Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 28 de outubro de 2012

História de Santa Ifigênia e o Santo Anjo


Ifigênia e Efrônio eram filhos de Égipo e Eufenisa, Reis da Noba, um dos pequenos reinos da antiga Etiópia. O nome Ifigênia significa em grego "Nascida Forte".

Os Carmelitas dizem-se descendentes dos Israelitas q...ue viviam em comunidade no Monte Carmelo. Desde o tempo do Profeta Elias. Quando aceitaram o Evangelho acompanhavam os Apóstolos, incentivando os primeiros cristãos a viver como eles. Eis porque Santa Ifigênia veste hábito carmelita em suas representações.

Ifigênia aderiu a fé assim que São Mateus começou a pregar em Noba. Nessa época surgiu uma terrível peste e os sacerdotes da antiga religião convenceram o rei a sacrificar a princesa, para aplacar a ira dos deuses e salvas o povo da peste. Ifigênia foi, então, atada sobre a fogueira. Logo que o fogo foi aceso, clamou pelo nome de Jesus. Apareceu-lhe um anjo que a salvou das chamas e a levou ao palácio real, junto a sua mãe.

Neste mesmo dia, o príncipe Efrônio, seu irmão adoeceu gravemente. E, apesar dos esforços dos sacerdotes Magos, veio a falecer.

O imperador Égipo permitiu que São Mateus viesse visitar o seu filho. São Mateus chamado por Ifigênia, impôs suas mãos sobre Efrônio restituiu-lhe a vida curando-o da peste mortal, e em seguida evangelizou e batizou toda a família.

Então o imperador permitiu que o Evangelho fosse pregado na Etiópia. A virtuosa Ifigênia tornou-se colaboradora do Apóstolo, decidindo consagrar sua virgindade a Deus. Mais tarde foi morar com outras jovens em uma casa construída pelo pai.

Essa comunidade chegou a possuir 200 religiosas, lideradas por Ifigênia. Falecendo Égipo, seu Hirtaco prendeu Efrônio, usurpando o trono. Começou, assim, a perseguir todos os cristãos e exigiu que a sobrinha dissolvesse a comunidade e se casasse com ele. Defendeu-a São Mateus, e por isso foi morto a mando do tirano.

Vendo que Ifigênia ainda resistia ao seu desejo, o indigno rei pôs fogo em sua casa. Quando as chamas cercavam toda a casa, Ifigênia e as companheiras invocaram o nome de Jesus. Na mesma hora o fogo se apagou e o palácio real começou a arder, destruindo tudo.

Diante de mais esse sinal da Providência Divina, o povo revoltou-se contra Hirtaco, quem fugiu. Em seguida, libertou Efrônio, o legítimo herdeiro, fazendo-o assumir o poder. Teve início, então, um governo orientado e estruturado nos princípios evangélicos da Justiça e do Direito. O Rei contava com os sábios conselhos da veneranda irmã.

Ifigênia morreu bem idosa, vendo o Evangelho espalhar-se pelos reinos vizinhos. Perto de Noba havia um reino chamado Abissínia. Seu rei era Elesbão, que também se converteu a fé Cristã.

O duplo triunfo sobre a voracidade das chamas fez de Santa Ifigênia ADVOGADA CONTRA INCÊNDIOS E PROTETORA DA MORADIA.

Sendo muito ligada a São Mateus, a quem deve sua conversão, Santa Ifigênia tem a sua festa celebrada aos 22 de Setembro, um dia depois da festa de São Mateus. Esta devoção começou entre os Carmelitas de Cádiz, na Andaluzia. Dessa região espanhola passou a Portugal e de lá ao Brasil. Por ser africana, Santa Ifigênia logo despertou a atenção e o amor do sofrido povo negro, que começou a receber abundantes graças, por sua poderosa intercessão.

Possa o exemplo e testemunho dessa primeira Santa africana incentivar, entre nós, um conhecimento mais profundo da pessoa e da mensagem de Jesus que para nós, seus discípulos, é, foi, e será para sempre, CAMINHO, VERDADE, E VIDA.

Imitando o exemplo de Santa Ifigênia, Saibamos invocar o santo nome de Jesus em nossas dificuldades. Ela se colocará ao nosso lado para orar conosco a Deus.
 
 
Fonte: Você no colo de Jesus - Pe. Marcelo Rossi

O combate espiritual.


O profeta Eliseu: o combate espiritual


Eliseu: "Os que estão connosco são mais numerosos do que os que estão com eles." Outros textos da Sagrada Escritura mostram que a nossa vida decorre entre os Santos Anjos e os espíritos decaídos. As grandes tragédias da humanidade não se explicam apenas pela fraqueza ou pela maldade dos homens. Atrás delas há um poder espiritual que seduz, engana e incita o homem a pecar, como diz São Paulo: Porque nós não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas contra os Principados, Potestades, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares (Ef 6,12).
DEUS manda então os Anjos como um auxílio proporcionado às nossas necessidades. Não é sem motivo que um dos principais títulos de DEUS no Antigo Testamento é: "Senhor, DEUS dos Exércitos". Os Anjos formam este exército de DEUS para nos proteger. Isto manifesta-se na história do profeta Eliseu no tempo do reinado de Acaz.
O rei de Assíria estava em guerra contra Israel e tinha armado emboscadas. Mais de uma vez, porém, viu os seus planos baldados, porque o profeta tinha comunicado ao rei de Israel a estratégia do inimigo. Por isso, o rei de Assíria pensava em aprisionar Eliseu quando este se encontrava em Dotan. O exército inimigo veio com numerosos cavalos e carros em grande número e durante a noite pôs cerco à cidade. O servo de Eliseu, viu isto de madrugada e exclamou cheio de angústia: 'Ah!, meu senhor, que vamos fazer agora?' Eliseu respondeu-lhe: 'Não temas, os que estão connosco são mais numerosos do que os que estão com eles'. Eliseu, depois de fazer oração, disse: 'Senhor, abre-lhe os olhos para que veja'. O Senhor abriu os olhos do servo e ele viu o monte repleto de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu (2 Rs 6,15-17).
O inimigo foi repelido porque o profeta rezava e o Anjo cegou os Assírios. Eliseu saiu, levou-os ao rei de Israel na Samaria, e só quando foram presos lhes abriu os olhos (cf. 6,20).
O fim da história é importantíssimo para todos os que procuram uma união profunda com os Anjos. O rei de Israel quis matar os prisioneiros, mas o profeta, cheio de clemência por causa da sua íntima união com DEUS, disse ao rei que servisse um banquete aos guerreiros assírios e que os deixasse voltar para junto do seu senhor. O fruto deste gesto misericordioso foi que a Assíria deixou Israel em paz por muito tempo (cf. 6,23). Uma alma de oração expressou-se assim sobre este ensinamento: Temos de nos esforçar por ser Anjos da misericórdia e não Anjos da cólera de DEUS.

sábado, 27 de outubro de 2012

PADRE PIO e o ANJO DA GUARDA



Uma mulher estava sentada em um quarto do Convento dos Capuchinhos. A Igreja estava fechada. Era tarde. A mulher rezava em seu íntimo, e repetia com seu coração: “Padre Pio, me ajude! Anjo da guarda, por favor, vá dizer para pai Pio que me ajude, caso contrário minha irmã morrerá! “Da janela sobre ela, veio a voz do padre Pio: “Quem está me chamando? Qual é o problema?” A mulher admirada contou sobre a doença de sua irmã e Padre Pio, foi ao encontro da mulher doente e a curou.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Os Santos Anjos nos conduzem-nos a uma paz interior

Conselhos para o combate espiritual


Depois de um período de quase quatro gerações de experiência na oração e no combate espiritual, Antão tornara-se um mestre de discernimento. No fim da sua vida pôde dizer: "Os demônios têm inveja de nós, cristãos, e põem tudo em movimento para nos desviar do caminho para o céu, porque não querem que nós cheguemos ao lugar donde eles foram precipitados. ... Por isso temos necessidade da oração fervorosa e da ascese, para que, tendo recebido do ESPÍRITO SANTO o dom do discernimento, reconheçamos a sua maneira de proceder " (ibid. cap. 22). "Uma vida recta com fé em DEUS é uma arma poderosa contra eles" (ibid. cap. 30).
"Mas o assalto e a visão dos espíritos malignos criam grande confusão, pois isto se dá com estrondo, barulho e gritos, semelhantes ao que fazem os jovens mal educados e os ladrões. Na alma surgem então a confusão e a desordem dos pensamentos, a vergonha, o ódio contra a ascese, o desleixo, a dor, a lembrança dos familiares, o medo da morte; depois vêm o desejo apaixonado do mal, a negligência das virtudes e a deformação do carácter" (ibid. cap. 36). Vemos, portanto, que a presença dos demónios causa um género de escuridão turva, ao mesmo tempo que fazem brilhar as suas luzes falsas e excitantes, um falso sentimento de segurança e vaidade.
Os Santos Anjos, porém, inspiram sempre a serenidade e uma profunda paz interior; conduzem-nos à mansidão de CRISTO, virtude que eles próprios manifestam na sua missão junto de nós, pobres pecadores. "A sua aparição é algo de muito tranquilo e suave, de modo que dá alegria e coragem à alma. Com eles vem o Senhor que é a nossa alegria, a força que vem de DEUS..... A alma sente a ânsia do que é divino e que está no futuro, e o gosto de se unir aos Anjos...." (ibid. cap. 35). A luz que os Anjos transmitem, exalta DEUS e torna a alma humilde, enchendo-a do temor de DEUS. Assim ela sente uma grande ânsia de DEUS e um desprendimento interior e admirável das coisas do mundo.
Santo Antão diz que, de facto, a presença do Anjo primeiro inspira também receio, mas este transforma-se logo em respeito e numa confiança amorosa em DEUS. Recomenda o seguinte: "Se tiverdes uma visão e sentirdes receio, mas se este se converte rapidamente em alegria indizível que vos inspira sentimentos de bem-estar, coragem, alívio, ordem nos pensamentos, ... e amor a DEUS, então podeis ficar felizes e animados, podeis rezar, porque a alegria e a paz da alma manifestam a santidade daquele que se vos apresenta. Assim se alegrou Abraão ao ver o Senhor (cf. Jo 8,56) e o pequenino João saltou de alegria no seio de Isabel ao ouvir a voz de MARIA, a Mãe de DEUS" (ibid. cap. 36).
O conselho final do Santo para o combate espiritual é: "Tenhamos coragem e alegremo-nos porque seremos salvos. Pensemos interiormente que o Senhor, que expulsou e derrotou os demónios, está connosco. Portanto, lembremo-nos sempre que os inimigos nada poderão fazer contra nós, porque o Senhor está connosco. É mesmo assim: quando os demónios aparecem, agem conforme o nosso estado de ânimo e adaptam as suas imagens enganadoras aos nossos pensamentos. Se virem que somos cobardes e vacilantes, assaltar-nos-ão como ladrões que encontram a casa desprotegida; tornarão pior e desmedido aquilo que pensamos acerca de nós próprios. Se nos virem cheios de medo e de cobardia, aumentarão este desanimo pelas suas aparições e ameaças. .... Mas se nos encontrarem cheios de alegria no Senhor, com os nossos pensamentos nos bens futuros, nos dons do Senhor, considerando que tudo está nas mãos de DEUS e que o demónio nada pode fazer contra um cristão, que até não tem poder algum, então, vendo a alma protegida por tais pensamentos, retirar-se-ão envergonhados. .... Se, portanto, quisermos desprezar o inimigo, pensemos sempre nas graças do Senhor e conservemos a nossa alma em jubilosa esperança" (cf. Rom 12,12)" (ibid. cap. 42).

Fonte: Obra dos Santos Anjos

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fé, Obediência, desprendimento e esperança.

Ensinamentos de Abraão: 


Fé, Obediência, Desprendimento e Esperança

A vida de Abraão é um exemplo excelente para a nossa aspiração à virtude e para a nossa vida com os Anjos. É verdade que nem em todas as situações que Abraão teve que enfrentar, o Anjo é explicitamente mencionado, mas sabemos: "Os Anjos cooperam em todas as nossas boas obras" (São Tomás de Aquino, Summa theol. I,114,3 ad 3). Também o Santo Padre afirma: "Os Anjos, criaturas espirituais, têm função de mediação e de ministério nas relações mantidas entre DEUS e o homem" (Audiência geral de 30.7.1986). A base desta relação é a fé. Neste ponto os Anjos ajudam-nos com a sua luz, para que compreendamos melhor as verdades da fé, as amemos mais fervorosamente e as vivamos com fidelidade. Foi também nisto que o Anjo começou a ajudar Abraão: na fé: ajudou-o a crer em DEUS e a colocar a sua Palavra acima de todas as demais coisas da sua vida.
Quando DEUS chamou Abraão, este levantou-se e seguiu-O, deixando a pátria e a casa paterna. Imaginemos que convicção, que coragem e generosidade isto lhe exigiu: com 75 anos deixar a pátria e ir, através de muitos perigos, para um país estrangeiro. Fê-lo porque acreditou em DEUS.
Sim, Abraão acreditou e pôs a sua esperança na promessa de DEUS, que lhe prometera um país que, um dia, a sua numerosa descendência receberia em herança. Ao chegar à idade de 85 anos, parece-lhe que o seu servo é que há-de herdar todos os seus bens; mas então DEUS promete-lhe um filho. Abraão renuncia a todo e qualquer raciocínio natural e crê firmemente na palavra de DEUS. Abraão e Sara deviam ter tido uma grande luta nesta provação, como se deduz da atitude de Sara que, sendo estéril, insistiu em que Abraão se unisse à sua serva Agar, para que ao menos, através dela, pudesse dar-lhe um filho. De facto, Agar deu à luz um filho, a quem Abraão chamou Ismael (cf. Gn 16,15). Foi nele que o patriarca pôs por agora a sua esperança.
Porém, quando Abraão já tem 99 anos, DEUS aparece-lhe de novo e promete-lhe um filho que nascerá de Sara e que será o seu único herdeiro. Tendo em conta a sua idade muito avançada e o amor que tinha a Ismael, Abraão vacilou um momento e pediu a DEUS que aceitasse Ismael e cumprisse nele a promessa. Mas o Senhor repetiu a promessa de uma aliança e de uma descendência numerosa que lhe seria dada por Sara. Mais uma vez, Abraão renunciou a toda e qualquer reflexão humana e acreditou em DEUS.
Fiel à Sua palavra, DEUS deu um filho a Abraão e Sara; foi Isaac, em quem todas as promessas se cumpririam. Indizivelmente pesada deve ter sido, portanto, a provação para Abraão, quando DEUS, doze anos mais tarde, exigiu que tomasse Isaac, seu filho muito amado, e o oferecesse em holocausto no monte que Ele próprio lhe mostraria (Mória, em Jerusalém). Mas Abraão manifestou uma fé e uma obediência exemplares! Pensemos no grande silêncio que ele guardou naquela provação. Não pronunciou uma palavra inútil. Numa grande disponibilidade, levantou-se de madrugada para ir executar a ordem de DEUS. Ele mesmo selou o jumento e cortou a lenha para o sacrifício. Fez tudo isto com as suas próprias mãos; embora tivesse muitos servos, quis cumprir até ao mínimo pormenor a vontade de DEUS. Tenhamos também presente que entretanto ele já tinha 112 anos!
Andaram três dias até chegar ao monte mencionado por DEUS. Aí, Abraão colocou a lenha aos ombros de Isaac, (que se tornou assim prefiguração de CRISTO, o Cordeiro do sacrifício que levou a Sua cruz para o Calvário), enquanto ele pegou no fogo e no cutelo. O filho perguntou-lhe: 'Meu Pai!... Levamos fogo e lenha mas onde está a rês para o holocausto?' Como devia sangrar o coração de Abraão ao ouvir esta pergunta! Mas respondeu: 'DEUS providenciará quanto à rês para o holocausto, meu filho' (Gn 22,8).
Não porque Abraão esperasse que o seu filho pudesse ser salvo no último minuto, mas antes como no-lo explica São Paulo: Contra o que podia esperar, acreditou (Rom 4,18). Ele considerava que DEUS é poderoso até para ressuscitar os mortos; por isso o recebeu na qualidade de figura (Hb 11,19).
Quando Abraão agarrou no cutelo para degolar o filho, o Anjo do Senhor gritou-lhe do céu: 'Abraão! Abraão!' Ele respondeu: 'Aqui estou'. O Anjo disse: 'Não levantes a tua mão sobre o menino e não lhe faças mal algum, porque sei agora que, na verdade, temes a DEUS, visto não me teres recusado o teu único filho' (Gn 22,11-12). Erguendo os olhos, Abraão viu atrás dele um carneiro preso pelos chifres num silvado. Ofereceu-o em holocausto, em substituição do filho.
O Anjo do Senhor chamou Abraão do céu, pela segunda vez, e disse-lhe: 'Juro por Mim mesmo, declara o Senhor, que, por teres procedido desta forma e por não Me teres recusado o teu único filho, abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar..... E todas as nações da terra serão abençoadas na tua descendência, porque obedeceste à Minha voz' (Gn 22,15-18).
Pela sua obediência na fé, Abraão mereceu ser o antepassado de CRISTO e o nosso pai na fé. São Paulo explica que as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência, falando como de um só, que é CRISTO (cf. Gal 3,16).
O que neste relato nos enche de espanto é a maneira de falar do Anjo, pois fala directamente em nome de DEUS. Isto explica-se pela união do Anjo com DEUS na visão beatífica, na qual o Anjo é aperfeiçoado. Que significa isto? Sem perderem nada da sua condição de criatura, os Anjos entraram, pela graça, numa perfeita união mística com DEUS. Na carta aos Hebreus está escrito: A respeito dos Anjos diz: 'Ele faz dos Seus Anjos espíritos e dos Seus ministros chamas de fogo' (Hb 1,7).
Porque são santificados pelo ESPÍRITO SANTO e penetrados do fogo do Seu Amor, é Ele que os conduz e move com os Seus dons quando cumprem o seu ministério. As palavras que São João da Cruz usa para uma alma na união mística, valem ainda mais para os Anjos na sua glória. "Neste estado não pode a alma fazer nenhum acto de seu natural, pois o ESPÍRITO SANTO fá-los todos e a eles a move; e por isso todos os seus actos são divinos, pois são feitos e movidos por DEUS" (Chama viva de amor I,4). "Todos os movimentos desta alma são divinos; mas ainda que sejam de DEUS, são dela também, porque DEUS os faz nela, com ela, que dá a sua vontade e consentimento" (ibid. I,9). Em poucas palavras: os Anjos são instrumentos perfeitos e mensageiros para transmitir às almas a luz de DEUS e o fogo do Seu amor.
É certo que DEUS poderia fazer tudo isso sem o ministério dos Santos Anjos, mas a Sagrada Escritura explica-nos que Ele nos envia os Seus Anjos como que numa missão espiritual. Na visão beatífica, os Anjos e os Santos possuem DEUS e são, por sua vez, propriedade d'Ele. Por isso gozam de uma grande liberdade de agir. Se os Anjos e os Santos conseguem pouco na nossa vida espiritual, não é porque lhes faltem o desejo ou os meios, mas porque nos falta a nós a boa disposição e a vontade de colaborar com eles. Em pouco tempo poderiam fazer-nos chegar à santidade, se nós aceitássemos apenas a Cruz, que é o único caminho na imitação de CRISTO. Voltam a ser as palavras de São João da Cruz sobre a perfeita união mística de uma alma com DEUS, que valem mais para os Anjos e os Santos na glória: "Porque ali vê a alma que DEUS é verdadeiramente dela, e que O possui com posse hereditária, com propriedade de direito, como quem é filho adoptivo de DEUS, pela graça que DEUS lhe fez de se lhe dar a Si mesmo, e que, como coisa própria, O pode dar e comunicar a quem ela bem quiser" (ibid. III, 78).
Se olharmos para os ministérios dos Anjos segundo a visão do 'Doutor místico', não nos surpreende que eles apareçam com o esplendor da glória de DEUS e falem em Seu nome. Pois, Deus não somente está neles e fala através deles (cf. Noite escura II,12), mas Ele lhes concedeu uma grande liberdade na execução dos seus serviços. A sua missão é conduzir-nos à santidade e têm a liberdade de nos advertir, iluminar, fortalecer e inflamar dentro dos limites estabelecidos pela Sabedoria Divina. Abraão colaborou com esta graça e assim o seu nome foi grande perante DEUS.


Fonte: Obra dos Santos Anjos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Com o Anjo no dia a dia

Tobias 5,1-20.



Preparativos de viagem. 
1 Então Tobias respondeu a seu pai Tobit: "Pai, farei tudo o que me ordenaste. 
2 Mas como poderei recuperar esse dinheiro, se esse homem não me conhece, nem eu a ele? Que sinal dar-lhe para que me reconheça, confie em mim e me entregue o dinheiro? Além disso, não conheço os caminhos para ir à Média!" 
3 Então Tobit respondeu ao filho Tobias: "Ele assinou uma cautela, e eu a endossei, dividi-a em duas partes, para que cada um de nós ficasse com uma metade e deixei a dele junto com o dinheiro. E lá se vão vinte anos que eu deixei este dinheiro em depósito! Agora, meu filho, procura uma pessoa de confiança para que te acompanhe: nós lhe pagaremos um salário até que voltes. Vai pois retirar esse dinheiro em casa de Gabael". 
4 Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar até a Média e conhecesse bem o caminho. Ao sair, deu com o anjo Rafael em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus. 
5 Disse-lhe: "Amigo, donde és?" Disse-lhe o anjo: "Eu sou um filho de Israel, um dos teus irmãos, e vim em busca de trabalho". Tobias disse-lhe: "Conheces o caminho para ir à Média?" 
6 O anjo disse-lhe: "Sim, tenho ido lá com grande freqüência, conheço de cor todos os caminhos. Fui à Média muitas vezes e hospedava-me em casa de Gabael, nosso irmão, que mora em Rages da Média. De Ecbátana a Rages, há dois dias de caminho normal, pois são duas cidades situadas nas montanhas ". 
7 Tobias disse-lhe: "Aguarda, meu amigo, enquanto vou avisar o meu pai, pois preciso que venhas comigo, eu te pagarei o teu salário". 
8 O outro disse: "Está bem, fico aqui, mas não demores". 
9 Tobias voltou para avisar o pai Tobit e lhe disse: "Eis que encontrei alguém; é um dos nossos irmãos, os filhos de Israel". Tobit disse-lhe: "Chama-o, para que eu saiba de que clã e de que tribo ele é e se podemos confiar nele para acompanhar-te, filho". 
10 Tobias saiu para chamá-lo e lhe disse: "Amigo, meu pai te chama". O anjo entrou na casa, e Tobit o saudou por primeiro. O outro respondeu: "Faço votos de que tenhas felicidade em abundância". Tobit respondeu: "Que felicidade posso eu ainda ter? Sou um homem privado da visão, não vejo mais a luz do céu, estou sepultado nas trevas como os mortos que não contemplam mais a luz. Embora vivo, habito entre os mortos; ouço a voz das pessoas, mas não as vejo". O anjo disse-lhe: "Coragem, Deus não tardará em curar-te, coragem". Disse-lhe Tobit: "Meu filho pretende ir à Média. Poderias viajar com ele e servir-lhe de guia? Pagar-te-ei o teu salário, irmão". Ele disse-lhe: "Estou à disposição para acompanhá-lo, conheço todos os caminhos, tenho ido muitas vezes à Média, percorri todas as suas planícies e montanhas e sei todos os seus caminhos". 
11 Tobit disse-lhe: "Irmão, de que família és tu e de que tribo? Informa-me, irmão". 
12 O outro disse: "Que te importa a minha tribo?" Tobit disse-lhe: "Na verdade eu quero saber, irmão, de quem és filho e qual o teu nome". 
13 Ele respondeu-lhe: "Eu sou Azarias, filho do grande Ananias, um dos teus irmãos". 
14 Tobit disse-lhe: "Sê bem-vindo, irmão. Não me queiras mal, irmão, por ter querido saber a verdade sobre tua família. Acontece que és um irmão e de excelente origem. Eu conhecia bem Ananias e Natan, os dois filhos de Semelias, o grande. Eles iam comigo a Jerusalém e lá adoravam comigo. Eles não se transviaram. Teus irmãos são pessoas de bem,(tu és de boa estirpe. Desejo-te um bom dia". 
15 E prosseguiu:S"Eu te dou um salário de uma dracma por dia, e, quanto ao teu sustento, o mesmo que ao meu filho. 
16 Acompanha o meu filho, e acrescentarei algo mais ao teu salário ". 
17 O anjo disse: "Sim, vou acompanhá-lo, nada temas. Tudo correrá bem conosco, tanto em nossa ida como em nossa volta para junto de ti, pois o caminho é seguro". Disse-lhe Tobit: "Abençoado sejas, irmão!" A seguir, chamou o filho e disse-lhe: "Meu filho, prepara o necessário para a viagem e parte com teu irmão. Que o Deus que está no céu vos tenha lá sob sua proteção e vos traga sãos e salvos de volta para junto de mim! E que o seu anjo viaje convosco para vos guardar, meu filho!" Tobias saiu para pôr-se a caminho, beijou o pai e a mãe, e Tobit lhe disse: "Boa viagem!" 
18 A mãe pôs-se a chorar e disse a Tobit: "Por que mandaste partir o meu filho? Não é ele o bastão da nossa mão, ele que vai e vem diante de nós? 
19 Não se ajunte dinheiro a dinheiro, mas seja contado como nada, comparado com o nosso filho. 
20 O modo de vida que o Senhor nos concedeu bastava-nos perfeitamente". 

Meditando:

O Anjo está muito mais perto de nós do que pensamos.O Anjo já sabia a história de Tobias e seu Pai, 'busca uma pessoa de confiança que o acompanhe'. O Anjo sempre nos acompanha, sempre conhece bem o caminho de nossa vida; conhece bem o caminho da nossa vocação, somente com o Anjo vamos encontrar nosso caminho.
O Anjo conduziu Tobias, pois conhecia a casa de Gabael, ele nos conduz a casa de Deus por conhecer o caminho. 
Ele está constantemente na presença de Deus! 
Com o Anjo eu estou seguro, sem o Anjo tudo se torna mais difícil. É grande a falta de fé e também nos Santos Anjos e no mundo sobrenatural. Os meios tecnológicos, como por exemplo o GPS, nos mostram o caminho do mundo mas não nos mostram o caminho de Deus.
O silêncio é muito importante para estarmos unidos a Deus, o mundo nos distrai, o silêncio nos dá condição para pensar nas realidades eternas. A fé na existência dos Santos Anjos, ter a consciência de que eu preciso da ajuda dos Santos Anjos para tudo o que faço ter a glória de Deus, para que as obras tenham um efeito e graça sobrenatural. EU PRECISO DA AJUDA DO ANJO!
Como fazer do que fazemos no dia a dia uma oração? Fazendo tudo com o nosso Santo Anjo. O nosso dia a dia se torna uma oração quando eu o vivo com meu Anjo!
Aceitar a ajuda do Anjo - ESCUTAR e OBEDECER.
Importante para viver com ele, porque o Anjo me ajuda indicando o que devo fazer, ter uma atenção no que ele vai dizer e fazer, ou qual a direção.
"O Anjo tem muita paciência e disciplina e um total respeito para com Deus". CIC 350. O Anjo não olha para si, mas ele olha para Jesus; e Jesus tem muita paciência, misericórdia, por isso, o Anjo é paciente e misericordioso.
"Os Anjos cooperam em todas as boas obras que fazemos" CIC 350. Não existe boa obra para edificação das alturas sem a participação dos Santos Anjos. 

Antes de qualquer trabalho rezamos, na direção do carro rezamos, antes de qualquer coisa que façamos rezamos.

sábado, 20 de outubro de 2012

Consagração ao Santo Anjo da Guarda


Santo Anjo da Guarda, que me foi concedido, desde o início de minha vida, para meu protetor e companheiro, quero eu, (dizer o nome) , pobre pecador, consagrar-me hoje a vós, na presença do meu Senhor e Deus, de Maria, minha Mãe Celestial, e de todos os anjos e santos.
Quero hoje vincular-me a vós para de vós nunca mais me separar.
Nesta minha íntima união convosco, prometo ser sempre fiel e obediente ao meu Senhor e Deus e à Santa Igreja.
Prometo confessar sempre Maria como minha Rainha e Mãe e fazer da sua vida o modelo da minha. Prometo confessar a minha fé em vós, meu santo protetor, e promover zelosamente a devoção aos santos anjos como sendo, de maneira especial, a proteção e o auxílio para estes dias de luta espiritual pelo Reino de Deus.
Peço-vos, Santo Anjo do Senhor, toda a força do amor divino, para que eu seja por ele inflamado; peço-vos que esta minha união convosco seja para mim escudo protetor contra os ataques do inimigo.
Peço-vos, enfim, Santo Anjo da Guarda, a graça da humildade da Santíssima Virgem, para que eu seja preservado de todos os perigos e, por vós guiado, alcance a Pátria Celestial. Amém.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Adoração


Com o nosso Santo Anjo possamos dizer sempre:
"Sanctus, Sanctus, Sanctus Dóminus Deus Sábaoth. 
Pleni sunt caeli et terra glória tua. Hosánna in excélsis.
 Benedíctus qui venit in nómine Dómini. Hosánna in excélsis."

sábado, 13 de outubro de 2012

13 de outubro última aparição de Nossa Senhora em Fátima

As aparições da Mãe de Deus em Fátima foram precedidas pelas do Anjo: as silenciosas de março a outubro de 1915; e as três dialogadas em 1916.



Não foi um Anjo qualquer, mas um especial, como ele próprio se chamou. Na primeira aparição, na primavera de 1916, cognominou-se pela sua tarefa específica: “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo”. Mas na segunda foi mais claro ao revelar-se: “De tudo o que puderdes oferecei um sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim sobre a vossa Pátria a Paz. Eu sou o Anjo da sua Guarda, o Anjo de Portugal”.

As aparições silenciosas do Anjo, dão-nos uma visão de conjunto de toda a revelação de Fátima. Está ali, de facto, uma tríplice mensagem:

a) pureza de vida, ou vida em graça, que é “o que Nossa Senhora quer”. As aparições começaram no primeiro dia em que Lúcia vai guardar o rebanho com as companheiras que a Sra. Maria Rosa propositadamente escolhera para acautelar a saúde moral da filha. Na véspera fora para a serra com os restantes pastores e veio de lá desanimada com o ambiente pagão que encontrou. Por isso, a mãe procurou companheiras de toda a confiança. Foi exatamente nesse dia (provavelmente 24 março) que o Anjo apareceu pela primeira vez.

b) terço: o Anjo aparece quando rezam o terço, mantém-se visível enquanto o terço perdura, e desaparece logo que este termina.

c) ato de Fé: os videntes compreendem que o personagem da aparição não é deste mundo. Não sobe da terra, não desce para ela e mantém-se, suspenso no ar, contra as leis físicas. Há, portanto, um outro mundo (ato de Fé, em miniatura). Ora, a mensagem de Fátima, começa por um ato de Fé. O primeiro pedido que o Céu faz à Terra, na Loca do Cabeço, é esta oração: “Meu Deus, eu creio...”

Oração

O Anjo ensina duas fórmulas novas de oração. A primeira – “Meu Deus, eu creio...” – contém todos os atos reduzidos à expressão mais simples, por vezes, a uma só palavra. Oração perfeitamente adaptada ao século XX (é cada vez menor o tempo reservado à oração) e oportuníssima para qualquer momento do dia. Oração universal: nela pedimos por nós e por todos. A segunda – “Santíssima Trindade...” – constitui uma bela preparação e uma excelente ação de graças da Missa e da Comunhão. Contém, além disso, de maneira muito clara e ordenada, os quatro elementos teológicos da oração perfeita: adoração, oferta, reparação e petição.
O Anjo pede oração contínua: “Oferecei constantemente ao Altíssimo, orações...”. Isto é viver em união com Deus, elevando continuamente a alma até Ele.
O Anjo convida-nos a rezar com Ele: “Orai comigo”. A união com o Anjo, que vive permanentemente na visão beatífica, torna mais intensa e perfeita a nossa oração.
Penitência

Significa aceitação do sofrimento que Deus envia. “Sobretudo aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar”. Significa também, cumprimento dos deveres de estado (implícito no pedido anterior, uma vez que os deveres próprios são a expressão mais direta e clara da vontade de Deus); e conversão de toda a vida em sacrifício, isto é, em oferta constante ao Senhor: “Oferecei constantemente ao Altíssimo... sacrifícios”. Tudo o que é de acordo com a vontade divina pode ser objeto de oferta a Deus, quer agrade quer desagrade a nossa sensibilidade.

Eucaristia

O Anjo adora a Eucaristia e leva os videntes a adorá-la consigo (prostração e oração eucarística). Recomenda a receção da Eucaristia: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo”. Pede a Eucaristia como meio de reparação: “Reparai os seus crimes (dos homens) e consolai o vosso Deus”.

Ecumenismo

Não podemos deixar de considerar relevante a dimensão ecuménica da aparição do Anjo no recurso simultâneo à liturgia romana (comunhão de Lúcia só com o Pão) e bizantina-eslava (comunhão de Jacinta e Francisco com o Vinho, prostração, etc...) (cfr. Diálogos de Fátima, M. Dias Coelho, 1977, Sameice, pg. 6 e 7).
 
Fonte: cumsanctisangelis.blogspot.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Santa Maria Faustina Kowalska

Santa Faustina e o Anjo da Guarda
 
"Quando terminou o sermão, não esperei pelo final da cerimônia, porque tinha pressa de regressar à casa. Mas, mal havia dado alguns passos, surgiu diante de mim uma multidão de demônios que me ameaçavam com suplícios terríveis e podiam ouvir-se vozes: “Ela nos roubou tudo aquilo que conseguimos como trabalho de tantos anos”. Quando lhes perguntei: “Donde vindes em tão grande número? – responderam-me essas figuras maldosas: “Dos corações dos homens, não nos atormente”.
Vendo o seu terrível ódio para comigo, pedi ajuda do Anjo da Guarda e imediatamente surgiu diante de mim a clara e luminosa figura do Anjo da Guarda, que me disse: “Não tenhas medo, esposa do Meu Senhor, esses espíritos não te poderão fazer mal sem permissão d’Ele. Imediatamente, desapareceram os espíritos maus, e o fiel Anjo da Guarda acompanhou-me de maneira visível até a casa. Seu olhar era modesto e tranqüilo, e de sua fronte brotava um raio de fogo.
 
Ó Jesus, eu desejaria trabalhar, atormentar-me e sofrer a vida toda por esse único momento em que vi a Vossa glória,Senhor, e o proveito das almas".
 
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Anjo da Guarda - Ofício das Leituras

A teu respeito, ordenou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança. Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção. Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor. Estão aqui para proteger, para te serem úteis.
 
 
Na verdade, embora enviados por Deus, não nos é lícito ser ingratos para com eles, que com tanto amor lhe obedecem e em tamanhas necessidades nos auxiliam.
Sejamos-lhes fiéis, sejamos gratos a tão grandes protetores; paguemos-lhes com amor;
honremo-los tanto quanto pudermos, quanto devemos. Prestemos, no entanto, todo o nosso amor e nossa honra àquele que é tudo para nós e para eles; de quem recebemos poder amar e honrar, de quem merecemos ser amados e honrados.
Assim, irmãos, nele amemos com ternura seus anjos como futuros co-herdeiros nossos, e enquanto esperamos nossos intendentes e tutores dados pelo Pai como nossos guias. Porque agora somos filhos de Deus, embora não se veja, pois ainda estamos sob tutela quais meninos que em nada diferem dos servos.
Aliás, mesmo assim tão pequeninos e restando-nos ainda uma tão longa, e não só tão longa, mas ainda tão perigosa caminhada, que temos a temer com tão poderosos protetores? Eles não podem ser vencidos, nem seduzidos, e ainda menos seduzir, aqueles que nos guardam em todos os nossos caminhos. São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu.

Fonte Ofício das Leituras - Dia do Santo Anjo da Guarda

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Para refletir! Hoje Festa dos Santos Anjos

 
"Santo Anjo, vigiai as minhas palavras para que sejam sinceras e portadoras de graça."
 
Qual é a missãoi do Santo Anjo?
 
Bossuet dizia que: Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos… Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos “Porventura, não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?” (Hb 1, 14).
Os anjos estão presentes desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terestre (Gn 3, 24); protegem Lot (Gen 19); salvam Agar e seu filho (Gen 21,17); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (Jz 13); indicam vocações importantes (Jz 6, 11-24; Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (1 Rs 19,5). Nos Evangelhos eles aparecem na infância de Jesus, nas tentações do deserto, na consolação do Getsêmani; são testemunhas da Ressurreição do Senhor, assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, enfim prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus.
Toda a vida de Jesus foi cercada da adoração e do serviço dos Anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles o acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus introduziu o Primogênito no mundo, diz: “Adorem-no todos os Anjos de Deus” (Hb 1, 6).
Até hoje a Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina” (Lc 2, 14). São eles que protegem Jesus na infância (Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que servem Jesus no deserto (Mc 1, 12); o reconfortam na agonia mortal (Lc 22, 43); eles o poderiam salvar das mãos dos malfeitores se assim Jesus quisesse (Mt 26, 53). Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, e a beneficia com a sua ajuda poderosa e misteriosa (At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (At 5, 19); encorajam Paulo (At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (At 8,26s), etc. São Paulo acentua a subordinação dos anjos a Cristo vitorioso sobre o pecado e a morte (Hb 1,7-14; Ef 1, 21; Cl 2, 13).
Na Festa dos Santos Arcanjos, a Igreja reza ao Senhor assim: “Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu.” (Oração do dia). O Catecismo nos ensina que: “Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.” (§ 336). “Quando o Filho do Homem vier na sua glória com todos os seus anjos…” (Mt 25,31).
No Apocalipse os Anjos aparecem como ministros da liturgia celeste, oferecendo a Deus a oração dos justos. “Na minha visão ouvi também ao redor do trono, dos Animais e dos anciãos, a voz de muitos anjos, e número de miríades de miríades e de milhares de milhares bradando em alta voz: “Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor” (Ap 5, 11). Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram lhes dadas sete trombetas. Adiantou-se outro anjo, e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está diante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Ap 8,2-5).
Na Liturgia a Igreja se associa a eles para adorar o Deus três vezes Santo: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo…”. Na despedida dos defuntos a Igreja roga: “Para o Paraíso te levem os anjos”. Na Festa dos Santos Arcanjos a Igreja ora assim: “Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; fazei que levados pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação.” (Sobre as oferendas).
 
 
Prof. Felipe de Aquino

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Os Exemplos falam mais que as palavras





Ensina-nos, Senhor, a ler a Bíblia com respeito, humildade e fé. Queremos colocá-la em nossas casas para que seja luz que ilumina, palavra que acalma, presença viva de amor. Nós vos pedimos, ó Pai, que todos os que se sentem cansados e insatisfeitos, tenham a coragem de aproximar-se da Bíblia para encontrar nela o caminho, a verdade e a vida. Amém.