Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A existência do diabo

Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?

Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos Demônio.



Antes de esclarecermos o nosso pensamento, convidamos o vosso a abrir-se à luz da fé sobre a visão da vida humana, visão que, deste observatório, se alarga imensamente e pene­tra em singulares profundidades. E, para dizer a verdade, o quadro que somos convidados a contemplar com realismo global é muito lindo. É o quadro da criação, a obra de Deus, que o próprio Deus, como espelho exterior da sua sabedoria e do Seu poder, admirou na sua beleza substancial (cf. Gn 1,10 ss.).

Além disso, é muito interessante o quadro da história dramática da humanidade, da qual emerge a da redenção, a de Cristo, da nossa salvação, com os seus magníficos tesou­ros de revelação, de profecia, de santidade, de vida elevada a nível sobrenatural, de promessas eternas (cf. Ef 1,10). Se soubermos contemplar este quadro, não poderemos deixar de ficar encantados (Santo Agostinho, Solilóquios); tudo tem um sentido, tudo tem um fim, tudo tem uma ordem e tudo deixa entrever uma Presença-Transcendência, um Pensamento, uma Vida e, finalmente, um Amor, de tal modo que o universo, por aquilo que é e por aquilo que não é, se apresenta como uma preparação en­tusiasmante e inebriante para alguma coisa ainda mais bela e mais perfeita (cf. ICor 2,9; Rm 8,19-23). A visão cristã do cosmo e da vida é, portanto, triunfalmente otimista; e esta visão justifica a nossa alegria e o nosso reconhecimento pela vida, motivo por que, celebrando a glória de Deus, canta­mos a nossa felicidade.


Ensinamento Bíblico

Esta visão, porém, é completa, é exata? Não nos impor­tamos, porventura com as deficiências que se encontram no mundo, com o comportamento anormal das coisas em rela­ção à nossa existência, com a dor, com a morte, com a mal­dade, com a crueldade, com o pecado, numa palavra, com o mal? E não vemos quanto mal existe no mundo especialmen­te quanto à moral, ou seja, contra o homem e, simultanea­mente, embora de modo diverso, contra Deus? Não consti­tui isto um triste espetáculo, um mistério inexplicável? E não somos nós, exatamente nós, cultores do Verbo, os cantores do Bem, nós crentes, os mais sensíveis, os mais perturbados, perante a observação e a prática do mal? Encontramo-lo no reino da natureza, onde muitas das suas manifestações, se­gundo nos parece, denunciam a desordem. Depois, encon­tramo-lo no âmbito humano, onde se manifestam a fraqueza, a fragilidade, a dor, a morte, e ainda coisas piores; observa-se uma dupla lei contrastante, que, por um lado, quereria o bem, e, por outro, se inclina para o mal, tormento este que São Paulo põe em humilde evidência para demonstrar a necessidade e a felicidade de uma graça salvadora, ou seja, da salvação trazida por Cristo (Rm 7); já o poeta pagão Ovidio tinha denunciado este conflito interior no próprio cora­ção do homem: “Video meliora proboque, deteriora sequor”(Ovídio Met.7, 19). Encontramos o pecado, perversão da liberdade humana e causa profunda da morte, porque é um afastamento de Deus, fonte da vida (cf. Rm 5,12) e, também, a ocasião e o efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o Demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha.

Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personi­ficação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças.

O problema do mal, visto na sua complexidade em rela­ção à nossa racionalidade, torna-se uma obsessão. Constituí a maior dificuldade para a nossa compreensão religiosa do cosmo. Foi por isso que Santo Agostinho penou durante vários anos: “Quaerebam unde malum, et non erat exitus”, pro­curava de onde vinha o mal e não encontrava a explicação. (Confissões, VII,5 ss)

Vejamos, então, a importância que adquire a advertência do mal para a nossa justa concepção; é o próprio Cristo quem nos faz sentir esta importância. Primeiro, no desenvol­vimento da história, haverá quem não recorde a página, tão densa de significado, da tríplice tentação? E ainda, em mui­tos episódios evangélicos, nos quais o Demônio se encontra com o Senhor e aparece nos seus ensinamentos (cf. Mt 1,43)? E como não haveríamos de recordar que Jesus Cristo, referindo-se três vezes ao Demônio como seu adversário, o qualifica como “príncipe deste mundo” (Jo 12,31; 14,30; 16,11)? E a ameaça desta nociva presença é indicada em muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo chama-lhe “deus deste mundo” (2Cor 4,4) e previne-nos contra as lutas ocultas, que nós cristãos devemos travar não só com o Demônio, mas com a sua tremenda pluralidade: “Revesti-vos da armadura de Deus para que possais resistir às cila­das do Demônio. Porque nós não temos de lutar (só) contra a carne e o sangue, mas contra os Principados, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6,11-12).

Diversas passagens do Evangelho dizem-nos que não se trata de um só demônio, mas de muitos (cf. Lc 11,21; Mc 5,9), um dos quais é o principal: Satanás, que significa o adversário, o inimigo; e, ao lado dele, estão muitos outros, todos criaturas de Deus, mas decaídas, porque rebeldes e condenadas; constituem um mundo misterioso transformado por um drama muito infeliz, do qual conhecemos pouco (cf. DS 800).


O Inimigo Oculto

Conhecemos, todavia, muitas coisas deste mundo diabó­lico, que dizem respeito à nossa vida e a toda a história humana. O Demônio é a origem da primeira desgraça da huma­nidade; foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o Demônio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pode libertar.

Trata-se de uma história que ainda hoje existe: recorde­mos os exorcismo do batismo e as freqüentes referências da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e opressivo “domínio das trevas” (Lc 22,53). Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana.

Deve-se recordar a significativa parábola evangélica do trigo e da cizânia, síntese e explicação do ilogismo que pare­ce presidir às nossas contrastantes vicissitudes: “Inimicus homo hoc fecit” (Mt 13,2). É o assassino desde o princípio… e “pai da mentira”, como o define Cristo (cf. Jo,44-45); é o insidiador sofista do equilíbrio moral do homem. Ele é o pér­fido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em nós atra­vés dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica, ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra, para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou às nossas profundas aspirações instintivas.

Este capítulo, relativo ao Demônio e ao influxo que ele pode exercer sobre cada pessoa, assim como sobre comuni­dades, sobre inteiras sociedades, ou sobre acontecimentos, é um capitulo muito importante da doutrina católica, que deve ser estudado novamente, dado que hoje o é pouco. Algumas pessoas julgam encontrar nos estudos da psicaná­lise ou da psiquiatria, ou em práticas evangélicas, no princi­pio da sua vida pública, de espiritismo, hoje tão difundidas em alguns países, uma compensação suficiente. Receia-se cair em velhas teorias maniqueístas, ou em divagações fan­tásticas e supersticiosas. Hoje, algumas pessoas preferem mostrar-se fortes, livres de preconceitos, assumir ares de po­sitivistas, mas depois dão crédito a muitas superstições de magia ou populares, ou pior, abrem a própria alma – a própria alma batizada, visitada tantas vezes pela presença eu­carística e habitada pelo Espírito Santo – às experiências licenciosas dos sentidos, às experiências deletérias dos estupefacientes, assim como às seduções ideológicas dos erros na moda, fendas estas por onde o maligno pode facilmente penetrar e alterar a mentalidade humana.

Não quer dizer que todo o pecado seja devido diretamente à ação diabólica; mas também é verdade que aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do “mysterium iniquita­tis”, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna pro­blemática a alternativa da nossa salvação.

A nossa doutrina torna-se incerta, obscurecida como está pelas próprias trevas que circundam o Demônio. Mas a nossa curiosidade, excitada pela certeza da sua doutrina múltipla, torna-se legitima com duas perguntas: Há sinais da presença da ação diabólica e quais são eles? Quais são os meios de defesa contra um perigo tão traiçoeiro?


A Ação do Demônio

A resposta à primeira pergunta, requer muito cuidado embora os sinais do Maligno às vezes pareçam tornar-se evi­dentes (Tertuliano, Apologia, 23). Podemos admitir a sua atuação sinistra onde a nega­ção de Deus se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hipócrita, contra a evidência da verdade; onde o amor é anulado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de Cristo é empregado com ódio consciente e rebel­de (cf. ICor 16,22; 12,3); onde o espírito do Evangelho é fal­sificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a última palavra, etc. Mas é um diagnóstico demasiado amplo e difícil, que agora não ousamos aprofundar nem autenticar; que não é desprovido de dramático interesse para todos, e ao qual até a literatura moderna dedicou páginas famosas (*). O problema do mal continua a ser um dos maiores e perma­nentes problemas para o espírito humano, até depois da res­posta vitoriosa que Jesus Cristo dá a respeito dele.

“Sabemos – escreve o evangelista São João – que todo aquele que foi gerado por Deus guarda-o, e o Maligno não o toca” (IJo 5,19).


A Defesa do Cristão

A outra pergunta, que defesa, que remédio, há para com­bater a ação do Demônio, a resposta é mais fácil de ser for­mulada, embora seja difícil pô-la em prática. Poderemos di­zer que tudo aquilo que nos defende do pecado nos protege, por isso mesmo, contra o inimigo invisível. A graça é a defesa decisiva. A inocência assume um aspecto de fortaleza. E, depois, todos devem recordar o que a pedagogia apostóli­ca simbolizou na armadura de um soldado, ou seja, as virtu­des que podem tornar o cristão invulnerável (cf. Rm 13,13; Ef 6,11-14-17; lTs 5,8). O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte (lPd 5,8); e algumas vezes, deve recorrer a algum exército ascético especial, para afastar determinadas invasões diabólicas; Jesus ensina-o, indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9,29). E o apóstolo indica a linha mestra que se deve seguir: “Não te deixes vencer pelo mal; vence o mal com o bem” (Rm 12,21; Mt 13,29).

Conscientes, portanto, das presentes adversidades em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procurare­mos dar sentido e eficácia à usual invocação da nossa oração principal: “Pai nosso… livrai-nos do mal.


Audiência do Papa Paulo VI do dia 15 de novembro de 1972 – Alocução “Livrai-nos do mal” – Publicado no L’Osservatore Romano, ed. port. em 24/11/1972.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Obra dos Santos Anjos

Calendário de 2012
                                        -  Fevereiro e Março

"Santo Anjo, inspirai-me bons pensamentos, para que brotem do meu coração e de minhas mãos muitos atos de amor".

 Anápolis GO: Encontro Vocacional - dias 3 a 5 de fevereiro.

 Anápolis GO: Retiro de Carnaval -  dias 18 a 22 de fevereiro

Casa de Nazaré SP: Retiro de Carnaval - dias 18 a 22 de fevereiro

Casa de Nazaré SP: Recolhimento Quaresmal dia 26 de fevereiro

Salvador BH: Recolhimento dia 26 de fevereiro

Ituiutaba: Recolhimento dia 26 de fevereiro

"Permita ao teu Anjo acender uma luz em teu coração".

Recife PE: Recolhimento 04 de março

João Pessoa PB: Recolhimento 11 de março

Goiania GO: Recolhimento 11 de março

Natal RN: Recolhimento 18 de março

Pindamonhangaba SP: Recolhimento 18 de março

Taguatinga DF: Recolhimento 18 de março

Casa de Nazaré SP: Encontro de jovens com o Anjo - 23 a 25 de março

Goiania GO: Recolhimento 24 de março

Anápolis GO: Recolhimento 25 de março

Casa de Nazaré: Encontro de formação sobre Passio Domini - 30de março a 01 de abril



Contato: (12) 3122-9299, brasil@opusangelorum.org - Casa de Nazaré
              (62) 3098-1214, anapolis@opusangelorum.org - Anápolis

Nosso Santo Anjo

A devoção aos santos anjos sempre ocupou um lugar de destaque entre inúmeras outras devoções vividas pelo povo cristão e por isso, muitos de nós, desde cedo, em tenra idade, aprendemos a rezar com os nossos pais, pedindo o auxílio do nosso anjo da guarda. Essa devoção se tornou um hábito, adquiriu espaço em nossos corações e ainda hoje, recitamos ou cantamos essa oração:


 “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege e guarda, governa e ilumina. Amém.”

A existência dos anjos é uma verdade de fé professada pela Igreja e comprovada pela Sagrada Escritura. Sabemos que os anjos são os ministros de Deus e foram criados primeiro que os homens.

Desde o livro do Gênesis, até o livro do Apocalipse percebemos a presença dos anjos na História da Salvação. São anjos que detêm o braço de Abraão quando ele estava prestes a sacrificar o seu filho, Isaque (Gn. 22,15). São os anjos que protegem Lot quando Sodoma e Gomorra foram destruídas (Gn. 19,15-16). No Novo testamento, é um anjo que anuncia a Zacarias, o nascimento de João Batista e é o mesmo anjo, o arcanjo são Gabriel que anuncia a Nossa Senhora, o nascimento de Cristo.

Logo após o nascimento de Cristo, são os anjos que louvam e glorificam o Menino Jesus. São os anjos também, que acompanham o Cristo na tentação do deserto e na agonia no horto das oliveiras.Se lermos com atenção a Sagrada Escritura, veremos que ela está repleta da presença dos anjos e por isso, o papa João Paulo II, nos ensina: “Toda a Tradição da Igreja é unânime em afirmar a existência de anjos, e teríamos que alterar a própria Escritura Sagrada se quiséssemos eliminar esse ensinamento.”

Santo Agostinho nos ensina que “Anjo é nome de ofício, não de natureza. Desejas saber o nome da natureza? Espírito. Desejas saber o nome do ofício? Anjo. Pelo que é, é espírito, pelo que faz, é anjo.” Traduzindo, em sua etimologia, a palavra anjo significa enviado, mensageiro. Os anjos são seres espirituais que habitam o mundo invisível e que tem por missão nos conduzir a Deus. Desde os primeiros séculos, São Basílio, ensinava: “Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida,” E a Epístola aos Hebreus (Hb. 1,14), nos descreve que os anjos “são espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação.”

Devemos aprender a conviver com o nosso anjo, devemos tratá-lo como um amigo, saber escutar o que ele nos transmite através de imagens ou da nossa imaginação e acolher suas boas inspirações. Afinal, nosso anjo da guarda é mais um meio que Deus nos proporciona, visando a nossa salvação. Os anjos semeiam boas sugestões para que possamos acolher ao Bem e rejeitar ao mal. Eles nos defendem das seduções oriundas do mal. Como nos ensina, Santo Josemaría Escrivá: “Recorre ao teu anjo da guarda na hora da provação, e ele te protegerá contra o demônio e te dará santas inspirações.”

A intimidade com o nosso anjo nos conduzirá a uma proximidade com os anjos das outras pessoas e assim, pediremos auxílio e ajuda aos anjos da guarda do nosso próximo.No trabalho de apostolado e evangelização, os anjos da guarda são imprescindíveis.Se tivermos dificuldades no trabalho de apostolado é viável se recorrer a ajuda dos anjos. “Conquista o anjo da guarda daquele que queres trazer para o teu apostolado. É sempre um grande cúmplice.” (Caminho nº. 563).

Se soubermos viver a devoção aos anjos da guarda, eles serão para nós, preciosos colaboradores na missão de difusão do Evangelho. Não podemos esquecer que os anjos contemplam continuamente a face de Deus e estão em todos os sacrários rendendo louvores e graças ao Senhor.Que possamos aprender com o nosso Anjo da Guarda a viver na presença de Deus, a servir ao Senhor com alegria e a transmitir Boas notícias.

Os anjos não podem penetrar diretamente na nossa inteligência e na nossa vontade e por isso, é necessário que expressemos as nossas dificuldades e intenções para que eles possam nos auxiliar.Os anjos estão sempre ao nosso redor. Como nos diz, a canção: “Tem anjos voando neste lugar, no meio do povo e em cima do altar, subindo e descendo em todas as direções.Não sei se a Igreja subiu ou se o céu desceu. Só sei que está cheio de anjos de Deus porque o próprio Deus está aqui.”

No Antigo Testamento há uma belíssima referência aos santos anjos. Tendo em vista, a entrada do Povo eleito em Canaã, a Terra Prometida , Deus lhes faz algumas promessas e instruções: “Vou enviar o meu anjo à tua frente para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que preparei para ti.Respeita-o, e se ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e afligirei os que te afligem. O meu anjo caminhará à tua frente...” (Êxodo 23,20-30).Em nossa caminhada em direção à Jerusalém celeste, Jesus Cristo está conosco e nos concede inúmeros auxílios:o Espírito Santo, os sacramentos, a intercessão de Nossa Senhora e o auxílio dos anjos. Em oração, saibamos pedir ao Cristo, cantando: “Envia Senhor os teus anjos pra nos resgatar, pra nos proteger de todo mal, para nos guiar, Senhor... Manda teus anjos sobre nós e abençoa a todos os que esperam em vós. Manda teus anjos pra nos ensinar a te louvar e glorificar.”

Que Deus fortaleça a nossa fé para que possamos conviver com o nosso Anjo da Guarda. Que possamos dizer com convicção: “Anjo da Guarda, minha companhia, guardai a minha alma de noite e de dia.”



Aloísio Parreira

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

História do Anjo

No arquivo de processos de um agente de polícia aposentado encontraram uma pasta marcada com a letra "A" - abreviação da palavra Anjo. Nesta pasta ele colecionava acontecimentos nos quais o Anjo da Guarda interveio em favor de seu protegido. Entre outras encontram-se também as duas histórias seguintes.

No dia 16 de agosto de 1936, um assaltante invadiu a residência do Sr. Mobio. Sua filhinha Helga de quatro anos dormia no quarto das crianças.

O ladrão entrou pela janela e começou a selecionar os objetos de valor na sala de estar, quando a pequena Helga o surpreendeu e lhe perguntou:

"O que o senhor faz aqui?"

"Eu estou procurando as jóias de sua mãe".

"As jóias da mamãe estão lá, onde o papai guarda o dinheiro".

"E onde o papai guarda seu dinheiro?"

"Isto eu não lhe digo, pois com certeza, você é um ladrão". O assaltante pegou a menina pelo pescoço e a ameaçou: "Se você não me diz, eu te corto o pescoço".

"Você não deve fazer isto, pois o meu Anjo da Guarda não lhe permite".

"E onde está o seu Anjo da Guarda?"

Helga levou o ladrão para seu quarto de dormir, mostrou-lhe um quadro do Anjo da Guarda e disse: "Eu rezo todos os dias para ele me proteger". Com a inocente ingenuidade da criança, o ladrão se sentiu emocionado; engoliu seco... Talvez se lembrou de sua mãe e do quadro do Anjo da Guarda que também teve sobre sua cama... não sei. Por fim, ele disse: "Está bem" e saiu do quarto; jogou os objetos selecionados no chão e escapou pela janela por onde entrara.



Mas, ao fugir da casa, a polícia o surpreendeu e o prendeu. Na delegacia confessou o crime.
 
"Bendigam o Senhor e publiquem todas as Suas maravilhas!"
 
Fonte: Carta circular da OA

domingo, 15 de janeiro de 2012

Oração ao Anjo da Guarda




Santo Anjo de Deus, enviado por Ele para me proteger, eu lhe agradeço por todos os benefícios que sempre recebi no corpo e na alma. Bendigo e glorifico, porque tão fielmente me assiste e me protege contra todos os ataques dos inimigos.

Bendita seja a hora em que vós me foi dado para cuidar de minha proteção e designado como meu defensor e patrono. Bendito seja vosso amor para comigo, e toda vossa tutela, com a qual não cessa de promover minha salvação.

Eu lhe peço perdão porque tantas vezes resisti às suas inspirações e, assim, o entristeci, meu amigo tão amável. Proponho firmemente, para o futuro, obedecer-lhe e servir fielmente ao meu Deus. Amém.


De Santa Gertrudes

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os três Reis Magos

A visita dos reis magos poderia parecer história da carochinha, se não estivesse registrada na própria Bíblia (Mt 2, 1-12) - reis de verdade, com manto e coroa, viajando em camelos de fina montaria, com seus criados e com baús cheios de presentes em ouro!







"Será invadido por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor."( Is 60,6)

Em seu Evangelho São Matheus refeiu-se a três reis. Esses reis eram versados em ciências naturais e conhecimento das Escrituras do povo de Deus, e por sua erudição foram chamados: magos.

Decididos a conhecer o Rei, o Messias, os Magos Gaspar, Melchior e Baltazar procedentes da Pérsia, da Arábia e de Sabá (antiga cidade do Iêmen, a noroeste da Península Arábica) puseram-se a caminho e se reuniram num certo trecho da estrada. Eles viram uma estrela que não era um cometa mas um globo luminoso, um sinal do Céu para guiá-los, e talvez só eles o vissem.

Chegando ao Campo dos Pastores viram a estrela e não se continham em contentamento, ela aumentava e diminuía de tamanho e parecia incidir sobre a gruta. Admirados, constataram, como já haviam visto em seus países, que na estrela aparecia a figura de uma criança. Subindo a colina descobriram a entrada da gruta... A gruta cheia de luz e, ao fundo da gruta, a Virgem Maria sentada com a criança em seus braços.

O Menino Jesus recebeu ouro, incenso e mirra. Ouro porque era rei, incenso porque era Deus e mirra porque era homem. Ao se prepararem para  retornarem a seus Países, foram alertados pelo Anjo para que não voltassem a Jerusalém. Então tomaram outro caminho para voltar às suas terras.

Não haviam encontrado nem castelo, nem pompa, como lhes pareceu dizer a estrela, encontraram, sim, uma simples gruta, mas nela o Rei de todos os reis, que lhes transmitiu uma vida nova e mudou o sentido de seus interesses e objetivos. Levavam o coração cheio da santa alegria.



Esta foi a primeira Epifania, isto é, a manifestação de Jesus, quando Maria e José O apresentaram aos Reis Magos. Esse fato é celebrado a 6 de janeiro - dia de reis.

Quando lemos a história dos reis magos, contada brevemente por Mateus, aprendemos com eles o Evangelho da Fé, da Esperança e da busca de Deus. Em nosso tempo racionalista muitos ouvem os relatos do Natal de Jesus, com o coração distante, preocupado com o consumo e reduzindo o significado majestoso desta celebração da Boa Nova em simples saudações de Papai  Noel.

Unido ao nosso Santo Anjo possamos a exemplo dos Reis Magos, presentear o Menino Jesus o nosso coração, a nossa vontade, a nossa vida sem reservas e sem medo, e assim vivermos a graça da santa alegria, da vida nova, da Epifania.

Fonte: São José - Pai segundo a Lei, Dirce Basto Pereira da Silva. Ed MIR.