Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 29 de junho de 2014

Viver Pra Mim É Cristo - Padre Fábio de Melo

São Pedro e São Paulo, rogai por nós.


A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.

sábado, 28 de junho de 2014

SAGRADOS CORAÇÕES DE JESUS E MARIA






Feliz o coração da Virgem que, pela luz do Espírito que nela habitava, sempre e em tudo obedecia à vontade do Verbo de Deus. Não se deixava guiar pelo seu próprio sentimento ou inclinação, mas realizava, na sua atitude exterior, as insinuações internas da sabedoria inspiradas na fé. De fato, convinha que a Sabedoria de Deus, ao edificar a Igreja para ser o templo de sua morada, apresentasse Maria Santíssima como modelo de cumprimento da lei, de purificação da alma, de verdadeira humildade e de sacrifício espiritual.

Imita-a tu, ó alma fiel! Se queres purificar-te espiritualmente e conseguir tirar as manchas do pecado, entra no templo do teu coração. Aí Deus olha mais para a intenção do que para a exterioridade de tudo quanto fazemos. Por isso, quer elevemos nosso espírito à contemplação, a fim de repousarmos em Deus, quer nos exercitemos na prática das virtudes para sermos úteis ao próximo com as nossas boas obras, façamos uma ou outra coisa de maneira que só a caridade de Cristo nos impulsione.

É este o sacrifício perfeito da purificação espiritual, que não se oferece em templo feito por mão humana, mas no templo do coração onde Cristo Senhor entra com alegria.

Dos Sermões de São Lourenço Justiniano.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sagrado Coração de Jesus, eu confio em Vós.



"Celebrando a festa do Sagrado Coração de Jesus e, com a liturgia, por assim dizer lançamos um olhar dentro do Coração de Jesus que, na morte, foi aberto pela lança do soldado romano. Sim, o seu Coração está aberto por nós e aos nossos olhos; e deste modo está aberto o Coração do próprio Deus" 
                                                                           (Bento XVI)

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


Pouco se sabe a respeito da autoria artística do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, apesar de conhecidíssimo pelos católicos do mundo inteiro. Segundo especialistas, há forte indício que o artista seja grego, pois as inscrições estão neste idioma. Esta pintura deve ter sido executada no período compreendido entre os séculos XIII e XIV. A tradução das quatro letras gregas na parte superior da tela significam “Mãe de Deus”. No quadro, o Menino Jesus, ao colo de Nossa Senhora contempla um dos anjos, que respectivamente seguram na mão instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros, da paixão e morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos. O quadro é composto de significativos detalhes. O Menino Jesus, amedrontado com a visão dos arcanjos Miguel e Gabriel segurando os referidos instrumentos, busca socorro no colo seguro da Mãe, já que uma das sandálias lhe resta ao pé esquerdo, dependurada só pelo cadarço. Maria o acolhe maternalmente e nos fita com olhar terno, ao mesmo tempo triste, como sinal de apelo à humanidade pelos pecados, causa do sofrimento do seu Filho. A tradução das letras gregas acima do ombro Menino, significam “Jesus Cristo”. Segundo tradições orientais, o quadro, uma pintura em estilo bizantino, é uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas, que além de escritor, era também pintor.

Conta-se que este quadro ficava exposto em um templo na Ilha de Creta, e que fora roubado por um negociante que pretendia levá-lo a Roma a fim de vendê-lo. Quando o navio saiu, uma tremenda tempestade formou-se, causando desespero na tripulação. Todos pediram socorro à Deus à Virgem, ocasião em que a tempestade dissipou-se. A embarcação acabou aportando na Itália, mais ou menos na mesma época em que Colombo trazia da América para a Europa a nau “Santa Maria”. O quadro milagroso de Nossa Senhora foi transportado para a cidade de Roma.

Posteriormente, após a morte do ladrão, Maria manifestou-se a diversas pessoas, expressando o desejo de que esse quadro fosse venerado na Igreja de São Mateus (hoje Igreja de Santo Afonso), em Roma, a qual está situada entre as Igrejas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Seu desejo não foi atendido e algum tempo depois, o quadro ficou em poder de uma mulher que tinha uma filha de 6 anos. 

Certo dia, Maria apareceu à menininha e lhe indicou um lugar, dizendo: "quero que o quadro seja colocado entre a minha querida Igreja de Santa Maria Maior e a do meu filho São João de Latrão". A própria Virgem Maria, nessa aparição, foi quem deu à menininha o título “Perpétuo Socorro" e lhe manifestou o desejo de ser invocada com este nome. A menina contou o fato à sua mãe e esta resolveu seguir o indicado pela Virgem, entregando a imagem aos padres agostinianos, que residiam na Igreja de São Mateus, onde foi exposta à veneração pública no dia 07 de março de 1499, numa solene procissão. Lá permaneceu por três séculos tornando-se centro de peregrinação católica.

No ano de 1778, por ocasião da guerra civil, o venerável templo foi destruído, mas o quadro foi preservado e graças aos religiosos agostinianos, foi levado a salvo para o seu novo mosteiro, junto à Igreja de Santa Maria in Posterula, lado oposto da cidade.

O último membro da Congregação a fazer profissão religiosa no templo de São Mateus foi o frade Agostinho Orsetti. Com idade avançada e sentindo a proximidade da morte, recebia as visitas de um jovem amigo, Miguel Marchi, a quem lembrou por diversas vezes da Virgem do Perpétuo Socorro: “Não te esqueças, Miguel, - disse ele - que a imagem que está na capela é a mesma que foi por muito tempo venerada em São Mateus. Quantos milagres sucederam!”. Mais tarde, quando o jovem já pertencia à Ordem dos Redentoristas, ouvindo que um confrade seu encontrara documentos preciosos, relatou tudo o que ouvira do Frei Orsetti a respeito do quadro.

Passado algum tempo, o Papa Pio IX chamou para Roma os redentoristas, e nessa ocasião veio à tona a questão sobre a santa imagem. Os padres redentoristas solicitaram ao Papa que o quadro fosse colocado na Igreja de Santo Afonso, construída no mesmo lugar em que estivera a Igreja de São Mateus, ora destruída pela guerra. Atendendo ao pedido, o Papa disse: “É a nossa vontade que a imagem da Santíssima Virgem volte para a Igreja localizada entre Santa Maria Maior e São João de Latrão”. Ao mesmo tempo, deu ordem aos redentoristas que divulgassem a devoção ao mundo inteiro. No dia 26 de abril de 1866, a imagem foi solenemente levada em procissão para o local de sua escolha, a Igreja de Santo Afonso, grande apóstolo e defensor de Maria. A devoção hoje encontra-se presente no mundo inteiro e milhões de cópias foram reproduzidas em todo o globo.

REFLEXÕES

O quadro de Nossa Senhora do Pertétuo Socorro resume, em poucos detalhes, um leque enorme de mensagens. A estampa expressa símbolos altamente significativos da fé: devoção mariana, Nascimento, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. A figura do Menino Jesus remonta o seu divino Nascimento. Ao mesmo tempo, a atitude do Menino diante da visão aterradora, O transporta à mesma sensação que iria sentir no Horto das Oliveiras. Busca Ele, no colo de Maria, Sua Mãe, socorro, proteção, consolo e segurança. Este é o ângulo do espectador em relação ao quadro. Um segundo ângulo, porém, do quadro para o espectador, ou de Maria para a humanidade, traduz um significado tão profundo quanto o primeiro: Maria se coloca como referência diante dos nossos pecados, intercedendo por nós junto a Jesus. Diante dos nossos sofrimentos, Ela é o nosso colo, nossa segurança, nosso Perpétuo Socorro. A riqueza de informações atinge extrema magnitude. Deve ser mesmo reprodução de um quadro de São Lucas, pois quase não dá para conceber como tantas informações possam caber em tão pouco espaço: 1) Parte superior - iniciais em grego para "Mãe de Deus"; 2) Auréola - colocada em 1867 a pedido do Vaticano pelos milagres atribuídos a Ela; 3) Estrela no Véu - Ela, a Estrela do Mar, que traz a Luz ao mundo e a Luz que nos conduz ao porto Seguro da Eternidade; 4) Inicial em grego sobre o arcanjo Miguel - que apresenta a lança, a esponja e o cálice da Paixão; 5) Inicial em grego sobre o arcanjo Gabriel - que apresenta a Cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus; 6) Os olhos de Maria - grandes e voltados para nossas necessidades; 7) A boca pequena de Maria - recolhimento e o silêncio; 8) Iniciais gregas acima do Menino, que significa "Jesus Cristo". 9) Túnica Vermelha - distintivo das virgens no tempo de Nossa Senhora; 10) De mão dada com o Menino - Mão de consolo de Maria, significando também sua intercessão em favor dos homens; 11) Manto azul escuro - Maternidade e Virgindade de Maria; 12) Mão esquerda de Maria - apoio e sustento à humanidade; 13) Fundo Amarelo - representa o ouro, simbolizando a glória do Paraíso; 14) Sandália caída - nosso consolo ante as dificuldades e atropelos da vida.

terça-feira, 24 de junho de 2014

São João Batista, rogai por nós.


O arcanjo Gabriel, apresentou-se diante de Zacarias na Igreja que cuidava e disse-lhe que suas orações haviam sido ouvidas e em conseqüência, sua mulher, que era estéril e de idade avançada, ia a conceber e lhe daria um filho. (Lucas 1) (Mateus 11). E agregou: “Tu lhe darás o nome de João e será para ti objeto de júbilo e alegria; muitos se regozijarão por seu nascimento posto que será grande diante do Senhor”.
Mas Zacarias duvidou e assim perdeu a voz. Quando o porta-voz da redenção nasceu, e Zacarias escreveu num tabuinha: “Seu nome é João”, o sacerdote recuperou imediatamente a fala e entoou o esplêndido hino de amor e agradecimento conhecido como “Benedictus”, que a Igreja repete diariamente em seu ofício. São João Batista, embora concebido no Pecado Original, foi dele purificado antes de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem, que por sua vez portava no seio o Salvador.

“Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista…De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (Mt 11,11-14)
Por isso, São João Batista é o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia – além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado. Dele é difícil dizer coisa melhor do que aquela que os Evangelhos referiram. 

São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito: “Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente…” ( Lc 1, 15)
Oração:
São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor. Fazei penitência, porque no meio de vós está quem vós não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo".
São João, pregador da penitência, rogai por nós.
São João, precursor do Messias, rogai por nós.
São João, alegria do povo, rogai por nós. Amém.

Santo Anjo um presente de DEUS


O Livro de Tobias é  portador de uma verdade tão profunda, mas, infelizmente, tão esquecida hoje: a existência de nossos Anjos da Guarda! Estes primeiros nascidos do coração de Deus, estes primeiros raios de sua glória, estes primeiros sinais de sua ternura, estes seres que são somente luz e amor. 
A existência dos Anjos são fonte de alegria para Deus. Para aqueles que sabem acolher a presença discreta e vigilante destes Anjos, eles são cheios de delicadezas. Que felicidade é viver na intimidade deles.
Sim, estes príncipes gloriosos nos foram confiados para serem nossos humildes servos, porque Deus tem uma fraqueza por nós que somos mais fracos.

domingo, 22 de junho de 2014

O ANJO DA GUARDA NA VIDA DO BOM LADRÃO



Por Santa Teresinha do Menino JESUS

Vivendo no Carmelo, Santa Teresinha escreveu uma peça teatral intitulada, “A fuga para o Egito”, onde ela trata aspectos muito importantes sobre a missão do Anjo da Guarda. Em fuga, a Sagrada Família encontra abrigo numa caverna onde morava Susana, uma mulher piedosa, esposa de um bandido e mãe do pequeno Dimas que sofria de lepra.

Ao ver o sofrimento de Suzana, por causa da doença do filho, e da preocupação de que o menino seguisse os maus passos do pai, diz-lhe a SS Virgem: "Desde seu nascimento, Dimas é acompanhado sempre por um mensageiro celeste que nunca o abandona. Assim como ele, vós também tendes um Anjo encarregado de vos guardar, dia e noite; ele é quem vos inspira bons pensamentos e as ações virtuosas".

Susana responde: "Ninguém, além de vós, inspirou-me bons pensamentos e ainda não vi o mensageiro do qual me falais". Maria assegura-lhe: "Bem sei que nunca o viste, porque o Anjo ao teu lado é invisível, todavia, ele está aí e é tão real como eu mesma. É graças às suas inspirações celestes que sentistes o desejo de conhecer a Deus e de vê-l'O aproximar-Se de vós. Todo o tempo do vosso exílio na terra, essas coisas serão mistério para vós, mas quando o tempo acabar, vereis o Filho de Deus na Sua majestade, vindo sobre as nuvens do Céu acompanhado de todas as Suas legiões de Anjos" (2o Ato, Cena 6).

Ao fim, Teresinha nos dá a entender que, durante a sua "carreira" de bandido, o Anjo da Guarda de Dimas guardou-lhe fidelidade e ajudou-lhe a reconhecer finalmente a Divindade de Cristo na Cruz e a ter ânsia de ir para Deus, de maneira que, no último momento, com a ajuda do Santo Anjo ele conquistou o Céu e se tornou o Bom Ladrão.

Fonte: Opus Angelorum

domingo, 8 de junho de 2014

São Cirilo e o Dom de Inteligência

São Cirilo nasceu no ano de 315, e foi muito bem formado em Jerusalém. Ordenado sacerdote, poucos anos depois, em 348, já era bispo. Faleceu em 386. Empenhou-se nas catequeses para bem formar o povo de Deus, na verdade e no amor, formando-os também com sua vida. Muitos cristãos cediam às heresias, e Cirilo pagou o preço. Por três vezes foi desterrado sendo que, na última vez, teve que ficar 11 anos fora do seu pastoreio, percorrendo cidades na Ásia, como um peregrino, tendo uma vida cenobítica até que em 362 pôde retornar. São Cirilo ajudou os corações dos fiéis a mergulharem no mistério pascal, que é o coração da fé católica: o Crucificado que ressuscitou. Deixou muito presente para os cristãos do século IV a verdade da Eucaristia. Ele ensinava que era preciso fazer com as mãos, um trono – mão esquerda apoiada sobre a direita, para receber o Corpo do Senhor. E de estarmos atentos aos fragmentos, onde também há a presença real de Jesus.
São Cirilo de Jerusalém é considerado o "protótipo dos catequistas", depois de ser ordenado sacerdote recebeu a tarefa de preparar os catecúmenos para o batismo, tarefa de catequizar os adultos pagãos que desejavam entrar na Igreja Católica. Ele não se interessou pelas grandes especulações teológicas, esforçou-se para explicar a fé em uma linguagem simples.

Com certeza este santo pode nos ajudar a crescer no dom de inteligência e penetrar no profundo sentido das verdades da fé católica.

São Cirilo de Jerusalém, rogai por nós.

Fonte: Os Dons do Divino Espírito Santo - Pe. Ailbe O'Reilly, ORC

POR QUE NECESSITAMOS DO ESPÍRITO SANTO?

Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessários para as suas funções: os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; não porque percam a sua capacidade natural por falta de estímulo para agir - assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o ESPÍRITO, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a DEUS, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento.

Este Dom de CRISTO está inteiramente à disposição de todos e encontra-se em toda parte; mas é dado na medida do desejo e dos méritos de cada um. Ele está conosco até o fim do mundo; ele é o Consolador no tempo da nossa espera; ele, pela atividade dos seus dons, é o penhor da nossa esperança futura; ele é a luz do nosso espírito; ele é o esplendor das nossas almas.

Do Tratado Sobre a Trindade, de Santo Hilário

Foto: POR QUE NECESSITAMOS DO ESPÍRITO SANTO?
 
          Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessários para as suas funções: os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; não porque percam a sua capacidade natural por falta de estímulo para agir - assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o ESPÍRITO, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a DEUS, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento.

        Este Dom de CRISTO está inteiramente à disposição de todos e encontra-se em toda parte; mas é dado na medida do desejo e dos méritos de cada um. Ele está conosco até o fim do mundo; ele é o Consolador no tempo da nossa espera; ele, pela atividade dos seus dons, é o penhor da nossa esperança futura; ele é a luz do nosso espírito; ele é o esplendor das nossas almas.

Do Tratado Sobre a Trindade, de Santo Hilário

Pentecostes

ORAÇÃO PARA PEDIR OS SETE DONS DO ESPÍRITO SANTO

Ó ESPÍRITO SANTO, dai a todos os cristãos o dom da SABEDORIA, para aprender a amar os bens celestiais e preferi-los a todos os bens deste mundo; o dom da INTELIGÊNCIA para serem esclarecidos; o dom do CONSELHO para escolherem sempre o que contribua mais para a glória de DEUS e para ser útil ao próximo; o dom da FORTALEZA para serem firmes no vosso serviço; o dom da CIÊNCIA para conhecerem o caminho que conduz ao céu; o dom da PIEDADE para agirem em tudo com amor; o dom do SANTO TEMOR para evitarem tudo o que Vos desagrade.

Vinde, ESPÍRITO SANTO, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Amém.

Um santo ao nosso lado



É muito importante para o homem ver-se acompanhado de pessoas que o superam em bondade, nobreza de ideais e pelas virtudes que possuem. A vida tornar-se-ia pobre sem tais pessoas. Ao contrário, o homem se enriquece quando se relaciona com pessoas de quem pode aprender algo, imitar suas virtudes e sentir-se estimulado em alguma coisa.
Deus cuidou de colocar uma grande pessoa ao nosso lado, muito santa, que nos ama com um amor muito intenso, que nos conhece muito bem. Que sabe que não fomos criados para este mundo, mas somos chamados à felicidade perfeita com Deus no Céu.
Essa Pessoa é o nosso Santo Anjo da Guarda. Quanto ele quer nos tornar conscientes das realidades espirituais, as quais tão facilmente nós esquecemos, e nos deixamos desanimar! Quanto ele pode nos direcionar, indicando o caminho certo, nos livrando dos tropeços e armadilhas que encontramos por todos os lados!
O Nosso Anjo da Guarda sabe o caminho para a casa do Pai e quer caminhar conosco numa amizade confiante, verdadeira e alegre. Reze cada dia pedindo a sua proteção:
SANTO ANJO DO SENHOR, MEU ZELOSO GUARDADOR, SE A TI ME CONFIOU A PIEDADE DIVINA, SEMPRE ME REGE, GUARDE, GOVERNE, E ILUMINE. AMÉM!


Opus Sanctorum Angelorum.

domingo, 1 de junho de 2014

Angelus - 01/06/2014


O Papa Francisco dedicou sua alocução deste domingo à solenidade da Ascensão do Senhor.



Diante de uma Praça S. Pedro com cerca de 60 mil fiéis, sob um sol de verão, o Pontífice identificou no verbo “partir” a palavra-chave da festa deste domingo. 

No Evangelho de Mateus, Jesus deixa aos seus discípulos o convite a ir, a partir para anunciar a todos os povos a sua mensagem de salvação. Jesus parte rumo ao Pai e recomenda aos discípulos de partirem rumo ao mundo.

“Não se trata de uma separação, porque Ele permanece sempre conosco, numa nova forma”, explicou o Pontífice. Com a sua ascensão, o Senhor captura o nosso olhar para as alturas do Céu, para nos mostrar que a meta do nosso caminho é Ele. 

Contudo, Jesus permanece presente e operante nas vicissitudes da história humana com a potência e os dons do Espírito. “Mesmo que não o vejamos com os olhos, Ele está presente, inclusive hoje nesta Praça”, disse o Papa à multidão.

Quando volta para o Céu, Cristo leva ao Pai um presente, que são as suas chagas. E no momento em que as vê, o Senhor sempre nos perdoa. Não porque somos bons, mas porque Ele pagou por nós. Olhando as suas chagas, o Pai se torna mais misericordioso. Este é grande trabalho de Jesus hoje no Céu: mostrar ao Pai o preço do perdão. É algo belo que nos impulsiona a não ter medo de pedir perdão; o Pai perdoa sempre.

Jesus, prosseguiu Francisco, está presente também mediante a Igreja. Quando recomenda aos discípulos que saiam, trata-se de um mandato preciso, não de algo facultativo. A Igreja nasceu “em saída”, inclusive as comunidades de clausura, que estão “em saída” com a oração. 

E concluiu: 

Sem Jesus, sozinhos, não podemos fazer nada. Nossas obras, recursos e estruturas não são suficientes. São ineficazes. Por isso, devemos ir ao encontro das pessoas para dizer quem é Jesus. 



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/
do site da Rádio Vaticano