Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O chamamento do Anjo é um eco do chamamento de DEUS

O chamamento do Anjo é um eco do chamamento de Deus: "Abraão (...) pega no teu filho, no teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai a terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto num dos monte que Eu te indicar".


A exemplo de um dos seres enviados que falou como Deus, sob os carvalhos de Mambré."O Senhor apareceu a Abraão junto dos carvalhos de Mambré, quando estava junto à porta da sua tenda, durante as horas quente do dia. Abraão ergueu os olhos e viu três homens de pé em frente dele. Imediatamente correu da entrada da tenda ao seu encontro, prostou-se por terra e disse-lhes: 'Senhor, se achei graça aos teus olhos, não passes adiante, peço-te, sem parares em casa do teu servo."(Gen 18,1-5).



Este foi um acontecimento marcante da história da salvação - a promessa da criação do povo eleito, com a concepção do primogênito Isaac. Sob os carvalhos de Mambré, na Terra Prometida, o primeiro da linhagem de JESUS CRISTO, filho de David, filho de Abraão (Mt 1,1) tinha iniciado sua vida - O pai de Israel de quem o Messias descendia.

Foi Abraão que recebeu a primeira "anunciação".



"Mas o Anjo do Senhor gritou-lhe do céu: ' Abraão! Abraão!' Ele respondeu: 'Aqui estou'. O Anjo disse: 'Não levantes a tua mão sobre o menino e não lhe faças mal algum, porque sei agora que, na verdade, temes a DEUS,visto não Me teres recusado o teu único filho." (Gn 22,1-19)


Que sublime tarefa aquela que Deus confiou aos Anjos que são as suas criaturas! Há uma coisa que nós sabemos pela Bíblia: eles  existiram antes da criação do homem pois DEUS partilhou com eles o seu plano. "Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança"(Gen 1,26). Pudemos supor que eles pertencem ao conselho celeste, desde a eternidade. É a partir daí que DEUS envia os Anjos que escolheu para transmitir as suas palavras, quer em formas visíveis, quer em forma invisíveis, como a voz que se ouviu no monte Moriá.


O que se passou no monte Moriá foi aterrador, mas terminou com um sentimento de gratidão. Abraãao tinha sacrificado seu próprio filho no seu coração: ele estava pronto para executar a incompreensível ordem de DEUS. Era exatamente isso que DEUS queria.

A partir desse dia, ele quis receber somente sacrifício de animais. O Anjo mostrou a Abraão um carneiro que ele e Isaac poderiam oferecer no altar. DEUS não aceitou a oferta sacrificial do filho de Abraão, mas aceitaria um dia o sacrifício de vida oferecido pelo seu próprio filho.

Que formidável o plano de DEUS! Ele levou a cabo a salvação da humanidade no corpo vivo do povo eleito, concebendo pais e mães, ao longo dos tempos, até nascer a Mãe a quem o Arcanjo Gabriel diria: Hás de conceber em teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de JESUS (Lc1,31). 

Estas anunciações são as mais importantes e as mais gloriosas das tarefas dos Anjos, pois elas estão na essência da salvação da humanidade através de DEUS que Se fez homem e habitou entre nós (Jo 1,14).

Fonte:Ziôlkowski, ZENON. Os Anjos. Editora Paulus, 2006. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Santo cozinheiro e os Anjos preparam banquete celestial para o Bispo

O banquete preparado por Anjos


O convento de Santa Maria de Jesus era um recanto silencioso e apropriado para retiros e acolhimentos. Era o lugar preferido por Dom Diogo D'Abedo, arcebispo de Palermo, para seus retiros espirituais. Como Dom Diogo sabia que os frades viviam em extrema pobreza, ele levava os mantimentos para suas refeições, que Benedito preparava com todo carinho. Uma dessas visitas foi feita durante as festas de Natal.

Durante a Missa do Galo, Benedito recebeu, emocionado, a Santa Comunhão. Voltando para seu lugar, ao lado do altar-mor, pôs-se a rezar diante de um belíssimo quadro do Menino Jesus. Com Jesus no coração e os olhos fixos no Menino Deus, Benedito sentia-se presépio. Caiu em êxtase e assim permaneceu até quase meio-dia, hora do almoço festivo de Natal.

Pouco antes do meio-dia o superior da casa foi até a cozinha para conferir se tudo estava conforme a importância do hóspede. Ficou assustado com o que viu:

-Santo Deus!Quase meio-dia e o fogo ainda está apagado!Por onde andará Benedito?

Os Irmãos foram chamados às pressas. Notificados, saíram, cada um para seu lado, à procura de Benedito. Na cela onde o frade rezador dormia,nada; na despensa, ninguém. Na horta, nem viva alma. Depois de muita procura, alguém se lembrou da capela. Só podia estar lá. E estava.


 
-Benedito, rezar tem hora! Esqueceste que temos visita para o almoço?

-Meu Deus! O almoço de Dom Diogo! Ai de mim se Deus não me ajudar!

-Pensas que Deus é teu criado?

-Não! Deus não é meu criado. Mas é meu Pai e sei que não vai me faltar.Tu preparas a mesa que faremos o resto.

-Faremos? Tu e quem mais?

Benedito não teve tempo para responder. Saiu correndo na direção da cozinha. Os frades, curiosos, foram espiar pela fechadura. E o que viram? Dois anjos e Benedito dando os últimos retoques em apetitosas travessas.

Naquele dia Dom Diogo pôde fartar-se de manjares celestiais.

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Fonte: História de São Benedito, dores e glórias

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Gratidão

Santo Anjo da Guarda, que está sempre ao meu lado, dia e noite, paciente, solicito e fiel, deixa que eu aprenda de ti a fidelidade a DEUS, dá-me a tua obediência alada... ajuda-me a ser simples, silencioso e solicito como tu. Sobretudo grava profundamente em mim o respeito por DEUS e pela Santa Igreja.
Sê servo para comigo, Santo Anjo, exorta-me, acautela-me, guia-me e permanece comigo até que esteja salvo na eterna bem-aventurança para sempre. Amém



Senhor, eis-me aqui com o meu Anjo para Vos adorar e amar, para Vos suplicar por todos os que têm fome de Vós e que estão em perigo. Fazei desta hora graça, e enchei-a com a Vossa Misericórdia transbordante, ó Deus Santo, Forte e Imortal.
Amém.



"Sabemos que o sol existe, mesmo quando se esconde por entre as nuvens. JESUS é sempre DEUS e Homem perfeito, mas oculto pela nuvem do pão e do vinho. Não o podemos ver ou tocar, mas Ele está presente em todos os seus dons. O amor, a graça e a fé atravessam os véus e a alma lhe reconhece os traços." 
                                      - S Pedro Julião Eynard


"DEUS Uno e Trino, quero agradecer-Vos por me ter dado a vida terrena, o chamamento e a capacidade para Vos servi."


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assunção de Nossa senhora ao céu

Esta festividade é uma das mais antigas na Igreja. Há mais de 1500 anos, na Igreja Romana e na Ortodoxa Oriental, os fiéis festejam este glorioso mistério ou privilégio concedido à Santíssima Virgem de ter sido elevada ao céu em corpo e alma, logo depois da morte.

                                                     
De fato, esta festividade lembra como a Mãe de Jesus Cristo recebeu a recompensa de suas obras, dos seus sofrimentos, penitências e virtudes, com uma glorificação imediata da alma e do corpo, o qual foi transportado pelos anjos ao céu. Ela, que durante a vida terrestre desempenhou um papel todo singular entre as criaturas humanas, com o dia da gloriosa Assunção começou a ocupar um lugar no céu, que a distingue de todos os habitantes celestes.

Só Deus pode dar uma recompensa justa: só Ele pode remunerar com a glória serviços prestados aqui na terra; só Ele pode tirar toda dor, enxugar todas as lágrimas, encher nossa alma de alegria indizível e dar-nos uma felicidade completa. Que recompensa o Pai não teria dado àquela que por Ele mesmo tinha sido eleita para ser a Mãe de seu Filho unigênito? Se é impossível descrever as magnificências do céu, é impossível também fazer ideia adequada da glória que Maria Santíssima possui desde o dia da Assunção.

Sempre foi crença pacífica dos fiéis na Igreja que o corpo da Virgem, concebido imaculado, sem a nódoa do pecado original, corpo que não conheceu sombra do pecado, corpo que foi o berço, onde tomou carne o próprio Verbo de Deus ao fazer-se homem, não podia estar sujeito à corrupção mas devia ser glorificado junto com a alma na glória celeste. Este mistério, objeto de culto há muitos séculos, foi solenemente definido pela autoridade suprema da Igreja, no dia 1º de novembro de 1950.

Será que este mistério exclui talvez a morte natural da Virgem Santíssima?

Se consultássemos só a voz do coração, talvez deveríamos dar uma resposta afirmativa. De fato, como podia estar sujeita à humilhação da morte aquela que tinha sido concebida Imaculada e tinha dado à luz ao próprio autor da vida? No entanto, a morte natural como simples término da existência terrena não tem nada de humilhante para Maria, ainda mais que Ela em tudo queria ser semelhante ao seu Divino Filho. Contudo, ela, por força de sua isenção do pecado original e da singular dignidade de Mãe do Filho de Deus, devia ser preservada das consequências da morte, que são a corrupção do corpo e sua total decomposição. Este corpo imaculado foi imediatamente depois da morte transportado ao céu, como primícia, depois de Cristo, de todos os justos que no fim do mundo irão ressurgir para a vida eterna.

A honra com que foi assinalada Nossa Senhora é um título de santa ufania para todos nós, pois ela nos pertence como criatura humana, como mãe da Igreja, nossa mãe espiritual, como Rainha do Céu. Pela glória com que Deus a distinguiu, é honrado todo o gênero humano. Por isso, este mistério é motivo de grande alegria.

Todo título glorioso em Maria, todo privilégio recebido por Maria, tudo lhe foi dado em vista de sua alta missão de Mãe de Cristo, Mãe da Igreja, Mãe e Advogada nossa, junto a Cristo, seu Filho que nada lhe pode recusar das graças que ela pede em nosso favor. Salve, portanto, a Virgem Maria, Mãe Nossa, Medianeira Nossa, em corpo e alma junto ao Filho Redentor!

Com a liturgia da missa rezamos: "Que pela intercessão da Virgem Maria, assunta ao céu, cheguemos também nós à glória da ressurreição".
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CONTI, D. Servilio. I. M. C. O Santo do dia. 7a. edição. Petrópolis: Editora Vozes, 1999, p. 353; 355

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nossa vida na Igreja unida ao Santo Anjo

Ao escrever as postagem, queremos levar o maior número de pessoas a conviver continuamente com o Santo Anjo da Guarda.



O Santo Anjo é como um complemento para nós, também no campo da missão, em nossa vida de cristão na Igreja. Quando o homem está na adoração, o Santo Anjo, que também adora junto conosco, pode ao mesmo tempo ir para a missão; por exemplo: levar as graças alcançadas na adoração para uma pessoa e tocar o coração dela. Ao contrário, quando nós estamos em missão, fazendo o nosso trabalho, se pedirmos, o Santo Anjo pode permanecer na oração, intercedendo por nós.

No entanto, podemos observar certas diferenças entre Anjo e homem: o homem vive pela fé, o Santo Anjo está na visão beatífica; o homem age duma maneira exterior e corporal, o Anjo age duma maneira interior e espiritual; o homem anuncia e escuta a palavra de Deus, o Anjo ilumina e dispõe a mente e o coração das pessoas para compreender a palavra. Nós nos comunicamos para fora, enquanto o Anjo se comunica por uma forma de irradiação espiritual, de iluminação e de amor.

Mas tanto o homem como o Anjo estão chamados para viverem juntos: devem trabalhar e orar juntos, louvar a Deus e cantar-lhe num único coro, como o exprime são Gregório de Niza, interpretando o Salmo 150,5 (Louvai ao Senhor com címbalos retumbantes): Os dois címbalos, disse, são o homem e o Anjo cantando juntos. Como na adoração, assim também na missão devemos colaborar conscientemente com o Santo Anjo, porque eles colaboram em todas as nossas boas obras (cf. Cat 350).

Não somente queremos colaborar com o nosso próprio Anjo da Guarda, mas também com todos os Anjos das pessoas aos quais se dirigem para a missão. Os santos nos dão o exemplo: o beato Pedro Fabro, quando entrou numa cidade, invocou a todos os Anjos da Guarda daquele lugar, para que lhe ajudassem na sua missão.


-Beato São Pedro Fabro-

Assim também nós, pela invocação consciente dos santos Anjos, ou rezando a "Súplica ardente", tornaremos fecundo o nosso apostolado na Igreja de Cristo. E, assim também, poderemos rezar:

"Enviai-nos Senhor para a missão na Vossa Igreja. Enviai à nossa frente o Vosso Santo Anjo, para que nos conduza àquele lugar que Vossa Divina providência nos preparou. Fazei de nós discípulos e missionários, para que possamos ser luz do mundo e sal da terra, e que, trabalhando na Vossa vinha, juntos com os ceifadores da colheita, que são os Santos Anjos, produzamos frutos que permaneçam, para a Vossa honra e glória. Amém."

Fonte: http://www.opusangelorum.org/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

História do Santo Anjo

A boneca com os olhos furados
Ganhara, em uma rifa, uma grande boneca, tão grande que quase não a podia segurar e, por isso, mamãe não deixava que eu brincasse com ela com receio de que eu a quebrasse. A boneca sempre estava no sofá da sala de visitas. Aquela boneca era para mim um tesouro. Abrria e fechava os olhos azuis e, se a gente puxasse a cordinha que ela tinha nas costas, dizia: "Papai! Mamãe!" Acácia sempre me levava à sala para eu poder brincar com a minha boneca, sob seus cuidados. Minha maninha Adayl era bem pequenina, mal caminhava.
Certa vez, encontrando ela a porta aberta, lá penetrou e dirigindo-se ao sofá, puxou a boneca para si. Como não a quebrou não sei, sei apenas que ela fora encontrada lá com a boneca. Voltando para casa, Conceição me disse para ir a sala ver sua boneca porque a Lilinha tinha mexido nela. Corri para a sala e encontro minha bonecaa deitada no sofá, e, em vez de seus lindos olhos azuis, com longas pestanas, dois feios buracos. Adayl havia afundado os olhos com os seus dedinhos.
Ao deparar com a cena, fico, no primeiro momento petrificada; vem-me, porém, logo a reação e, numa violenta indignação saltam-me as lárimas em borbotões, pensando ao mesmo tempo: "Vou trazer aquela má aqui e mostrar-lhe a minha boneca e dar-lhe uma porção de palmadas". E saio a correr. Não chego a alcançar a porta, pois sinto a santa mão do meu Novo Amigo (não sei se posso falar assim) que me impedia de caminhar. Ergo a cabeça, como costumava, e percebo o seu santo rosto a olhar-me com tristeza, e logo, como ouvindo claramente sua voz, reconheço: " Lilinha cometeu uma maldade sem o saber, e eu quero dar nela porque estou com raiva". Fiquei comovida e chorei mais, porém agora não de raiva, e sim porque outra vez entristecera meu Novo Amigo, e, sabia-o, se ele estava triste, o bom Jesus também.

Ah! eis que seu santo rosto já não estava mais triste! E minha alegria foi maior, muito maior do que o pesar que tivera ao comtemplar minha boneca. Meu muito amado Novo Amigo, mais uma vez: muito obrigada! Neste momento reconheço que me impedes de de praticar a mesquinha vingança.
                                                                    - Vi o meu Anjo - Autobiografia. Cecy Cony.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nossa Senhora Rainha dos Anjos

HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DOS ANJOS




A primeira ermida foi construída no fim do ano de 352, por quatro piedosos eremitas, vindos de Jerusalém. Tendo eles posto, nessa ermida, à veneração dos fiéis, uma relíquia do sepulcro da Santíssima Virgem, dedicaram-na a Maria, assunta ao céu, pelos Anjos, e daí se derivou o título - Santa Maria dos Anjos, ou, como nós dizemos, Nossa Senhora dos Anjos.

Até aqui, a notícia já nos dá a razão do título Nossa Senhora dos Anjos, porém diremos ainda por que motivo essa ermida se tornou célebre em todo o mundo.

Cento e sessenta anos depois de construída, a referida ermida, achando-a São Bento abandonada e em ruína, a reconstrói, aumentando-a e embelezando-a, e por ser uma porçãozinha de herdade que ali tinham os beneditinos, foi chamada igreja da Porciúncula (piccola porzione).

São Francisco, que deu tanto lustro a Assis, freqüentou, quando criança, essa pequena igreja, e, vendo-a mais tarde novamente abandonada e decadente, pediu ao abade D. Tebaldo que lhe cedesse, no ano de 1208. Tendo sido satisfeito o seu pedido, restaurou-a com as próprias mãos, construindo depois, em sua vizinhança, uma cela, que preferiu a qualquer lugar, pa­ra estabelecer nela a sua morada. Depois de ter habitado nela, sozinho, durante dois anos, ouvindo, um dia, ao Evangelho da santa missa celebrada nessa capela, a recomendação de Cristo a seus discípulos – “que não levassem em suas viagens, nem dinheiro, nem alforge, nem bastão” - tomou essas palavras como norma de sua vida e como a primeira regra da Ordem dos Menores, que institui, para promover com mais eficácia a glória de Deus e a santificação das almas.

É célebre, portanto, a igrejinha da Porciúncula, por ter sido o berço da Ordem Franciscana; mas a causa principal do no­me da aludida capela é a singular mercê que São Francisco alcançou - a indulgência da Porciúncula. A história da concessão dessa indulgência é a seguinte: estando São Francisco, uma noite em oração, abrasado no zelo da salvação das almas, conheceu, por uma luz superior, que Jesus e Maria estavam na Capela. Corre então para lá e, apenas entra, dá com os olhos em Jesus e Maria, no meio de uma grande multidão de anjos. A Mãe de Deus dirige-se logo a ele, animando-o a pedir alguma graça.


 
O seráfico Patriarca, que dava mais importância ao bem espiritual do que ao material, pede então uma indulgência ple­nária, isto é, a remissão de todos os pecados para aqueles que, arrependidos e confessados, visitassem aquela capela, dedicada à Rainha dos Anjos. Acedeu graciosamente o Senhor, e, mandando-lhe que a fosse pedir ao Papa, seu Vigário na terra e a visão desapareceu. Cheio de contentamento foi o Santo procurar o Papa, que era Honório III.

Admirou-se sobremaneira o Pontífice, ouvindo a narração da maravilhosa visão que tivera São Francisco; todavia, iluminado por Deus, prestou-lhe fé, e não obstante ser o pedido desacostumado e amplíssimo, concedeu a pedida indulgência, escolhendo o Pontífice o dia 2 de agosto para se fazer jus a tão singular privilégio. A bula da concessão foi expedida em 1223. Esta graça tem sido confirmada e ampliada por muitos sumos Pontífices a outros santuários da família franciscana.

Nossa Senhora Rainha dos Anjos, protegei nossas famílias.