Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

  

                                       


Um ícone célebre é venerado desde 1865 em Roma, na igreja de Santo Afonso, dos redentoristas, na Via Merulana. Tendo vindo da ilha de Creta e estado antes na Igreja de S. Mateus, igualmente em Roma, onde tinha sido solenemente entronizado no ano de 1499, e do qual se contam muitos milagres e histórias.
A tipologia da Mãe de Deus da Paixão está presente no repertório da pintura bizantina desde, no mínimo, o século XII, apesar de rara. No século XV, esta composição que prefigura a paixão de Jesus, é difundida em um grande número de ícones.
Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por esta razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Na verdade a tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido panejamento das vestes; mas é certamente novo o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.

                                 


O ícone é uma variante do tipo hodigítria cuja representação clássica é Maria em posição frontal, num braço ela porta Jesus que abençoa e, com o outro, o aponta para quem, olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.

Na representação da Virgem da Paixão, os arcanjos Gabriel e Miguel , na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (Jo 19,29).

Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.

Sobre as figuras no retrato, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.

 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi

" É dado um dogma aos cristãos do PÃO que se torna CARNE
 e do VINHO que se torna SANGUE".
                                                                     - S. Tomás de Aquino



Meu DEUS eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço-Vos perdão, para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.



Tantum ergo sacramentum
Veneremur cernui
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui
Præstet fides suplementum
Sensuum defectui
Genitori, genitoque
Laus et jubilatio
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio
Procedenti ab utroque
Comparsit laudatio

Tradução

O sacramento tão grande
Veneremos curvados
E a antiga lei
Dê lugar ao novo rito
A fé venha suprir
A fraqueza dos sentidos
Ao Pai e ao Filho
saudemos com brados de alegria,
louvando-os, honrando-os, dando-lhes
graças e bendizendo-os
Ao Espírito Santo que procede de ambos
Demos os mesmos louvores

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CRISTO a razão de ser de tudo



A grande chave desta revelação dos mistérios existentes no mundo da natureza, no ser humano, e do próprio mundo angélico, está no Filho de Deus, para que no-los revelar, encarnou-Se "e habitou entre nós" (Jo. 1,14). São Paulo escreve: "Ele (o Filho Humanado) é a imagem do Deus invisível. O Primogénito de toda a criação, porque n'Ele foram criadas todas as coisas, nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, os Tronos, as Dominações, os Principados e as Potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele existe antes de todas as coisas e todas têm n'Ele a sua substância.



É-nos bem compreensível que graças à Redenção operada por Cristo, com tudo o que Ele ensinou, tem de ser realmente o centro da nossa história e o único que esclarece todo o mistério da vida humana. Com razão Cristo é a nossa cabeça: "Foi Ele que nos fez, a Ele pertencemos, somos o Seu povo, ovelhas do Seu rebanho" (Sl. 99, 3). Também foi a Sua Ressurreição vitoriosa que abriu a porta para a nossa própria ressurreição, bem como a glorificação de toda a criação (cfr. Rom. 8, 18-23).


 
Em relação aos Anjos, Cristo também é o seu centro. Primeiramente porque eles, criaturas invisíveis, representados neste texto paulino por quatro dos seus nove coros angélicos: "Tronos, Dominações, Principiados e Potestades", foram "criados por Ele e para Ele". Também "n'Ele os Anjos receberam a sua substância", isto é, o seu ser e a sua existência. Por isso aos Anjos podem-se aplicar as palavras: "São d'Ele e a Ele pertencem", só pelo fato de existirem.


 
Se tudo é Seu, não é de estranhar que o Deus Criador atue "em toda a ação das suas criaturas. É Ele a causa-primeira, que opera nas e pelas causas-segundas: "É Deus que produz em nós o querer e o operar, segundo o Seu beneplácito" (Filip. 2, 13; cfr. 1 Cor. 12, 6). Longe de diminuir a dignidade da criatura, (quer humana, quer angélica), esta verdade realça-a. Tirada "do nada" pelo poder, sabedoria e bondade de Deus, a criatura nada pode, separada da sua origem, porque "a criatura sem o Criador esvai-se" (GS 36, 3). Muito menos pode atingir o seu fim último, sem a ajuda da graça: "Quem está em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer" (Jo. 15, 5)" (Cat. Ig. Cat. n° 308).



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vinde, Espírito Santo de Deus!






Vinde, ó  Espírito Santo,
e mandai lá do Céu
os raios de vossa luz.

Vinde, ó Pai dos pobres,
de todos os dons caudal
e sol das nossas almas.

Ó Consolador supremo,
hóspede dos nossos corações
e refrigério dulcíssimo.

Vós sois a paz na luta,
na turbação a calma,
da nossa dor o bálsamo.

Ó Santíssima luz,
inundai as entranhas e os corações
dos vossos fiéis.

Sem a vossa proteção
nada há no homem
sem jaça de pecado.

Lavai o que é impuro,
fecundai o que é estéril
e o que está ferido, curai-o.

Dobrai o nosso orgulho,
abalai nossa indiferença
e os nossos passos, guiai-os.

Dai aos fiéis
que confiam em vós
os sete dons sagrados.

Dai-lhes da virtude a recompensa,
dai-lhes o porto da salvação
e a alegria eterna.
Amém, Aleluia.