Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Santa Teresinha do Menino JESUS

Unida aos Anjos


Teresinha não se contentava só com a ajuda dos Anjos, desejava também a sua amizade e uma participação muito íntima na grandeza do seu amor a Deus. Ela desejava ser adotada como filha, como exprime na oração: “Ó Jesus, sei que ‘amor só com amor se paga’. Por isso, procurei e encontrei um meio de consolar meu coração, retribuindo-Te amor com amor. [...] Lembrando-me da súplica de Eliseu a seu Pai Elias, quando se animou a pedir-lhe seu espírito em dobro, apresentei-me diante dos Anjos e Santos e falei-lhes: ‘Sou a mínima das criaturas, conheço minha miséria e fraqueza, mas sei também quanto os corações nobres e generosos gostam de fazer algum bem. Suplico-vos, portanto, bem-aventurados Moradores do Céu, adotai-me como filha. Para vós, unicamente,será a glória que me fizerdes adquirir. Dignai-vos, porém, atender minha súplica, que é ousada, bem o sei, mas ainda assim tenho a audácia de vos pedir que me obtenhais vosso amor em dobro” (Manuscritos Autobiográficos, p. 202). Santa Teresinha não somente aproveitou a intercessão e o auxílio dos Anjos, mas até chegou a ‘exigir’ uma participação na santidade deles a fim de que pudesse crescer nela. Suplicava também a seu Anjo da Guarda:

 “Ó belo Anjo da pátria, dai-me o vosso zelo! Não tenho nada a não ser os meus sacrifícios e a minha pobreza. Com a vossa bem-aventurança, oferecei-os à Santíssima Trindade!” (Poesia 46: “A meu Anjo da Guarda”).

Teresinha sentia-se profundamente ligada aos Anjos através da sua consagração religiosa. “A castidade faz-me irmã dos Anjos, dos espíritos puros e vitoriosos” (Poesia 48: “Minhas armas”). Os Anjos apreciam muito os consagrados a Deus devido à sua relação esponsal com Cristo - na qual toda alma pode participar. Por ocasião da sua Profissão Religiosa, a nossa Santa escreveu para a Irmã Maria Madalena do Santíssimo Sacramento: “Hoje, os Anjos têm inveja de vós, Maria, por causa da vossa felicidade de ser noiva do Senhor, o que os Anjos também gostariam de ser” (Poesia 10: “História de uma pastora que se tornou rainha”).

Santa Teresinha doMenino Jesus, rogai por nós!!!!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Festa dos Santos Anjos

"A presença invisível dos Santos Anjos é-nos de grande ajuda e conforto: eles caminham ao nosso lado e protegem-nos em todas as ocasiões, defendem-nos dos perigos e a eles podemos recorrer em todos os momentos." (Bento XVI, 29/09/2008)

A devoção aos santos Anjos nunca deve substituir ou prejudicar o culto a DEUS; antes, é um meio para Lhe prestar um culto mais intenso e mais íntimo, através de um conhecimento e um amor maior a DEUS, que o homem pode receber através do auxílio do Anjo. Quem encontra na devoção aos Anjos algo fantasioso ou fabuloso está no caminho errado.
 
Nos últimos séculos,o inimigo vem semeando o joio de uma pseudo-arte que distorce a imagem autêntica do Anjo. Por toda a parte esta semente danosa veio brotar em prejuízo de eficácia da ação dos Santos Anjos. Anjinhos despidos, sentimentais e lânguidos vem alimentando o povo com suas histórias infantis.
 
Porém, quem lançar um olhar para o tempo da Antiga Aliança e para o tempo da vida de CRISTO na terra, reconhecerá quão sério e importante foi o papel do Anjo: o Anjo que exterminou os primogênitos no Egito (Ex 12,29), o Anjo que aniquilou 185 mil homens (2Rs 19, 35), o Anjo Gabriel, o mensageiro da Anunciação (Lc 22,43) e na manhã da Ressurreição (Mt 28,2), não são personagens de fábulas! O próprio Senhor Se refere frequentemente aos Anjos nos Seus discursos e parábolas e, no fim dos tempos, Ele virá com os Seus Anjos, que tomarão parte na tarefa de separar os bons dos maus e na função de julgar (Mt 13,39-42; Lc12,8-9).
 
DEUS quer que também nós introduzamos os Anjos em nossa vida e em nossas tarefas. O Anjo, por sua parte, nunca diminuirá a visão do homem para DEUS, nem impedirá o contato com ELE. Uma vez que DEUS criou o Anjo para nos ajudar, Sua Sabedoria seguramente sabe melhor o que nós necessitamos.
 
Não nos esqueçamos que neste mundo não há apenas DEUS e o bem, mas que o adversário de DEUS, com o seu exército de milhões de sequazes, está trabalhando mais que nunca para enganar o homem, turvando o seu espírito para desviá-lo de DEUS.
 
Nós não podemos ver o espírito maligno, mas o Anjo o vê. Ele pode dirigir o nosso olhar para DEUS, e esclarecer para nós a Palavra de DEUS. Ele tornará vivo em nós o amor a DEUS, e esclarecer para nós a Palavra de DEUS. Ele tornará vivo em nós o amor a DEUS e a devoção a Virgem MARIA.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

São Miguel, São Rafael e São Gabriel Arcanjos

 Na presença de seus Anjos adoremos o Senhor.



Arcanjos para vós
um canto devitória,
porque nos céus reinais,
imensa é a vossa gloria.

Miguel, invicto príncipe
da corte celestial,
firmai-nos, com mão fulgida,
na graça divinal.

Do máximo mistério
arauto, ó Gabriel,
guiai-nos nos caminhos
da luz que vem do céu.

Conosco, ó Rafael,
à patria caminhai.
Aos corpos dai saúde,
as mentes libertais.

Vós, anjos, ajudai-nos
nas senda que trilhamos.
De vosso eterno gozo
consortes nós sejamos.

Ao Pai Supremo, ao Filho,
e ao Consolador
a honra eternamente
num hino de louvor.

fonte: Ofício das leituras, Inviatório - Festa dos Arcanjos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Devoção a São Miguel Arcanjo

DEUS exalta os humildes e resiste aos soberbos, dizem as Escrituras Santas. Quer no Antigo Testamento, que, no Novo, São Miguel foi sempre muito amado e venerado pelo povo de DEUS. O SENHOR o constituiu guarda e protetor da nação israelita, como se lê no profeta Daniel: "Surgirá Miguel o grande Príncipe, que guardará o teu povo." (Dan 12, 1)

E quando da tomada da cidade de Jericó, São Miguel aparece a Josué e diz-lhe: "Eu sou o chefe dos exércitos do SENHOR." Caindo Josué por terra, exclama: "Que manda o Senhor ao seu servo?" Retorquiu-lhe o Arcanjo: "Todos os homens de armas marcharão em torno da cidade uma vez por dia, durante seis dias; no sétimo, os sacerdotes seguirão à frente da Arca da Aliança, após o toque das sete trombetas. Logo que o som das trombetas, prolongado e nítido, ressoe aos vossos ouvidos, todo o povo soltará gritos clamorosos; nessa altura as muralhas da cidade desmoronar-se-ão e o povo penetrará nela cada um no lugar à sua frente. "

E ao falar dos séculos futuros e sobretudo do que há de acontecer perto do Juízo Final, o Anjo enviado por DEUS ao Profeta Daniel, diz-lhe estas palavras: "Naquele tempo surgirá Miguel, o grande príncipe que protege os filhos do teu povo. Será este um período de angústia tal, que não terá havido outro semelhante desde que existem nações até àquele tempo. Ora dentre a população do teu povo, serão salvos todos os que se encontrarem inscritos no Livro da vida eterna" (Daniel 12).

As intervenções de São Miguel em favor do povo de DEUS, quer no Antigo, quer no Novo Testamento, motivaram da parte da Igreja, desde o princípio, uma especial veneração por este Arcanjo que ela sempre considerou e honrou com um culto especial, como guarda e protetor da família divina no seu peregrinar por este Mundo até à casa do PAI. Em documentos oficiais dos Sumos Pontífices e de modo especial no culto litúrgico, Miguel é honrado como protetor e guarda da Igreja e como padroeiro dos agonizantes; também é ele quem introduz as almas dos que deixam este Mundo, junto do Trono de DEUS para o julgamento. A Igreja de que ele é o Protetor e guarda defensor da família divina que somos nós, os cristãos, invoca-o como advogado de defesa na vida e na hora da morte.

sábado, 24 de setembro de 2011

Santo Anjo da Guarda


Podemos relacionar-nos com os Anjos?

Sim. Podemos invocar a ajuda dos Anjos e pedir-lhes intercessão junto de DEUS (334, 336, 352). Cada pessoa recebe, de DEUS, um Anjo da Guarda. É bom e conveniente rezar ao Anjo da Guarda, em benefício seu e dos outros. Os Anjos, por iniciativas próprias, também se pode fazer perceptíveis na vida de um cristão, como, por exemplo, quando são portadores de uma mensagem ou se fazem bons companheiros.

Fonte: Youcat, p.44/45.

Youcat - Catecismo Jovem da Igreja Católica

"Um anjo, escrevia o cardeal Joseph Ratzinger, é por assim dizer, o pensamento pessoal com que DEUS Se dedica a mim. Ao mesmo tempo,os anjos dedicam-se totalmente ao se Criador. Eles ardem de amor por ELE e servem-No dia e noite. Nunca cessa o seu canto de louvor." (Youcat, p.42/43)

A PAULUS Editora é a responsável pela publicação do YOUCAT – Catecismo Jovem da Igreja Católica em língua portuguesa, com o imprimatur do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.


YOUCAT é uma abreviatura de Youth Catechism (Catecismo Jovem).

Trata-se de um catecismo pensado fundamentalmente para os jovens, com uma linguagem apropriada, com muitas imagens e textos complementares, sendo que a sua a estrutura básica é semelhante à do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.

YOUCAT foi desenvolvido por um número considerável de padres, teólogos e professores de religião sob a tutela do cardeal Christoph Schönborn. Foi examinado pela Congregação para a Doutrina da Fé e goza do apoio da Congregação para o Clero e do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

YOUCAT é o Catecismo Jovem oficial das Jornadas Mundiais da Juventude de Madrid lançado simultaneamente em 10 línguas diferentes.

O Papa Bento XVI contribuiu com o prefácio no qual recomenda fortemente a leitura do Catecismo e a versão portuguesa conta ainda com posfácio do Cardeal-Patriarca D. José Policarpo. Nas suas palavras, o YOUCAT é um instrumento para "levar os jovens, numa linguagem mais compreensível, a aprofundar a Fé da Igreja, lendo de novo e de maneira nova, o Catecismo da Igreja Católica. É o reconhecimento claro de que há uma cultura jovem, onde as novas linguagens exercem importância decisiva.(...) E evangelizar os jovens é ajudá-los a mergulhar nesse tesouro preciso da fé da Igreja. Aderir a ela é muito mais grandioso e apaixonante do que uma fé individual, ao sabor de uma liberdade mal compreendida. O nosso mundo atual, na nova era da globalização, corre o risco de se tornar numa "cacofonia" de teorias, de visões da vida, de propostas éticas. Só a fé da Igreja, com a grandeza de uma Tradição, ajudará os jovens, sem se negarem ao confronto com esse universo apaixonante, construírem solidamente a sua identidade cristã. Só aí eles poderão alicerçar solidamente a sua busca da verdade, a generosidade do amor e o desejo de fidelidade."

Baseado no Catecismo da Igreja Católica – obra universal de referência em Igreja – adota a sua estrutura formal.
Os direitos de autor da publicação do YOUCAT serão atribuídos a projetos de evangelização da juventude.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!


"É inútil que me escrevas, porque eu não posso lhe responder. Envie-me seu Anjo da guarda sempre, e eu farei tudo." Pe. Pio de Pietrelcina

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Os Anjos na vida de São Paulo da Cruz

Fundador dos Passionistas, São Paulo da Cruz recebeu uma revelação de Deus, que lhe dava São Miguel Arcanjo como defensor de sua Congregação face às inúmeras provas pelas quais passaria. O santo sempre teve pelo Príncipe da Milícia Celeste uma devoção especial. Cerca do fim de sua vida o glorioso Arcanjo lhe apareceu muitas vezes. Um dia em que ele se mostrou todo resplandecente de luz, o Santo perguntou-lhe se protegia sua alma e sua Congregação: "Eu sempre velei por uma e outra - respondeu-lhe o Arcanjo, e não te faltarei jamais no futuro" (Louis-Th, p. 137).


São Miguel Arcanjo defende o convento que estava construindo

Inimigos do grande missionário, não podendo suportar o bem que ele e seus religiosos faziam nas missões populares, formaram o projeto de destruir o convento que o Santo estava quase terminando no Monte Argentaro. Numa noite escura, para lá se dirigiram armados com todas as ferramentas necessárias para seu projeto. Apenas chegaram ao local, foram tomados de pânico e fugiram em debandada. O que tinham visto? Em pé sobre um globo de fogo, e tendo na mão um gládio flamejante, o Arcanjo São Miguel protegia o santo edifícil! Uma alma piedosa também o viu. Quando o venerável fundador soube do perigo e do socorro, dedicou,na nova igreja, um altar ao glorioso Arcanjo, defensor da Congregação nascente ( Louis-Th., p. 232; Cruz, pp. 112, 113).

Fonte: SOLIMEO, Plinio Maria. Os Anjos na vida dos Santos. Ed. Artpress.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao céu!" (Santa Rosa de Lima)

"Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres." (Gal 6, 14)

São João da Cruz dizia que o que mais nos faz sofrer é o medo que temos da cruz. E Santa Teresa dizia que, quando a abraçamos nossa cruz com coragem e vontade, ela se torna leve. Enfim, precisamos levar a cruz e não arrastá-la… A maior lição que podemos aprender com os santos é esta: não há maior glória que possamos dar a Deus do que sofrer com fé, paz e esperança, dando graças a Ele por ter-nos achado dignos de sofrer por Seu amor. “A alegria dos moradores do céu, dizia Santa Teresinha do Menino Jesus, consiste em sofrer e amar por amor a Deus”. Mas para isso precisamos da graça de Deus, pois nossa natureza tem horror à cruz. Entretanto, o que é impossível à natureza é possível à graça, disse Santo Agostinho. Fiquemos em paz porque  Deus é fiel; e não nos dará cruzes mais pesadas do que as nossas forças; e cada uma delas será para o nosso bem, por mais incrível que possa parecer. Enfim, “tudo concorre para os que amam a Deus” (Rm 8,29); por isso devemos glorificá-lo sempre, especialmente nas horas amargas.
 Exaltemos a santa Cruz! 


 


“Senhor Jesus Cristo, nós vos louvamos e bendizemos porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo”. São Francisco



"Bendita Árvore da Cruz
te adoramos porque em ti está o Verbo da Vida,
o SANGUE do SENHOR que te banha.
Bendito amor de DEUS cravado em ti,
cântico mais belo do amor de DEUS,
a única Cruz digna de adoração porque em ti está o
SENHOR dos Senhores,
o Verbo de DEUS
tão Sublime Sacramento."

domingo, 11 de setembro de 2011

Arcanjo São Gabriel

São Gabriel (Homem, confidente de Deus) é um dos anjos que assistem diante de Deus (Lc 1, 19). São João Evangelista fala diversas vezes nos sete espíritos, nos sete anjos que viu em pé diante de Deus. (Apoc. 1, 4 – 8, 2). Com razão São Gabriel é chamado o anjo da Redenção, porque sua Missão, tanto no Antigo como no Novo Testamento se relaciona com a vinda do Salvador.


Ao profeta Daniel foi o arcanjo Gabriel que lhe explicou a visão que teve do carneiro e do bode (Dan. 8, 1). Importantes são as revelações sobre a época de o Messias aparecer. Diz o capítulo 9 do livro de Daniel: “Eis que Gabriel me tocou no tempo do sacrifício da tarde... e disse: “Daniel, eu vim para te ensinar e para que tu entendas os desígnios de Deus... Setenta semanas (de anos) foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa, a fim de que a prevaricação se consume, e o pecado tenha seu fim, e a iniqüidade se apague, e a justiça eterna seja trazida, e as visões e profecias se cumpram, e o Santo dos santos seja ungido... Desde a saída da ordem para Jerusalém ser edificada até ao Cristo chefe, passarão sete semanas e sessenta e duas semanas; e depois será morto o Cristo, e o povo que o há de negar, não será mais seu”.

Por três modos nos é dado cumprir este nosso dever junto ao grande arcanjo. Primeiro dando graças a Deus por ter designado este seu mensageiro e o ter adornado de tantos dons e com tanta magnificência. Como todos os santos anjos, São Gabriel nos honra, nos ama, e sempre pronto está para nos beneficiar, visto que o próprio Deus tanto nos tem honrado e amado. “Os Anjos, diz São Paulo, são enviados para exercer o seu ministério ajudando-nos a ter parte com eles na herança da salvação”. (Heb. 1-14).

Segundo: imitar, na medida do possível, o seu exemplo. O serviço mais nobre reservado aos santos anjos, Deus Nosso Senhor o caracteriza nestes termos: eu vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. (Jo. 1, 51.) Em outras palavras: servidores que são do Salvador, com amor e dedicação se lhe oferecem, para conduzir os homens ao conhecimento da verdade e a participação da graça divina. Vimos, quantas vezes desceu sobre o Filho do Homem. Foi ele o primeiro a pronunciar e fazer conhecer o doce nome de Jesus. Grande e inestimáveis coisas disse ele de Cristo Nosso Senhor.

Felizes de nós se, querendo imitar o seu exemplo e ter parte na sua glória, nos dispusermos a tornar conhecido e amado o nome de Jesus entre os homens, e para isto não nos negarmos a rezar, trabalhar e sofrer. As palavras do anjo ao profeta Daniel: “Eis um homem de complacência de Deus” (Dan. 9. 23; 10. 11) e a Zacarias: “Tua oração foi ouvida” (Lc. 1, 13) são a prova de que os anjos observam e acompanham as boas obras dos homens.

Em terceiro lugar temos no Arcanjo São Gabriel um modelo de veneração e amor a Maria Santíssima; pois foi ele que pronunciou a primeira “Ave Maria”, e com quanto respeito, com quanta devoção e amor não o fez! Em cada “Ave Maria”, que rezamos, poderá o arcanjo São Gabriel servir-nos de modelo. Pronunciando sua palavras, imitemo-lo também na sua devoção, no seu amor à Mãe de Deus.

sábado, 10 de setembro de 2011

Os Anjos das Nações

FUNDAMENTO BÍBLICO


Acerca desta realidade dentro dos ministérios angélicos, o Novo Catecismo dá-nos esta explicação, que não deve ser ignorada. "Desfeita a unidade do género humano pelo pecado, Deus processou, em primeiro lugar, salvar a humanidade através de cada uma das suas partes. A aliança com Noé, a seguir ao dilúvio (cfr. Gn. 9,9,), exprime o princípio da economia divina em relação às "gentes" ou nações, quer dizer, em relação aos homens reagrupados "segundos os seus países, cada qual segundo a sua língua e os seus clãs (Cfr. Gn. 5; 10, 20-31).


Esta ordem, ao mesmo tempo cósmica, social e religiosa, da pluralidade nas nações (cfr. Act. 17, 26-27), confiada pela Providência Divina à guarda dos Anjos (cfr. Dt. 4, 19; 32, 8), destinou-se a pôr cobro ao orgulho duma humanidade decaída, que, unânime na sua perversidade (cfr. Sab. 10, 5), pretendia refazer por si mesma a própria unidade, à maneira de Babel (cfr. Gn. 11, 4-6)" (Cat. Ig. Cat. nº 56 e 57).

A universalidade das Alianças antes da realizada com Abraão, Deus a concretizará plenamente em Seu Filho. Na nova e eterna Aliança, ficarão englobadas definitivamente todas as nações, todos os povos, línguas e raças.

Contudo Deus nunca abandonou a obra das Suas mãos, ou seja, as outras nações fora de Israel, povo de Deus da primeira Aliança. A Sua Providência entregou-as ao cuidado dos Seus Anjos.

Ao longo do Antigo Testamento São Miguel é apresentado como um dos principais guardiães do povo judeu. E chamado "Príncipe do vosso povo", conforme o diálogo de S. Gabriel com o profeta Daniel.

E precisamente com este profeta que se fortalece esta crença, numa hora histórica dificílima do povo hebreu, quando estava no exílio e subjugado entre os gregos e persas, e depois libertados da escravidão por um decreto de Ciro.

Todavia o tão suspirado regresso à pátria era impedido por dificuldades misteriosas. Quem mais se afligia com tais demoras era o profeta Daniel, que a Deus fazia contínuas súplicas. Um dia, enquanto repousava nas margens do rio Tigre, apareceu-lhe o Arcanjo S. Gabriel a anunciar-lhe que as suas preces iam ser ouvidas. Mas, acrescentou que o Anjo protetor da Pérsia não acedia a deixar partir os Hebreus em liberdade, opunha-se mesmo a isso. "O Príncipe do reino da Pérsia resistiu-me durante 21 dias" (Dn. 10, 13); e a ele se aliara, pouco antes, o anjo protector da Grécia (cfr. Dn. 10, 23). Não obstante, muito em breve Gabriel combateria esta resistência, fortalecido desta vez pelo apoio de Miguel: "Para tal empresa ninguém virá em meu auxílio, excepto o vosso chefe Miguel" (Dn. 10. 20-21).

A guarda angélica dos povos é doutrina consoladora, da qual jamais duvidaram os insignes exegetas da Escritura e os Padres e Doutores da Igreja; doutrina de que tiraram proveito não só os profetas como também os Santos e os Apóstolos.

"Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo!"
(cfr. Oração Colecta da Missa de 10 de Junho: Santo Anjo da Guarda de Portugal).

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Anjo da Nação

"Vou enviar um anjo à tua frente para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que preparei para ti. Está sempre vigilante na sua presença, e escuta o que ele te disser. Não lhe desobedeças... o meu anjo caminhará à tua frente"(Ex 23, 20-23)


Deus fez uma aliança com o seu povo, que tinha libertado da escravidão no Egipto para o deserto. Este povo ainda não se tinha formado como nação. Na antiguidade, o termo 'nação' aplicava-se àqueles que tinham as suas próprias divindades, santuários, ritos religiosos, sacerdotes e legislação. Ao fazer a aliança, os filhos de Jacob, ou seja os clãs descendentes dos seus dozes filhos, transformaram-se numa nação - Israel. Eles adoravam o Deus da criação do mundo, o Deus que no princípio tinha criado os céus e a terra (Gn 1,1). O povo recebeu um santuário sob a forma de uma tenda que abrigava a Arca da Aliança, um altar e regras que diziam respeito à liturgia, que era celebrada por sacerdotes. As leis foram feitas com base nos Dez Mandamentos e o povo dirigiu-se para a Terra Prometida.

Deus nomeou um anjo para os guiar, ajudar e proteger, ao longo do caminho. Pode dizer-se que era o anjo da sua nação; cada nação tinha um. O povo de Israel era Miguel, aquele que se assemelha a Deus, como diria o profeta Daniel. Pode ter sido o Arcanjo Miguel aquele que pouco antes da batalha de Jericó apareceu a Josué naa figura de um homem de pé, segurando na mão uma espada desembainhada. Ele apresentou-se como um dos princípes do exército do Senhor (Js 5, 13-14).

Mas o anjo não lutou ao lado de Israel. O desejo de Deus era que o seu povo soubesse de onde lhe vinha a força e quem é o que faria vitorioso. Os muros de Jericó caíram quando a Arca da Aliança foi transportada à volta da cidade, com os sacerdotes a tocar trombetas. Uma vitória destas não se repetiria no futuro. Deus tencionava mostrar o poder dos Dez Mandamentos, que estavam gravados nas placas de pedra dentro da Arca. Vencer a guerra é mais importante que vencer batalhas.

Foi muito importante Deus ter enviado um anjo da guarda para acompanhar Israel  apenas depois de ter dado Moisés as Tábuas da Lei. A intenção era alertá-los para o tipo de viagem que estavam a iniciar. Era uma jornada para a vida (Dt 30, 15-20). 

Fonte: Os Anjo - Zenon Ziólkowski

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

São Miguel Arcanjo

Nos fins do século V, quando na cadeira de São Pedro regia a Igreja o Papa São Gelásio, um pastor que apascentava uma manada de vacas no alto do Monte Gargano, na Itália, província da Apúlia, querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual retrocedeu com a mesma velocidade, vindo ferir quem a lançara. Este fato causou admiração nos que presenciaram este acontecimento e a notícia foi longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha.

Julgou ele tratar-se de algum misterioso sinal da parte de DEUS e ordenou um jejum de três dias em toda a diocese, pedindo ao SENHOR se dignasse revelar-lhe do que se tratava. DEUS escutou as orações do Prelado e, passados três dias, apareceu-lhe o Arcanjo São Miguel declarando-lhe o que o SENHOR queria: Anjo tutelar da Igreja, e aos outros Anjos, se edificasse naquela caverna, onde se manifestou o prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como Anjo custódio da Igreja Católica.

Tendo o Bispo comunicado ao povo a visão que tivera e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com muita gente, observar o local. Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso que pôr um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios. Levantado o altar, o Bispo consagrou-o. Todos os povos vizinhos acudiram para a cerimônia cheios de alegria e a festa durou vários dias.

Nunca mais até hoje se deixou de celebrar ali a Santa Missa, como também os outros ofícios litúrgicos, e DEUS consagra este lugar através dos séculos, com graças e milagres de toda a espécie, em favor dos que lá acorrem doentes de corpo e alma, mostrando quanto Lhe é grata a devoção em honra do glorioso arcanjo São Miguel que defendeu, quando da revolta de lúcifer, a fidelidade ao DEUS Uno e Trino, soltando este grito: AMIGOS, QUEM É COMO DEUS?

O Santuário do glorioso Arcanjo na gruta do Monte Gargano é considerado um dos mais célebres e devotos de todo o Mundo. A Igreja, para atestar este fato histórico, marcou para o Calendário Litúrgico Universal a Festa Comemorativa desta aparição, no dia 8 de maio. Esta festa foi obrigatória, para toda a Igreja, até a nova reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. Atualmente, só é obrigatória na diocese de origem e em alguns calendários particulares.


A Igreja comemora no dia 29 de setembro a festa dos Santos Arcanjos.


domingo, 4 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

SÃO MIGUEL NOS PROTEJA CONTRA AS INSÍDIAS DO MALIGNO

Beato João Paulo II. Alocução do dia 24 de maio de 1987 - Publicada no L'OSSERVATORE ROMANO, ed. port., no dia 31 de maio de 1987.




Caríssimos irmãos e irmãs:

1. Estou feliz de me encontrar no meio de vós à sombra deste santuário de São Miguel Arcanjo, que há quinze séculos é meta de peregrinações e ponto de referência para quantos procuram a Deus e desejam pôr-se no seguimento de Cristo, por meio de Quem "foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, os Tronos, as Dominações, os Principados e as Potestades" (Cl 1,16).

Saúdo cordialmente todos vós, peregrinos, aqui vindos das cidades que circundam este magnífico promontório do Gargano, que oferece ao olhar do visitante enlevos deliciosos com a sua paisagem suave, florida, e com característicos grupos de oliveiras que se debruçam sobre a rocha. Saúdo em particular as Autoridades civis e religiosas, que contribuíram para tornar possível este encontro pastoral; saúdo o Arcebispo de Manfredônia, Mons. Valentino Vailati, a quem se dirige o meu agradecimento, pelas palavras com que se dignou introduzir esta manifestação de fé. Saúdo também e sobretudo os Padres Beneditinos da Abadia de Montevergine, que têm o cuidado espiritual deste Santuário. A eles, e de modo especial ao seu Abade, Dom Tommaso Agostino Gubitosa, exprimo a minha gratidão pela animação cristã e pelo clima espiritual que por eles são assegurados a quantos aqui vêm para retemperar o seu espírito nas fontes da fé.

Monte Gargano


2. A este lugar, como já fizeram no passado tantos Predecessores meus na Cátedra de São Pedro, vim também eu gozar um instante da atmosfera própria deste Santuário, feita de silêncio, de oração e de penitência; vim para venerar e invocar o Arcanjo São Miguel, para que proteja e defenda a Santa Igreja, num autêntico testemunho cristão, sem compromissos e sem acomodamentos.

Desde quando o Papa Gelásio I concedeu, em 493, o seu assentimento à dedicação da gruta das aparições do Arcanjo São Miguel a lugar de culto e aqui realizou a sua primeira visita, concedendo a indulgência do "Perdão angélico", uma série de Romanos Pontífices seguiu os seus passos para venerar este lugar sagrado. Entre eles recordam-se Agapito I, Leão IX, Urbano II, Inocêncio II, Celestino III, Urbano VI, Gregório IX, São Pedro Ceiestino e Bento XV. Também numerosos Santos aqui vieram para haurir força e conforto. Recordo São Bernardo, São Guilherme de Vercelli, fundador da Abadia de Montevergine, São Tomás de Aquino, Santa Catarina de Sena; entre estas visitas, permaneceu justamente célebre e ainda hoje continua viva a que foi realizada por São Francisco de Assis, que veio aqui para preparar a Quaresma de 1221. A tradição diz que ele, considerando-se indigno de entrar na gruta sagrada, se teria detido na entrada, gravando um sinal da cruz numa pedra.

Esta viva e jamais interrompida freqüência de peregrinos ilustres e humildes, que desde a alta Idade Média até os nossos dias fez deste Santuário um lugar de encontro, de oração e de reafirmação da fé cristã, diz quanto a figura do Arcanjo Miguel, que é protagonista em tantas páginas do Antigo e do Novo Testamento, é sentida e invocada pelo povo, e quanto a Igreja tem necessidade da sua proteção celeste: dele, que é apresentado na Bíblia como o grande lutador contra o Dragão, o chefe dos demônios. Lemos no Apocalipse: "Travou-se, então, uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos pelejavam contra o Dragão e este pelejava também juntamente com seus anjos. Mas não prevaleceram, e não houve mais lugar no Céu para eles. O grande Dragão foi precipitado, a antiga serpente, o Diabo, ou Satanás, como lhe chamou, sedutor do mundo inteiro, foi precipitado na terra, juntamente com os seus anjos" (Ap 12,7-9). O autor sagrado apresenta-nos nesta dramática descrição o fato da queda do primeiro Anjo, que foi seduzido pela ambição de se tornar "como Deus". Daqui a reação do Arcanjo Miguel, cujo nome hebraico "Quem como Deus?" reivindica a unicidade de Deus e a sua inviolabilidade.

3. Por mais fragmentárias que sejam, as notícias da Revolução sobre a personalidade e o papel de São Miguel são muito eloqüentes. Ele é o Arcanjo (cf. Jd 1,9) que reivindica os direitos inalienáveis de Deus. É um dos príncipes do Céu posto como guarda do Povo Eleito (cf. Dn 12,1), de onde virá o Salvador. Ora, o novo Povo de Deus é a Igreja. Eis a razão pela qual ela o considera como próprio protetor e defensor em todas as suas lutas pela defesa e a difusão do reino de Deus na terra. É verdade que "as portas do inferno nada poderão contra ela", segundo a afirmação do Senhor (Mt 16,18), mas isto não significa que estamos isentos das provas e das batalhas contra as insídias do maligno. Nesta luta o Arcanjo Miguel está ao lado da Igreja para a defender contra as iniqüidades do século, para ajudar os crentes a resistir ao Demônio que "anda ao redor, como um leão que ruge, buscando a quem devorar" (1 Pd 5,8).

Esta luta contra o Demônio, a qual caracteriza a figura do Arcanjo Miguel, é atual também hoje, porque o demônio está vivo e operante no mundo. Com efeito, o mal que nele existe, a desordem que se verifica na, sociedade, a incoerência do homem, a ruptura interior da qual é vítima não são apenas conseqüências do pecado original, mas também efeito da ação nefanda e obscura de Satanás, deste insidiador do equilíbrio moral do homem, ao qual São Paulo não hesita em chamar "o deus deste mundo" (2 Cor 4,4), enquanto se manifesta como encantador astuto, que sabe insinuar-se no jogo do nosso agir, para aí introduzir desvios tão nocivos, quanto às aparências conformes às nossas aspirações instintivas. Por isto o Apóstolo das Gentes põe os cristãos de sobreaviso, quanto às insídias do Demônio e dos seus inúmeros sectários, quando exorta os habitantes de Éfeso a revestirem-se "da armadura de Deus para que possam resistir às ciladas do Demônio. Porque nós não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas contra os Principados e Potestades, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares" (Ef 6,11-12).

A esta luta nos chama a figura do Arcanjo São Miguel, a quem a Igreja, tanto no Oriente como no Ocidente, jamais cessou de tributar um culto especial. Como se sabe, o primeiro Santuário a ele dedicado surgiu em Constantinopla por obra de Constantino: é o célebre Michaelion, ao qual se seguiram naquela nova Capital do Império outras numerosas igrejas dedicadas ao Arcanjo. No Ocidente o culto de São Miguel, desde o século V, difundiu-se em muitas cidades como Roma, Milão, Piacença, Gênova, Veneza; e entre tantos lugares de culto, certamente o mais famoso é este do monte Gargano. O Arcanjo está representado sobre a porta de bronze, fundada em Constantinopla em 1076, no ato de abater o Dragão infernal. :É este o símbolo, com o qual a arte no-lo representa e a liturgia faz que o invoquemos. Todos recordam a oração que há anos se recitava no final da Santa Missa: "Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio"; dentro em pouco, repeti-la-ei em nome da Igreja toda.

E antes de elevar tal oração, a todos vós aqui presentes, aos vossos familiares e a todas as pessoas que vos são queridas concedo a minha Bênção, que faço extensiva também a quantos sofrem no corpo e no espírito.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

São Miguel Arcanjo

"São Miguel Arcanjo, vós, principe dos exércitos celestes, vencedor do dragão infernal, recebeste de DEUS força e poder para aniquilar, pela humanidade, a soberba do principe das trevas.

Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de DEUS a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no cumprimento contínuo da vontade de DEUS e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria. Ao comparecermos perante o tribunal de DEUS, socorrei-nos para que não desfaleçamos!"

Trecho da Súplica Ardente aos Santos Anjos.