais, basicamente 24 horas por dia nos sete dias da semana, 365 dias por ano; exercer em pé, na maior parte do tempo, com a possibilidade de se sentar, de tempos em tempos; ter capacidade de improvisar, um grande poder de negociação e habilidades interpessoais; não ter horário fixo de almoço, quer dizer, podem almoçar, mas quando o seu associado já tiver almoçado; ter paciência ilimitada; capacidade de trabalhar num ambiente caótico, alto nível de energia, mobilidade constante; às vezes vai ser preciso ficar com um associado durante a noite. Se você tiver uma vida, pedimos que você abandone essa vida. Sem benefício e sem salário. Trabalho nos feriados, Natal e Ano Novo. Conhecimento básico de medicina, finanças, gastronomia e pedagogia. Você terá uma grande alegria em ajudar o seu associado. O nome genérico do trabalho era “diretor de operações”. Enfim, era um trabalho muito importante, o emprego mais difícil, mas o melhor do mundo. 
O anúncio obteve mais de dois milhões de impressões, mas apenas 24 pessoas aceitaram participar da entrevista de emprego. E, diante das condições do tal trabalho, acharam um absurdo, uma loucura, algo quase cruel e desumano. E quando souberam que não haveria salário, exclamaram que ninguém jamais trabalharia assim de graça.  E, é claro, não aceitaram a vaga. Perguntaram até se isso era de acordo com a lei. É claro que é, respondiam os da agência. E mais, vamos lhes dizer que alguém ocupa essa vaga nesse exato momento. Na verdade, são bilhões de pessoas! Quem? Perguntavam espantadas as pessoas entrevistadas?
AS MÃES! Diretor de operações, mais conhecidas como MÃES. E elas atendem a todos esses requisitos! Mãe são as melhores diretoras, sem pagamentos, 24 horas por dia, sempre lá! O trabalho mais difícil e importante do mundo. Brincadeira séria!
Mãe é a coisa mais parecida com Deus, no seu amor gratuito por nós. É um raio do amor de Deus no coração de uma mulher. Amor total e gratuito, sem interesse nenhum, trabalho só por amor. Até diante da ingratidão! Amor que nunca se esquece dos filhos, amor sem egoísmo, amor abnegado, amor porque o objeto amado é alguém que foi por ela criado, bem perto do seu coração!
Pense na sua mãe! Todos aqueles dias e noites por você! Agradeça a Deus por ter lhe dado uma mãe e por tudo o que ela fez e faz por você!

No próximo dia das mães, dê a ela todo o seu carinho, sua oração e gratidão por tudo o que ela tem feito por você! Parabéns, mamães! Vocês são um tesouro, algo do Céu aqui na terra, um reflexo de Deus! Feliz dia das Mães!

domingo, 4 de maio de 2014

Oração



Oração a Nossa Senhora de Loreto


Ó Virgem Imaculada, é com viva fé que meditamos nos grandes mistérios que se realizaram nesta tua casa de Nazaré, tão pobrezinha, transportada depois pelos anjos para as colinas de Loreto.

Entre estas sagradas paredes, onde tu foste concebida sem pecado, e, adolescente, viveste de oração e de amor, o anjo te saudou chamando-te: Cheia de graça. Tu respondeste com as milagrosas palavras que abriram o céu e fizeram descer o Salvador do mundo.

Junto a São José, na contemplação da palavra encarnada, na humildade e no trabalho, aqui serviste o Senhor preparando teu espírito ao grande sacrifício: com teu filho terias oferecido, no Calvário, a ti mesma, para te transformar em mãe de todos os homens, remidos pelo sangue de Jesus.

Depois de termos vivido em nossas casas na graça de Deus como tu o fizeste na tua, longe do pecado, obedientes à lei e vontade divina, concede-nos, ó Maria, que possamos um dia, morar na casa do Senhor, contigo, por toda a eternidade.