Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CRISTO a razão de ser de tudo



A grande chave desta revelação dos mistérios existentes no mundo da natureza, no ser humano, e do próprio mundo angélico, está no Filho de Deus, para que no-los revelar, encarnou-Se "e habitou entre nós" (Jo. 1,14). São Paulo escreve: "Ele (o Filho Humanado) é a imagem do Deus invisível. O Primogénito de toda a criação, porque n'Ele foram criadas todas as coisas, nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, os Tronos, as Dominações, os Principados e as Potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele existe antes de todas as coisas e todas têm n'Ele a sua substância.



É-nos bem compreensível que graças à Redenção operada por Cristo, com tudo o que Ele ensinou, tem de ser realmente o centro da nossa história e o único que esclarece todo o mistério da vida humana. Com razão Cristo é a nossa cabeça: "Foi Ele que nos fez, a Ele pertencemos, somos o Seu povo, ovelhas do Seu rebanho" (Sl. 99, 3). Também foi a Sua Ressurreição vitoriosa que abriu a porta para a nossa própria ressurreição, bem como a glorificação de toda a criação (cfr. Rom. 8, 18-23).


 
Em relação aos Anjos, Cristo também é o seu centro. Primeiramente porque eles, criaturas invisíveis, representados neste texto paulino por quatro dos seus nove coros angélicos: "Tronos, Dominações, Principiados e Potestades", foram "criados por Ele e para Ele". Também "n'Ele os Anjos receberam a sua substância", isto é, o seu ser e a sua existência. Por isso aos Anjos podem-se aplicar as palavras: "São d'Ele e a Ele pertencem", só pelo fato de existirem.


 
Se tudo é Seu, não é de estranhar que o Deus Criador atue "em toda a ação das suas criaturas. É Ele a causa-primeira, que opera nas e pelas causas-segundas: "É Deus que produz em nós o querer e o operar, segundo o Seu beneplácito" (Filip. 2, 13; cfr. 1 Cor. 12, 6). Longe de diminuir a dignidade da criatura, (quer humana, quer angélica), esta verdade realça-a. Tirada "do nada" pelo poder, sabedoria e bondade de Deus, a criatura nada pode, separada da sua origem, porque "a criatura sem o Criador esvai-se" (GS 36, 3). Muito menos pode atingir o seu fim último, sem a ajuda da graça: "Quem está em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer" (Jo. 15, 5)" (Cat. Ig. Cat. n° 308).