Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Os Santos Anjos nos levam à expiação

 


Os Santos Anjos se alegram com a conversão do pecador e o conduzem no caminho da abnegação e do seguimento de Cristo.

Desde a sua juventude, Santa Gema Galgani († 1903), foi educada pelo seu Anjo da Guarda, que lhe chamava a atenção quando era vaidosa ou estava sem vontade de rezar. Ele a lembrava de rezar pelas almas do purgatório.
O Anjo deseja levar a alma conduzida por ele à aceitação da cruz e da reparação pelos pecados dos outros. Comparados aos Anjos, os homens têm um dom que os espíritos não possuem: são capazes de provar seu amor a Deus pelo sofrimento e colaboram na salvação das almas suportando-o com paciência. A Beata Dina Bélanger escreveu no dia 23 de janeiro de 1926 na sua autobiografia:

 “Ó santa humilhação! Sob as tuas asas, que parecem cobertas de espinhos, abrigas tesouros atraentes e doçuras... Eu te amo!... Ó Santos Anjos do Céu, invejai-me por minha felicidade! Não conheceis a alegria do sofrimento” (cap. 27).

Os Santos Anjos não experimentam a amargura e o peso do sofrimento. Eles veem unicamente a recompensa prometida aos que sofrem com paciência. Os espíritos bem-aventurados já contemplam a glória da Cruz. Por isso querem nos conduzir à aceitação da cruz no dia-a-dia. Não só os demônios, mas também os Santos Anjos podem causar sofrimentos nos seguidores de Cristo, porém não para prejudicá-los, e sim, transmitindo a cruz como uma graça.
Cristo em forma de Serafim apareceu a São Francisco de Assis e lhe imprimiu as Santas Chagas para assim oferecer-lhe parte nos sofrimentos do Senhor.
Santa Tereza d’Avila relata-nos:

 “Vi que (o Anjo) trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus. A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus. Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participa, às vezes muito” (V. 40,12).

Também na vida da Beata Rosa Gattorno os Santos Anjos eram mensageiros do seu destino doloroso em Deus: “Depois da Santa Comunhão, um dia, vi aproximarem-se dois Anjos com uma coroa de espinhos nas mãos que se assemelhava àquela do meu Dileto” (M. 1. 1, pág.7: op. cit., p. 173s). Um dia, como resposta do Eterno Pai à sua súplica, pedindo-lhe que lhe concedesse o dom de carregar a cruz, recebeu um sinal: “Vi uma (cruz) bem pesada que era conduzida por dois Anjos e estes a colocavam sobre mim; tinha os três cravos fixos; quanta satisfação isto me causou!” (M. 1. 1, pág.15: op. cit., p. 174s).

Fonte: Obra dos Santos Anjos.