Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

História do Anjo da Guarda


Domingos Sávio


Domingos Sávio que ganhou os corações de seus colegas em todo o mundo não só porque viveu uma vida pura e angelical, mas também por ter tido contato íntimo com o seu companheiro celeste desde a sua infância. De sua biografia, tiramos, uma experiência interessante:
Teresa, irmã de Domingos Sávio, recordou: "Eu me lembro da minha irmã Raimondina  dizendo que quando ela era uma jovem, caiu em um pequeno lago muito cheio e ameaçou a afogar. Meu irmão (Dominic) correu e me salvou. Questionado por algumas pessoas que estavam presentes, como pode salvá-la, já que ele era  mais esguio enquanto ela era muito desenvolvida; segundo ele, não foi apenas minha força própria que saiu bem sucedidos. Porque enquanto um braço segurou a sua irmã, do outro lado, fui ajudado por meu Anjo da Guarda ".
(Teresio Bosco, A vida de Domingos Sávio, 24s)

Mensajero de Paz


No momento em que o querido e amado Papa Bento XVI deixa o Pontificado, queremos agradecer de todo o nosso coração a Deus por nos ter dado este “humilde servo da vinha do Senhor”; homem simples, corajoso, fiel a Jesus Cristo e à Sua Igreja.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Anjo Guardião - música


LETRA:
Deus confiou a mim tuas lágrimas
Me deu a missão de estar contigo aonde for
Te socorrer quando andares mal
Ser teu conforto quando sentires dor
Sou mais que um amigo, sou teu anjo guardião
Aquele que te leva ao céu, te carrego pela mão

E sempre serei os teus olhos quando a dor te cegar
Te levo em meu colo se o teu passo falhar
Serei um elo entre o céu e você
Pra sempre serei tua luz se a escuridão te assustar
O abraço e o ombro pro teu pranto rolar
Serei um elo entre o céu e você
Sou teu anjo guardião

Deus confiou a mim teus segredos
Tudo do teu coração pra que eu possa te ajudar
Ser teu abrigo quando a chuva vir
Ser teu apoio pra não te deixar cair
Sou mais que um amigo, sou teu anjo guardião
Aquele que te leva ao céu, te carrego pela mão

Vou te abraçar com minhas asas
Levarei teu coração ao coração de Deus

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI

A renúncia do Papa Bento XVI suscitou na mídia e em boa parte dos fiéis, especulações acerca de profecias apocalípticas sobre o futuro da Igreja. Dentre elas, a que mais chamou a atenção foi a famosa "Profecia de São Malaquias" que, segundo a lenda, anunciava o fim da Igreja e do mundo ainda neste século. Apesar dessas previsões catastróficas alimentarem a imaginação de inúmeras pessoas, a verdade é que elas carecem de fundamento e lógica, como já demonstraram vários teólogos.
Não é sobre profecia que quero falar aqui, não é sobre a especulação sobre este assunto e tão pouco divulgar nomes de papáveis, muitos começam a escolherem seus candidatos. O que realmente eu quero falar neste post é sobre um grande amor a Deus e à sua Igreja expresso por Bento XVI.
Mas, vou revelar o meu candidato: aquele que aparecer vestido de branco no balcão da Basílica de São Pedro após o "Habemus Papam". Eu quero é este!


Cum sanctis Angelis.



Por trás da renúncia



A Igreja é repleta de mistérios, sendo ela mesma um mistério, como um sacramento, no qual uma coisa é o que aparece, outra é o que realmente é. E a Igreja, à semelhança de seu Divino Fundador, tem sua parte divina e humana. Divina na sua instituição, doutrina e graça salvífica que nos transmite, e humana nos seus membros, muitas vezes pecadores, ela “é ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificação” (L.G. 8).
Pessoas nem sempre imbuídas de espírito de Fé especulam os problemas da Igreja católica, demasiadamente focados na sua parte humana, organizacional e estrutural, esquecendo-se da parte divina, muito mais importante, e a presença nela do seu Fundador, que a assiste através do Divino Espírito Santo. Mas, há já dois mil anos, ela “continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus” (L.G. 8).


Mas afinal o que há por trás da renúncia de Bento XVI. Além dos motivos visíveis, apontados pelo próprio Papa – “forças já não idôneas, vigor do corpo e do espírito, devido à idade avançada” – existem outros fatores ocultos. Todos estão curiosos e eu vou lhes revelar o que realmente está por detrás dessa atitude do Papa.
Só é capaz de renunciar a esse cargo de tal importância e influência quem, olhando muito além das perspectivas humanas, tem uma profunda Fé em Deus, na divindade da sua Igreja e na assistência daquele do qual o Papa é o representante na terra: “confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo” (Bento XVI).
E como a Fé é a base da Esperança e da confiança, por trás dessa renúncia há uma sublime confiança em Deus: a barca de Pedro não soçobrará nas ondas desse mar tempestuoso, nem depende de nós para isso: “as forças do Inferno não poderão vencê-la” (Mt 16, 18).
Por trás dessa renúncia, vemos um grande amor a Deus e à sua Igreja: “uma decisão de grande importância para a vida da Igreja”, como disse ele. 


Um grande desapego do alto cargo e influente posição, declarando-se apenas um humilde servidor, uma profunda humildade, não se julgando necessário e reconhecendo a própria fraqueza e incapacidade, de corpo e de espírito, para exercer adequadamente o ministério petrino, e ao pedir perdão – “peço perdão por todos os meus defeitos”.
Ao lado do heroísmo do Beato João Paulo II de levar o sofrimento pessoal até o fim, temos o grande heroísmo de Bento XVI de renunciar por amor à Igreja, para evitar qualquer sofrimento para ela. No começo da Igreja, no tempo das perseguições, houve cristãos que resolveram ficar onde estavam e enfrentar o martírio. Exemplo de fortaleza. Houve outros cristãos, que temendo a perseguição e a própria perseverança, acharam melhor fugir da perseguição e se refugiar no deserto, para rezar e fazer penitência, longe do mundo. Exemplo de humildade. Houve santos de ambas as posturas, os que enfrentaram e os que se retiraram. Heroísmo de fortaleza e heroísmo de humildade, frutos da Fé. A Igreja é feita de heróis da Fé!

Fonte: Dom Fernando Rifan - Bispo da Administração Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/2013/02/por-tras-da-renuncia.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Monte Sant'Angelo




Nos fins do século V, quando na cadeira de São Pedro regia a Igreja o Papa São Gelásio, um pastor que apascentava uma manada de vacas no alto do Monte Gargano, na Itália, província da Apúlia, querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual retrocedeu com a mesma velocidade, vindo ferir quem a lançara.
Este fato causou admiração nos que presenciaram este acontecimento e a notícia foi longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha.
Julgou ele tratar-se de algum misterioso sinal da parte de DEUS e ordenou um jejum de três dias em toda a diocese, pedindo ao SENHOR se dignasse revelar-lhe do que se tratava. DEUS escutou as orações do Prelado e, passados três dias, apareceu- lhe o Arcanjo São Miguel declarando-lhe que o SENHOR queria que a ele, Anjo tutelar da Igreja, e aos outros Anjos, se edificasse naquela caverna, onde se manifestou o prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como Anjo custódio da Igreja Católica.

Tendo o Bispo comunicado ao povo a visão que tivera e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com muita gente, observar o local. Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso que pôr um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios. Levantado o altar, o Bispo consagrou-o. Todos os povos vizinhos acudiram para a cerimônia cheios de alegria e a festa durou vários dias.
Nunca mais até hoje se deixou de celebrar ali a Santa Missa, como também os outros ofícios litúrgicos, e DEUS consagra este lugar através dos séculos, com graças e milagres de toda a espécie, em favor dos que lá acorrem, doentes de corpo e alma, mostrando quanto Lhe é grata a devoção em honra do glorioso arcanjo São Miguel que defendeu, quando da revolta de lúcifer, a fidelidade ao DEUS Uno e Trino, soltando este grito: AMIGOS, QUEM É COMO DEUS?


O Santuário do glorioso Arcanjo na gruta do Monte Gargano, é considerado um dos mais célebres e devotos de todo o Mundo. A Igreja, para atestar este fato histórico, marcou para o Calendário Litúrgico Universal a Festa Comemorativa desta aparição, no dia 8 de maio. Esta festa foi obrigatória para toda a igreja até à nova reforma litúrgica após o Concílio Vaticano II.

Atualmente, só é obrigatória na diocese de origem e em alguns calendários particulares.O Monte Gargano onde está este santuário, fica perto do convento de Nossa Senhora da Graça, onde viveu e morreu o célebre estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina, falecido há pouco, em odor de santidade.

Dois anos depois da primeira aparição do Arcanjo São Miguel no Monte Gargano, quando da invasão da armada do rei godo Odoacro, São Lourenço, Bispo de Síponto, diocese a que pertencia Gargano, subiu ao local para pedir proteção a São Miguel que ali pedindo ao povo que o acompanhasse na oração e no jejum e se aproximasse dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. Na aurora do dia 29 de setembro do ano 492, estando o Bispo em oração, apareceu-lhe São Miguel, prometendo-lhe a vitória mas dando ordens para que não se atacasse o inimigo antes das quatro horas da tarde, a fim de que o sol fosse testemunha do seu poder. À hora fixada, os sipontinos saíram da cidade ao encontro dos bárbaros. O céu estava sereno. Mas eis que se ouviu um grande trovão, uma nuvem espessa cobriu o Monte Gargano. 



São Miguel desprendeu dessa nuvem flechas inflamáveis e fez compreender que a tempestade fustigava os bárbaros que, espavoridos, fugiram em debandada. Estas flechas não atingiram os sipontinos que perseguiam os invasores até perto de Nápoles.
O Bispo com o povo subiram à gruta do Arcanjo e todos viram, à entrada, os traços dos pés de um homem, gravados na rocha, indicando a presença de São Miguel.Com lágrimas nos olhos, todos beijaram comovidos estes traços, que eram testemunhas da presença angélica que os defendera.

A terceira aparição de São Miguel deu-se deste modo: No dia 8 de maio de 493, São Lourenço, o Bispo de Siponto foi com o povo ao Monte Gargano, à entrada da gruta, para agradecer a DEUS, a aparição de São Miguel. Tinha um grande desejo de lá entrar para celebrar o Santo Sacrifício da Missa, mas por respeito, não entrou.

Como o Papa São Gelásio se encontrava numa localidade perto, onde fora no seu múnus pastoral, mandou-lhe emissários a expor-lhe o assunto de transformar a gruta num santuário. O Santo Padre disse que se devia escolher o dia 29 de setembro, dia da vitória sobre os godos, para se dedicar a igreja localizada na gruta, fazendo dela um templo em honra a São Miguel e aos Anjos. Recomendou que se fizessem preces públicas para conhecer a vontade do Arcanjo.


Estas preces foram ouvidas e São Miguel apareceu pela terceira vez a São Lourenço, Bispo de Siponto, e disse: "Cessa de pensar mais, decide-te a consagrar a minha gruta que eu escolhi para meu domínio e que consagrei com os meus Anjos; tu verás os sinais ardentes desta consagração, a saber: a minha imagem colocado por mim, o altar edificado pelos Anjos, meu manto e minha Cruz. Esta noite, tu e mais sete bispos, entrareis na minha gruta para aí rezardes com a minha assistência. Amanhã celebrarás o Santo Sacrifício da Missa e comungarás com o povo. Haveis de ver quantas bênçãos espalharei neste tempo." 
Tudo se fez como São Miguel recomendou. Penetrando na gruta, viram a imagem milagrosa de São Miguel lutando contra lúcifer, o altar armado com uma Cruz de cristal com cinco palmos, um manto cor de púrpura, símbolo do Amor de DEUS, e no fundo uma fonte milagrosa. O Bispo celebrou a Missa, deu a Sagrada Comunhão ao povo. Em seguida, mais três altares foram consagrados na gruta. O Papa mandou então que este fato passasse a ser celebrado na Igreja Universal no dia 29 de setembro de cada ano. A Basílica de São Miguel no Monte Gargano, é a única no Mundo que ele próprio e os seus Anjos consagraram.

Este local é ainda hoje um dos mais célebres da cristandade e onde se realizam mais conversões e curas do corpo e da alma. A assistência religiosa está atualmente confiada aos filhos de São Bento, os monges beneditinos.


Muitos Sumos Pontífices têm ido em peregrinação a este Santuário, e no mês de maio de 1987, ali esteve também o nosso Papa João Paulo II.
Palavras ditas por JESUS CRISTO à Carmela de Milão, célebre carismática dos nossos dias, filha espiritual do célebre Padre Pio de Pietrelcina, falecido em odor da santidade, já com o processo de beatificação em Roma, e que eu tive a felicidade de o conhecer pessoalmente:
"Invoca muitas vezes o arcanjo São Miguel que se encontra à cabeça dos 9 coros angélicos, e que o meu Vigário, pela vontade do ESPÍRITO SANTO, quis estabelecer como defensor da Igreja.

Dirige muitas vezes o teu pensamento para ele, porque grande é o seu poder e a sua força. Ele é o terror dos anjos rebeldes que venceu na terrível batalha dos Anjos bons contra os maus e que os precipitou no abismo. Ele defendeu infatigavelmente a Igreja contra as heresias e ajuda toda a alma que o invoque com devoção e amor, a vencer as batalhas da vida, sobretudo, contra os demônios.

Ele é o Arcanjo da humildade e alegra-se em ensinar a prática desta virtude aos homens que lhe pedem.O seu brado: "QUEM É COMO DEUS?" que significa o seu nome, é mais adequado para exprimir a virtude tão necessária da humildade, que consiste no conhecimento da grandeza de DEUS ante o vosso nada. Pela sua intercessão pede a humildade para todos os homens da Terra. Reza-lhe não só pela Igreja, mas também por todas as nações, para que ele de novo traga a paz ao Mundo, onde os demônios vão semeando uma horrenda carnificina. Estabelece-o como defensor da tua casa, para que ele afaste o maligno e todos os males, sejam eles quais forem."


Um pouco de história:


Em meio ao Parque Nacional do Gargano,na província de Foggia, Itália, às margens da Floresta Umbra, Monte Sant’ Angelo atrai o olhar do visitante desde longe pelas suas pequenas casas brancas colocadas em fila no vertente. De lá se goza de um sugestivo panorama sobre o golfo de Manfredonia.



O seu nascimento se coliga com a aparição do Arcanjo Miguel em uma gruta no 8 de maio de 490 e de outras (492 e 493) que, fizeram desse lugar um ponto de devoção e meta de peregrinação.




Foram esses últimos a fazer de Monte Sant`Angelo um ponto religioso do próprio estado, decretando assim o Santuário Nacional tornandorse meta de peregrinos, papas, santos, reis e imperadores.
Aqui terminava a via Sacra que unia Mont Saint Michel na França à Monte Sant’ Angelo.
No IX, deu- se início a construção do Castelo depois ampliado pelos normandos.
O santuário, saqueado pelos saracenos em 871, como toda a Puglia teve que sofrer mais de um século de confrontos entre longobardos e bizantinos a fim de conhecer finalmente uma fase de paz com o início do domínio dos normandos (XI). Foram eles mesmos a construirem as muralhas a fim de proteger o burgo e a magnífica Torre dos Gigantes. 
Tornou- se cede do baronato da família Grimaldi em 1552 e, assim permaneceu até 1802, ano pelo qual passou ao Cardinal Ruffo di Calabria por vontade dos Borboni.
Em 1861, depois do final do Reino das Duas Sicílias, pela intervenção sabauda e das tropas comandadas por Garibaldi, a Puglia e Monte Sant’ Angelo entraram a fazer parte do Reino da Itália.


                                             


A visita a esse burgo fascina e, é impressionante a sua riqueza e densidade de obras arquitetônicas românicas: partindo do Santuário de San Michele Arcangelo, de onde é possível admirar a arte escultórica do arquidiácono Acceptus (XII) ao lado da qual se tem a Torre dos Giganti.
Os restos da Igreja de S. Pietro (XII) conservados na Tumba de Rotari, na realidade um Batistério românico dedicado a San Giovanni. E, ali perto, é possível visitar a românica Igreja de Santa Maria Maggiore (XII) com uma bonita fachada e afrescos ao seu interior (XII- XIV). A visita então se conclui ao Castelo, uma testemunha incrível de um passado distante (IX , remanejado diversas vezes), de onde é possível admirar um panorama único de toda a região.
A mais ou menos dois quilômetros de Monte Sant’ Angelo é possível visitar a Abadia de Santa Maria de Pulsano, construída em 591 sobre os restantes de um templo pagão dedicado ao herói- vidente Calcante.


Fonte: http://comunidadealiancaeterna.blogspot.com.br/2013/02/monte-santangelo.html

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Pai Nosso e o Mistério dos Santos Anjos


Parte I
Jesus nos ensina a orar
"Um dia, num certo lugar, estava Jesus a orar. Terminando a oração,
disse-lhe um de seus discípulos:
'Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou a seus discípulos " 
(Lc 11, 1-3) .
Por meio dele nos tornamos filhos de Deus e devemos viver em comunhão com Ele, assim como os santos anjos no céu (cf. Hb 12,22 f) . E é isso que devemos compartilhar com eles: a vida com Deus, uma vida em oração. Jesus evidentemente teve uma comunhão perfeita com o Pai celestial. Ele veio ao mundo para nos ensinar sobre o Pai e para nos levar a participar da Sua união pessoal com o Pai. Não é de estranhar, então, que Jesus prontamente ensinou seus discípulos a orar. Praticamente, Ele ensinou-lhes o "Pai Nosso". Esta oração contém tudo o que precisamos para aspirar, a fim de alcançar a vida eterna em Deus. Ele inclui a doutrina essencial dos evangelhos. É por isso que Tertuliano chamou-o "evangelho breve". E Santo Agostinho conclui:

 "Executar através de todas as palavras da oração santa [nas Escrituras], e eu não acho que você vai encontrar nada neles que não está contido e incluído na oração do Senhor" 


 Os Anjos oram conosco
 O "Pai Nosso" direciona a nossa atenção para Deus e Seu Reino nas primeiras três petições, e só então trata de nossas necessidades. A estrutura de sete vezes, ou petições, desta oração nos oferece um excelente curso de formação espiritual. Afinal, se a Oração do Senhor é uma recapitulação de todo o Evangelho; se ele contém os fundamentos da nossa fé e da vida espiritual; se inclui (implora) as sete coisas mais necessárias para a vida eterna; e, se os Santos Anjos tem algo importante para contribuir com o nosso bem-estar espiritual, isto certamente se tornará evidente nesta oração.
Na verdade, eles, pela fé que temos, que Deus enviou-os como espíritos mensageiros, para ajudar aqueles que são chamados a ser herdeiros da salvação (cf. Hb 1,14). Assim, usando a oração do Senhor, podemos refletir sobre a nossa união com os Santos Anjos e como podemos receber os benefícios de seus ministérios. Podemos esperar uma mini-antologia da obra dos santos anjos no plano divino de salvação.

Invocar a Deus como "Pai Nosso"
 A primeira questão que surge em conjunto com a Oração do Senhor é esta: Com que direito e título vamos invocar a Deus como "Pai nosso"? E ainda mais, pode o Santos Anjos em qualquer chamado, sentido genuíno, a Deus como seu pai? St. Thomas cita três razões ou justificativas para nos chamar Deus de "Pai nosso". A primeira razão é o fato de sermos criatura. A segunda, é a providência que Deus exerce sobre suas criaturas, que pontes entre a graça e a natureza, pois pela providência chegamos à nossa meta sobrenatural. A terceira razão, tem a ver exclusivamente com o fim da graça e da fé. 

Criado à semelhança de Deus
Primeiro de tudo, Deus criou -nos à Sua imagem e semelhança. Esta semelhança de Deus reside no fato de que nós, anjos e homens, foram dotados de um intelecto e vontade, podemos conhecer e amar como Deus faz. Assim, o autor do Deuteronômio argumenta que Deus é nosso Pai do fato da criação: "Ele não é seu Pai, que deu em você e te fez e criou?" (32,6) . Este argumento sobe por meio de uma certa analogia ou comparação da realidade da natureza para que de graça. Esse conhecimento nos ajuda a entender muito sobre Deus.
Quanto a esta imagem criada e natural e semelhança de Deus em nós, é evidente que os anjos se assemelham muito a Deus mais perfeitamente do que nós, uma vez que sua inteligência e vontade são naturalmente mais perto de Deus do que o homem. Como Deus são puros espíritos, pois eles são imortais e estão fora do tempo. São Boaventura chamou de "espelhos do Divino perfeições", em que a alma pode refletir a perfeição de Deus. Esta imagem de um espelho não é certamente original com ele, mas remonta, pelo menos, a Dionísio, que escreveu: "O Angel é uma imagem de Deus, uma manifestação do oculto [Divino] luz, um puro, mais claro, não contaminado, espelho sem mancha imaculada recebendo toda a beleza [embora não totalmente] da bondade divina. "O que se vê, é claro , no espelho não é o espelho, mas o objeto refletido, ou seja, Deus. O prefácio da missa dos Anjos comemora o fato de a beleza angelical e como o seu conhecimento pode levar-nos mais perto de Deus: "Ao elogiar seus fiéis Anjos e Arcanjos, também louvar sua glória, pois em honrá-los, nós honramos você, seu criador. seu esplendor nos mostra sua grandeza, que excede em bondade a toda a criação. " Parece que é devido a este esplendor de sua natureza intelectual, espiritual que os Anjos são ocasionalmente chamados 'filhos de Deus' na Sagrada Escrituras.
Entendemos, portanto, que o salmista exclama: "À vista dos Anjos, eu vou cantar seus elogios, meu Deus" (Sl 137,1) , tanto para o homem e Angel pela sua posição semelhança natural como filhos diante de Deus, como sua origem ou 'pai'.

A Providência Paternal de Deus
Intimamente ligada ao fato da criação, é o momento posterior da Divina Providência. Deus cuida de tudo o que Ele criou com amor providente, como um pai cuida de sua família. Assim, o autor do Livro da Sabedoria exclama: "É a sua providência, ó Pai, que dirige o curso do navio" (Sb 13,3) , em que ele compara o curso da criação a viagem de um navio. E se alegra o salmista: "Como um pai tem piedade de seus filhos, assim, o Senhor tem compaixão dos que o temem" (103,13) . Em Suas providência Deus  corrige assim como um pai: "O Senhor repreende a quem ama, como um pai ao filho a quem quer bem"(Prov 3,12) . Jeremias acentua o lado cordial desse relacionamento quando ele escreve em nome de Deus:"com consolações vou levá-los de volta, vou fazê-los andar por ribeiros de águas, em caminhos retos em que não tropeçarão, porque sou um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito " (31,9) .
Os Anjos também são beneficiários desta bondade paterna de Deus, como o Catecismo ensina: "A verdade de que Deus está trabalhando em todas as ações de suas criaturas é inseparável da fé em Deus, o Deus Criador é a causa primeira que opera através de causas secundárias: "Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer e trabalhar para a sua boa vontade" (Fl 2,13) ​​Longe de diminuir a dignidade da criatura, esta verdade realça-Drawn do nada pelo poder de Deus. Sabedoria e bondade, não pode fazer nada se for cortada de sua origem, pois "sem um Criador, a criatura desaparece"(Gaudium et Spes 3) . Ainda menos pode uma criatura atingir seu fim último sem a ajuda da graça de Deus. " No caso dos Anjos, que foram julgados no início do mundo, a passagem do estado de criação para o estado de glória foi muito breve, quando o Santos Anjos "virou-se para o bem supremo, com a ajuda da graça [que tal] foram confirmados e aperfeiçoada em glória " atesta como São Boaventura.
Uma vez confirmado na glória, os próprios anjos são servos da providência paternal em nosso favor:"Bendito seja o Senhor, ó vós os Seus Anjos, os poderosos que fazem a Sua palavra ... Bendito seja o Senhor, todos os seus exércitos, seus ministros que fazem Sua vontade " (Sl 103,20-21) . Neste sentido, São Paulo ainda se refere a uma paternidade certa entre os anjos quando ele afirma que toda a paternidade no céu e na terra deriva da paternidade de Deus (cf. Ef 3,15) . São Tomás explica que a paternidade só existe vida inteligente ou seres, sendo que ambos estão perfeitamente unidos no Deus vivo, que gera um filho, que é ao mesmo tempo o Logos, a Palavra de Deus. Em nossa natureza humana o pai gera seus filhos fisicamente e espiritualmente, gerando e educando-os. Nos espíritos puros, não há, é claro, nenhuma geração física, mas espiritualmente não só 'conceber' em suas próprias mentes, mas "gerar" conhecimento nos Anjos e homens abaixo deles por iluminar com a luz divina.
Desde que a vida não se refere apenas ao fato substancial de existência, mas também para os atos da vida, de viver mais perfeita e totalmente, segue-se, "que quem induz (leads), outro para qualquer ato da vida de tal forma que eles agem, entendem vontade e amar bem, pode ser dito que para ser seu pai. Certamente, essa é a missão dos anjos em nosso nome, e por isso, neste sentido espiritual, eles exercer uma paternidade sobre nós. Mas eles mesmos não têm nada de espiritual ou sobrenatural que não serão os primeiros a receber de Deus. Como São João da Cruz ensina: Esta sabedoria [o fogo e a luz do amor divino] desce de Deus através das primeiras hierarquias [dos Anjos] até o último, e a partir destes homens para os últimos". Por isso, eles mesmos são os primeiros beneficiários desta providência paternal de Deus.

Filhos de Deus, através da graça de Cristo
O principal motivo, no entanto, por que temos o privilégio de chamar a Deus nosso Pai, é porque Ele nos fez para participar da filiação de seu Filho unigênito. O mistério de Deus-Pai de quem toda a paternidade no céu e na terra tem o seu nome (cf. Ef 3,15), foi-nos revelado somente em Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado. Mas não é apenas uma denominação agradável, mas o fato de nossa nova identidade: "Vede que grande amor o Pai nos concedeu, a ponto de sermos chamados filhos de Deus, e como nós somos"(1 Jo 3,1) . O Pai "nos predestinou para sermos seus filhos por meio de Jesus Cristo" (Ef 1,5) . Isto ocorre pelo Sangue de Cristo derramado por nós na cruz, e por nosso Batismo na sua morte e ressurreição, e assim nos tornamos com Cristo filhos de Deus e herdeiros do céu (cf. Rm 8,17) . Esta comunhão transformadora com Cristo pela graça nos faz verdadeiramente participantes da natureza divina (cf. 2 1,4 PT). Com a graça também recebemos o "Espírito de filiação '. "Quando choramos, 'Abba, Pai!" é o próprio Espírito testemunhando com o nosso espírito que somos filhos de Deus! " (Rm 8,14-15) . Como o Catecismo ensina: "A graça é uma participação na vida de Deus. Introduz-nos na intimidade da vida trinitária." 
É claramente o mistério da graça divina e nossa incorporação em Cristo que faz o "Pai Nosso" o direito exclusivo e privilégio da Igreja. Todo apelo a Deus como Pai é realmente apenas uma comparação imperfeita, mas na graça que compartilhamos na filiação do Filho eterno do Pai, e invocar a Deus como nosso Pai, de partilhar a vida da Santíssima Trindade. Isto é certamente uma grande dignidade e privilégio.

A Graça dos Anjos
Mas o que dizer dos Anjos? "Pelo Batismo, o cristão participa da graça de Cristo, a Cabeça do Seu Corpo. Como" filhos adotivos "podemos doravante chamar a Deus" Pai ", em união com o Filho único." Como é que este mistério da graça sobrenatural e adoção aplicar e se relacionar com os anjos?Como eles estão relacionados a Cristo? E, finalmente, em que sentido pode se chamar Deus de "Pai"?
Primeiro, os Santos Anjos certamente apreciam a perfeição da graça santificante e glória, que é a causa formal pelo qual as criaturas participantes da natureza divina. Neste sentido, Jesus nos ensina que os anjos no céu constantemente contemplar a face do Pai Celestial (Mt 18,10) . Quando São Paulo afirma que todas as coisas no céu e na terra, serão restabelecida em Cristo (cf. Ef 1,10) , ele ensina que o santo Anjos fazem parte do seu Corpo Místico, do qual Cristo é a Cabeça (cf. Ef 1 , 21ff) . Tendo a plenitude e o primeiro lugar em todas as coisas da Igreja (cf. Col 1,18 ss) segue-se que a graça dos Anjos não é apenas subordinado a graça de Cristo, mas que questões de sua graça. Divinamente isso está claro porque, como Deus, Cristo é aquele que esta com o pai. Mas St. Thomas explica ainda que também devido à sua proximidade com Deus, mesmo na Sua humanidade, tal plenitude de graça foi dada a Cristo, para que toda a graça e os efeitos da graça (por exemplo, as virtudes, a luz espiritual e o fogo de amor) devem fluir dele para todos os outros, a partir de um único princípio universal da graça. Esta é a forma como ele entende o texto de São João: "Da sua plenitude todos nós recebemos" (Jo 1,18) , ou seja, não apenas os homens, mas que "Cristo como homem é a causa de todas as graças que podem ser encontrados em todas as criaturas intelectuais", nos homens e nos Anjos! "Desde que Cristo infunde em uma determinada maneira em todas as criaturas racionais os efeitos da graça , segue-se que Ele é, de certa forma, o princípio de toda a graça de acordo com a Sua humanidade, assim como Deus é o princípio de todo ser. Assim, como em Deus toda a perfeição do ser é unido, mesmo assim em Cristo pode ser encontrada toda a plenitude da graça e virtude, de tal forma que ele pode não só levar os outros para as obras de graça, mas a graça em si. E este é o sentido [de Cristo] sendo Cabça [da Igreja]. " 
São Bernardo de Claraval, que é um pouco mais retórico em sua abordagem, chega a uma conclusão semelhante. Ele afirma: "Você quer saber como havia uma redenção para os anjos!" - O problema, claro, é que nunca os anjos bons caíram em pecado, e os anjos caídos nunca poderia subir de volta para a graça -"Ouça atentamente aquele que ressuscitou o homem caído concedida ao anjo que permaneceu de pé, que ele não vacile! . Assim, Cristo retirou do  cativeiro, e segurou a parte de trás uma outra do cativeiro. E por esta razão, houve redenção para ambos, salvando uma após a queda e salvando o outro antes da queda. Assim, é evidente que nosso Senhor Jesus Cristo foi a redenção para os santos anjos, bem como a sua justiça, e sua sabedoria, e sua santificação. E todas essas quatro coisas ele se tornou para eles por conta de homens, que não pode compreender as coisas invisíveis de Deus, exceto por meio de coisas tangíveis (cf. Rm 1,20) . Assim, tudo o que ele foi para os anjos, foi feito por nós. "
St. Thomas expressa esta última ideia como esta : "A não era [santificar] influência de Cristo sobre os anjos a finalidade da Encarnação, mas algo que decorre da Encarnação"  Temporalmente, é claro, os Anjos beneficiado antes do homem, mas sempre por causa do homem. Ao aceitar isso, é claro, dos santos Anjos foram levados a um alto grau de humildade santa, e explica a sua vontade de servir a Cristo e para interceder e ajudar os membros humanos do Seu Corpo Místico.


Conclusão
Nós consideramos a graça dos Anjos, a fim de entender melhor a nossa união com eles e os motivos de nosso relacionamento comum a Cristo e ao seu pai. Ao fazê-lo, descobrimos a predileção mais extraordinária de Deus para a humanidade, de tal forma que, quando nós, pecadores, foram pelo menos digno, Seu amor por nós manifestou-se da melhor maneira na encarnação e na cruz, para que Ele possa nos levar de volta para Seu abraço paternal. Enquanto, o Pai nos ama como verdadeiros filhos em Cristo, o abraço de Seu amor se estende além da humanidade de modo a incluir, para a glória de Cristo e por amor de todos os santos anjos. Portanto, conosco e em Cristo, eles também experimentar e são beneficiários do amor paterno de Deus, e assim, em união conosco, eles se atrevem a dizer: "Pai nosso, que estais no céu."


Fr. William Wagner, ORC
Fonte: Opus Angelorum

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013