Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Catecismo da Igreja Católica



A EXISTÊNCIA DOS ANJOS UMA VERDADE DE FÉ


328. A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição.
QUEM SÃO OS ANJOS?


329. Santo Agostinho diz a respeito deles: «Angelus [...] officii nomen est, non naturae. Quaeris nomen naturae, spiritus est; quaeris officium, angelus est: ex eo quod est, spiritus est: ex eo quod agit, angelus Anjo é nome de ofício, não de natureza. Desejas saber o nome da natureza? Espírito. Desejas saber o do ofício? Anjo. Pelo que é, é espírito: pelo que faz, é anjo (anjo = mensageiro)» [Santo Agostinho, Enarratio in Psalmum, 103, 1, 15: CCL 40, 1488 (PL 37, 1348-1349)]. Com todo o seu ser, os anjos são servos e mensageiros de Deus. Pelo facto de contemplarem «continuamente o rosto do meu Pai que está nos céus» (Mt 18, 10), eles são «os poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra» (Sl 103, 20).

350. Os anjos são criaturas espirituais que glorificam a Deus sem cessar e servem os seus planos salvíficos em relação às outras criaturas: «Ad omnia bona nostra cooperantur angeliOs anjos prestam a sua cooperação a tudo quanto diz respeito ao nosso bem» [São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1, 114. 3, ad 3: Ed. Leon. 5, 535].

351. Os anjos assistem a Cristo, seu Senhor. Servem-n'O de modo particular no cumprimento da sua missão salvífica em relação aos homens.

O ANJO NA IGREJA

 
352. A Igreja venera os anjos, que a ajudam na sua peregrinação terrestre e protegem todo o género humano.

353. Deus quis a diversidade das suas criaturas e a sua bondade própria, a sua interdependência e a sua ordem. Destinou todas as criaturas materiais para o bem do género humano. O homem, e através dele toda a criação, tem como destino a glória de Deus.

354. Respeitar as leis inscritas na criação e as relações derivantes da natureza das coisas, é princípio de sabedoria e fundamento da moral.


Fonte: CIC

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Para conhecer melhor a doutrina

"Os Anjos nos amam como irmãos, assistem-nos em todas as ações. "
Santo Agostinho



São Bernado resume em três palavras a nossa atitude com relação aos Anjos, que deve ser:

1. Atitude de respeito: são seres mais perfeitos e dignos que nós;
2. Atitude de confiança: para contar-lhe nossas dificuldades e pedir-lhes ajuda, luz e força para cumprirmos nossa missão;
3. Atitude de amor, devoção e gratidão: que consiste principalmente em ser dóceis às suas inspirações, que são as inspirações de DEUS.

Nosso amor e devoção aos Anjos devem ter sempre referência a DEUS, princípio e fim de nossa vida.

O Papa Pio XI conta-nos como os Anjos o ajudavam:
Importa-nos manifestar isto, como dever de gratidão. Temos sido sempre maravilhosamente assistidos pelo nosso Anjo da Guarda. Com muita frequência, sentimos que aí, próximo, disposto a ajudar-nos.

Ó DEUS, que na vossa misteriosa providência mandais os vossos Anjos para guardar-nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente do seu convívio.
                   Oração da Liturgia da Festa dos Santos Anjos da Guarda.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Obediência

A obediência sob o ponto de vista humano, pode parecer uma coisa muito discreta, muito prosaica, contida em ordens como estas: "Faz isto!" ou "Não faças aquilo!".
A Sagrada Escritura porém revela-nos que a sua origem é muito mais nobre.



 No princípio, os Anjos foram provados na obediência; os espíritos caídos revoltaram-se contra a divina economia da salvação, dentro da qual foram chamados a servir: "Desde há muito quebraste o teu jugo, rompeste os teus laços. Disseste: 'Não servirei!" (Jer 2,20).

Podemos observar que pela desobediência de Adão perdeu-se a amizade com Deus. A partir de então, a obediência costuma apresentar-se com um traje de trabalho visto que o homem comerá o seu pão, fruto de um trabalho duro, e com a fadiga do seu rosto.
 A obediência de CRISTO, o novo Adão, redimiu-nos e restaurou a amizade com DEUS! Ele, o Servo de DEUS, o Filho do Pai Eterno, impregnou a obediência de amor. Esta é a feliz sorte da criança e do amante: "O teu desejo é uma ordem para mim!" Em relação a DEUS, a obediência torna-se mesmo uma bem-aventurança para aqueles que têm sede da justiça, porque serão saciados (Mat 5,6).
Como virtude, a obediência faz parte da virtude cardeal da justiça, que faz com que tenhamos uma vontade permanente e constante de dar a cada um o que se lhe deve (Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino. II-II, 58,1c). Nós fomos 'justificados' pela obediência de CRISTO, porque a Sua graça nos dá a possibilidade de dar a DEUS, de maneira digna, aquilo que Lhe devemos: fé, veneração e obediência.

 "Ao Deus que revela é devida a 'obediência da fé' (Rom 16, 26; Rom 1,5; 2Cor 10,5-6); pela fé, o homem entrega-se total e livremente a DEUS" (Constituição Dogmática Dei Verbum, cap.1,5).

Pelo abandono, o ato principal da virtude da religião, prestamos prontamente a DEUS a reverência e a honra que o Seu Nome merece. Pela santa obediência submetemo-nos à Sua majestade e autoridade, isto é: às Suas leis, dadas diretamente por Ele ou por aqueles que exercem a autoridade em Seu Nome, seja na Igreja ou na sociedade.

É significativo que a nossa submissão obediente à vontade de DEUS seja a garantia de que o nosso culto é puro e santo.

Saul foi reprovado por não ter cumprido as ordens de Deus: "Porventura, o Senhor compraz-Se tanto nos holocaustos e sacrifícios como na obediência à Sua palavra? A obediência vale mais que os sacrifícios, e a submissão vale mais do que a gordura dos carneiros. A desobediência é tão culpável como a superstição, e a insubmissão é como o pecado da idolatria" (1Sam 15,22-23). É por isso que São Tomás de Aquino classifica a 'piedosa vontade própria' entre as faltas muito graves, porque, sob a aparência do culto divino e da obediência, ela faz exatamente o contrário.

No sentido lato da palavra, a obediência é uma virtude ou qualidade geral da vida moral, visto que cada obra boa corresponde a uma lei, e cada pecado de alguma maneira se opõe a uma lei. Segundo as palavras de CRISTO, a obediência está estreitamente ligada ao amor: "Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor" (Jo 15,10). É impossível amarmos DEUS se não respeitamos a Sua autoridade e não nos submetemos aos Seus mandamentos.

Consideramos a obediência no aspecto de serviço e como a obediência filial de CRISTO. A obediência não só cumpre a tarefa, mas prepara-nos também para a união com DEUS. Se em CRISTO, o Redentor, a caridade teve o primeiro lugar, logo lhe seguiu a obediência.