Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 9 de junho de 2013

História do Santo Anjo

UM INDIVÍDUO PERVERSO



Lou e a sua jovem esposa, Edith, viviam numa pequena quinta em Michigan. Era a última casa de uma pequena rua. A vida ali era solitária e dura, mas os recém-casados sentiam-se alegres por estarem juntos, pois amavam-se e tinham o alimento diário.
Certa manhã no início do Verão, depois de Lou ter saído para ir apanhar feno, chegou à quinta um forasteiro. Atou, como é hábito, o cavalo a um poste, mas em vez de se dirigir directamente para a casa, pôs-se a examinar o estábulo, o celeiro e a área em redor, e só então se dirigiu para a casa. Edith tinha observado da janela, com preocupação, os passos do desconhecido. Quando ouviu as pancadas na porta ficou atemorizada. A princípio não queria abrir, mas como o homem poderia arrombar a porta, decidiu abrir um pouco a porta e perguntar muito timidamente: - "O que deseja?"
O desconhecido, que a olhava fixamente, perguntou-lhe com voz neutra: - "Está sozinha?" Edith desejava qualquer coisa menos ficar sozinha com aquele impúdico personagem. O medo fê-la dizer energicamente: "NÃO! O meu marido está no sótão." E para dar ênfase à sua afirmação, virou-se e gritou: "Lou...!"
Uma voz - a do marido - ressoou de imediato: "O que é que se passa, Edith? Desço já!" Prova de que as intenções do desconhecido não eram honestas, além de se poder ler no seu rosto, foi o facto de que nesse mesmo instante deu meia volta e se afastou rapidamente montado no cavalo. Edith estava atónita. Ela pensava que Lou andava a apanhar feno no campo. Correu até ao sótão para ver o que é que o marido lá estava a fazer, mas não encontrou ninguém.
Uma vez, durante um retiro, contei esta história aos participantes. No final, perguntei-lhes se pensavam que o Anjo da Guarda que tinha ajudado era o do Lou ou o da Edith, ao que uma jovem respondeu de forma assombrosa: "Eu acho que era o Anjo da Guarda do desconhecido, que o protegeu de cometer um acto terrível!"
(Michigan, inícios do Séc. XX. Relato contado pela filha de Edith, mãe de um sacerdote amigo.)

"Os Anjos nos ajudam em nossa luta para nos mantermos fortes contra os poderes do mal. (...) Os puros espíritos foram enviados para o resgate da raça humana. Na verdade, pela nossa fraqueza, se os Anjos não viessem em nosso socorro, não poderíamos resistir aos ataques dos espíritos malignos. Precisamos da ajuda de uma natureza superior. Sabemos que foi com estas palavras que o Senhor fortaleceu Moisés, que tremia e temia: "Meu Anjo irá diante de ti.”.  - Santo Hilário.