Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 3 de novembro de 2013

Eu conheço a Obra dos Santos Anjos

Aconteceu comigo no ano de 1991, em São Paulo.
Já estava tarde quando voltávamos de uma viagem, eu e meu irmão pela Dutra. Fomos parados por um guarda rodoviário que controlava os documentos, junto a um dos vários Postos oficiais. Como tinha esquecido os documentos em casa, o guarda resolveu prender o carro.
Em meio desta situação difícil lembrei-me dos Santos Anjos da Guarda e logo disse ao meu irmão que deveríamos rezar muito com os Anjos da Guarda a fim de conseguir a liberação do carro, o mais breve possível. E assim fizemos... sentados no carro, recitando um "Santo" após outro. Em meio a nossa ininterrupta oração, veio-me à mente a idéia de ligar para casa, pedindo que trouxessem os documentos para nós. E assim o fiz: saí do carro e dirigi-me para o telefone que havia ali perto. Enquanto ligava, o guarda chamou meu irmão junto ao local da paragem dos automóveis e este, por sua vez, gritava-me para que eu pudesse ir ao seu encontro.
Chegado ali, ouvimos com tal admiração da boca do policial que podíamos continuar a viagem sem maiores problemas. Perguntado como isto seria possível, o guarda apontou mostrando-nos um carro que estava um pouco mais adiante na pista e disse-nos que o passageiro que lá estava era um alto oficial militar que nos conhecia e mandou que nos liberassem imediatamente.
Surpreendidos como estávamos, meu irmão saiu ao encontro deste senhor que afirmava nos conhecer. Junto com este encontravam-se também alguns soldados militares. Inclinou-se para dentro do carro oficial para agradecer-lhe: "Deus lhe pague em nos ajudar. O senhor mandou que nos liberassem!!!" E, com justificada curiosidade, perguntou a este alto oficial se talvez conheceria alguém da nossa família. - "Eu conheço a Obra dos Santos Anjos"- respondeu sorridente, este homem que nunca antes tínhamos visto, e logo depois foi-se embora.
Agora contávamos com vários sentimentos, perplexos, mas alegres; com a certeza da ajuda tão perceptível dos nossos bons Anjos.
Gostaria de acrescentar mais uma detalhe curioso: o nosso carro não poderia ter sido visto pelo oficial que nos ajudou, pois vinha do outro lado da pista, ou seja, da outra direção da Dutra e, além do mais, já estava escuro. Se fossem homens, não teriam visto nada. Mas o que é impossível para nós homens, para os Santos Anjos não constitui nenhuma dificuldade.