Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A Fuga da Sagrada Familia para o Egito e a morte dos Santos Inocentes


Assim nos conta o Evangelista São Mateus:
Depois da partida dos magos do oriente, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1). Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos. Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem (Jer 31,15)! Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino. José levantou-se, tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava na Judéia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Avisado divinamente em sonhos, retirou-se para a província da Galiléia e veio habitar na cidade de Nazaré para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas: Será chamado Nazareno. (Mt 2,13-23)
Esse fato aconteceu ainda quando Jesus era um bebê. E é repleto de significado para nós cristãos. Uma situação de risco para a vida da Sagrada Família, que mostra o que seria a vida deles dali em diante. Pegando a palavra um pouco desse acontecimento (Mt 2,1) vemos que após o nascimento do menino Jesus, apareceram naquela região, alguns homens vindo do oriente para adorar o menino (isso nós vimos no estudo anterior). Enquanto procuravam o menino, esses homens foram ao castelo de Herodes que por eles ficou sabendo que o Messias viria. Naquele momento, o coração de Herodes encheu-se de ódio. Ele não queria deixar de ser Rei. Ele queria o poder. De fato o poder corrompe. Dali em diante, o desejo de Herodes era de matar o menino a todo preço.
Após os magos do oriente adorarem o menino, eles foram orientados para retornar por outro caminho. Ao perceber que havia sido enganado, Herodes fez uma coisa muito má. Ordenou que se matasse todos os primogênitos de dois anos pra baixo. Herodes comandou um dos maiores infanticídios da história. A sua fome de poder era tanta que não pensou em mais nada. Mandou matar muitas crianças. Porém Herodes não tinha a percepção de que a sua guerra era com o Filho de Deus. Avisado em sonho, José tomou sua familia e foi ao Egito. Dali em diante a palavra não narra mais nada a respeito da vida de Jesus.
Porém nos fica um aprendizado importante: Aquele que faz a vontade de Deus precisa ter consciência de que está em uma guerra. Nessa guerra existe um inimigo que joga sujo e pesado, chegando a atos desumanos e cruéis como esse infanticídio que vimos na palavra.

A fuga para o Egito e o massacre dos inocentes manifestam a oposição das trevas à luz: “Ele veio para o que era seu e os seus não o receberam” (Jo 1,11). Toda a vida de Cristo estará sob o signo da perseguição. Os seus compartilham com Ele esta perseguição. Sua volta do Egito lembra o Êxodo e apresenta Jesus como o libertador definitivo. (CIC§530)
Fonte: Dominus Vobiscum