Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sábado, 4 de maio de 2013

O exemplo de fé da Santíssima Virgem Maria, que faz parte da vida da Igreja de todos os tempos, ilumina hoje a nossa caminhada na fé.



A experiência de fé da Virgem Maria nos foi transmitida pela Palavra de Deus e pela Tradição da Igreja. O Papa Emérito Bento XVI, na Carta Apostólica Porta Fidei, nos apresenta o exemplo de fé de Nossa Senhora de forma extraordinária. Mas, os santos também nos transmitiram a sua experiência com a fé da Mãe de Deus e da Igreja. Santo Afonso Maria de Ligório expressa a fé de Maria com profundidade, em seu livro “As glórias de Maria”, de forma belíssima. São Luís Maria Grignion de Montfort, no “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, nos mostra como participar da fé de Nossa Senhora.

Bento XVI diz que pela fé, a Virgem Maria acolheu o anúncio do Anjo e acreditou que seria Mãe de Jesus Cristo, Filho de Deus (cf. Lc 1, 38). Na visita a sua prima Isabel, Maria elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava a quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e temor, deu à luz o seu Filho unigênito, mantendo-se virgem (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu esposo, Nossa Senhora levou Jesus para o Egito a fim de salvá-lo da perseguição do rei Herodes (cf. Mt 2, 13-15). “Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. At 1, 14; 2, 1-4)” (PF 13).
Santo Afonso Maria disse que “a fé de Maria excede a de todos os homens e a de todos os Anjos. Em Belém, viu seu Filho no estábulo, e acreditou n’Ele como criador do mundo”. Nossa Senhora viu Jesus fugir de Herodes e nunca duvidou que Ele é o Rei dos reis. Maria viu o Filho de Deus nascer e acreditou que é o Eterno. Ela viu Cristo pobre, sem ter onde reclinar sua cabeça (cf. Mt 8, 20b), e acreditou n’Ele como Senhor do Universo. A Virgem viu o Menino Deus reclinado nas palhas e adorou-O como Onipotente. A Mãe de Deus viu o Menino Jesus, recém-nascido, sem pronunciar palavra alguma, e acreditou que Ele era a Sabedoria Eterna. Ela ouviu o Menino Jesus chorar e reconheceu-O como a Alegria do Paraíso. Nossa Senhora viu Jesus Cristo morrendo, exposto a todos os insultos, pregado na cruz e, embora a fé de todos vacilasse, ela perseverou na fé inabalável de que Ele é Deus.
São Luís Maria diz que, por permissão de Deus, a Virgem Maria “não perdeu a sua fé ao entrar na glória: guardou-a a fim de conservá-la na Igreja militante para os seus mais fiéis servos e servas” (TVD 214). Pela consagração a Nossa Senhora, temos uma fé corajosa, sem indecisões, que nos fará começar e terminar grandes coisas pela causa de Deus e pela salvação das almas. Pela devoção a Santíssima Virgem, teremos uma fé reluzente, que iluminará toda a nossa vida. Esta fé será nosso tesouro escondido da divina Sabedoria, que iluminará os que estão nas trevas e sombras da morte. Esta fé abrasará os que são tíbios e precisam do ouro ardente da caridade, para dar vida aos que estão mortos pelo pecado, para tocar e prostrar, com as palavras doces e poderosas do Altíssimo, os corações mais endurecidos, para resistir ao demônio e a todos os inimigos da salvação.
O Papa Bento XVI confiou o Ano da Fé a Virgem Maria: “À Mãe de Deus, proclamada ‘feliz porque acreditou’ (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça” (PF 15). Confiemos a ela não somente este ano, mas consagremos a ela toda a nossa vida, para participarmos da sua fé inabalável. A exemplo do saudoso Beato, Papa João Paulo II, consagremos a Virgem Maria toda a nossa vida, todo nosso apostolado, toda a nossa história, para que por ela cheguemos a Jesus Cristo e ao Reino dos Céus.