Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Padre Pio e o Anjo da Guarda

Padre Pio tinha uma devoção muito especial, delicada e respeitosa pelo Anjo da guarda. Seu ‘pequeno companheiro de infância’, ‘o bom anjinho’, sempre o ajudou. Foi amigo obediente, fiel, pontual, que, como grande mestre de santidade , exerceu sobre ele um estimulo continuo a progredir no exercício de todas as virtudes.
Sua ação assídua e discreta foi de guia, de conselho e de amparo. Se, por antes do demônio, algumas cartas de seu confessor chegavam até o Padre manchadas de tinta, ele sabia como torná-las legíveis porque o”anjinho lhe sugeriria que quando a carta chegasse, a aspergisse com água benta antes de abri-la “ (cf. Epistolário,1.p.321)

Quando recebia uma carta escrita em francês, era o Anjo da Guarda que lhe servia de tradutor: “Se a missão de nosso Anjo é grande, a do meu é maior ainda, já que deve ainda fazer o papel de mestre e ensinar-me outras línguas”.

Valia-se do auxílio do anjo para difundir seu apostolado mariano:

“Gostaria de ter uma voz muito alta, para convidar os pecadores de todo o mundo a amar Nossa senhora. Mas, como isso não está em meu poder, orei e continuarei a orar ao meu anjinho para que faça isso por mim”.

O Anjo da guarda era o amigo íntimo que, de manhã, depois de tê-lo acordado, junto com ele louvava o Senhor: “Quando a noite chega, ao fechar os olhos, vejo o véu cair e abrir-se diante de mim o Paraíso. Assim, embalado por essa visão, durmo com um sorriso de doce beatitude nos lábios e com uma perfeita calma na fronte, esperando que o pequeno companheiro de minha infância venha despertar-me para que, juntos, possamos elevar os louvores matutinos ao escolhido de nossos corações”.


Nas investidas infernais, era o Anjo da guarda, seu amigo invisível, que aliviava seus sofrimentos: “O companheiro da minha infância procura atenuar as dores que aqueles apóstatas impuros me infligem, acalentando-me o espírito em sinal de esperança”.

Quando o Anjo demorava a intervir, Padre Pio, confidencialmente, sabia dirigir-lhe uma reprovação áspera e fraterna: “Nem imaginam como aqueles infelizes têm me machucado. Algumas vezes tenho a impressão de que vou morrer. Sábado, pareceu que queriam acabar comigo. Não sabia nem qual santo invocar. Volto-me para meu anjo, Depois de esperar algum tempo, ei-lo enfim a voar ao meu redor e, com sua voz angelical, cantar hinos à divina Majestade.

Então, eu o repreendi duramente por ter demorado tanto, enquanto eu não me esquecera de chamá-lo em meu socorro. Para castigá-lo, recusei-me a olhar seu rosto, queria afastar-me dele, queria evitá-lo, mas ele, coitadinho, alcançou-me quase chorando, até que, elevando o olhar, vi seu rosto e o encontrei todo desgostoso.

‘…Estou sempre perto de você’, ele disse, ‘nunca o abandono, esta minha afeição por você não terminará nem mesmo com a vida”.

Padre Pio reconheceu e apreciou a função de “mensageiro” do amigo invisível. “Se precisarem”, dizia a seus filhos espirituais, “enviem-me o seu Anjo da guarda.” E durante várias horas, de dia ou de noite, ocupava-se em ouvir as “mensagens” de seus filhos que tantas criaturas angelicais, obedientes, lhe traziam.

Trecho retirado do livro "Anjos companheiros no dia-a-dia".


São Pio de Pieltrelcina, rogai por nós.