Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 11 de novembro de 2012

Santo Antão


Santo Antão, o pai dos monges


Os padres do deserto também experimentaram muitas vezes que os Anjos são mais numerosos e mais fortes que o inimigo. As suas experiências com os Anjos ensinam-nos a confiança, a perseverança e ainda a clemência para com o próximo. O Maligno quer fazer-nos sentir que o seu poder é terrível e funesto, e com mentiras tenta convencer-nos de que este seu poder é fortíssimo e invencível. É dentro desta mesma linha que ele nos incita a tratarmos os inimigos dura e brutalmente. Os Santos Anjos, porém, não ostentam o seu poder, não enfrentam o inimigo com o seu próprio poder mas, cheios de humildade, opõem-lhes o poder de DEUS que ultrapassa infinitamente qualquer poder criado. Por isso não são os poderosos que no combate espiritual conseguem opor-se ao inimigo e afugentá-lo, mas sim os humildes e pequenos.
Para melhor compreender esta verdade, vejamos agora a vida e os ensinamentos de Santo Antão, o pai dos monges. Antão era filho de uma família abastada; os pais deixaram-lhe uma fortuna considerável. Ao pensar como resolver a sua vida, Antão entrou numa igreja onde, naquele momento, se fazia a leitura do Evangelho sobre o jovem rico. Como que iluminado por um relâmpago (o Anjo!), Antão compreendeu que essa leitura se dirigia a ele. Vendeu tudo o que possuía, deu o produto aos pobres e retirou-se para a solidão do deserto.