Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Maria visita Santa Izabel


"Ó Maria, fazei-nos compreender, aceitar e viver a mensagem do Anjo, como Vós".

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O envio dos Anjos

Eterno Pai, que criaste tudo no céu e na terra para Vossa glória e louvor, nós Vos agradecemos, pois nos criastes e nos concedestes a grande dignidade de sermos Vossos filhos, e nos confiastes à poteção e guia dos Santos Anjos, nossos irmãos celestes.

Eis, juntamente com eles, estamos ajoelhados diante de Vós para consagrar-Vos todo o nosso viver e agir, e Vos pedimos que nos concedais o poderoso auxílio de Vossas primeiras criaturas. Assim, por eles guardados e guiados, poderemos, neste tempo, persistir e cumprir a nossa missão.

Por isso, mandai-nos aqueles - que Vosso amor criador pensou.
Mandai-nos aqueles - que o sopro de Vossa boca criou primeiro.
Mandai-nos aqueles - que nunca Vos foram infiéis.
Mandai-nos aqueles - que no princípio lançaram Satanás no abismo.
Mandai-nos aqueles - que sem cessar contemplam a Vossa face.
Mandai-nos aqueles - que dia e noite estão atentos às Vossas ordens.
Mandai-nos aqueles - que administram toda a Vossa criação.

E juntamente com São Miguel, chefe das Vossas legiões celestes, queremos adorar-Vos, amar-Vos e como ele servir somente a Vós, pois ninguém é como Vós, ó Deus bom, misericordioso e fiel!

Senhor Jesus Cristo, Vós sois o princípio, a plenitude e o fim de toda criação. Diante de Vós deve dobrar-se todo joelho, seja no céu, na terra ou debaixo da terra, porque pela Vossa vitória na Cruz Vos submetestes tudo.

Também nós nos prostramos diante de Vós para implorar de Vossa misericórdia a ajuda especial dos Vossos exércitos celestes, que constantemente estão Vos servindo e lutando para Vós.

Por isso mandai-nos Vossos exércitos - porque nos remistes pela a Vossa vitória na Cruz.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos comprastes com o Vosso Preciosíssimo Sangue.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque destes a Vossa vida por nós.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos amastes até o fim.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos destes a Vossa Palavra.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos chamastes com o Vossos Anjos.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos prometestes a vitória da Igreja.

E que São Gabriel, o mensageiro de Vossa Encarnação, leve também o nosso "faça-se em mim" diante de Vosso Trono, a fim de que também nós, conforme o exemplo de Maria, nos tornemos portadores de Vosso Corpo e Sangue e Vos sigamos aonde quer que nos conduzais ou envieis.

Espírito Santo, Vós inflamastes nosso coração com o amor aos Vossos poderosos servidores. Assim, pedimos a Vossa assistência especial por meio dos Santos Anjos, a fim de que nos conduzam através deste tempo, como outrora haviam conduzido os Israelitas através do mar Vermelho, para que, guiados por eles possamos voltar para o Coração do Redentor.

Por isso, mandai também Vós os Vossos Anjos em nosso auxílio - para que nos tragam os Vossos dozes frutos.
Mandai-os em nosso auxílio - para que nos transmitam os Vossos sete dons.
Mandai-os em nosso auxílio - para que por meio deles, cresçamos na fé, esperança e caridade.
Mandai-os em nosso auxílio - para que nos tornemos um com eles.
Mandai-os em nosso auxílio - para que, por meio deles, nos tornemos verdadeiramente adoradores de Deus Uno e Trino.
Mandai-os em nosso auxílio - para que lutem com sétupla força espiritual conosco e por nós.
Mandai-os em nosso auxílio - para que protejam os dozes portões da Santa Igreja (Ap 21,12-14).

E queira São Rafael, com sua seta de amor, inflamar cada vez de novo o nosso coração com a brasa do amor de Deus, para que possamos guardar "o mistério do Rei" (Tb 12,7).

Ó Maria Imaculada, Rainha de todos os Anjos, em cujo serviço estão todos os Anjos vós unis em vosso exército todos os vossos servos, a fim de conseguir também na batalha presente a vtória para Deus.
Por isso, nos refugiamos em vós, Nossa Senhora, Rainha e Mãe, e vos suplicamos cheios de confiança:
Olhai para a nossa miséria - e mandai-nos vossos Anjos.
Escutai a nossa súplica - e vinde com os vossos Anjos.
Ficai conosco na luta - com todos os vossos Anjos.
Enviai os vossos Anjos, Virgem puríssima - para precipitar a Satanás no abisno.
Dai ordens aos vossos Anjos, Mãe Santíssima - para afastar para longe de nós a serpente.
Ordenai aos vossos Anjos, Rainha augustíssima - que afugentem o grande Dragão.
E na mão dos nossos santos Anjos da Guarda queremos servir-Vos eternamente, silenciando escutando e obedecendo pobres, puros e fiéis.

Agora, vós próprios estais diante de nós, grandes e santos irmãos, e nos colocamos confiantemente em vossas mãos. Os cuidados do Pai Celeste nos confiam a vós, o amor do Senhor vos chamou a segui-Lo ao nosso lado, e o Espírito Santo vos entregou a Maria, Sua esposa e vossa Rainha, a fim de que ela vos envie em nosso auxílio.
Por isso nós nos confiamos a vós santos Serafins - e vos damos todo o nosso amor.
Nós nos confiamos a vós, santos Querubins - e vos entregamos todas as nossas palavras.
Nós nos confiamos a vós, santos Tronos - e vos entregamos toda a nossa vida.
Nós nos confiamos a vós, santos Dominações - e vos entregamos todos os nossos dons.
Nós nos confiamos a vós, santos Potestades - e vos entregamos todas as nossas lutas e tentações.
Nós nos confiamos a vós, santos Principados - e vos entregamos toda a nossa posse.
Nós nos confiamos a vós, santos Virtudes - e vos entregamos todos os nossos talentos e virtudes.
Nós nos confiamos a vós, santos Arcanjos - e vos entregamos todas as nossas obras.
Nós nos confiamos a vós, santos Anjos - e vos entregamos nossos sofrimentos e misérias.

Vós, todos os nove coros dos Santos Anjos! Nós vos agradecemos por toda a vossa ajuda e cuidados que cada dia nos concedeis, e vos pedimos pela força do Preciosíssimo Sangue de Cristo, pelas lágrimas de nossa Mãe, Maria Santíssima e pelo poder que recebeste de Deus para socorrer aos homens: protegei a Santa Igreja em cada um de seus portões contra todos os ataques dos inimigos, para que a vitória redentora de Cristo se manifeste.

Ensinai-nos a sermos vigilantes a conhecer a grande batalha na qual estamos envolvidos, a fim de que não se perca mais nenhuma propriedade de Deus, por causa de nossa falta de atenção e sonolência.
E colocai sempre de novo a grande meta diante dos nossos olhos, que é o próprio Deus, o Santo, Forte, Imortal, Pai, Filho e Espírito Santo, a quem queremos convosco adorar eternamente na Jerusalém celeste. Amém.

Livro: Na presença dos Anjos - Adoramos e Cantamos ao Senhor. Organizador Ir. Maximilian M Plöchl. 2º Edição. Obra dos Santos Anjos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Oração

"Meu grande e querido Santo Anjo,
logo pela manhã quero saudar-vos cheio de amor!
Andareis comigo,
rezareis comigo,
ajudar-me-eis a ter ânsia de Deus,
fareis com que eu descubra em toda a parte o que é bom
e ajudar-me-eis a ter somente bons pensamentos,
e depois também as palavras apropriadas.
Assim o dia será grande, porque vós estais comigo, meu bom Anjo. Amém".

Fonte:
Livro - Na presença dos Anjos adoramos e cantamos ao Senhor.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

São Pio de Pietrelcina e o Santo Anjo da Guarda

São Pio de Pietrelcina que tanto amastes e nos ensinastes a amar ao Santo anjo da Guarda, que vos serviu de companhia, de guia, de defensor e de mensageiro. 

A vós as Figuras Angélicas levaram os rogos de vossos filhos espirituais.

Intercedei a Deus para que também nós aprendamos a falar com nosso anjo da Guarda, para que em todo momento consigamos obedecer-vos, pois é a luz viva de Deus que nos evita a desgraça de cair em pecado.

Nosso anjo sempre está pronto a mostrar-nos o caminho do bem e a dissuadirmos de fazer o mal. 

Palavras do Padre Pio: "Invoca a vosso anjo da Guarda, que vos iluminará e vos conduzirá. Deus vos o tem dado por este motivo. Por tanto valei-vos dele".

domingo, 20 de maio de 2012

Ascenção do Senhor

" Homens da Galileia, porque ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o viste subir para o céu". (Atos 1, 11)


A Ascensão de Cristo ao Céu, entre outras coisas, nos move a busca sempre as coisas essenciais, que são invisíveis aos olhos do corpo, e que são aquelas coisas que não passam e não morrem: "Aspirai as coisas do alto onde está Cristo... provai as coisas do alto, não as da terra", dizia o apóstolo São Paulo aos primeiros cristãos (Col 3, 1-2). A Ascensão do Senhor deve nos encher de inabalável esperança, já que nos assegurou: "Na casa do meu Pai há muitas moradas... Eu lhes prepararei um lugar... Voltarei novamente e vos levarei comigo, para que onde eu estou estejais também vós" (Jo 14, 2-3). Somos cidadãos do Céu! (Fl 3, 20).

Os Anjos dizem aos Apóstolos que é hora de começar a imensa tarefa que os espera, e que não devem perder um só instante. Com a Ascensão termina a missão terrena de Cristo e começa a dos seus discípulos, a nossa. E hoje, na nossa oração, é bom que ouçamos de novo as palavras com que o Senhor intercede diante de Deus Pai por nós: Não peço que os tires do mundo, do nosso ambiente, do nosso trabalho, da família..., mas que os preserves do mal (Jo, 17). Porque o Senhor quer que cada um no seu lugar continue a tarefa de santificar o mundo, para melhorá-lo e colocá-lo aos seus pés: as almas, as instituições, as famílias, a vida pública... Porque só assim o mundo será um lugar em que se valoriza e se respeita a dignidade humana, em que se pode conviver em paz, com essa paz verdadeira que está tão ligada à união com Deus.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Os Santos Anjos e a Santa Missa

Quando assistimos uma Santa Missa, acompanhamos com devoção. Porém, a parte mais importante da Santa Missa é a Consagração, quando a Hóstia e o Vinho se transformam no verdadeiro Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Então vocês acham que o Santíssimo Sacramento está ali sozinho, nas mãos do sacerdote? Claro que não. O Sacrifício da Santa Missa é assistido pelo Espírito Santo e no momento da consagração, miríades de anjos estão ali presentes para adorar a Deus. Ali estão anjos de todos os coros angélicos, desde os mais altos Serafins até os Anjos Custódios. Onde está Deus, estão os santos anjos também.


Consideremos isso ao ir à Missa; adoremos e rezemos com os Santos Anjos.



Bendito seja Deus no Santíssimo Sacramento.

domingo, 13 de maio de 2012

Uma "Senhora mais brilhante que o sol".

Segundo a Irmã Lúcia, no seu último livro publicado em 2006, toda a mensagem subjacente às aparições de Nossa Senhora de Fátima é o seguinte:

No decorrer de toda a Mensagem de Fátima, a começar pelas aparições do Anjo, encontramos um apelo à oração e ao sacrifício oferecido a Deus por amor e conversão dos pecadores. Para mim, este apelo é como que a norma básica de toda a Mensagem, que começa por introduzir-nos num plano de fé, esperança e amor: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos". É aqui que assenta a base fundamental de toda a nossa vida sobrenatural: viver de fé, viver de esperança, viver de amor.


Na Exortação Apostólica Signum magnum, o Papa Paulo VI assim resumiu a mensagem da santa:

A santa contemplação de Maria incita-os, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-lhes com frequência aquelas palavras com que Jesus Cristo anunciava estar perto o reino dos Céus: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, bem como a sua severa advertência: Se não vos arrependerdes, perecereis todos de maneira semelhante.

Virgem do Rosário de Fátima, rogai por nós!!!!!

Segundo os relatos da mais velha dos videntes, Lúcia, Certo dia, na Primavera de 1916, na Loca do Cabeço, uma pequena gruta, os pastorinhos são surpreendidos por “uma luz mais branca que a neve”, na forma dum jovem. Este diz-lhes: “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo”. De seguida, ajoelha-se e curva-se até ao chão e pronuncia por três vezes a oração:


"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço Vos a conversão dos pobres pecadores."

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Para refletir




Por sermos muito débeis para chegar por nós mesmos até a habitação de nosso Médico celestial, devemos implorar os rogos dos Santos Anjos que Deus nos tem dado para nos socorrer.

                                                                                    Santo Ambrósio

Nossa Senhora, rogai por nós.




Em toda a sua vida Maria permaneceu oculta; por isso o Espirito Santo e a Igreja a chamam Alma Mater - Mãe escondida e secreta. Tão profunda era a sua humildade, que, para ela, o atrativo mais poderoso, mais constante era esconder-se de si mesma e de toda criatura, para ser conhecida somente de Deus.

                                                                                                   São Luís Maria Grignion de Montfort

terça-feira, 8 de maio de 2012

O que a Igreja ensina sobre os Anjos


A Igreja celebra em 29 de setembro a festa litúrgica dos Santos Arcanjos: Miguel (Quem como Deus!), Gabriel (Força de Deus) e Rafael (Cura de Deus). O Catecismo da Igreja afirma sem hesitação a existência dos anjos: “A existência dos seres espirituais, não corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição” (§328).

O Catecismo lembra que: “Cristo é o centro do mundo angélico” (§331). Eles pertencem a Cristo, porque são criados por Ele e para Ele, como disse São Paulo: “Pois foi Nele que foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Dominações, Principados, Potestades, tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1,16). Os anjos também são de Cristo porque Ele os fez mensageiros do seu projeto de salvação da humanidade. “Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.” (§336)
Portanto, não há como negar a existência dos anjos, sem bater de frente com o ensinamento da Igreja, em toda a sua existência. São Paulo ensinava em sua primeira Carta aos fiéis de Colossos: “Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e invisíveis, Tronos, Dominações (ou Sobera­nias), Principados, Potestades (ou Autoridades): tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1,16).
O primeiro Concílio Ecumênico que confirmou a existência dos seres espirituais foi o de Niceia, em 325, quando fala no Decreto (DS 54), em “coisas invisíveis”: “Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis”.
Essa verdade foi reafirmada no Concílio de Constantinopla I, em 381. Também o Concílio regional de Toledo, em 400, reafirmou a mesma verdade, dizendo: “Deus é o Criador de todos os seres visíveis; fora d’Ele não existe natureza divina de Anjo, de potência que possa ser considerada como Deus.” O Magistério da Igreja confirmou a realidade dos anjos sobretudo no Concílio de Latrão IV (1215), ao declarar contra o dualismo dos hereges cátaros: “Deus é o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, espirituais e corporais; por sua onipotência no início do tempo criou igualmente do nada as criaturas espirituais e corporais, isto é, o mundo dos anjos e o mundo terrestre; em seguida criou o homem, que de certo modo compreende umas e outras, pois consta de espírito e corpo. O diabo e os outros demônios foram por Deus criados bons, mas por livre iniciativa tornaram-se maus. O homem pecou por sugestão do diabo. “(DS 800 [428]).

A existência dos Anjos foi reafirmada, no II Concílio de Lião, sob Gregório X, em 1274, nos seguintes termos: “Cremos em um Deus Onipotente…, criador de todas as criaturas, de quem, em quem e por quem existem todas as coi­sas no céu e na terra, visíveis, corporais e espirituais” (D.S., 461).

O Concílio de Florença, sob Eugênio IV (1441-2) pelo Decreto pro-lacobitis, e pela Bula Contate Domine, de 4 de janeiro de 1441 assim se expressou: “A sacrossanta Igreja romana crê firmemen­te, professa e prega que um só é o verdadeiro Deus…, que é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, o qual quando quis, por sua vontade criou todas as criaturas, tanto espirituais como corporais” (D.S, 706). O Concílio de Trento (1545-1563) repetiu o ensinamento tradicional definido no IV Concílio de Latrão. Lê-se no Catecismo Romano e na profissão de Fé expressa na Bula lniunctum nobis, do Papa Paulo IV de 13 de novembro de 1564: “Deus criou também, do nada, a natureza espiritual e inumeráveis Anjos para que o servissem e assistissem”. (1ª parte, Cap. 2, a.1 do Símbolo., n. 17).

O Concílio Vaticano I (1869-1870) pelos decretos 3002 e 3025 da Constitutio de fide catholica (DS, 1873) – e Dei Filius, ao condenar certos erros, afirma: “Este Deus único verdadeiro…, com um ato libérrimo no início dos tempos, fez do nada ambas as criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, a angélica e o mundo; depois a criatura humana, como que participando de ambas, constituída de alma e de corpo”. O mesmo Concílio condenou os que: “Afirmam que fora da matéria, nada mais existe” (Dec. 3022). “Afirmam que as criaturas materiais e espirituais não foram criadas do nada e livremente” (Dec. 3025 – “Contra o materialis­mo”, D.S., 1802).
“Se alguém disser que as coisas finitas, quer sejam corpóreas, quer espirituais são emanações da substância divina… seja anátema” ( Contra o Panteísmo, Cânon 4). Na Encíclica Summi Pontificatus, de 20 de outubro de 1939, Pio XII lamenta que “alguns ainda perguntem se os Anjos são seres pessoais e se a matéria difere essencialmente do espírito” (D.S. 2318).

O Concílio Vaticano II (1962-1965), na Constituição Dogmátca Lumen Gentium, fala claramente dos anjos: “Portanto, até que o Senhor venha com toda sua Majes­tade, e todos os Anjos com Ele (cf. Mt. 25, 31)”…(LG, 49). “A Igreja sempre acreditou estarem mais unidos conosco em Cristo, venerou-os juntamente com a Bem-aventurada Virgem Maria e os Santos Anjos com especial afeto…” (LG,50). No Cap. VIII sobre “A Bem-aventurada Virgem Maria no Misté­rio da Igreja”, lê-se: “Maria foi exaltada pela graça de Deus acima de todos os Anjos e todos os homens, logo abaixo de seu Filho, por ser a Mãe Santíssima de Deus” (LG, 66). “Todos os fiéis cristãos supliquem insistentemen­te à Mãe de Deus e Mãe dos homens, para que Ela, que com suas preces assistiu às primícias da Igreja, também agora exaltada no céu sobre todos os Anjos e bem aventurados…” (LG,69).

No Credo do Povo de Deus, do Papa Paulo VI, de 30 de junho de 1968, o santo Padre afirma: “Cremos em um só Deus, Pai, Filho e Espirito Santo, Criador das coisas visíveis, como este mundo, onde se desenrola a nossa vida passageira; Criador dos seres invisíveis como os puros espí­ritos, que também são denominados Anjos, e Criador em cada ho­mem, da alma espiritual e imortal”.

Diante de uma certa tendência de negar que os anjos são seres pessoais, mas apenas “instintos” ou “forças neutras”, como se fossem apenas uma tendência para o bem ou para o mal, o Papa Pio XII na sua encíclica Humani Generis (1959), reafirmou que os anjos são “criaturas pessoais”, dotadas de inteligência sagaz e vontade livre (DS 3891 [2317]).

São Gregório Magno dizia que cada página da Revelação escrita atesta a existência dos Anjos. A presença e a ação dos anjos bons e maus estão a tal ponto inseridas na história da salvação, na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, que não podemos negar a sua existência e ação, sem destruir a Revelação de Deus. O fato de muitas vezes os anjos terem sido apresentados de maneira fantasiosa ou infantil, não nos autoriza a negar a sua existência. Por serem seres espirituais, os anjos bons e maus não podem ter a sua existência provada experimental e racionalmente; no entanto, a Revelação atesta a sua realidade. Eles são mencionados mais de 300 vezes na Bíblia.

Livro:OS ANJOS – Ed. Cléofas

terça-feira, 1 de maio de 2012

José, de origem real, trabalhava com as mãos.

"José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus" (Mt 1, 16).




Ora, o ponto de referência é o mistério da encarnação, que pões em relevo a dignidade do trabalho através daquele que o exerce, e no caso de são José, ele mesmo sobre o exemplo do Filho [...].

Leão XIII escreveu:
“José, de origem real, unido em matrimônio com a sublime e a mais santa das mulheres, e pai putativo do Filho de Deus, passa, entretanto, sua vida ao trabalho, e pela sua obra e sua arte, ele obtém o necessário para a subsistência dos seus O trabalho do operário, longe de ser desonrado, pode, ao contrário, quando a virtude aí está associada, ser altamente enobrecedor.” (Leão XIII, Quamquam pluries, 1889).

“Jesus, ele o Filho de Deus e Deus ele próprio, quis ser visto e considerado como filho de um artesão, e melhor, ele não se negou de passar uma grande parte da sua vida ao trabalho manual, ‘não é este o carpinteiro, o filho de Maria?’ (Mc 6,3). “ (Leão XIII, Rerum Novarum, 1891)



O Bom Pastor


«O Bom Pastor entre dois Anjos» - Mosaico bizantino do século VI
 – Basílica de Santo Apolinário Novo em Ravenna, Itália


“O Bom Pastor chama suas ovelhas, cada uma pelo seu nome, e as conduz para fora (Jo 10,3). A chamada pelo nome é um raio de luz que ilumina as profundidades e as extensões desconhecidas da existência humana” (Basílio de Iviron, Pai do Deserto). Mesmo na experiência humana, quando a pessoa amada nos chama pelo nome, todo o nosso ser se revolve em alegria, emoção e confiança.

Mais: ao ouvirmos nosso nome pronunciado por quem nos ama, recebemos a verdadeira existência, pois o Senhor, ao nos chamar pelo nome nos torna pessoa única com um único nome e nos introduz no espaço da vida. “Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem, como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e ofereço a minha vida pelas ovelhas” (Jo 10, 14-15): nossa existência participa do nome de Deus Uno e Trino e se estabelece conosco a mesma relação que há entre Deus Trindade e entre Deus e nós. Assim como Deus não pode renegar-se a si, não pode nos renegar: ele está em nós e nós estamos nele. É a condição para a existência humana.

Quando Deus nos chama pelo nome, as profundidades de nosso ser conseguem captar toda a beleza da existência, todos os sons e cores do universo, a beleza de cada ser também chamado pelo nome. Nosso nome, nos lábios divinos, liberta do mal à medida em que nos torna capazes de ver nosso valor. O demônio não conhece nosso nome, razão pela qual não atinge aqueles que ouvem a voz do Senhor.

Portanto, unido ao nosso Anjo da Guarda, a todos os Anjos e Santos do céus proclamemos:
 
"Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do Universo,
o céu e a terra proclamam a Vossa Glória,
hosana nas alturas. 
Bendito o que vem em nome do Senhor,
hosana nas alturas". 

Eles estão na presença de Deus.

"Santo Anjo da Guarda, que vedes continuamente a face do nosso Pai que está nos céus,
a vós Deus me confiou desde o início de minha vida."


O que se entende por:


" eles estão na presença de Deus?"


O estão na presença de Deus  exprime uma atenção amorosa da alma para o Deus vivo, e em tudo o que Ele faz. Começa com o contato com Deus na oração e o seu fruto, leva a uma União cada vez maior com Deus. É estar ciente, que Deus está no meu fazer hoje e em cada dia, ter a intenção pura de está  inteiramente de acordo com Sua vontade e fazê-lo para Sua honra – porque confiando na fidelidade de uma palavra  faço uma associação perpétua com Ele.

Naturalmente tal intenção pode ser feita no início do dia, mas estão em Deus, quer dizer que vive na luz da fé e nela age. Do pensamento humano natural, atuaria pelo seu juízo e sua vontade determinado; o pensamento sobrenatural seria consciente através da fé e amor. Aplicam-se a crescer nas virtudes divinas – tais, que são o ativo, respectivamente a determinação e aplicação dos princípios fundamentais por trás de todos os nossos fazeres - estão na presença de Deus.

Neste 'drama' da cooperação pessoal de todos com a graça de Deus é o Anjo da Guarda o ' representante principal ' da mão de Deus. O Catecismo ensina: "assim que significa vida em oração: geralmente na presença do Deus Santo triplo e em comunhão com Ele. Essa comunidade de vida é sempre possível, porque nós somos um e a mesma essência com Cristo através do batismo"( 2565). O estão na presença de Deus é o caminho normal para todos os cristãos à oração.