Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 10 de julho de 2011

O Anjo

Dica de Livro:

Vi o Meu Anjo
Cecy Cony (Irmã Antônia) - Autobiografia. Nova edição do livro "Devo Narrar Minha Vida". Irmã Antônia recebeu a graça especial de ver e comunicar com familiaridade com o seu Anjo da Guarda. Este livro conta as histórias desta alma tão bela e pura que foi guiada por um Anjo às alturas da santidade.





O Anjo.
"Ainda no ano de 1905. Era uma tarde de Carnaval. Mamãe, nessa época, costumava fantasiar-nos e, com outras crianças, íamos passear na praça, acompanhados de Acácia e Conceição. Tinha eu um verdadeiro terror dos mascarados, com aquelas horríveis máscaras que imaginava serem seus verdadeiros rostos; julgava-os entes sobrenaturais que moravam no fundo da terra, cheio de fogo, naquele lugar que D. Mimosa me falara.
Creio ser este o primeiro ano em que acompanhei minhas irmãs. Aquela grande balbúrdia da praça me amedrontou-me. A multidão de mascarados, grandes e pequenos, a saltarem e a baterem no chão com aquelas grandes bexigas cheias de ar, presas por um cordão na ponta de uma vara, poderia, se não fosse o auxílio do bom Deus, ter-me sido fatal, tanto foi o terror que senti. Agarrava-me às outras crianças, que pareciam divertir-se com prazer.
Veio-me então à cabecinha, já desnorteada pelo terror, a idéia de fugir dali e voltar para casa. Não sabia o caminho, mas sairia pelo grande portão, era só o que sabia, não pensei no resto. De fato, afastei-me do grupo e eis-me perdida naquela praça pequenina, mas que para mim era um mundo sem fim. Não chorei, creio que pelo medo de que estava possuída.
Lembrei-me, no meu terror, do bom Papai do Céu que eu deiara em casa, sozinho, sentindo um grande pesar por não tê-lo trazido comigo. Mas sabia que Papai do Céu vê e sabe tudo e que de certo me via ali sozinha.  Foi quando um mascarado, aproximou-se de mim e me tomou pela mão - esse momento era para me fazer morrer de susto.
lguns passos dera, presa por sua grande mão, quando senti, sem contudo nada ver, mas senti tão realmente como sentia ao meu lado o grande mascarado, senti na realidade, o Anjo que vira lá no quarto em casa do Capitão Bezerra e que Papai do Céu mandava para ficar comigo e me levar para casa. Sentia-o realmente, sem ver, mas como se o visse; tinha a real certeza de que ele estava do lado oposto ao do mascarado. O mascarado soltou-me com um arranco e não o vi mais; sumiu por entre a multidão.
 

Ao terror de que havia pouco estava possuída, sucedeu-se a tranquilidade doce e calma, na confiança do meu "Novo Amigo". Já divisava o portão da praça, quando avisto Acácia a correr para mim. A minha calma, provavelmente, tranquilizou-a e, nunca ninguém ficou sabendo deste fato, e esta é a primeira vez que o refiro.
Desde esse dia de 1905, o "Novo Amigo" acompanhou-me sempre, sempre, sempre por toda parte, e comigo fazia guarda a Papai do Céu. Aos seis anos descobri que era o Santo Anjo da Guarda, compreendia-o perfeitamente; falava-me, mas eu jamais ouvi sua doce voz"( nº6, p. 23-26).


 
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