Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Santo Estanislau Kostka e os santos Anjos

O santo clérigo jesuíta, Estanislau Kostka, nascido em Rostkow no ano 1550, de uma família de alta nobreza de Polónia, distinguiu-se desde a sua infância pela sua pureza angélica e por uma profunda piedade.
 
Na idade de 14 anos, Estanislau foi mandado juntamente com Paulo, seu irmão mais velho, a Viena, onde os dois receberiam a sua educação no colégio dos Padres Jesuítas, ao lado da Igreja chamada "Am Hof". O jovem Estanislau gostava de ministrar e de rezar muito nesta Igreja, cuja dedicação a "Nossa Senhora dos nove coros dos Anjos", era significativa por aquela época.
Quando a casa dos Jesuítas foi confiscada, os dois irmãos Kostka deviam hospedar-se numa casa atrás daquela Igreja, cujo dono era um vereador luterano. Ao Paulo, que era de carácter mais frívolo, a mudança agradou-lhe muito, porque nesta casa gozava de maior liberdade do que no colégio dos Jesuítas, com as suas regras bastante rigorosas. Estanislau, porém, cuja vida recolhida consistia sobretudo em oração e estudo, teve que sofrer muito da parte do seu irmão. 
Em breve caiu gravemente doente, e foi nesta situação, que não só sofreu da zombaria do irmão e de outras pessoas, mas que, além disso, teve que experimentar o mistério da iniquidade da parte de Satanás. Viu no seu quarto -sem saber como e de donde tinha vindo- um enorme cão negro, de olhos cintilantes, que se precipitou na sua cama. Sem a menor angústia ou excitação, o doente traçou o sinal da Cruz sobre o monstro que se aproximava dele. O cão retrocedeu, mas tentou uma segunda e uma terceira vez chegar à cama. O sinal da Cruz, porém, triunfou sempre. O animal desapareceu tão subitamente como tinha vindo. Mas a doença agravou e os médicos diziam que não havia cura para ele. Assim, Estanislau sabia o que lhe esperava, mas em vez de ter medo, ficou antes tranquilo e sereno. A sua única preocupação, foi que talvez tivesse de morrer sem receber os Sacramentos. Insistentemente pediu ao irmão e ao seu preceptor que convencessem o dono da casa, para que não lhe recusasse o cumprimento deste seu último desejo. Os dois, porém, receavam o senhor, cuja disposição bem conheciam. Este nunca deixaria entrar em sua casa nenhum sacerdote católico. Antes mandaria a todos, inclusivamente o doente, para a rua. Nesta aflição, Estanislau dirigiu-se a Santa Bárbara -pois pertenceu a uma confraria de estudantes, que venerava esta santa como sua padroeira, e ela ajudou-o milagrosamente. Numa noite, enquanto o seu preceptor, Bilinski, vigiava junto dele, o rapaz pegou-lhe no braço, sacudiu-o e exclamou: "Ajoelha-te!" Ele mesmo já estava de joelhos na cama e com júbilo bradou: Ei-la! Santa Bárbara! Ela vem com dois Anjos, que me trazem o SS.mo Sacramento. Por três vezes, como então era costume, rezou: "Senhor, eu não sou digno...", seguido por um grande clamor: "Ó DEUS do meu coração!" logo sentiu que a Sagrada Hóstia lhe foi colocada nos lábios. Depois de uns momentos, deitou-se novamente, permanecendo por muito tempo num recolhimento profundo.

Na noite de Natal, uma luz suave iluminou o quarto. A SS.ma Virgem Maria, Rainha dos Anjos, apareceu-lhe, trazendo nos braços o Menino JESUS, que então, pôs nos braços do jovem doente. Depois disse-lhe que ele fizesse o que já desde há muito queria: entrar na Companhia de Jesus. Para que o pudesse fazer, Estanislau recuperou num instante, milagrosamente, a saúde. Começou então, por alcançar a permissão do pai para a sua entrada na Ordem, mas porque este não lha queria dar e porque além disso, havia outros obstáculos que impediam a sua entrada lá em Viena, Estanislau fugiu da cidade, dirigindo-se a Augsbourg, para pedir ao então Provincial dos Jesuítas, São Pedro Canísio, a licença desejada. Chegado a Augsbourg, ouviu que o Provincial se encontrava em Dillingen. Acompanhado por um dos padres, pôs-se imediatamente a caminho, andando mesmo a noite inteira. De manhã chegou a uma igreja cuja porta estava aberta. Depressa entrou, juntamente com outras pessoas, ajoelhou-se e esperou que começasse a Santa Missa. Mas, naquela igreja já não se celebrava Missa, porque os herejes a tinham tirado aos católicos. Estanislau começou a chorar. E eis que no seu desejo ardente do Pão do Céu, recebeu novamente -como outrora em Viena quando estava doente- a ajuda milagrosa dos Anjos, que lhe apareciam e lhe davam a Sagrada Eucaristia.

Com uma recomendação, dirigida por São Pedro Canísio ao então Superior Geral da Ordem, São Francisco Borja, o jovem Estanislau, que entretanto tinha 17 anos, pôs-se a caminho para Roma. Lá foi admitido ao noviciado, na casa de Santo André no Quirinal, onde foi sempre um modelo luminoso de piedade e alegria para os demais noviços, seus companheiros. Mas, provavelmente, o germe da doença mortal já se instalara no seu organismo durante as longas marchas de Viena a Augsbourg, de Augsbourg a Dillingen e de lá para Roma. Em todo caso, Estanislau não aguentava o mau clima de Roma. Sentindo que a morte estava iminente, pediu que não o deixassem morrer na cama macia, mas que o colocassem no chão. Cumpriram-lhe este desejo e colocaram-no num colchão nas lajes. Na festa da sua Assunção ao Céu, 15 de Agosto de 1568 , a Rainha dos Anjos veio buscá-lo: apareceu-lhe acompanhada de uma multidão de Anjos; e a mesma voz que em Viena lhe tinha dito para entrar na Companhia de Jesus, chamou-o agora a participar nas alegrias eternas do céu. Lá, Estanislau poderia para sempre regozijar-se, juntamente com "Nossa Senhora dos nove coros dos Anjos", na contemplação de DEUS UNO e TRINO.
 
Fonte: cumsanctisangelis.blogspot.com.br