Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os Anjos

CRIADOR DAS COISAS "INVISÍVEIS": OS ANJOS


Audiência do dia 30 de julho de 1986
(Publicada no L'OSSERVATORE ROMANO, ed. port., no dia 3 de agosto de 1986.)



1. No Credo proclamamos e confessamos Deus criador não só de todo o mundo criado, mas também das "coisas invisíveis", e tratamos o argumento da existência dos anjos chamados a declarar-se por Deus ou contra Deus com um ato radical e irreversível de adesão ou de rejeição da sua vontade de salvação.

Ainda segundo a Sagrada Escritura, os anjos, enquanto criaturas puramente espirituais, apresentam-se à reflexão da nossa mente como uma especial realização da "imagem de Deus", Espírito perfeitíssimo, como Jesus mesmo recorda à samaritana com as palavras: "Deus é espírito" (Jo 4,24). Os anjos são, sob este ponto de vista, as criaturas mais próximas do modelo divino. O nome que a Sagrada Escritura lhes atribui indica que aquilo que mais conta na Revelação é a verdade acerca das tarefas dos anjos em relação aos homens: anjo (angelus) quer dizer, com efeito, "mensageiro". O hebraico "malak", usado no Antigo Testamento, significa mais propriamente "delegado" ou "embaixador". Os anjos, criaturas espirituais, têm função de mediação e de ministério nas relações mantidas entre Deus e os homens. Sob este aspecto, a Carta aos Hebreus dirá que a Cristo foi dado um "nome", e por conseguinte um ministério de mediação, muito mais excelso que o dos anjos (cf. Hb 1,4).

2. O Antigo Testamento salienta sobretudo a especial participação dos anjos na celebração da glória que o Criador recebe como tributo de louvor da parte do mundo criado. São de modo especial os Salmos que se fazem intérpretes desta voz, quando, por exemplo, proclamam:

"Louvai o Senhor, do alto dos céus,
Louvai-O nas alturas do firmamento.
Louvai-O, Vós todos os Seus anjos..." (SI 148,1-2).
E de modo idêntico o Salmo 102(103):
"Bendirei o Senhor, Vós todos os Seus anjos,
Que sois poderosos em força, que cumpris as Suas ordens,
sempre dóceis à Sua palavra" (Sl 102/103,20).

Este último versículo do Salmo 102 indica que os anjos tomam parte, do modo que lhes é próprio, no governo de Deus sobre a criação, como "poderosos"...que cumprem as suas ordens segundo o plano estabelecido pela Divina Providência. Em particular estão confiados aos anjos um cuidado especial e solicitude pelos homens, em nome dos quais apresentam a Deus os seus pedidos e as suas orações, como nos recorda, por exemplo, o Livro de Tobias (cf. especialmente Tb 3,17 e 12,12), enquanto o Salmo 90 proclama:

"Mandou os Seus anjos....Eles te levarão nas suas mãos,
Para que não tropeces em pedra alguma" (cf. SI 90/91,11-12).

Seguindo o Livro de Daniel pode-se afirmar que as tarefas dos anjos, como embaixadores do Deus vivo, abrangem não só os homens individualmente e aqueles que têm especiais tarefas, mas também nações inteiras (Dn 10,13-21).

3. O Novo Testamento põe em realce as tarefas dos anjos em relação à missão de Cristo como Messias, e primeiro que tudo em relação ao mistério da encarnação do Filho de Deus, como verificamos na descrição do anúncio do nascimento de João, o Batista (cf. Lc 1,11), na do próprio Cristo (cf. Lc 1,26), nas explicações e disposições dadas a Maria e a José (cf. Lc 1,30-37; Mt 1,20-21), nas indicações dadas aos pastores na noite do nascimento do Senhor (cf. Lc 2,9-15), na proteção ao recém-nascido perante o perigo da perseguição de Herodes (cf. Mt 2,13).

Mais adiante os Evangelhos falam da presença dos anjos durante os 40 dias de jejum de Jesus no deserto (cf. Mt 4,11) e durante a oração no Getsêmani (Lc 22,43). Depois da ressurreição de Cristo será ainda um anjo, sob a aparência de um jovem, que dirá às mulheres que tinham ido ao sepulcro e ficaram surpreendidas por o encontrar vazio: "Não vos assusteis. Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado. Ressuscitou, não está aqui... Ide, pois, dizer aos Seus discípulos..." (Mc 16,5-7). Dois anjos foram vistos também por Maria Madalena, que é privilegiada com uma aparição pessoal de Jesus (Jo 20,12-17; cf. também Lc 24,4). Os anjos "apresentam-se" aos apóstolos depois de Cristo desaparecer, para lhes dizer: "Homens da Galiléia, por que estais assim a olhar para o céu? Esse Jesus, que vos foi arrebatado para o Céu, virá da mesma maneira, como agora O vistes partir para o Céu" (At 1,10-11). São os anjos da vida, da paixão e da glória de Cristo. Os anjos daquele que, como escreve São Pedro, "subiu ao Céu, e está sentado à direita de Deus, depois de ter recebido a submissão dos anjos, dos principados e das potestades" (1 Pd 3,22).

4. Se passamos à nova vinda de Cristo, isto é, à "Parusia", encontramos que todos os sinópticos narram que "o Filho do Homem virá na glória de Seu Pai, com os santos anjos" (tanto Mc 8,38; como Mt 16,27; e Mt 25,31 na descrição do juízo final; e Lc 9,26; cf. também São Paulo, 2 Ts 1,7). Pode-se portanto dizer que os anjos, como puros espíritos, não só participam, do modo que lhes é próprio, da santidade de Deus mesmo, mas nos momentos-chaves rodeiam Cristo e acompanham-na no cumprimento da Sua missão salvífica em relação aos homens. Igualmente ao longo dos séculos, também toda a Tradição e o magistério ordinário da Igreja atribuíram aos anjos este particular caráter e esta função de ministério messiânico.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Santo Anjo da Guarda nosso melhor amigo

Ao criar o homem com corpo e alma — com idéias, desejos e sentidos; Deus o dotou de qualidades e perfeições para que fosse o rei da criação animal e vegetal. Contudo, tendo nossos primeiros pais sido induzidos pela serpente a comer o fruto proibido para se tornarem iguais a Deus, romperam com Ele e trocaram o Paraíso terrestre pelo vale de lágrimas.

A Escritura Sagrada mostra o efeito desastroso daquele pecado de orgulho e desobediência, conhecido como pecado original: “Disse (Deus) à mulher: multiplicarei os teus trabalhos e, em teus partos, com dor darás à luz os filhos. E disse a Adão: 'porque destes ouvidos à voz da tua mulher, e comeste da árvore, de que eu te tinha ordenado que não comesses, a Terra será maldita por tua causa; tirarás dela o sustento com os trabalhos penosos todos os dias da tua vida'.
Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra, de que fostes tomado; por que tu és pó e em pó hás de tornar”. (Gn, III, 16 e ss.)

Dificilmente poderia a humanidade salvar-se nessa nova situação, pois o castigo que a partir de então pairou sobre ela poderia levá-la à revolta e ao desespero. Mas o Deus de justiça é também o Deus de bondade utilizou-se de sua infinita misericórdia e prometeu socorrer o gênero humano através de um futuro Redentor.
Amaldiçoou a serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela e Ela te esmagará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar”. Por isso mesmo, o homem sempre foi alvo da fúria e perseguição do demônio.
Ai de nós, degredados do Paraíso, se não fosse o auxílio constante de Deus, de sua Mãe Santíssima, dos Anjos e dos Santos! Sucumbiríamos sob o peso de nossos pecados. Os Livros Sagrados sempre nos apresentam os Anjos vindo em socorro e defesa do gênero humano.

Este mesmo Deus, que expulsou com toda a justiça nossos primeiros pais do Paraíso, ofereceu-se em holocausto para salvar cada homem, para salvar este homem que sou eu! Fez-nos herdeiros d’Ele e de todo seu tesouro. Para velar sobre cada um de nós, deu-nos um Anjo protetor que se chama Anjo da Guarda.
Ele nos foi dado para nos proteger nesta Terra e nos conduzir ao Céu. “Porquanto mandou aos anjos acerca de ti, que te guardem em todos os teus caminhos” (Sl. 90, 11). Os espíritos celestes que louvam e servem a Deus, também nos amam e nos querem bem, intercedem por nós e nos protegem a alma e o corpo.
O Anjo da Guarda é o Anjo que Deus concedeu a cada um de nós, “Vede, não desprezeis nenhum destes pequeninos: porque, digo-vos, os seus anjos no Céu vêem incessantemente a face de meu Pai” (Mt XVIII, 19).


Texto escrito pelo Pe. David Francisquini

sábado, 23 de julho de 2011

Exemplos a ser imitados de Padre Pio

Na vida de Padre Pio encontramos muitas coisas que não podemos imitar, somente admirar e agradecer a Deus. Por exemplo, vemos nele muitos dons, como: o da bilocação, da profecia, do conhecimento profundo das almas, dos perfumes espalhados, etc. Estes não podemos imitar, porque são dons extraordinários que Deus lhe deu para que ele pudesse ajudar mais eficazmente as almas. Mas, de outro lado devemos dizer que tanto mais que admiramos o seu exemplo e sua santidade, tanto mais deveríamos levar a sério muitos de seus conselhos. E um dos conselhos que Padre Pio deu sempre aos seus filhos e suas filhas espirituais foi que invocassem sempre seus Anjos da Guarda: "Lembra-te do Anjo da Guarda, sempre tão perto de ti, quer estejas ou não na graça do Senhor; que maior amigo poderás ter do que o Anjo da Guarda? Pede-lhe que te ajude a te conservares na caridade, na humildade e na paciência" (Fr. Alessio Parente O.F.M. Cap, Send me your Guardian Angel. Padre Pio, San Giovanni Rotondo 1984). Ou na despedida muitas vezes ele dizia: "Que o Anjo de Deus seja tua luz, o teu auxílio, a tua força, o teu conforto, o teu guia" (Giovanni P. Siena, Esta é a Hora dos Anjos, Anápolis 2000, 125) ou: "Que o Anjo de Deus te acompanhe!" (Ibid., 124).

PE. PIO E O "COMPANHEIRO DE SUA INFÂNCIA"


Aquilo que Padre Pio falou, ele mesmo também o viveu e de fato vemos nele uma convivência muito íntima e admirável com seu Anjo da Guarda. Esta relação íntima já começou na sua infância. Padre Eusébio, que assistiu Padre Pio nos anos 1961-1965 disse que na infância de Padre Pio o seu Anjo assumiu a aparência de uma criança e estava visivelmente ao seu lado. Se diz que durante a infância o Anjo até brincou com ele. Por isso o Padre Pio, mesmo idoso, chamou o seu Anjo "o companheiro da minha infância" (Send me your Angel, 20). Esta palavra "companheiro" indica uma profunda amizade e convivência. Aqui começou o amor de Padre Pio a seu Anjo que continuará por toda a vida. Este Anjo nunca abandonará o Santo: ele ajudará a deixar o mundo e a entregar-se totalmente a Deus. Ajudará no ano de noviciado, nos anos de estudo e de preparação para o sacerdócio. Ele cuidará que Padre Pio se torne um digno ministro de Jesus Cristo. Ele estará ao seu lado quando seu protegido experimenta os ataques do diabo e em todas suas lutas. "Por isso", diz Padre Eusébio, "o Padre Pio tinha uma profunda amizade com seu Anjo, a mais terna e confidencial devoção que excluiu qualquer diferença entre os dois e fez de Padre Pio um Anjo ou fez de seu Anjo uma criatura humana. Padre Pio e seu Anjo da Guarda são tão intimamente ligados um com o outro que é impossível separá-los" (Ibid., 21 e 119).

domingo, 10 de julho de 2011

O Anjo

Dica de Livro:

Vi o Meu Anjo
Cecy Cony (Irmã Antônia) - Autobiografia. Nova edição do livro "Devo Narrar Minha Vida". Irmã Antônia recebeu a graça especial de ver e comunicar com familiaridade com o seu Anjo da Guarda. Este livro conta as histórias desta alma tão bela e pura que foi guiada por um Anjo às alturas da santidade.





O Anjo.
"Ainda no ano de 1905. Era uma tarde de Carnaval. Mamãe, nessa época, costumava fantasiar-nos e, com outras crianças, íamos passear na praça, acompanhados de Acácia e Conceição. Tinha eu um verdadeiro terror dos mascarados, com aquelas horríveis máscaras que imaginava serem seus verdadeiros rostos; julgava-os entes sobrenaturais que moravam no fundo da terra, cheio de fogo, naquele lugar que D. Mimosa me falara.
Creio ser este o primeiro ano em que acompanhei minhas irmãs. Aquela grande balbúrdia da praça me amedrontou-me. A multidão de mascarados, grandes e pequenos, a saltarem e a baterem no chão com aquelas grandes bexigas cheias de ar, presas por um cordão na ponta de uma vara, poderia, se não fosse o auxílio do bom Deus, ter-me sido fatal, tanto foi o terror que senti. Agarrava-me às outras crianças, que pareciam divertir-se com prazer.
Veio-me então à cabecinha, já desnorteada pelo terror, a idéia de fugir dali e voltar para casa. Não sabia o caminho, mas sairia pelo grande portão, era só o que sabia, não pensei no resto. De fato, afastei-me do grupo e eis-me perdida naquela praça pequenina, mas que para mim era um mundo sem fim. Não chorei, creio que pelo medo de que estava possuída.
Lembrei-me, no meu terror, do bom Papai do Céu que eu deiara em casa, sozinho, sentindo um grande pesar por não tê-lo trazido comigo. Mas sabia que Papai do Céu vê e sabe tudo e que de certo me via ali sozinha.  Foi quando um mascarado, aproximou-se de mim e me tomou pela mão - esse momento era para me fazer morrer de susto.
lguns passos dera, presa por sua grande mão, quando senti, sem contudo nada ver, mas senti tão realmente como sentia ao meu lado o grande mascarado, senti na realidade, o Anjo que vira lá no quarto em casa do Capitão Bezerra e que Papai do Céu mandava para ficar comigo e me levar para casa. Sentia-o realmente, sem ver, mas como se o visse; tinha a real certeza de que ele estava do lado oposto ao do mascarado. O mascarado soltou-me com um arranco e não o vi mais; sumiu por entre a multidão.
 

Ao terror de que havia pouco estava possuída, sucedeu-se a tranquilidade doce e calma, na confiança do meu "Novo Amigo". Já divisava o portão da praça, quando avisto Acácia a correr para mim. A minha calma, provavelmente, tranquilizou-a e, nunca ninguém ficou sabendo deste fato, e esta é a primeira vez que o refiro.
Desde esse dia de 1905, o "Novo Amigo" acompanhou-me sempre, sempre, sempre por toda parte, e comigo fazia guarda a Papai do Céu. Aos seis anos descobri que era o Santo Anjo da Guarda, compreendia-o perfeitamente; falava-me, mas eu jamais ouvi sua doce voz"( nº6, p. 23-26).


 
Distribuição:
1. Livraria São Gabriel, Caixa Postal 101, CEP 75024-970 Anápolis/ GO, (62) 3098-1215 ou pelo email: sgabriellivraria@opusangelorum.org
2. Santos Anjos - Livraria e Artesanato, Caixa Postal 525, CEP 12511-970 Guaratinguetá/SP, (12) 3122-9299 ou pelo email: santosanjoslivraria@gmail.com

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A longa noite de Jacob

Na catequese sobre a oração o Papa Bento XVI referiu-se ao episódio da luta no vau do Jaboc.
"A oração exige confiança, proximidade, quase num corpo a corpo simbólico não com um DEUS adversário, inimigo, mas com o Senhor que abençoa", afirmou o Papa durante a audiência geral na praça de São Pedro.
Jacob tinha subtraído ao seu irmão gêmeo Esaú a primogenitura, em troca de um prato de lentilhas, e depois obtivera por com o engano a bênção do pai Isaac, já muito idoso, aproveitandose de sua cegueira. Tendo fujido à ira de Esaú, casou-se e enriqueceu, e agora voltava para a sua terra natal, pronto a enfrentar seu irmão. Mas quando tudo está pronto, ao atravessar o vau da torrente que delimitava o território de Esaú, Jacob, permanecendo só é agredido por um desconhecido, com o qual luta a noite inteira ( Gênesis 32).

"Jacó também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus.
E Jacó disse, quando os viu: Este é o exército de Deus. E chamou aquele lugar Maanaim.
E enviou Jacó mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom.
E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão, e me detive lá até agora; E tenho bois e jumentos, ovelhas, e servos e servas; e enviei para o anunciar a meu senhor, para que ache graça em teus olhos. E os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem para encontrar-te, e quatrocentos homens com ele. Então Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos, em dois bandos.
Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará.
Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão, e Deus de meu pai Isaque, o SENHOR, que me disseste: Torna-te à tua terra, e a tua parentela, e far-te-ei bem; Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú; porque eu o temo; porventura não venha, e me fira, e a mãe com os filhos.
E tu o disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendência como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar. E passou ali aquela noite; e tomou do que lhe veio à sua mão, um presente para seu irmão Esaú: Duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros;
Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos; E deu-os na mão dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse a seus servos: Passai adiante de mim e ponde espaço entre rebanho e rebanho. E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar, e te perguntar, dizendo: De quem és, e para onde vais, e de quem são estes diante de ti? Então dirás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a Esaú; e eis que ele mesmo vem também atrás de nós. E ordenou também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás dos rebanhos, dizendo: Conforme a esta mesma palavra falareis a Esaú, quando o achardes. E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia: Eu o aplacarei com o presente, que vai adiante de mim, e depois verei a sua face; porventura ele me aceitará.
Assim, passou o presente adiante dele; ele, porém, passou aquela noite no arraial.
E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.
E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha. Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares. E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.
E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali. E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa. Por isso os filhos de Israel não comem o nervo encolhido, que está sobre a juntura da coxa, até o dia de hoje; porquanto tocara a juntura da coxa de Jacó no nervo encolhido".
                                                                                                                     -Gênesis 32, 1-32

O texto bíblico fala-nos da longa noite da busca de DEUS, da luta para conhecer o seu nome ( a sua origem, conhecer a verdade acerca de si) e para ver o seu rosto; trata-se da noite da oração que, com tenacidade e perseverança, pede a DEUS a bênção e um nome novo, uma renovada realidade, fruto de conversão e perdão.


domingo, 3 de julho de 2011

Levanta-te depressa!

As correntes caíram-lhe das mãos. O Anjo continuou: "Coloca o cinto e calça as tuas sandálias".

Para agradar aos judeus, Herodes fez também prender Pedro e lançá-lo no cárcere, com intenção de apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. Entretanto, a igreja orava a Deus por ele sem cessar. Mas quando Herodes estava para o apresentar, nessa mesma noite, Pedro foi posto em liberdade por um Anjo.



Solenidade de São Pedro e São Paulo


"E matou à espada Tiago, irmão de João.
E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos.
E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa.
Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.
E quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão.
E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.
E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me.
E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma visão.
E, quando passaram a primeira e segunda guardas, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele.
E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava.
E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.
E, batendo Pedro à porta do pátio, uma menina chamada Rode saiu a escutar;
E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta.
E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo.
Mas Pedro perseverava em bater e, quando abriram, viram-no, e se espantaram.
E acenando-lhes ele com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão, e disse: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro lugar.
E, sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro.
E, quando Herodes o procurou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar. E, partindo da Judéia para Cesaréia, ficou ali.
E ele estava irritado com os de Tiro e de Sidom; mas estes, vindo de comum acordo ter com ele, e obtendo a amizade de Blasto, que era o camarista do rei, pediam paz; porquanto o seu país se abastecia do país do rei.
E num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática.
E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem.
E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou.
E a palavra de Deus crescia e se multiplicava."
    - Atos 12.

Pedro e Paulo são considerados espelhos da Igreja. Tiveram o sangue derramado em testemunho de fidelidade e amor a Deus e à missão. Mais do que obras, o que se destaca nos dois é que viveram como discipulos, em estreita aliança com Jesus. Pedro confirmando a fé dos irmãos e mantendo a unidade. Paulo levando a fé aos confins, impulsionando a Igreja missionária.