Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 28 de outubro de 2012

O combate espiritual.


O profeta Eliseu: o combate espiritual


Eliseu: "Os que estão connosco são mais numerosos do que os que estão com eles." Outros textos da Sagrada Escritura mostram que a nossa vida decorre entre os Santos Anjos e os espíritos decaídos. As grandes tragédias da humanidade não se explicam apenas pela fraqueza ou pela maldade dos homens. Atrás delas há um poder espiritual que seduz, engana e incita o homem a pecar, como diz São Paulo: Porque nós não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas contra os Principados, Potestades, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares (Ef 6,12).
DEUS manda então os Anjos como um auxílio proporcionado às nossas necessidades. Não é sem motivo que um dos principais títulos de DEUS no Antigo Testamento é: "Senhor, DEUS dos Exércitos". Os Anjos formam este exército de DEUS para nos proteger. Isto manifesta-se na história do profeta Eliseu no tempo do reinado de Acaz.
O rei de Assíria estava em guerra contra Israel e tinha armado emboscadas. Mais de uma vez, porém, viu os seus planos baldados, porque o profeta tinha comunicado ao rei de Israel a estratégia do inimigo. Por isso, o rei de Assíria pensava em aprisionar Eliseu quando este se encontrava em Dotan. O exército inimigo veio com numerosos cavalos e carros em grande número e durante a noite pôs cerco à cidade. O servo de Eliseu, viu isto de madrugada e exclamou cheio de angústia: 'Ah!, meu senhor, que vamos fazer agora?' Eliseu respondeu-lhe: 'Não temas, os que estão connosco são mais numerosos do que os que estão com eles'. Eliseu, depois de fazer oração, disse: 'Senhor, abre-lhe os olhos para que veja'. O Senhor abriu os olhos do servo e ele viu o monte repleto de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu (2 Rs 6,15-17).
O inimigo foi repelido porque o profeta rezava e o Anjo cegou os Assírios. Eliseu saiu, levou-os ao rei de Israel na Samaria, e só quando foram presos lhes abriu os olhos (cf. 6,20).
O fim da história é importantíssimo para todos os que procuram uma união profunda com os Anjos. O rei de Israel quis matar os prisioneiros, mas o profeta, cheio de clemência por causa da sua íntima união com DEUS, disse ao rei que servisse um banquete aos guerreiros assírios e que os deixasse voltar para junto do seu senhor. O fruto deste gesto misericordioso foi que a Assíria deixou Israel em paz por muito tempo (cf. 6,23). Uma alma de oração expressou-se assim sobre este ensinamento: Temos de nos esforçar por ser Anjos da misericórdia e não Anjos da cólera de DEUS.