Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Anjos e Homens unidos no tempo e na eternidade

"Desde a infância (cfr. Mt. 18, 10) até à morte (cfr. Lc. 16,22), a vida humana é acompanhada pela assistência dos Santos Anjos (cfr. Sl. 34, 8; 91, 10-13) e intercessão (cfr. Job. 33, 23-24; Zac. 1, 12; Tob. 12, 12) "cada Fiel tem a seu lado um Anjo como protetor e pastor para o guiar na vida (S. Basílio, C. Ecuménico III, 1: PG 29, 656 B). Desde este mundo, a vida cristã participa, pela fé, na sociedade bem-aventurada dos Anjos e dos homens, unidos em Deus" (Cat. Ig. Cat. n.° 336).

Eles, em nosso favor, participam da mediação única de Cristo. De modo algum a ofuscam ou diminuem, antes manifestam a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador, isto é, as graças que os Anjos nos dão da parte de Cristo - Cabeça comum de todas as criaturas - "deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a eficácia" (LG 60). "Efetivamente nenhuma criatura se pode equiparar ao Verbo Encarnado e Redentor; mas, assim como o sacerdócio de Cristo é participado de diversos modos pelos ministros e pelo povo fiel, e assim como a bondade de Deus, sendo uma só, se difunde variadamente pelos seres criados, assim também a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas, cooperações diversas, que participam dessa fonte única" (LG 62)" (Cat. Ig. Cat. n.° 970).


Nos novos tempos, que são os da Igreja, enquanto aguarda a última vinda de Cristo Senhor, toda a vida desta mesma Igreja "beneficia da ajuda poderosa dos Anjos (cfr. Act. 5,18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27, 23-25). Na sua liturgia, a Igreja associa-se aos Anjos para adorar a Deus três vezes Santo ("Sanctus"); invoca a sua assistência (como na oração "Deus Todo -Poderoso, nós Vos suplicamos" do Cânon Romano; ou no responsório das exéquias: "Vinde ao seu encontro, Anjos do Senhor! Recebei a sua alma: levai-a à presença do Senhor!"), e festeja mais particularmente a memória de certos Anjos:

-29 de Setembro: S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael;

-2 de Outubro: os Santos Anjos da Guarda" (Cat. Ig. Cat. n° 334-335) e em Portugal no dia 10 de Junho temos a memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal.

A Igreja quando nos convida a celebrar a festa dos Santos Anjos e Arcanjos, espera de nós uma reflexão mais demorada. É nosso dever render graças a Deus pela glória e pelo gozo dos Anjos; agradecer-Lhe por constituí-los como nossos celestiais protetores; unirmo-nos a eles no culto de adoração e louvar ao Criador e, particularmente, suplicar-lhes o auxílio para o propósito de sempre obedecermos à Vontade do Pai, assim como eles livremente escolheram fazê-la no Céu de forma irreversível, definitiva e imutável.
Isto nos ensina a Igreja no Prefácio dos Anjos:
"Proclamamos a Vossa imensa glória, que resplandece nos Anjos e nos Arcanjos, e, honrando estes mensageiros celestes, exaltamos a Vossa infinita bondade, porque a veneração que eles merecem é sinal da Vossa incomparável grandeza sobre todas as criaturas".