Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Santo Agostinho nos ensina



Primeiramente sobre a criação dos anjos:

 “Com efeito,  no que Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita, é razoável entender- se por essa luz a criação dos anjos, foram, sem dúvida, feitos partícipes da luz eterna, que é a própria Sabedoria imutável de Deus, conhecida pelo nome de Unigênito de Deus (Cristo) e pela qual foram feitas todas as coisas. Desse modo, iluminados pela luz que os criou, se tornaram luz e se chamaram dia pela participação dessa luz e desse dia incomutável que é o Verbo de Deus, pelo qual todos os seres foram feitos.”

Em seguida, ensina Santo Agostinho:

 “A luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo ilumina também o anjo puro, a fim de que seja luz não em si mesmo, mas com Deus. Se o anjo, se afasta dele, torna-se impuro, como todos os espíritos chamados imundos, que já não são a luz no Senhor, mas trevas em si mesmos, privados da participação da luz eterna. O mal não tem natureza alguma; a perda do ser é que tomou o nome de mal.” (Santo Agostinho, A Cidade de Deus II – Contra os pagãos, Livro XI, capítulo IX, páginas 28 e 29, Editora Universitária São Francisco, Bragança Paulista, Brasil, edição de 2003). Portanto, como explica Santo Agostinho, os anjos decaíram e se tornaram espíritos impuros, ou demônios, porque se afastaram da “luz eterna, que é a Sabedoria imutável de Deus, conhecida pelo nome de Unigênito de Deus”.

Diz ainda Santo Agostinho sobre o demônio:

 “Mas, dir-se-á, talvez, a palavra do Senhor no Evangelho: O diabo era homicida desde o princípio e não se manteve na verdade não deve limitar-lhe o crime ao começo do gênero humano, ao instante em que o homem criado se tornou vítima de seu engano; não, é ele que, desde seu princípio, infiel à verdade, expulso da bem-aventurada sociedade dos santos anjos, obstinado em sua revolta contra seu Criador, se mostra soberbo, orgulhoso do poder particular e próprio que o engana, sedutor desabusado, porque não poderia fugir à mão do Onipotente. E, como não quis permanecer, por piedosa submissão, o que na verdade é, aspira, na cegueira de seu orgulho, a passar pelo que não é. Assim se entenderiam as palavras do apóstolo São João: O diabo peca desde o princípio, quer dizer, desde que foi criado rejeitou a justiça, que não pode possuir sem vontade piedosa e submissa a Deus.” .” (Santo Agostinho, A Cidade de Deus II – Contra os pagãos, Livro XI, capítulo XIII, página 34).