Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sábado, 29 de março de 2014

Oração


“MEMORARE” AOS SANTOS ANJOS

Lembrai-vos, oh, Santos Anjos, que JESUS, a Verdade Eterna, nos assegura que vós “vos alegrais mais pela conversão de um pecador que faça penitência, do que por noventa e nove justos que não necessitam de misericórdia”.

Animado por isto, eu, o último das criaturas, humildemente vos peço que me recebei como vosso “co-servo” e fazei de mim causa de uma verdadeira alegria. Oh, espíritos Bem-aventurados, não rejeitai a minha oração, antes misericordiosamente atendei e escutai o meu pedido. Amém.

(com aprovação Eclesiástica)

Nossa Senhora das Três Ave Marias


A oração da Ave Maria é tão antiga, quanto o culto dedicado à Virgem Maria, Mãe de Deus. A sua veneração faz parte da vida da cristandade de todos os tempos, como demonstram as tradições, escrita e oral, da Igreja do Oriente e do Ocidente. Com toda razão, é considerado um dos meios mais eficientes para se chegar à Jesus Cristo, nossa salvação e vida eterna. 

O amor dos cristãos à Mãe, vem desde os monges anacoretas orientais, que consideravam a Ave Maria uma oração com poder de afastar o mal, alegrar os anjos e exultar o coração da Virgem Santa. A primeira parte da oração foi extraída do próprio Evangelho: "Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco", Lc 1, 28. "Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus", Lc 1, 41 a 42. A segunda parte, que se inicia por "Santa Maria", foi composta pela Igreja, mas veio da tradição cristã dos primeiros tempos. Nela se pede à "Mãe de Deus" que "rogue por nós, os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amem".

Durante muito tempo a oração foi rezada, só com a primeira parte. Mais tarde a segunda parte acabou sendo assimilada por toda cristandade. A sua íntegra como é rezada até hoje, apareceu pela primeira vez em um breviário de 1563, num mosteiro dos monges Cartuxos, nos Alpes da França, onde Santo Bruno fundou a Ordem, em 1084. 

O Papa Urbano II, fervoroso devoto de Nossa Senhora, em 1095 decretou a reza da Ave Maria, três vezes ao dia, pela manhã, ao meio dia e à noite. Ordenou também que as igrejas tocassem os sinos nesses períodos para lembrar aos fieis dessa reza. Ainda hoje, muitas igrejas mantêm o toque tradicional das Ave Maria. 

A devoção às das Três Ave Maria para obter a graça de uma boa morte começou no século XIII. A tradição iniciou no mosteiro de Rodersdorf, na Alemanha, onde viveu Santa Matilde de Helfta desde seus sete anos de idade até a morte, em 1297. A prece piedosa das Três Ave Maria praticada por esta Santa, nos foi transmitida através do livro "Revelações" que deixou sobre sua vida, rica de experiências espirituais. Nele narrou que, em suas preces à Virgem, sempre pedia seu amparo na hora da morte. Certa noite, Maria apareceu em sonho e a tranqüilizou dizendo para rezar todos os dias, Três Ave Maria em louvor à Santíssima Trindade: primeira em honra ao Pai, a segunda em honra ao Filho e a terceira em honra ao Espírito Santo. Assim, teria assegurado a hora final para a vida eterna, cheia de paz e de santa serenidade. 

No século XVI, Santo Leonardo de Porto Maurício, este franciscano fervoroso devoto de Maria, e grande pregador missionário, contribuiu muito para difundir a devoção à Nossa Senhora das Três Ave Maria, da qual era assíduo praticante. Mais tarde encontraremos em Santo Afonso Maria de Ligório mais um dos célebres apóstolos seguidores convictos desta invoção. Assim com o singular Santo Cura d'Ars que se valeu da propagação dessa devoção mariana e restaurou a vida cristã da sua diocese, então afastada dos valores da Santa Igreja.

terça-feira, 25 de março de 2014

Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria

AVE, CHEIA DE GRAÇA! O SENHOR ESTÁ CONTIGO!




A festa da Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Por este acontecimento, que fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.


A visita do Anjo à Virgem Maria, sinaliza o início do cumprimento do Velho Testamento com a abertura do caminho para o Reino de Deus à luz a Boa Nova, para toda a Humanidade. São Gabriel Arcanjo proferiu a oração que esta sempre na boca e no coração de todos os fiéis: a Ave Maria.



Maria era uma jovem adolescente, simples e virgem, prometida ao já idoso José, um carpinteiro descendente direto da casa de Davi. Ficou perturbada ao receber do Arcanjo o aviso que era a escolhida para conceber o Filho de Deus, o qual devia ser chamado Jesus, pois era o enviado para salvar a Humanidade, e cujo Reino era eterno. Assim, o Pai Criador dependeu do consentimento de uma frágil criatura humana para realizar o Mistério para a nossa Redenção. 



A Virgem Maria aceitou sua parte na missão, demonstrando toda confiança no Senhor Deus e se fez Instrumento Divino nos acontecimentos proféticos. Mas teve de perguntar como seria possível, se não conhecia homem algum. Gabriel lhe explicou o Espírito Santo a fecundaria, pela graça do Criador. Então respondeu com a mesma simplicidade de sua vida e fé: "Sou a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua vontade".



Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Por este motivo dos devotos de Nossa Senhora da Anunciação pedem sua proteção e intercessão junto a Deus, nas suas aflições. Por sua disposição Maria se tornou a mais perfeita das criaturas humanas, a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. Porque a Mãe de Deus, que acolheu a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos.



A data de 25 de março, marca e festeja um dos mistérios mais sublimes e importantes para a Humanidade, citado em várias passagens importantes do Novo Testamento. Maria foi poderosamente levada à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Motivo mais que suficiente para ser invocada como Nossa Senhora da Anunciação.

Possamos, unido ao nosso santo Anjo, com essa festa nos abrir ao extraordinário, aceitar com gratidão o projeto de Deus sabendo-nos partícipes da construção de um novo estado de coisas e, sobretudo, testemunhar que desde aquele dia comum, na pequena cidade de Nazaré da Galiléia, o próprio Deus está presente no meio da humanidade.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Oração ao Anjo da Guarda


ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA PELOS MORIBUNDOS E CRIANÇAS NÃO NASCIDAS.



Meu querido Anjo da Guarda, com as graças e bênçãos de DEUS, coloque-te neste dia ao lado de todos aqueles que vão morrer hoje, para inspirar a cada um deles o ânimo de aceitar as graças a eles oferecidas para sua salvação, e para prover-lhes esperança, auxílio e proteção em suas últimas horas.

Esteja também atento a cada criança não nascida, à sua mãe e ao seu pai. Proteja estes pequenos inocentes, que não se podem defender, e inspire nos corações de seus pais uma ternura amante e uma consciência profunda da santidade de toda vida. Especialmente recorde-lhes a imagem segundo a qual foram criadas essas crianças tão maravilhosamente.

Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

(com aprovação Eclesiástica)



Fonte: Obra dos Santos Anjos.

RESUMO DA DOUTRINA CATÓLICA SOBRE OS ANJOS



1. Os Anjos são puros espíritos que DEUS criou para O adorarem, e executarem suas ordens.


2. DEUS os criou em estado de graça e de santidade, mas nem todos perseveraram nesse estado, uma parte deles revoltou-se contra DEUS perdendo a graça pelo seu orgulho.


3. DEUS recompensou a fidelidade dos Anjos bons confirmando-os em graça e dando-lhes a posse da felicidade no Céu.

4. A função dos Anjos bons são louvar a DEUS executar as suas ordens.

5. Os Anjos bons, em especial os Anjos da guarda velam por nós e protegem-nos.

6. Devemos respeitar a presença do nosso Anjo da guarda, e invocá-lo nas tentações e perigos.

7. DEUS castigou os anjos rebeldes expulsando-os do Céu e condenando-os ao suplício do inferno.

8. Os anjos maus procuram arrastar-nos ao mal, porque são inimigos de DEUS e inimigos da felicidade eterna que nos é prometida.

Fonte: Obra dos Santos Anjos.

domingo, 23 de março de 2014

Refletir




Deus criou os Anjos e os homens e os aperfeiçoou com a graça da fé. Podemos constatar que Deus concedeu aos Anjos a sua graça pelo fato de também tê-la dado ao homem; pois, tendo caído no pecado e perdido a familiaridade com Deus, o homem não foi destruído, o que só foi possível porque tinha recebido a graça (1). Isso faz com que o pecado ou “o mistério da iniqüidade” seja ainda maior.

_________________
1. Cf. Gn 3, 8ss; S. Agostinho, Civitas Dei, XII, 9, 4 (PL 41, 357); S. Tomás, S.Th. I, 62, 1-4.

Jesus e a samaritana. - Jo 4,5-42

Iluminada e saciada, ela se torna discípula.


Com o evangelho de hoje estamos, certamente, diante de uma das páginas mais belas do evangelho. Aquela mulher samaritana, ao redor do poço de Jacó, nasceu para a fé em Jesus Cristo, como nós na fonte batismal fomos gerados para a vida de fé, a fim de vivermos como um povo consagrado ao Senhor.
O trecho do livro do Êxodo nos recorda um momento da longa travessia do povo de Deus pelo deserto, ao longo de quarenta anos. O povo que empreendeu a travessia pôde experimentar, não obstante sua infidelidade e suas resistências, a fidelidade de Deus, sua paciência, sua generosidade, seu cuidado, sua ternura. O povo murmura porque não tem água. Nós que ouvimos o evangelho, e renascemos nas águas do Batismo, sabemos que aquela água que faltava ao povo e que lhe foi dada por Deus era a prefiguração da água dada por Jesus Cristo, uma água que mata definitivamente a sede. Sem água a vida está profundamente ameaçada. Não só a vida pessoal, mas a unidade do povo de Deus. Queriam, diz o nosso texto, apedrejar Moisés. Diante da dificuldade, duvidaram de Deus, da sua promessa e da sua fidelidade. Só põe em questão a fidelidade e a lealdade de Deus quem não é capaz de ser fiel e leal. É preciso, sustentados pelo cuidado de Deus que nos acompanha na travessia da história, lutarmos contra o medo, o desespero, a murmuração.
Era meio-dia quando do encontro de Jesus com a samaritana, ao redor do poço de Jacó, lugar de tantos encontros que transformaram a vida das pessoas. Foi lá que Jacó se apaixonou por Raquel. A observação da hora parece querer fazer o leitor compreender que, diante de Jesus, estamos em plena luz do dia. Aquele que é a “luz do mundo” ilumina também a Samaria, desprezada pelos outros judeus. O diálogo entre Jesus e aquela mulher é catequético, cuja finalidade é despertar a fé, o desejo da água que ela não podia recolher de nenhum poço; água que é dada somente pelo único Senhor da vida. Dando ouvidos a Jesus, ela poderá exprimir o desejo pela água que faz viver. O cântaro da purificação é superado pela água do Espírito Santo derramado no coração dela, lei interna da caridade. Iluminada e saciada, ela se torna discípula, testemunha de Jesus Cristo. Essa mesma água nos foi dada por ocasião do nosso Batismo.

Carlos Alberto Contieri, sj

Que possamos com o nosso Santo Anjo nos tornar discípulos, testemunhas de Jesus Cristo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

AS SETE DORES E ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ


Primeira Dor
Oh! Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes vossa castíssima Esposa, assim foi inexplicável a vossa alegria, quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da encarnação. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, vos rogamos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma com a alegria de uma boa morte semelhante à vossa entre Jesus e Maria. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória
Segunda Dor
Oh! felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para o cargo de pai adotivo do Verbo Humanado, a dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino, que se transformou em celeste júbilo ao escutardes a angélica melodia e ao verdes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, suplicamos a graça de nos alcançardes que depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e gozar os resplendores da glória celeste. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Terceira Dor
Oh! obedientíssimo executor das divinas leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo, que na Circuncisão derramou o Redentor Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós os vícios nesta vida, com o nome de Jesus no coração e na boca expiremos cheios de júbilo. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Quarta Dor
Oh! fidelíssimo Santo, que também tivestes parte nos mistérios de nossa redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria tinham de sofrer vos causou mortal angústia, também vos encheu de sumo gozo pela salvação e gloriosa ressurreição, que igualmente predisse, teria de resultar para inumeráveis almas. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, obtende-nos que sejamos aqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Virgem Sua Mãe, têm de ressuscitar gloriosamente. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Quinta Dor
Oh! vigilantíssimo guardião, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto penastes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga que com ele houvestes de fazer ao Egito! Mas, qual não foi também vossa alegria terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos do Egito. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, expelindo longe de nós o inferno tirano, especialmente com a fuga das ocasiões perigosas, sejam derrubados de nosso coração todos os ídolos de afetos terrenos e que inteiramente empregados no serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e felizmente morramos. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Sexta Dor
Oh! anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso aos vossos mandatos, se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor do Arquelau, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria. Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, desocupado o nosso coração de vãos temores, gozemos paz de consciência, vivamos seguros com Jesus e Maria, e também entre eles morramos. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Sétima Dor
Oh! exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdestes sem culpa vossa o Menino Jesus, e para maior angústia houvestes de buscá-lo por três dias, até que com sumo júbilo gozastes do que era vossa vida, achando-o no templo entre os doutores. Por esta vossa dor e esta vossa alegria, suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca nos suceda perdermos a Jesus por culpa grave, mas se por desgraça o perdermos, com tão contínua dor o procuremos, que o achemos favorável, especialmente a gozá-lo no céu e lá cantarmos convosco eternamente Suas divinas misericórdias. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

Fonte: orações católicas

domingo, 16 de março de 2014

PARA BEM CELEBRAR A SANTA QUARESMA

Foto: PARA BEM CELEBRAR A SANTA QUARESMA

É importante compreender algumas das atitudes fundamentais deste tempo litúrgico, para entrarmos realmente em sintonia com o sentimento da Igreja. Eis algumas linhas importantes para nossa vida espiritual: 
 
1. No tempo da Quaresma somos chamados a nos transportar espiritualmente para o deserto do Sinal, onde o Povo de Israel, Povo de Deus do Antigo Testamento fez aliança com o seu Deus e realizou sua travessia rumo à Terra Prometida, com momentos de graça e de queda, de esperança e de profundo desânimo. Ora, nós somos o Povo de Deus do Novo Testamento, o Novo Povo de Deus.

Também atravessamos o deserto deste mundo como um povo peregrino, caminhando “entre as consolações de Deus e as perseguições do mundo”, como dizia Santo Agostinho. Somos o povo da Aliança nova e eterna, selada no sangue do Cordeiro sem mancha, um povo que, como o antigo, deve viver da Palavra de Deus, alimentado pelo novo maná, que é a Eucaristia, povo que caminha rumo à Terra Prometida, isto é, a Pátria celeste.

Então é muito importante nos colocar espiritualmente numa situação de caminho, de confiança em Deus, aprendendo dos textos do antigo Testamento que nos contam a história espiritual de Israel. Como nos adverte São Paulo, “esses fatos aconteceram para nos servir de exemplo... e foram escritos para nossa instrução, nós que fomos atingidos pelo fim dos tempos” (1Cor 10,6.11).

Por tudo isto, vamos escutar muito nas leituras da liturgia textos que nos falam do caminho e das tentações e provas de Israel. São o caminho e as provas da Igreja... 

(texto de D. Henrique Soares)

É importante compreender algumas das atitudes fundamentais deste tempo litúrgico, para entrarmos realmente em sintonia com o sentimento da Igreja. Eis algumas linhas importantes para nossa vida espiritual:

1. No tempo da Quaresma somos chamados a nos transportar espiritualmente para o deserto do Sinal, onde o Povo de Israel, Povo de Deus do Antigo Testamento fez aliança com o seu Deus e realizou sua travessia rumo à Terra Prometida, com momentos de graça e de queda, de esperança e de profundo desânimo. Ora, nós somos o Povo de Deus do Novo Testamento, o Novo Povo de Deus.

Também atravessamos o deserto deste mundo como um povo peregrino, caminhando “entre as consolações de Deus e as perseguições do mundo”, como dizia Santo Agostinho. Somos o povo da Aliança nova e eterna, selada no sangue do Cordeiro sem mancha, um povo que, como o antigo, deve viver da Palavra de Deus, alimentado pelo novo maná, que é a Eucaristia, povo que caminha rumo à Terra Prometida, isto é, a Pátria celeste.

Então é muito importante nos colocar espiritualmente numa situação de caminho, de confiança em Deus, aprendendo dos textos do antigo Testamento que nos contam a história espiritual de Israel. Como nos adverte São Paulo, “esses fatos aconteceram para nos servir de exemplo... e foram escritos para nossa instrução, nós que fomos atingidos pelo fim dos tempos” (1Cor 10,6.11).

Por tudo isto, vamos escutar muito nas leituras da liturgia textos que nos falam do caminho e das tentações e provas de Israel. São o caminho e as provas da Igreja...

Texto de D. Henrique Soares.

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Oração - O envio dos Anjos

Eterno PAI, que criaste tudo no céu e na terra para Vossa glória e louvor, nós Vos agradecemos, pois nos criastes e nos concedestes a grande dignidade de sermos Vossos filhos, e nos confiastes à proteção e guia dos Santos Anjos, nossos irmãos celestes.


Eis, juntamente com eles, estamos ajoelhados diante de Vós para consagrar-Vos todo o nosso viver e agir, e Vos pedimos que nos concedais o poderoso auxílio de Vossas primeiras criaturas. Assim, por eles guardados e guiados, poderemos, neste tempo, persistir e cumprir a nossa missão.

Por isso, mandai-nos aqueles - que Vosso amor criador pensou.
Mandai-nos aqueles - que o sopro de Vossa boca criou primeiro.
Mandai-nos aqueles - que nunca Vos foram infiéis.
Mandai-nos aqueles - que no princípio lançaram Satanás no abismo.
Mandai-nos aqueles - que sem cessar contemplam a Vossa face.
Mandai-nos aqueles - que dia e noite estão atentos às Vossas ordens.
Mandai-nos aqueles - que administram toda a Vossa criação.

E juntamente com São Miguel, chefe das Vossas legiões celestes, queremos adorar-Vos, amar-Vos e como ele servir somente a Vós, pois ninguém é como Vós, ó DEUS bom, misericordioso e fiel!

Senhor JESUS CRISTO, Vós sois o princípio, a plenitude e o fim de toda criação. Diante de Vós deve dobrar-se todo joelho, seja no céu, na terra ou debaixo da terra, porque pela Vossa vitória na Cruz Vos submetestes tudo.

Também nós nos prostramos diante de Vós para implorar de Vossa misericórdia a ajuda especial dos Vossos exércitos celestes, que constantemente estão Vos servindo e lutando para Vós.

Por isso mandai-nos Vossos exércitos - porque nos remistes pela a Vossa vitória na Cruz.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos comprastes com o Vosso Preciosíssimo Sangue.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque destes a Vossa vida por nós.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos amastes até o fim.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos destes a Vossa Palavra.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos chamastes com o Vossos Anjos.
Mandai-nos Vossos exércitos - porque nos prometestes a vitória da Igreja.

E que São Gabriel, o mensageiro de Vossa Encarnação, leve também o nosso "faça-se em mim" diante de Vosso Trono, a fim de que também nós, conforme o exemplo de MARIA, nos tornemos portadores de Vosso Corpo e Sangue e Vos sigamos aonde quer que nos conduzais ou envieis.

ESPÍRITO SANTO, Vós inflamastes nosso coração com o amor aos Vossos poderosos servidores. Assim, pedimos a Vossa assistência especial por meio dos Santos Anjos, a fim de que nos conduzam através deste tempo, como outrora haviam conduzido os Israelitas através do mar Vermelho, para que, guiados por eles possamos voltar para o Coração do Redentor.

Por isso, mandai também Vós os Vossos Anjos em nosso auxílio - para que nos tragam os Vossos doze frutos.
Mandai-os em nosso auxílio - para que nos transmitam os Vossos sete dons.
Mandai-os em nosso auxílio - para que por meio deles, cresçamos na fé, esperança e caridade.
Mandai-os em nosso auxílio - para que nos tornemos um com eles.
Mandai-os em nosso auxílio - para que, por meio deles, nos tornemos verdadeiramente adoradores de DEUS Uno e Trino.
Mandai-os em nosso auxílio - para que lutem com sétupla força espiritual conosco e por nós.
Mandai-os em nosso auxílio - para que protejam os doze portões da Santa Igreja (Ap 21,12-14).

E queira São Rafael, com sua seta de amor, inflamar cada vez de novo o nosso coração com a brasa do amor de DEUS, para que possamos guardar "o mistério do Rei" (Tb 12,7).

Ó MARIA Imaculada, Rainha de todos os Anjos, em cujo serviço estão todos os Anjos vós unis em vosso exército todos os vossos servos, a fim de conseguir também na batalha presente a vitória para Deus.
Por isso, nos refugiamos em vós, Nossa Senhora, Rainha e Mãe, e vos suplicamos cheios de confiança:
Olhai para a nossa miséria - e mandai-nos vossos Anjos.
Escutai a nossa súplica - e vinde com os vossos Anjos.
Ficai conosco na luta - com todos os vossos Anjos.
Enviai os vossos Anjos, Virgem puríssima - para precipitar a Satanás no abismo.
Dai ordens aos vossos Anjos, MÃE Santíssima - para afastar para longe de nós a serpente.
Ordenai aos vossos Anjos, Rainha augustíssima - que afugentem o grande Dragão.
E na mão dos nossos santos Anjos da Guarda queremos servir-Vos eternamente, silenciando escutando e obedecendo pobres, puros e fiéis.

Agora, vós próprios estais diante de nós, grandes e santos irmãos, e nos colocamos confiantemente em vossas mãos. Os cuidados do PAI Celeste nos confiam a vós, o amor do Senhor vos chamou a segui-Lo ao nosso lado, e o ESPÍRITO SANTO vos entregou a MARIA, Sua esposa e vossa Rainha, a fim de que ela vos envie em nosso auxílio.
Por isso nós nos confiamos a vós santos Serafins - e vos damos todo o nosso amor.
Nós nos confiamos a vós, santos Querubins - e vos entregamos todas as nossas palavras.
Nós nos confiamos a vós, santos Tronos - e vos entregamos toda a nossa vida.
Nós nos confiamos a vós, santos Dominações - e vos entregamos todos os nossos dons.
Nós nos confiamos a vós, santos Potestades - e vos entregamos todas as nossas lutas e tentações.
Nós nos confiamos a vós, santos Principados - e vos entregamos toda a nossa posse.
Nós nos confiamos a vós, santos Virtudes - e vos entregamos todos os nossos talentos e virtudes.
Nós nos confiamos a vós, santos Arcanjos - e vos entregamos todas as nossas obras.
Nós nos confiamos a vós, santos Anjos - e vos entregamos nossos sofrimentos e misérias.

Vós, todos os nove coros dos Santos Anjos! Nós vos agradecemos por toda a vossa ajuda e cuidados que cada dia nos concedeis, e vos pedimos pela força do Preciosíssimo Sangue de CRISTO, pelas lágrimas de nossa Mãe, MARIA Santíssima e pelo poder que recebeste de DEUS para socorrer aos homens: protegei a Santa Igreja em cada um de seus portões contra todos os ataques dos inimigos, para que a vitória redentora de CRISTO se manifeste.

Ensinai-nos a sermos vigilantes a conhecer a grande batalha na qual estamos envolvidos, a fim de que não se perca mais nenhuma propriedade de DEUS, por causa de nossa falta de atenção e sonolência.
E colocai sempre de novo a grande meta diante dos nossos olhos, que é o próprio DEUS, o Santo, Forte, Imortal, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, a quem queremos convosco adorar eternamente na Jerusalém celeste. Amém.

Livro: Na presença dos Anjos - Adoramos e Cantamos ao Senhor. Organizador Ir. Maximilian M Plöchl. 2º Edição. Obra dos Santos Anjos.



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domingo, 9 de março de 2014

EU CONHEÇO A OBRA DOS SANTOS ANJOS

Ano de 1991, em São Paulo.



Já estava tarde quando voltávamos de uma viagem, eu e meu irmão pela Dutra. Fomos parados por um guarda rodoviário que controlava os documentos, junto a um dos vários Postos oficiais. Como tinha esquecido os documentos em casa, o guarda resolveu prender o carro.
Em meio desta situação difícil lembrei-me dos Santos Anjos da Guarda e logo disse ao meu irmão que deveríamos rezar muito com os Anjos da Guarda a fim de conseguir a liberação do carro, o mais breve possível. E assim fizemos... sentados no carro, recitando um "Santo" após outro. Em meio a nossa ininterrupta oração, veio-me à mente a idéia de ligar para casa, pedindo que trouxessem os documentos para nós. E assim o fiz: saí do carro e dirigi-me para o telefone que havia ali perto. Enquanto ligava, o guarda chamou meu irmão junto ao local da paragem dos automóveis e este, por sua vez, gritava-me para que eu pudesse ir ao seu encontro.
Chegado ali, ouvimos com tal admiração da boca do policial que podíamos continuar a viagem sem maiores problemas. Perguntado como isto seria possível, o guarda apontou mostrando-nos um carro que estava um pouco mais adiante na pista e disse-nos que o passageiro que lá estava era um alto oficial militar que nos conhecia e mandou que nos liberassem imediatamente.


Surpreendidos como estávamos, meu irmão saiu ao encontro deste senhor que afirmava nos conhecer. Junto com este encontravam-se também alguns soldados militares. Inclinou-se para dentro do carro oficial para agradecer-lhe: "Deus lhe pague em nos ajudar. O senhor mandou que nos liberassem!!!" E, com justificada curiosidade, perguntou a este alto oficial se talvez conheceria alguém da nossa família. - "Eu conheço a Obra dos Santos Anjos"- respondeu sorridente, este homem que nunca antes tínhamos visto, e logo depois foi-se embora.
Agora contávamos com vários sentimentos, perplexos, mas alegres; com a certeza da ajuda tão perceptível dos nossos bons Anjos.


Gostaria de acrescentar mais uma detalhe curioso: o nosso carro não poderia ter sido visto pelo oficial que nos ajudou, pois vinha do outro lado da pista, ou seja, da outra direção da Dutra e, além do mais, já estava escuro. Se fossem homens, não teriam visto nada. Mas o que é impossível para nós homens, para os Santos Anjos não constitui nenhuma dificuldade.

Louvado seja DEUS!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Dica de livro

Anjos e Santos: Um Guia Bíblico para a Amizade com os santos de Deus




Que alegria para descobrir que temos "amigos em lugares altos" e uma família divina para chamar de nosso! Meu livro mais recente, anjos e Santos, investiga o mistério de nossa comunhão com eles, e como eles nos ajudam a tornar-se Santo, como eles são - a fim de nos levar para casa para o céu, onde eles estão! 


Anjos e santos. Os católicos tendem a considerá-los como diferente do resto de nós. Eles estão no elenco gesso ou impresso em um cartão de santo - fazendo milagres com força de super-herói. Ou, tocando uma harpa no mais alto dos céus A verdade é que eles estão muito perto de nós, em todos os sentidos. Neste livro, Scott Hahn dissipa as falsas noções e lendas urbanas que as pessoas usam para manter os santos a uma distância segura. A verdade é que Jesus Cristo uniu o céu e a terra em uma estreita comunhão. Meditado profundamente a partir das Escrituras, o Dr. Hahn mostra que as hostes do céu cercam a Igreja terrestre como uma "grande nuvem de testemunhas". Os mártires clamam do altar de Deus pedindo justiça sobre a terra. As orações dos santos e anjos subir a Deus, no livro do Apocalipse, como o doce aroma de incenso. Dr. Hahn conta as histórias de vários santos - e até mesmo vários anjos - e ele faz isso de uma forma que é fresco e novo. Os santos são gigantes espirituais, mas com a realidade de carne e sangue. Eles têm, ambições santos fortes - e tentações poderosas e oposição que devem ser superados. Suas histórias são incríveis, e ainda familiar o suficiente para nos motivar a viver vidas mais bonitas. Neste relato de sua história, os santos não são nem de outro mundo, nem deste mundo. Eles exemplificam a vida integrada que cada cristão é chamado a viver. Ainda assim, suas vidas são tão diferentes um do outro como a vida humana pode ser. Dr. Hahn mostra a comunhão santa em toda a sua diversidade caleidoscópica - de Moisés a Maria, Agostinho de Therese, desde o primeiro século até o século passado. Somente santos viverão no céu. Precisamos ser mais como os santos, se queremos viver no céu um dia. Dr. Hahn mostra-nos que a nossa vida celestial pode começar agora, e isso deve.
 

quarta-feira, 5 de março de 2014

A Quaresma


“Quaresma” provém do latim “Quadragésima” e significa “quarenta dias”; é o período de preparação para a Páscoa do Senhor, cuja duração é de 40 dias. Inicia-se na Quarta-Feira de Cinzas e se estende agora até a Quinta Feira Santa. É um tempo de “penitência, jejum e oração”, que a Igreja chama de “remédios contra o pecado”, para a busca da conversão da pessoa.
A Quaresma foi inspirada no período de tentação de Cristo no deserto, bem como os exemplos de Noé, em 40 dias na Arca, e Moisés, vagando por 40 anos no deserto do Sinai.
No início da Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis têm suas frontes marcadas com cinzas, como os primitivos penitentes públicos, excluídos temporariamente da assembléia (lembrando Adão expulso do Paraíso, de onde vem a fórmula litúrgica: “Lembra-te de que és pó…”).
Esse tempo de penitência é recordado pela liturgia: as vestes e os paramentos usados são da cor roxa (no quarto domingo da Quaresma, pode-se usar o rosa, representando a alegria pela proximidade do término da tristeza, pela Páscoa); o Glória não é cantado ou rezado; a aclamação do “Aleluia” também não é feita; não se enfeitam os templos com flores; o uso de instrumentos musicais torna-se moderado.
É um tempo também favorável para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações penitenciais. O mesmo pode-se aplicar a todas as sextas-feiras do ano, tidas como dias penitenciais como prescreve o cân. 1250 do Código de Direito Canônico.
O historiador Sócrates informa que já no séc. V, a Quaresma durava seis semanas em Roma, sendo três semanas dedicadas ao jejum: a primeira, a quarta e a sexta. Já no século IV a “Peregrinação de Etéria” fala de um jejum de oito semanas praticado pela comunidade de Jerusalém, excluídos os sábados e domingos; o que totaliza os 40 dias de jejum. No tempo de São Gregório Magno (590-604), Roma observava os 40 dias da Quaresma.
O Código de Direito Canônico afirma que:
Cân.1250 – “Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”.
Cân.1251 – “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Cân.1252 – “Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade”.
Para o Brasil a CNBB determinou que, exceto na Sexta-Feira Santa, todas as outras sextas-feiras, inclusive as da Quaresma, têm sua abstinência convertida em “outras formas de penitência, principalmente em obras de caridade e exercícios de piedade”.

Prof. Felipe Aquino