Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A ESPERANÇA



A esperança aspira a um bem muito grande, até mesmo infinito: a visão beatífica na união de amor com DEUS. Mas no caminho para esta união, a dada altura depara-se com a Cruz. Além disso a alma, consciente da sua indignidade, sofre muitas vezes com pensamentos como este: "Quem sou eu para que DEUS possa ter-me tão grande amor?" Quanto mais DEUS estimula esta união, purificando a alma cada vez mais, tanto mais lhe parecerá, a ela, que Ele é antes o seu inimigo, e a própria miséria, que se manifesta, ameaça esmagá-la (cf. S. João da Cruz, Noite escura, II,6).

A esperança dos Anjos, durante a sua provação, estava totalmente posta na bondade divina, visto que a escuridão desta mesma provação parecia ter malogrado todas as suas esperanças e expectativas naturais. Tal como Abraão, eles deviam esperar contra toda a esperança, com fé e confiança, na bondade de DEUS. Consideremos esta loucura: o sacrifício do filho de Abraão trouxe em si o germe da esperança, precisamente porque era uma prefiguração do sacrifício redentor do FILHO de DEUS.

São Gabriel trouxe este mistério da esperança universal, quando veio anunciar a MARIA a Encarnação do FILHO de DEUS.

Opus Sanctorum Angelorum/facebook

ORAÇÃO PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS


Pedimos aos membros da Obra (e a todos de boa vontade) que rezem nestes dias, sobretudo, a Súplica Ardente pelos nossos irmãos perseguidos no Iraque e no resto do mundo. O motivo desse ódio é antes de tudo espiritual: “o Dragão, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de DEUS e têm o testemunho de JESUS” (Ap 12,7).

Dirá o Rei naquele dia: “ Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim mesmo que o fizestes.

E todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer” (Mt 25, 40.45).

Rezemos...

Opus Sanctorum Angelorum/facebook

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

27 de agosto, dia de Santa Mônica

A oração e petições de graças

Precisamos pedir a Ele as graças necessárias em nossa vida, em Lucas lemos: “E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11,8-10).

Santa Mônica é o exemplo claro do poder da oração, principalmente das mães que clama pelos filhos.

Santa Mônica nasceu em Tagaste (África), em 331, de família cristã. Muito jovem, foi dada em casamento a um homem pagão chamado Patrício, de quem teve vários filhos, entre eles Agostinho, cuja conversão alcançou da misericórdia divina com muitas lágrimas e orações. É um modelo perfeito de mãe cristã. Morreu em Óstia (Itália) no ano 387.

Santo Agostinho, seu filho, em seu livro "Confissões" narra: "minha mãe ia três vezes por dia diante do Sacrário em Hipona, e pedia a Jesus que seu Agostinho se tornasse “um bom cristão”.As lágrimas de sua mãe diante do Senhor no Sacrário, eram como “o sangue do seu coração destilado em lágrimas nos seus olhos”.

Era tudo que ela queria, seu Agostinho se tornasse “um bom cristão”, não pedia que ele fosse um dia padre, bispo, santo, doutor da Igreja e um dos maiores teólogos e filósofos de todos os tempos. Mas Deus queria lhe dar mais. Queria mais de Agostinho; então, ela precisava rezar mais tempo e sem desanimar. E Santa Mônica não desanimou, por isso temos hoje esse grande exemplo da fé. Fico pensando se ela parasse de rezar depois de pedir durante 19 anos… Não teria o seu filho convertido. E nós não teríamos o Doutor da Graça.

Que a exemplo de Santa Mônica nossa oração seja humilde, confiante e perseverante.




Santa Mônica rogai por nós.

Santo Agostinho, A Cidade de Deus

A CRIAÇÃO DOS ANJOS

“Com efeito, se no que DEUS disse: Faça-se a luz e a luz foi feita, é razoável entender- se por essa luz a criação dos Anjos, foram, sem dúvida, feitos partícipes da luz eterna, que é a própria Sabedoria imutável de DEUS, conhecida pelo nome de Unigênito de DEUS (CRISTO) e pela qual foram feitas todas as coisas. Desse modo, iluminados pela luz que os criou, se tornaram luz e se chamaram dia pela participação dessa luz e desse dia incomutável que é o Verbo de DEUS, pelo qual todos os seres foram feitos.” 

(Santo Agostinho, A Cidade de Deus II – Contra os pagãos, Livro XI, capítulo IX)

Opus Sanctorum Angelorum

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Testemunho

É A SALVAÇÃO QUE ESTÁ CHEGANDO!





(A história de Gustavo)
Certa manhã correu a notícia por todo povoado: "Gustavo desapareceu." Ninguém sabia para onde foi, mas talvez tivesse ido embora para um dos próximos portos, pois queria ser marinheiro. Mas o que acontecerá com ele, um rapaz de apenas treze anos, sem dinheiro, sem a benção dos pais, fugindo para longe da casa.
De fato, Gustavo estava fugindo de casa. Na sua fuga procurou na primeira noite um abrigo no cemitério de um povoado. A sorte não estava com ele, pois chovia torrencialmente. Para se proteger da chuva, subiu no nicho de uma janela da igreja ao lado do cemitério. Aconchegou-se bem no nicho da janela e deu com as costas contra o caixilho da mesma. Mas que horror! O rapaz caiu com o caixilho podre dentro da cripta!
Felizmente não sofreu quebraduras, mas ficou a noite inteira na escuridão daquele lugar. Na manhã seguinte, quando o sol despontou, viu com grande espanto que estava dentro de uma cripta para ataúdes de defuntos, e a janela encontrava-se a dois metros de altura.
Tentou subir pela parede, mas como esta era muito lisa e úmida não adiantou nada. Mesmo com o máximo esforço não conseguiu alcançar a janela. Ficou desesperado e começou a gritar, porém, sem resposta. Gritou horas a fio. Nada! Não ouvia passos, nada. Um silêncio completo. Como última solução começou a rezar ao Anjo da Guarda. Rezou e gritou o dia inteiro, até não ter mais forças para gritar. Passou a segunda noite naquela cripta.
Pelo meio dia do dia seguinte alguém abriu a porta da cripta. Gustavo logo pensou: "Graças a Deus! É a salvação que está chegando!" Entrou uma moça com uma vassoura na mão, pois queria fazer uma limpeza na cripta. Mas quando viu o rapaz, levou tamanho susto que logo fechou a porta e fugiu correndo. Pensava que se tratava de uma alma do outro mundo.
Houve uma longa demora. Enfim Gustavo escutou passos. Chegaram alguns homens robustos com o professor da aldeia e sua filha. Ao ver o rapaz, o professor disse: "Que sorte, meu caro! Como você entrou aqui? Olha, somente uma vez por ano mando varrer e limpar a cripta. E hoje de manhã, veio-me a idéia de limpá-la. E como este pensamento persistia, mandei minha filha fazer o serviço".
Então Gustavo, entre lágrimas e meio morto, contou a sua história e que o dia inteiro pediu a seu Anjo da Guarda que o livrasse daquela prisão. E terminou dizendo: "Acho que foi ele mesmo que lhe deu a idéia de limpar a cripta justamente hoje".

sábado, 23 de agosto de 2014

Vocação - Refletir

Para os que ainda não sabem, fica este conselho de São Felipe Nery:


"Filhos, por amor do Céu, e se não queres chorar todo o resto da tua vida, escuta: para bem escolheres o teu estado, são necessárias três coisas, a saber: tem­po, con­selho e ora­ção."
C

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dica de livro

Corpus Christi - A Sagrada Comunhão  e a renovação da Igreja



Autor: D. Athanasius Schneider

D. Athanasius Schneider é Bispo Auxiliar de Astana, capital do Cazaquistão. A história da sua família, no
 meio de perseguições comunistas, é muito forte pelo modo como sempre conservou a devoção à 
Sagrada Eucaristia e a transmitiu à geração seguinte. 

Editora: Caminhos Romanos
Tradução:
 Maria José de Figueiredo
António Carlos de Azeredo
Nuno Castello-Branco Bastos
 Paginação: F. Barandiarán - A. Azeredo
Impressão:T.Tadinense-Artes Gráficas

Testemunho  dado por D. Athanasius em Portugal neste ano de 2014, vejam:




domingo, 17 de agosto de 2014

Assunção de Nossa Senhora



O dia de sua gloriosa Assunção é para nós um grande “Sursum corda”. Levantemos os nossos corações ao céu, onde está nossa Mãe. Invoquemo-la em nossas necessidades, imitemo-la nas virtudes. Desta sorte, tornando-nos cada vez mais semelhantes ao nosso grande modelo, mais dignos seremos da sua intercessão e mais garantidos da nossa salvação eterna.



A Assunção de Nossa Senhora é uma verdade, que foi acreditada desde os primeiros anos do cristianismo, e declarada Dogma em 1950 pelo Papa Pio XII. Eis um trecho de um sermão de São João Damasceno, sobre o mistério da ressurreição e Assunção de Nossa Senhora: “Quando a alma da Santíssima Virgem se lhe separou do puríssimo corpo, os Apóstolos presentes em Jerusalém, deram-lhe sepultura em uma gruta do Getsêmani. Tradição antiqüíssima conta que, durante três dias, se ouviu doce cantar dos Anjos. Passados três dias não mais se ouviu o canto. Tento entretanto chegado também Tomé e desejando ver e venerar o corpo, que tinha concebido o Filho de Deus, os Apóstolos abriram o túmulo mas não acharam mais vestígio do corpo imaculado de Maria, Nossa Senhora. Encontraram apenas as mortalhas, que tinham envolvido o santo corpo, e perfumes deliciosos enchiam o ambiente. Admirados de tão grande milagre, tornaram a fechar o sepulcro, convencidos de que Aquele que quisera encarnar-se no seio puríssimo da Santíssima Virgem, preservara também da corrupção este corpo virginal e o honrara pela gloriosa assunção ao céu, antes da ressurreição geral”

REFLEXÕES

Como deve ser suave a morte como termo de uma vida santa! Se queres ter uma morte santa, imita a Maria Santíssima na prática das virtudes, principalmente na fé, na confiança em Deus, no amor a Deus e ao próximo, na humildade, paciência e mansidão, na incomparável pureza, na conformidade absoluta à vontade de Deus. Não há nenhuma destas virtudes, cuja prática esteja acima das tuas forças. Não te importa que os homens te desprezem, se Deus te dá tua estima. Que importa se os homens te abandonarem, sendo Deus teu amigo e protetor? É indiferente que sejas rico ou pobre, se possuíres a Deus. Que são os sofrimentos, tribulações, pobreza, fome, sede e doença em comparação com uma boa morte, que te transportará para uma glória e felicidade sem fim? Quem mais participou da Paixão de Jesus Cristo do que sua Santa Mãe? Há, entre os Santos todos, um só, que tenha sofrido como Maria Santíssima? Não é Ela a Rainha dos Mártires? Não obstante é a bendita entre as mulheres, a Esposa do Espírito Santo, a eleita da Santíssima Trindade. 

Também nós havemos de seguir o caminho da cruz, para nos tornarmos dignos da eterna glória. À Vista de Maria Santíssima ao pé da cruz e seu divino Filho pregado no lenho da ignomínia, devem emudecer nossas queixas, nossos desânimos. 

Lembremo-nos ainda que hoje é o dia das Mil Ave-Marias. Esta prática salutaríssima, vêm dos nossos avós, por antiga tradição católica. É preciso difundir cada vez mais, principalmente no seio da família este dia tão especial, para que nossos pósteros levem adiante esta chama tão preciosa de graça e de bênção de valor inimaginável. É muito salutar passar o dia rezando, intensa e continuamente as Ave-Marias em honra a Maria Santíssima. É como que fazer um retiro espiritual em meio às nossas atividades cotidianas. Delas podemos alcançar por intercessão de Maria, copiosas bênçãos e graças espirituais ou mesmo as temporais que nos afligem nesta peregrinação terrestre. Coloquemos hoje, nas mãos amorosas de Nossa Senhora, todas as nossas dificuldades, aflições e intenções mais íntimas. Façamos o possível para, pelo menos, lembrar-nos de repetir continuamente a oração da Ave-Maria, ainda que mentalmente, desde o alvorecer até o anoitecer. Ainda que o ideal fosse não só contar as Ave-Marias, mas meditar todos os respectivos mistérios do Rosário, as nossas atividades diárias, no automóvel, no trabalho, na escola, no lar, podem impedir meditação adequada. Não importa, o que vale é passarmos o dia rezando, sempre que pudermos, essa oração poderosa tanto para os ataques do mal, quanto para obtermos as graças daí advindas.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Quaresma de São Miguel


Hoje inicia a Quaresma de São Miguel Arcanjo deve ser rezada, diariamente, começando hoje indo até o dia 29 de setembro, dia da Festa de São Miguel. A tradicional Quaresma de São Miguel Arcanjo é uma oportunidade para os cristãos repetirem as palavras do chefe da milícia celeste: "Quem como Deus?". Miguel, na hierarquia angélica, era um dos menores anjos, mas amou mais e, por isso, assim como a Virgem Maria, foi exaltado pela graça divina. Esse tempo proporciona o exame de consciência e o arrependimento por todas as vezes em que se disse o "não servirei" do diabo, em vez do "Quem como Deus?" de São Miguel.


Quaresma de São Miguel

Oração inicial:
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe, Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. Sacratíssimo Coração de Jesus! (três vezes)

Ladainha de São Miguel Arcanjo
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós. Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, Rainha dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio de graça de Deus.
São Miguel, perfeito adorador do verbo divino.
São Miguel, coroado de honra e de glória.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade.
São Miguel, guardião do paraíso.
São Miguel, guia e consolador do povo insraelita.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante.
São Miguel, luz dos anjos.
São Miguel, baluarte da verdadeira fé.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz. São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida. São Miguel, socorro muito certo.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades.
São Miguel, mensageiro da sentença eterna.
São Miguel, consolador das almas do purgatório, vós a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte.
São Miguel, nosso príncipe. São Miguel, nosso advogado.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Rogai por nós glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Jesus Cristo. Para que sejamos dignos das Suas promessas. Amém.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, santificai-nos por uma benção sempre nova e concedei-nos, por intercessão de São Miguel, a sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas no Céu e a trocar os bens do tempo presente pelos bens eternos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém
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Consagração a São Miguel
Ó Príncipe nobilíssimo dos anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro me dou e me ofereço, e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração. Recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter- me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para receber a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e, com a vossa arma poderosa, lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São Miguel Arcanjo, defendei-no no combate para que não pereçamos no supremo Juízo. Amém.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Hoje dia de São Domingos

Compaixão de São Domingos Gusmão

Domingos, cuja vida estava plenamente identificada com a de Cristo, “se comovia até a alma e chorava” pelos pecadores, pelos pobres, pelos doentes…
Em suas orações aos pés do sacrário, torrentes de lágrimas banhavam seu rosto, e seus irmãos podiam ouvir os gemidos de sua alma, aflita pelos sofrimentos da humanidade. (p.52)
Suplicava entre soluços: “Senhor, que será dos meus irmãos pecadores?” Este era o gemido freqüente de sua alma… (p.114)
Facilmente concede dispensa a seus irmãos, porém não se dispensa a si mesmo jamais. Tanto saudável quanto doente, observava todos os jejuns prescritos pela Regra. (p.173)
“O Prior tenha no seu convento a faculdade de dispensar os irmãos, quando achar conveniente, principalmente aquele que impede o estudo, a pregação, e a salvação das almas; portanto, nosso empenho deve dirigir-se, em primeiro lugar e com plena dedicação, que possamos ser úteis as almas do próximo”. (p.177)
Domingos não só pregava ao povo e aos hereges “quase que diariamente”, mas também aos irmãos. Queria que sua pregação fosse uma contínua conversão de todos. (p.179)

"A palavra é a roupagem externa da ideia.
 Os tolos falam muito e não dizem nada.
 O sábio fala pouco e diz muito". 
São Domingos recebeu auxílio dos Santos Anjos, vejam:

Os Santos Anjos Servem a São Domingos e a seus frades à mesa

Outro dia vieram advertir São Domingos que não havia mais nada para comer. Ele, no entanto, fez soar o sino da refeição, os religiosos se reuniram no refeitório, e quando todos estavam sentados diante de suas mesas, dois Anjos apareceram. Cada um deles trazia um tecido branco preso às costas e na frente, e dele tiravam um pão que colocavam diante de cada religioso. Então pediu São Domingos aos frades encarregados de servir a mesa que servissem o vinho. Eles responderam: "Mas, Pai santo, não há mais!" Então, o bem-aventurado Domingos, cheios do Espirito de Profecia, disse-lhe: "Vão até o barril e sirvam aos Irmãos o vinho que o Senhor lhes mandou". Eles foram, e realmente encontraram o barril cheio de excelente vinho, que se apressaram a servir. E Domingos disse:"Bebam,meus irmãos, o vinho que o Senhor nos enviou".

Fonte: Os Anjos na vida dos Santos - Ed. Wordpress.

domingo, 3 de agosto de 2014

O Padre, vocação de amor e liberdade - Vocação




Neste primeiro domingo de agosto celebramos iniciando o mês vocacional, o chamado a ser padre. Foram-se os tempos que as famílias se sentiam agraciadas e muito honradas de ter um sacerdote entre os seus membros. A sociedade valorizava e defendia com afã sincero e arraigado os seus ministros sagrados, pensando certamente na sua proteção e projeção de eternidade. Hoje, estamos numa sociedade secularizada, num mundo pós-cristão e talvez sem transcendência, um mundo neutro e muitas vezes hostil para os sacerdotes. No entanto o que vemos detrás das idolatrias e da busca desenfreada de bens efêmeros é a nostalgia e a saudade de Deus. Há lugar para o Padre neste mundo? Certamente que sim, porque Deus é necessário, porque todas as pessoas clamam sedentas por um amor que não passa, por conhecer a verdadeira felicidade. Por isso o Padre embora não paparicado como antes é um sinal vivo do que estamos a procurar e não encontramos nas prateleiras midiáticas ou nos Shoopings Centers, ele é a referência do absoluto e do sentido das coisas. Ele é testemunha do essencial, do bom, do belo e do verdadeiro anunciando a pérola de infinito valor: Jesus Cristo. Que alegria encontrar-se com um Padre que entusiasmado nos coloca na perspectiva do Reino, que nos fascina com as Palavras de Cristo e nos oferece o próprio Cristo na Eucaristia. Que sempre tem tempo para uma conversa, para curar as nossas feridas e nos dar o perdão em nome de Deus. Um irmão entre os irmãos e Pai para todos/as, especialmente dos pobres e desamparados, dos quais ele é o advogado, amigo e defensor incondicional. Num mundo frio, calculista, e por certo líquido, temos num Padre a pessoa cujo coração bate em sintonia ao Coração de Jesus, sentimos perto dele o bálsamo e o óleo da misericórdia, da compaixão e do amor que sempre acolhe. Hoje sem dúvida como em todas as épocas precisamos de padres, porque são indispensáveis, eles sempre estão a nos acompanhar num momento do ciclo da vida, desde o berço até o túmulo, compartilhando conosco os momentos de alegrias e as perdas, trazendo sempre a presença e a benção de Deus. Gostaria neste ano jubilar de prata afirmar com todas as letras de alto e bom tom, que éuma grandiosa aventura e maravilha ser padre, se mil vezes eu nascesse voltaria com o mesmo entusiasmo ao seminário, para ser somente e unicamente um padre. Deus seja louvado!
+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo Diocesano de Campos

sábado, 2 de agosto de 2014

Santa Maria dos Anjos


Uma noite, do ano do Senhor de 1216, Francisco estava compenetrado na oração e na contemplação na igrejinha da Porciúncula, perto de Assis, quando, repentinamente, a igrejinha ficou repleta de uma vivíssima luz e Francisco viu sobre o altar o Cristo e na sua direita a sua Mãe Santíssima, circundados de uma multidão de anjos. Francisco, em silêncio e com a face por terra, adorou a seu Senhor.

Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. A resposta de Francisco foi imediata: "Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero pecador, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão a visitar esta igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas".

O Senhor lhe disse: "Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho portanto o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)". E imediatamente, Francisco se apresentou ao Pontífice Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perusia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e disse: "Por quantos anos queres esta indulgência"? Francisco, destacadamente respondeu-lhe: "Pai santo, não peço por anos, mas por almas".

Como se preparar para receber a indulgência

Atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem direito ao benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de JESUS para toda humanidade. Assim alcançarão a Indulgência, todas as pessoas que estando em "estado de graça", ou se confessarem,oito dias antes ou depois, participarem de uma Santa Missa numa Igreja nos dias mencionados, comungarem, rezarem um Credo,para afirmar a própria identidade cristã; um Pai Nosso para afirmar a própria dignidade de filhos de Deus recebida no Batismo;e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezarem também, um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre o Papa. Poderão utilizar a Indulgência em seu benefício próprio, ou em favor de pessoas falecidas, ou em benefício daquelas que necessitam de auxílio para a conversão do coração.

Por outro lado, a Indulgência é "toties quoties", quer dizer, poderá ser recebida tantas vezes quanto a pessoa desejar (i.e., em cada ano, participando de uma Santa Missa numa Igreja e comungando, poderá fazer visitas a outras Igrejas, apenas rezando as orações recomendadas, das 12 horas do dia 1º de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto, que receberá em cada Igreja, a Indulgência Plenária). Sem dúvida, é um precioso presente que São Francisco conseguiu do Senhor, em favor de todos os corações de boa vontade que amam a Deus.

Fonte: franciscanos.com.br

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Primeira sexta-feira do mês - Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Nas páginas sagradas dos Evangelhos brota a devoção ao Sagrado Coração de Jesus aberto pela lança de Longinos do qual brotou sangue e água (cf. Jo 19, 34). Também deste Coração cruelmente traspassado nasce, em um jorrar de amor pela humanidade, a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana.
Os anos viram esta devoção expandir-se por todo o mundo. Na segunda metade do século XVII, mais precisamente no ano de 1670, São João Eudes introduziu pela primeira vez uma festa pública ao Sagrado Coração de Jesus. Apenas três anos depois, no mosteiro de Paray-le-Monial, Santa Margarida Maria Alacoque passou a receber uma séria de aparições de nosso Senhor Jesus Cristo indicando-lhe a devoção ao Seu Coração Sagrado.

Na oitava da festa de Corpus Christi de 1675 o Coração de Jesus revelou à Santa Margarida: "Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar Seu amor. Como reconhecimento não recebo da maioria deles senão ingratidão, por suas irreverências e seus sacrilégios, e pela frieza e desprezo que têm por mim neste sacramento de amor. Mas o que me é mais sensível é que são corações consagrados que procedem assim. Por isso eu te peço que a primeira sexta-feira, depois da oitava do Santíssimo Sacramento, seja dedicada a uma festa particular, para honrar meu Coração, comungando, neste dia, e fazendo-lhe reparação de honra, por um pedido de desculpas, para reparar as indignidades que ele recebeu, durante o tempo em que ficou exposto nos altares. Prometo-te também que meu Coração se dilatará para espalhar, em abundância, as influências de seu divino amor sobre os que lhe prestarem esta honra, e que conseguirem que esta lhe seja dada"[1].
Ao longo das aparições o divino Coração prometeu aos Seus devotos; conceder sua benção sobre as casas onde sua imagem for exposta e venerada; dar graças especiais; a paz nas famílias; a consolação nas aflições; ser o refúgio durante a vida e principalmente no momento da morte; abençoar todos os seus trabalhos e empreendimentos; ser uma fonte inesgotável de misericórdia para os pecadores; aperfeiçoar as almas fervorosas; aos sacerdotes o poder de tocar as almas mais empedernidas. Prometeu também que aqueles que propagarem a devoção a Ele terão seus nomes inscritos em Seu Coração.

Durante a Ação de Graças após receber a comunhão, Santa Margarida recebe este importante comunicado do Coração de Jesus: "Prometo-te, pela excessiva misericórdia do meu Coração, que o Seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comungarem nove primeiras sextas-feiras do mês consecutivas, a graça da penitência final, que não morrerão na minha inimizade, sem receber os sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado na última hora. Nada temas, Eu reinarei apesar dos Meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se".

A partir de então o culto ao Coração de Jesus passou a ser estimulado com enorme empenho pelo Magistério da Igreja. São Claudio la Colombière, sacerdote jesuíta, ficou conhecido como o apóstolo do Sagrado Coração de Jesus. O Beato Pio IX, no ano de 1856, estendeu sua festa por todo o orbe. Leão XIII consagrou o mundo ao Coração de Jesus em 1899. A encíclica de Pio XII, Haurietis aquas, publicada em 15 de maio de 1956 é mais uma demonstração de quanto os Romanos Pontífices tem procurado difundir o amor a este Coração que nos é apresentado pelo próprio Jesus como fonte de paz e reparação: "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, porque eu sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". (Mt 11, 28-30)

[1] DUFOUR, Gerard. Rezar 15 dias com Margarida Maria. São Paulo, Loyola, 1996. p. 55.




DEUS chama para escolhas definitivas - Vocação

Vamos começar este mês de agosto refletindo sobre vocação:

Conversão de São Paulo

 Cultura é uma palavra oriunda do latim – colere, cultivar –  usada para várias acepções, podendo significar um complexo de conhecimento, culto, crenças, artes, moral e costumes de uma sociedade, geralmente associada ao conceito de civilização, incluindo todas as áreas do comportamento humano. 
Santo Agostinho, na célebre obra sobre as civilizações - “A Cidade de Deus” – resume a História do mundo na notável frase: “Dois amores fundaram duas cidades, a saber: o amor próprio, levado ao desprezo de Deus, construiu a cidade terrena; o amor a Deus, levado ao desprezo de si próprio, construiu a cidade celestial” (A Cidade de Deus, XIV, 28).
Seguindo a diretiva de São Paulo – “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12,2) - o Papa Francisco tem falado nas “culturas” que caracterizam a civilização atual, com as quais não devemos nos conformar. “Tenham a coragem de ir ‘contra a corrente’”. Hoje domina a “cultura do provisório, do relativo, onde muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, ‘para sempre’... Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo... Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família por meio do sacramento do matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está ‘fora de moda’... O Senhor chama alguns ao sacerdócio, outros para servir os demais na vida religiosa, nos mosteiros, dedicando-se à oração pelo bem do mundo...” (JMJ Rio, 28/7/2013). Compromissos definitivos!
 “A civilização mundial ultrapassou os limites porque criou tal culto do deus dinheiro, que estamos na presença de uma filosofia e uma prática de exclusão dos dois polos da vida que constituem as promessas dos povos. A exclusão dos idosos... a exclusão dos jovens” (JMJ Rio, 25/7/2013).   
Contra a cultura do descartável, da exclusão, do individualismo, devemos promover a cultura do encontro: “Hoje vivemos em um mundo que está se tornando cada vez menor... Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximos... Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões...”. A cultura do encontro requer acolhida e amor ao próximo (Mensagem para o dia mundial das comunicações, 24/1/2014).

            Assim, contra a cultura do egoísmo, promovamos a cultura da caridade. Contra a cultura do interesse, a cultura da gratuidade e do amor. Contra a cultura do barulho e da velocidade, a do silêncio, da serenidade e da oração. Contra a cultura da violência e da guerra, a cultura da paz. Contra a cultura da malandragem e da esperteza, a cultura do estudo, da disciplina, do empenho e do esforço. Contra a cultura do desleixo e da sujeira, a cultura do capricho e da limpeza. Contra a cultura do feio, a cultura da beleza. Contra a cultura do protecionismo, do populismo e da demagogia, a cultura do mérito, do bem comum e da caridade social.

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