Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sábado, 30 de novembro de 2013

Meditando sobre a existência dos Anjos segundo a Sagrada Escritura


Sabemos da existência dos Anjos pela revelação Divina, que é comprovada como autêntica, pela sabedoria, pelos milagres e principalmente, pela ressurreição de Cristo. Jesus Cristo nos dá a plena certeza sobre a existência dos Anjos. Ele ensina que os Anjos existem (1) e experimentou, pessoalmente, sua atividade (2).

A respeito da existência dos Anjos, fala quase toda a Sagrada Escritura, desde a narração do Paraíso (Gn 3, 24), até a descrição da Jerusalém celeste (3).

Referindo-se àqueles que estiveram presentes na vida de Jesus, diz o Catecismo: “Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço dos Anjos” (CIC 333): anunciaram o seu nascimento, (4) cantaram no seu nascimento “Glória a Deus...” (Lc 2, 14); protegeram Jesus na sua infância, (5) serviram-nO no deserto, (6) reconfortaram-n’O na agonia (cf. Lc 22, 43), anunciaram a sua Ressurreição (cf. Mc 16, 5-7) e estarão presentes no seu retorno, que eles anunciaram (cf. At 1, 10-11) e a serviço do juízo que o próprio Cristo pronunciará (7).

___________________
1. Cf. Jo 1, 51; Mt 13, 41.49; 18, 10; 25, 31; 26, 53.
2. Cf. Mt 1, 20-24; 2, 13.19; 4, 10-11; 28, 2-3; Lc 22, 43.
3. Ap 21, 12; cf. João Paulo II , Catequese do 30 de Julho de 1986; CIC nos 331-333; Macintyre apresenta quase todos os textos da Sagrada Escritura, os do AT: 51-80 e os do NT: 80-102.
4. Lc 1, 26-38; Mt 1, 18-24.
5. Cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.
6. Mt 4, 11; Mc 1, 12.
7. Cf. Mc 8, 38; Mt 13, 41; 16, 27; 25, 31; Lc 9, 26; 12, 8-9; 2Ts 1, 7.

Domingo hodierno



Com o domingo hodierno tem início o Advento, um tempo de grande sugestão religiosa, porque está impregnado de esperança e de expectativa espiritual. No Advento, o povo cristão revive o duplo movimento do espírito: por um lado, eleva o olhar rumo à meta final da sua peregrinação na história, que é a vinda gloriosa do Senhor Jesus; por outro, recorda com emoção o seu nascimento em Belém. A esperança dos cristãos orienta-se para o futuro, mas permanece sempre bem arraigada num acontecimento do passado. 

O texto evangélico escolhido para este domingo, traz o Evangelista São Mateus (cf. Mt 24,37-44) a nos apresentar o último grande discurso de Jesus antes da sua paixão e morte. É um texto que nos convida a permanecer vigilantes, na expectativa da última vinda de Cristo. "Vigiai!, pois não sabeis o dia que o nosso Senhor virá” (Mt 24,42). "Vigiai!" Uma palavra dirigida aos discípulos, mas também "a todos", porque cada um, na hora que só Deus conhece, será chamado a prestar contas da própria existência. Isto exige um justo desapego dos bens terrenos, um arrependimento sincero dos próprios erros, uma caridade laboriosa em relação ao próximo e sobretudo uma entrega humilde e confiante nas mãos de Deus, nosso Pai terno e misericordioso.

É um apelo veemente à vigilância, pois devemos estar preparados para acolher o Senhor. O tempo do Advento chega todos os anos para nos recordar isto, para que a nossa vida encontre a sua orientação justa, em conformidade com o querer de Deus. 

O evangelista São Mateus contempla com preocupação os sinais de abandono, de desleixo, de rotina, de esfriamento que começam a aparecer na comunidade e sente que é preciso renovar a esperança e levar os crentes a comprometer-se na história, construindo o “Reino”. Nesta situação, Mateus descobre que as palavras de Jesus encerram um profundo ensinamento e compõe com elas uma exortação dirigida aos cristãos. Esta exortação fundamenta-se numa profunda convicção: a vinda do “Filho do homem” é um fato certo, ainda que não aconteça em breve; enquanto não chega o momento, é preciso preparar este grande acontecimento, vivendo de acordo com os ensinamentos de Jesus.

Para Mateus, a vinda do Senhor é certa, embora ninguém saiba o dia nem a hora (cf. Mt 24,36); aos crentes resta estar vigilantes, preparados e ativos. Para transmitir esta mensagem, Mateus usa três quadros:

O primeiro (vers. 37-39) é o quadro da humanidade na época de Noé: os homens viviam, então, numa alegre inconsciência, preocupados apenas em gozar a sua “vidinha” descomprometida; quando o dilúvio chegou, apanhou-os de surpresa e impreparados… Se o “gozar” a vida ao máximo for para o homem a prioridade fundamental, ele arrisca-se a passar ao lado do que é importante e a não cumprir o seu papel no mundo.

O segundo (vers. 40-41) coloca-nos diante de duas situações da vida quotidiana: o trabalho agrícola e a moagem do trigo… Os compromissos e trabalhos necessários à subsistência do homem também não podem ocupá-lo de tal forma que o levem a negligenciar o essencial: a preparação da vinda do Senhor.

O terceiro (vers. 43-44) coloca-nos frente ao exemplo do dono de uma casa que adormece e deixa que a sua casa seja saqueada pelo ladrão… Os crentes não podem, nunca, deixar-se adormecer, pois o seu adormecimento pode levá-los a perder a oportunidade de encontrar o Senhor que vem. A questão fundamental é, portanto, esta: o crente ideal é aquele que está sempre vigilante, atento, preparado, para acolher o Senhor que vem. Não perde oportunidades, porque não se deixa distrair com os bens deste mundo, não vive obcecado com eles e não faz deles a sua prioridade fundamental… Mas, dia a dia, cumpre o papel que Deus lhe confiou, com empenho e com sentido de responsabilidade.

Nossa vida cristã deve ser uma vida de luz, como convém ao dia. Os malfeitores agem à noite. Quem faz o bem, age à luz do dia. E a Palavra do Senhor deve ser para nós a poderosa arma da luz, pois é a Palavra de Deus que alimenta a nossa fé e a nossa esperança, e a fé nos mostra a luz para que possamos enxergar no meio da penumbra da madrugada e vemos com clareza o caminho que o Senhor nos propõe. Assim deve ser o cristão. Ele não tem necessidade de se ocultar, porque sempre deve procurar fazer o bem. Possamos nos preparar para o último dia, vigilantes, não com medo, mas com esperança.

Possamos ainda lembrar das palavras de Santa Teresa de Jesus, que assim diz: “Nada te perturbe, Nada te espante; Tudo passa; Deus não muda; A paciência tudo alcança; Quem a Deus tem; Nada lhe falta: Só Deus basta”. 

Com a Virgem Maria, que nos guia no caminho do Advento, peçamos que sejamos sempre atentos e que tenhamos o coração dilatado para esperar aquele que vem. Assim seja. Um bom domingo a todos.

D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa


A aparição de Nossa Senhora das Graças ocorreu no dia 27 de Novembro de 1830 a Santa Catarina Labouré, irmã de caridade (religiosa de S. Vicente Paulo). A santa encontrava-se em oração na capela do convento, em Paris (rua du Bac), quando a Virgem Santíssima lhe apareceu. Tratava-se de uma "Senhora de mediana estatura, o seu rosto tão belo e formoso... Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés... As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas ..."
A Santíssima Virgem disse: "Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem ...".
Formou-se então em volta de Nossa Senhora um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Nisto voltou-se o quadro e eu vi no reverso a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria - o de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz da Senhora a dizer-me: "Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxeram por devoção hão de receber grandes graças". 

O Arcebispo de Paris Dom Jacinto Luís de Quélen (1778-1839) aprovou, dois anos depois, em 1832, a medalha pedida por Nossa Senhora; em 1836 exortou todos os fiéis a usarem a medalha e a repetir a oração gravada em torno da Santíssima Virgem: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". 


Esta piedosa medalha - segundo as palavras do Papa Pio XII - "foi, desde o primeiro momento, instrumento de tão numerosos favores, tanto espirituais como temporais, de tantas curas, protecções e sobretudo conversões, que a voz unânime do povo lhe chamou desde logo Medalha Milagrosa".

©Evangelizo.org

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Testemunhos na vida dos Santos II



Recorrendo a escrito de santos, temos testemunhos de intervenções em revelações privadas do Anjo Custódio do Reino na história do seu povo. Por exemplo na Irlanda: “Conta-nos o Venerável Beda que um dos reis da Irlanda tinha grande devoção aos Santos Anjos, e costumava orar-lhes com fervor. Teve, porém, um mau conselheiro, e começou a malquistar-se com os seus súbditos, pelo que estes se juntaram contra ele, resolvidos a moverem-lhe guerra. Ao saber disto, o Rei ficou inquieto; mas eis que lhe apareceu o seu Anjo da Guarda, que lhe disse: «Não temas. Pela devoção que sempre me tens tido, assim como aos outros Anjos, obtivemos de Deus que os outros príncipes e teus súbditos se decidissem a fazer aliança contigo. Mas, por teu lado, tens de afastar de ti esse mau conselheiro, e esforça-te por contentar os bons homens do teu reino», o que fez o rei, com ótimos resultados”.
Também no tempo do rei Olíbrio da Hungria, este saiu-se bem num episódio do seu reinado, graças à intervenção do Anjo da Guarda do seu Reino. Em memória desse acontecimento mandou fazer grandes solenidades em sua honra e pôs a sua imagem sobre a sua coroa. Daí por diante tornou-se costume dos reis e príncipes da Hungria invocarem nas ocasiões solenes a Deus, por intermédio do seu Anjo, e nada resolviam de grave sem terem feito esta oração (cfr. Os Santos Anjos, por E. D. M., Tipografia Inglesa Lda., Lx, 1954, pg. 10 e 11).

O ARCANJO SÃO MIGUEL E A LUTA CONTRA O DEMÔNIO





"A luta contra o Demônio, a qual caracteriza a figura do Arcanjo Miguel, é atual também hoje, porque o demônio está vivo e operante no mundo. Com efeito, o mal que nele existe, a desordem que se verifica na, sociedade, a incoerência do homem, a ruptura interior da qual é vítima não são apenas conseqüências do pecado original, mas também efeito da ação nefanda e obscura de Satanás, deste insidiador do equilíbrio moral do homem, ao qual São Paulo não hesita em chamar "o deus deste mundo" (2 Cor 4,4), enquanto se manifesta como encantador astuto, que sabe insinuar-se no jogo do nosso agir, para aí introduzir desvios tão nocivos, quanto às aparências conformes às nossas aspirações instintivas. Por isto o Apóstolo das Gentes põe os cristãos de sobreaviso, quanto às insídias do Demônio e dos seus inúmeros sectários, quando exorta os habitantes de Éfeso a revestirem-se "da armadura de Deus para que possam resistir às ciladas do Demônio. Porque nós não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas contra os Principados e Potestades, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares" (Ef 6,11-12).
A esta luta nos chama a figura do Arcanjo São Miguel, a quem a Igreja, tanto no Oriente como no Ocidente, jamais cessou de tributar um culto especial... Todos recordam a oração que há anos se recitava no final da Santa Missa: "Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium..." (Beato Pp Joao Paulo II).

Alocução do dia 24 de maio de 1987

domingo, 24 de novembro de 2013

Festividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo




A Palavra de Deus, neste último domingo do ano litúrgico, convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus. Deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se exerce no amor, no serviço, no perdão, no dom da vida.
A primeira leitura apresenta-nos o momento em que David se tornou rei de todo o Israel. Com ele, iniciou-se um tempo de felicidade, de abundância, de paz, que ficou na memória de todo o Povo de Deus. Nos séculos seguintes, o Povo sonhava com o regresso a essa era de felicidade e com a restauração do reino de David; e os profetas prometeram a chegada de um descendente de David que iria realizar esse sonho.
O Evangelho apresenta-nos a realização dessa promessa: Jesus é o Messias/Rei enviado por Deus, que veio tornar realidade o velho sonho do Povo de Deus e apresentar aos homens o “Reino”; no entanto, o “Reino” que Jesus propôs não é um Reino construído sobre a força, a violência, a imposição, mas sobre o amor, o perdão, o dom da vida.
A segunda leitura apresenta um hino que celebra a realeza e a soberania de Cristo sobre toda a criação; além disso, põe em relevo o seu papel fundamental como fonte de vida para o homem.




www.ecclesia.pt


Andrea Bocelli - Gloria a te, Cristo Gesù

sábado, 23 de novembro de 2013

SANTA FAUSTINA E OS ANJOS




"Nestes tempos difíceis quão importante é dar- nos conta de uma realidade que por tantas vezes nos esquecemos ou não honramos como deveria ser honrada a realidade Angélica (…)


Os santos em geral tiveram uma grande devoção aos Anjos, especialmente ao Anjo da Guarda e aos Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael.

Também na vida de Santa Faustina, essa realidade que a Igreja nos apresenta como dogma de fé, foi experimentada de forma muito concreta e viva. Citamos, por exemplo, uma das viagens que fez a Ir. Faustina:

"Então, vi ao meu lado um dos sete Espíritos, radioso como anteriormente, sob uma forma luminosa. Observei que se mantinha constantemente a meu lado e, mesmo enquanto estava a viajar de comboio, via-o. Reparei que em cima de cada uma das igrejas por onde passava se encontrava um Anjo, embora envolvido numa aura de luz mais pálida do que a do Espírito que me acompanhava durante a viagem. E cada um dos que guardavam as igrejas inclinava-se diante desse Espírito que estava a meu lado.

Quando entrei no portão do convento em Varsóvia, esse Espírito desapareceu. Agradeci a Deus pela Sua bondade em nos dar Anjos por companheiros. Oh, como as pessoas consideram pouco o fato de terem sempre perto de si um visitante como este, que é, ao mesmo tempo, testemunha de tudo! 

Pecadores, lembrai-vos que também vós tendes uma testemunha de todos os vossos atos!" (Diário 630)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Refletindo


OS ANJOS DAS NAÇÕES

A passagem da Escritura abaixo transcrita, é a primeira leitura da memória do dia 10 de Junho, Missa própria em honra do Anjo da Guarda de Portugal, que se fundamenta na convicção que a Tradição nos apresenta de que cada nação tem o seu Anjo da Guarda.

Anjo da Guarda de Portugal



“Naqueles dias, ergui os olhos e tive uma visão: Era um homem vestido de linho, que tinha à cintura uma faixa de ouro fino. O seu corpo era semelhante ao topázio, o rosto tinha o aspeto do relâmpago; os olhos eram como tochas de fogo, os braços e as pernas brilhantes como bronze polido, e o rumor das suas palavras, como o rumor duma multidão. Ele falou-me assim: «Não temas, Daniel, pois as tuas palavras foram atendidas, desde o primeiro dia em que tomaste a peito compreender, e ainda humilhaste-te perante o teu Deus. Vim aqui por causa das tuas palavras. O Príncipe do reino da Pérsia, fez-me frente durante 21 dias. Então, Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Eu deixei-o a fazer frente ao Príncipe dos reis da Pérsia, e vim para te explicar o que vai acontecer ao teu povo, nos últimos dias... Vou dar-te a conhecer o que está escrito no livro da verdade. Devo regressar à luta contra o Príncipe da Pérsia. Quando acabar esta luta, surgirá o Príncipe da Grécia. Ninguém me ajuda nestes trabalhos a não ser Miguel, o vosso Príncipe»” (Dn. 10, 2a. 5-6.12-14.21-23).





Fundamento Bíblico

Acerca da realidade que cada Nação tem um Anjo da Guarda, o Catecismo da Igreja dá-nos esta explicação, que não deve ser ignorada: “Desfeita a unidade do gênero humano pelo pecado, Deus processou, em primeiro lugar, salvar a humanidade através de cada uma das suas partes. A aliança com Noé, a seguir ao dilúvio (cfr. Gn. 9,9,), exprime o princípio da economia divina em relação às «gentes» ou nações, quer dizer, em relação aos homens reagrupados segundo os seus países, cada qual segundo a sua língua e os seus clãs (cfr. Gn. 5; 10, 20-31). Esta ordem, ao mesmo tempo cósmica, social e religiosa, da pluralidade nas nações (cfr. Act. 17, 26-27), confiada pela Providência Divina à guarda dos Anjos (cfr. Dt. 4, 19; 32, destinou-se a pôr cobro ao orgulho duma humanidade decaída, que, unânime na sua perversidade (cfr. Sab. 10, 5), pretendia refazer por si mesma a própria unidade, à maneira de Babel (cfr. Gn. 11, 4-6)” (Cat. Ig. Cat. nº 56 e 57).


 Santo Anjo da Guarda da Argentina (por uma Irmã da Santa Cruz)



É, pois, para que cada Nação possa cumprir a sua missão em vista da Salvação que Deus concede a cada uma em particular um Santo Anjo como guia.


A universalidade da Aliança de Deus com os homens se concretizará plenamente em Seu Filho. Na nova e eterna Aliança, ficarão englobadas definitivamente todas as nações, todos os povos, línguas e raças. Deus nunca abandonou a obra das Suas mãos. A Sua Providência entregou-as ao cuidado dos Seus Anjos.


Ao longo do Antigo Testamento São Miguel é apresentado como um dos principais guardiães do povo judeu. É chamado “Príncipe do vosso povo”, conforme o diálogo de S. Gabriel com o profeta Daniel. É precisamente com este profeta que se fortalece esta crença, numa hora histórica dificílima do povo hebreu, quando estava no exílio e subjugado entre os gregos e persas, e depois libertados da escravidão por um decreto de Ciro.

Todavia o tão suspirado regresso à pátria era impedido por dificuldades misteriosas. Quem mais se afligia com tais demoras era o profeta Daniel, que a Deus fazia contínuas súplicas. Um dia, enquanto repousava nas margens do rio Tigre, apareceu-lhe o Arcanjo S. Gabriel a anunciar-lhe que as suas preces iam ser ouvidas. Mas, acrescentou que o Anjo protetor da Pérsia não acedia a deixar partir os Hebreus em liberdade, opunha-se mesmo a isso. “O Príncipe do reino da Pérsia resistiu-me durante 21 dias” (Dn. 10, 13); e a ele se aliara, pouco antes, o anjo protetor da Grécia (cfr. Dn. 10, 23). Não obstante, muito em breve Gabriel combateria esta resistência, fortalecido desta vez pelo apoio de Miguel: “Para tal empresa ninguém virá em meu auxílio, exceto o vosso chefe Miguel” (Dn. 10. 20-21).

Anjo da Guarda do Chile

Santa Cecília, rogai por nós.


A Santa cujo Anjo guardava a pureza.



Cecília era de família romana pagã, nobre, rica e influente. Estudiosa, adorava estudar música, principalmente a sacra, filosofia e o Evangelho. Desde a infância era muito religiosa e, por decisão própria, afastou-se dos prazeres da vida da Corte, para ser esposa de Cristo, pelo voto secreto de virgindade. Os pais, acreditando que ela mudaria de idéia, acertaram seu casamento com Valeriano, também da nobreza romana. Ao receber a triste notícia, Cecília rezou pedindo proteção do seu anjo da guarda, de Maria e de Deus, para não romper com o voto.


Após as núpcias, Cecília contou ao marido que era cristã e do seu compromisso de castidade. Disse, ainda, que para isso estava sob a guarda de um anjo. Valeriano ficou comovido com a sinceridade da esposa e prometeu também proteger sua pureza. Mas para isso queria ver tal anjo. Ela o aconselhou a visitar o papa Urbano, que, devido à perseguição, estava refugiado nas catacumbas. O jovem esposo foi acompanhado de seu irmão Tibúrcio, ficou sabendo que antes era preciso acreditar na Palavra. Os dois ouviram a longa pregação e, no final, converteram-se e foram batizados. Valeriano cumpriu a promessa. Depois, um dia, ao chegar em casa, viu Cecília rezando e, ao seu lado, o anjo da guarda.

Entretanto a denúncia de que Cecília era cristã e da conversão do marido e do cunhado chegou às autoridades romanas. Os três foram presos, ela em sua casa, os dois, quando ajudavam a sepultar os corpos dos mártires nas catacumbas. Julgados, recusaram-se a renegar a fé e foram decapitados. Primeiro, Valeriano e Turíbio, por último, Cecília.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

APRESENTAÇÃO DE MARIA AO TEMPLO






















Apresentação de Nossa Senhora no Templo (21 de Novembro) A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém. 

Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:

 "Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente". 

A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia.

 Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja. 

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!

Observação:
Dia especial de oração pelas vocações à vida contemplativa.

domingo, 17 de novembro de 2013

Que Fazeis?

Aproveitemos bem o nosso tempo. "Que fazeis?"



O Anjo disse às crianças em Fátima: "Que fazeis?", não porque não o soubesse, mas para lhes deixar claro a distância existente entre o espírito do mundo e o da fé, e para nos mostrar com que leviandade dissipamos o nosso tempo, ou melhor, a nossa vida com coisas superficiais. Naquela época, as brincadeiras das crianças eram um passatempo inocente, ao contrário dos programas atuais que envenenam as almas das nossas crianças. Ah, se fosse possível que o Anjo as arrancasse do seu escurecimento causado pela TV com as penetrantes palavras: "Que fazeis?". O Anjo não vê apenas o que elas e nós fazemos; vê igualmente o estado assustador de todo o mundo onde diariamente morrem centenas de milhares de pessoas. Porque larga é a porta e quão apertado é o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele" (Mt 7,13).
Algum tempo depois Nossa Senhora apresentou às crianças uma visão do inferno, acerca da qual afirmou: "Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, DEUS quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz" (Julho de 1917).

"Que fazeis? Orai, orai muito. Os Corações Santíssimos de JESUS e MARIA têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente, ao Altíssimo, orações e sacrifícios".
O Anjo exorta as crianças a "Orarem muito".
Pedagogicamente isso é importante. Lembremos que a oração é a expressão do nosso amor a DEUS e ao próximo. Deveria ser toda a nossa alegria. O nosso amor deveria ir ao extremo: com todo o nosso coração, toda a nossa alma e com todas as nossas forças. Entretanto, o que cada um entende por "Orar muito" está de acordo com a medida de amor do seu coração. Se cada um de nós orasse muito, certamente a medida do amor cresceria, e se cada um de nós amasse muito, por sua vez, a medida de oração aumentaria igualmente. Na medida que crescem o amor e a oração, crescem a paz e a alegria. Pelo contrário, não nos deve admirar que diante de tão escassas orações de tantos que não rezam com o coração, "resfriará a caridade da maioria" (Mt 24, 12) e a paz desaparecerá da terra.(Santinho 1)

O pensamento nos infinitos sofrimentos do inferno comoveram profundamente o coração de Jacinta. Lúcia foi a sua "catequista". À pergunta de Jacinta, "Aquela Senhora disse que muitas almas vão para o inferno. Mas o que é o inferno? - A Lúcia esclareceu: "É uma cova de bichos e uma fogueira muito grande (assim mo explicava minha Mãe) e vai para lá quem faz pecados e não se confessa e fica lá sempre a arder.
Jacinta: E nunca mais de lá sai?
Lúcia: Não.
Jacinta: E depois de muitos, muitos anos?!
Lúcia: Não, o inferno nunca acaba. E o Céu também não. Quem vai para o Céu nunca mais de lá sai. E quem vai para o inferno também não. Não vês que são eternos, que nunca acabam?
O que mais impressionou a Jacinta foi o facto de o inferno ser eterno. Cada alma faz com que mereça uma eternidade de sofrimento e ódio. Tal verdade parece não mais impressionar ninguém, pois o mundo está tomado pelo que é temporal. É por isso que o Anjo exclamou: "Que fazeis?"



Belissimo Esposo - Comunidade Shalom


OBRIGADO MEU AMADO E QUERIDO JESUS POR SE ENTREGAR POR MIM. 
TE AMO DE TODO O MEU CORAÇÃO E COM TODAS AS MINHAS FORÇAS ...

Domingo é dia do Senhor!!!


Adoremos ao Senhor.


A Adoração exprime-se no amor pela oração, no diálogo com Deus, na adoração de Jesus na Santíssima Eucaristia, e de maneira especial, na participação, quanto possível, diária na Santa Missa com a comunhão eucarística (cf. SC 48). Queremos viver constantemente na presença de Deus, segundo o exemplo e com a ajuda do santo Anjo da Guarda e, deste modo consagrando “o próprio mundo a Deus, como adoradores, sempre agindo santamente” (LG 34).

Oração

Concedei-nos, SENHOR, o auxílio de vossos Anjos e Exércitos Celestes, a fim de que, por eles, sejamos preservados dos ataques de Satanás, e, pelo Precioso Sangue de Nosso Senhor JESUS CRISTO e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, Rainha dos Anjos, libertos de todos os perigos, possamos servir-vos em paz para sempre, por Nosso Senhor JESUS CRISTO, Vosso FILHO, na unidade do ESPÍRITO SANTO. Amém.


Nosso Anjo da Guarda, um presente de Deus para nós!


Vinde depressa, socorrei-nos!!!


Ó Santos Anjos, nós vos suplicamos pela vossa própria bem-aventurança: Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pela vossa própria fidelidade: Vinde depressa, socorrei-nos!
Nós vos suplicamos pela vossa luta na defesa do Reino de DEUS:
Vinde depressa, socorrei-nos!



São Miguel





¡Defiéndeme, oh san Miguel, valeroso capitán de los ejércitos de Dios! Envía en mi auxilio a tus soldados para que me defiendan de los demonios y no me rinda ante sus embates y tentaciones. Manda a tus Ángeles para que me guíen y no camine ciegamente, y me lleven de la mano para que no tropiecen mis pies en el camino peligroso de esta vida. Asiste con tus Ángeles a mi muerte y alcánzame del Señor la contrición verdadera de mis culpas, para que presentada mi alma ante Su tribunal, merezca ser llevada por tus manos ante el trono de la Santísima Trinidad. Amén.
A Igreja Católica Romana ensina com a Bíblia que Jesus Cristo é o nosso único Redentor.
Precisamos todavia precisamos acreditar em Anjos?



A Igreja Católica Romana crê em Jesus Cristo como único Redentor segundo o ensinamento de São Paulo: “Há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos” (1Tm 2, 5-6). Mas a Igreja reconhece e crê também que Deus criou os Anjos e quis servir-se deles, porque a Revelação divina na Bíblia e na Tradição fala dos Anjos e da sua missão na vida de Jesus Cristo e de todos os homens: “Não são todos os Anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1, 14).

- Pequeno Catecismo dos Anjos. Pe Titus Kieninger ORC

A Igreja ensinou




A Igreja confessou no segundo Concílio do Vaticano, que ela sempre “venerou os Santos com particular afeto, juntamente com a Bem-aventurada Virgem Maria e os Santos Anjos, e implorou o auxílio da sua intercessão”(1) ; “por meio da Liturgia da terra cantamos ao Senhor um hino de glória com toda a milícia do exército celestial”(2).

O Vaticano II também alerta aos homens sobre o combate com os Anjos caídos: “Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa, com efeito, toda a história humana; começou no princípio do mundo e, segundo a palavra do Senhor (3), durará até o último dia. Inserido nesta luta, o homem deve combater constantemente, se quer ser fiel ao bem” (4).

______________________
1. Vaticano II, Constituição dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium (LG) 50.
2. Vaticano II, Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium (SC) 8; outras referências aos Santos Anjos encontram-se LG 7, 49-51, 53, 55, 56, 63, 66, 69; GS 12, 45.
3. Cf. Mt 24, 13; 13, 24-30 e 36-43.
4. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo de hoje Gaudium et Spes (= GS) 37; outras referências aos demônios se encontra em LG 5, 16, 17, 35, 48; GS 2, 7, 13, 22, 37; SC 6; AG 3, 9, 14.

- Pequeno Catecismo dos Anjos. Pe. Titus Kieninger ORC. 

São Rafael Arcanjo


São Rafael, príncipe arcanjo do Senhor, que prendestes e algemastes o demônio que atormentava Sara, defendei-nos de todos os males, do corpo e da alma, pois grande é o nosso Deus e grande é o seu Poder. Amém!”

domingo, 10 de novembro de 2013

Ó Pão dos Anjos

Canto de Comunhão
Música: L.Lambillotte
Letra: Jefte Braz

Ó Pão dos anjos, Deus escondido
Na Hóstia branca, sobre o altar;
Hoje eu venho, arrependido,
Misericórdia, Te suplicar.

Ó Rei da Glória, ó Deus de amor,
Em Ti confio, meu Redentor;
Mostrai-me ó Cristo, teu Coração,
Fonte de Vida e Salvação..


Como é doce, Tua presença,
No Sacramento da Comunhão,
Mas perdoai -me, a indiferença,
Santificai o meu coração.

Permanecei sempre comigo,
Em Tua graça, quero viver.
Que eu esteja sempre contigo,
Jamais eu quero Te ofender.

Em Tí eu ponho minha esperança,
És o meu tudo, Senhor Jesus.
Eu te suplico "perseverança",
Que eu viva sempre na tua luz.


http://www.youtube.com/v/t12tgoMCfQE?autohide=1&version=3&showinfo=1&attribution_tag=AmXB5GfHJ2A9wKwirU4tIA&autohide=1&autoplay=1&feature=share

sábado, 9 de novembro de 2013

A proteção dos Anjos e Santa Faustina



A Ir. Faustina Kowalska, conhecida já em todo o mundo, apóstola da Misericórdia de DEUS, é considerada pelos teólogos como fazendo parte dum grupo de notáveis místicos da Igreja. Nasceu a 25 de Agosto de 1905 e foi a terceira de dez filhos de uma pobre, mas piedosa família em Glogowiec (Polónia). No dia 1 de Agosto de 1925 entrou no convento da congregação das Irmãs de N. Sra. da Misericórdia em Varsóvia.
Toda a sua vida se concentrava n efectivo desejo duma união cada vez mais plena com DEUS e em colaborar generosamente com JESUS na obra da salvação das almas. "Ó meu JESUS - confessou no diário - Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos tinha intenção de me tornar uma grande santa, quer dizer, desejava amar-Vos com um amor tão imenso, como o de nenhuma outra alma que, até então, Vos tivesse amado…" (Diário 1372).
Fisicamente esgotada até ao limite, embora o seu espírito plenamente amadurecido, unida misticamente a DEUS, acabou por falecer em fama de Santidade no 5 de Outubro de 1938, com apenas 33 anos de vida e 13 anos de profissão religiosa. Em Roma, no Domingo de Pascoela (a partir de então chamado "Domingo da Misericórdia") no Ano Santo de 2000 foi canonizada pelo Beato Papa João Paulo II. Transcrevemos em seguida, com algumas ligeiras adaptações, uma parte de um artigo do Pe. Marcelo Magalhães S.A.C. Este artigo foi tirado do "Mensageiro da Misericórdia divina" (Julho/Set. 2004, nº 3 (21) 2004, p. 15-18).
"Nestes tempos difíceis quão importante é dar- nos conta de uma realidade que por tantas vezes nos esquecemos ou não honramos como deveria ser honrada a realidade Angélica (…) Os santos em geral tiveram uma grande devoção aos Anjos, especialmente ao Anjo da Guarda e aos Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael.
Também na vida de Santa Faustina, essa realidade que a Igreja nos apresenta como dogma de fé, foi experimentada de forma muito concreta e viva. Citamos alguns textos, como este, por exemplo, numa das viagens fez a Ir. Faustina; ela relata:
"Então, vi ao meu lado um dos sete Espíritos, radioso como anteriormente, sob uma forma luminosa. Observei que se mantinha constantemente a meu lado e, mesmo enquanto estava a viajar de comboio, via-o. Reparei que em cima de cada uma das igrejas por onde passava se encontrava um Anjo, embora envolvido numa aura de luz mais pálida do que a do Espírito que me acompanhava durante a viagem. E cada um dos que guardavam as igrejas inclinava-se diante desse Espírito que estava a meu lado.
Quando entrei no portão do convento em Varsóvia, esse Espírito desapareceu. Agradeci a Deus pela Sua bondade em nos dar Anjos por companheiros. Oh, como as pessoas consideram pouco o facto de terem sempre perto de si um visitante como este, que é, ao mesmo tempo, testemunha de tudo! Pecadores, lembrai-vos que também vós tendes uma testemunha de todos os vossos actos!"
 (Diário 630)
Como é importante invocarmos tais amigos para nos defendermos do anjo inimigo que é o demónio. Santa Faustina escreveu:
"… Ao chegar à noite, (porém), senti-me muito cansada, sem ser capaz de fazer a Hora Santa, pelo que pedi (autorização) à Madre Superiora, para me ir recolher mais cedo do que era costume. Assim que me deitei, adormeci logo mas, pelas onze horas, o demónio abanou a minha cama. Acordei de súbito e comecei calmamente a rezar ao meu Anjo da Guarda. Tive então a visão das almas que estão a fazer penitência no Purgatório. Eram como sombras e, de permeio, notei também muitos demónios. Havia até um deles que, tomando a forma de um gato, me procurava molestar, atirando-se para cima da cama e dos meus pés, tão pesado como se fossem várias arrobas. Durante todo aquele tempo, tinha-me mantido a rezar o rosário e foi só com a madrugada que essas entidades desapareceram, podendo enfim adormecer. "Quando fui à capela, de manhã, ouvi na minha alma a seguinte voz:
-"Estás unida a Mim, nada temas; mas fica sabendo, Minha filha, que Satã te odeia; e, embora o rancor dele seja a toda e qualquer alma, atiça-se-lhe um especial ódio contra ti, já que foste tu quem arrancaste muitas almas ao seu domínio"."
 (Diário 412)

Por isso devemos invocar, como Santa Faustina, a sua protecção (dos Anjos) sobre nós e as nossas casas. "Quando me apercebi de como era perigoso ficar na portaria nos dias que correm, devido aos tumultos revolucionários e ao ódio que muitos malvados têm aos conventos, dirigi-me ao Senhor e roguei-Lhe que fizesse com que nenhum mal-intencionado ousasse aproximar-se da nossa porta. Então ouvi estas palavras: "Minha filha, desde o momento em que foste para a portaria, no portão está um Querubim a tomar conta; fica tranquila". Quando voltei da conversa que tive com o Senhor, vi uma nuvenzinha branca e, dentro dela, um Querubim de mãos postas; a visão dele era faiscante como o raio; bem reparei como o fogo do amor de Deus ardia nesse olhar…". (Diário 1271)

De forma especial os Anjos querem conduzir- nos a Jesus Eucarístico, mesmo e até principalmente durante as doenças. Assim escreve Santa Faustina:
"À noite a Irmã que cuidava de mim veio dizer- me "Amanhã a Irmã não receberá Nosso Senhor, porque está ainda muito fatigada, depois veremos como será." Isto magoou-me imenso, mas respondi com muita calma: "Está bem". E, submetendo-me inteiramente ao Senhor, procurei dormir. De manhã, fiz a meditação e preparei-me para a Sagrada Comunhão, embora não devesse receber Nosso Senhor. Quando a minha ansiedade e o meu amor atingiram o grau máximo, de repente, vi junto da minha cama um Serafim, que me deu a Sagrada Comunhão, pronunciando estas palavras: "Eis o Senhor dos Anjos". - Quando recebi o Senhor, o meu espírito mergulhou no amor de Deus e em assombro. Repetiu-se isto durante treze dias, embora eu nunca tivesse a certeza se ele m'A traria no dia seguinte; mas submetendo- me a Deus, confio na Bondade Divina e nem ousava pensar se no outro dia iria receber a Sagrada Comunhão dessa maneira.
O Serafim estava rodeado por um grande esplendor; reflectia-se o divino, o amor de Deus. Tinha uma veste dourada e, por cima, uma sobrepeliz e uma estola transparentes. O cálice era de cristal, coberto por um véu também diáfono. Logo que me dava o Senhor, desaparecia imediatamente."
 (Diário 1676)

Se tal era a sede da Irmã Faustina de receber Jesus eucarístico, mesmo estando impossibilitada, qual não deve ser a nossa, tendo tempo e saúde? Devemos procurar também a confissão, esta não com os Anjos mas com o Sacerdote: "Quando uma vez tive certa dúvida, que despertou em mim um pouco antes da Sagrada Comunhão, logo apareceu novamente o Serafim com Nosso Senhor. Eu, porém, recorri a Jesus e, não obtendo resposta roguei ao Serafim: "Poderias confessar-me?" E ele respondeu-me: "Nenhum Espírito no Céu tem esse poder". Nesse mesmo momento a Santa Hóstia pousou nos meus lábios." (Diário 1677)

Um dia no céu, o nosso Anjo da Guarda nos mostrará o lugar que Deus preparou para cada um de nós. Santa Faustina recebeu esta graça já aqui na terra em Julho de 1936: "Quando, uma vez, rezava fervorosamente aos Santos dos Jesuítas, de repente vi o Anjo da Guarda, que me conduzia ao Trono de Deus. Eu passava por grandes multidões de Santos e reconheci muitos que já conheci das imagens. Avistei muitos Jesuítas que me perguntavam: "De que Congregação é esta alma?" Quando lhes respondi, perguntaram: "Quem é o teu director espiritual?" Respondi que era o Padre Andrasz… Ao quererem falar mais, o meu Anjo da Guarda fez sinal, para que fizessem silêncio, e cheguei à presença do próprio Trono de Deus. Contemplei uma claridade enorme e inacessível e olhei para o lugar que me estava destinado próximo de Deus, mas como ele era não sei, porque estava encoberto por uma nuvem. Todavia o meu Anjo da Guarda disse-me: "Aqui está o teu trono pela tua fidelidade no cumprimento da Vontade Divina". (Diário 683)
Portanto, quem já experimentou "quão suave é o Senhor", sabe o quanto pode ir avante na sua vida com Deus, se emprega bem o seu tempo. Tanto na oração, no trabalho, como no descanso podemos ser um canal da Divina Misericórdia, protegidos e guia- dos pelos Stos. Anjos, como Sta. Faustina."

Conclusão:
Poderíamos objectar: nós também nos tornaríamos com mais facilidade santos, se os Anjos interviessem na nossa vida desta maneira extraordinária como no caso destes exemplos citados. A resposta é a seguinte:
A vida dos Santos, com os seus milagres e intervenções celestes, quer ser para nós umfortalecimento da nossa fé, portanto, como se se abrisse para nós por um momento a cortina do mistério que separa o mundo visível do mundo invisível. Na força desta luz, que por esta pequena abertura da cortina entra no nosso mundo, somos encorajados como o profeta Elias (cf. 1 Reis 19,8) a continuarmos com ânimo a nossa peregrinação rumo ao monte Horeb, símbolo do céu. Mas a maior parte na vida dos santos foi também uma vivência sob o véu daFé obscura. Assim aprendemos com eles que a nossa convivência com o Santo Anjo da Guarda não tem nada a ver com visões, nem devoções sentimentais, mas que o santo Anjo nos leva a uma maturidade interior, e que a sua acção no nosso dia a dia não serve para eliminar as dificuldades da nossa vida, mas para nos fazer crescer sempre mais profundamente na féem DEUS. As dificuldades com a ajuda do Anjo deixam de ser uma causa para perder a fé em DEUS, e tornam-se um "trampolim" para nos elevarmos mais alto e solidamente na vida cristã numa fé vivida com uma consciência clara da acção de DEUS no nosso dia a dia, como está escrito no Salmo: "Senhor, Tu examinaste-me e conheces-me, sabes quando me sento e quando me levanto; à distância conheces os meus pensamentos…. Os teus olhos viram-me em embrião…. Todos os meus dias estavam modelados, ainda antes que um só deles existisse. (Salmo 139,11)