Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

História do Anjo - Testemunho


FIDELIDADE QUE SALVA - UMA HISTÓRIA

Caiu a noite depois de um dia cheio de trabalho, e o Padre Eugênio, capelão numa universidade americana, ia arrumando a sua secretaria, à espera da última visita. Henrique, um dos estudantes, devia vir às 19:00 horas e o Padre pensava que depois os dois ainda poderiam ir ver o jogo de futebol, às 20:00 horas no estádio da universidade.
O Henrique passou por um período difícil, mas mesmo que a conversa demorasse mais tempo, pelo menos poderiam ainda ver a parte mais interessante do jogo. O Padre não contou com um atraso. Dezenove horas, e o Henrique não chegava! Vinte horas, nada, e o Padre Eugênio ouvia no estádio começar o jogo com os gritos de entusiasmo dos espectadores. Não estava nada contente. Veio-lhe o pensamento de que tinha bem direito de esquecer o Henrique e ir ao estádio. Mas houve qualquer coisa que lhe dizia para esperar. Talvez chegue ainda.
Depois de mais vinte minutos de inquietação nervosa, o Padre levantou-se, foi buscar o casaco e o chapéu, murmurando: "Para quê ficar aqui à espera todo o tempo? O Henrique deve ter-se esquecido deste encontro. Provavelmente está já na bancada a ver o jogo!" Mas de novo uma voz interior o impediu de sair. Tirou o casaco, lançou-o para uma cadeira e dizia consigo mesmo: "Talvez esteja a chegar".
Do estádio chegavam-lhe aos ouvidos os gritos entusiásticos do público, anunciando que ia começar a segunda parte do jogo, o que ainda mais enervou o bom Padre, que sentia crescer em si uma certa indignação. Que irresponsabilidade e que falta de consideração a deste estudante! Então, pegou de novo no casaco e o cachecol, mas não foi capaz de atravessar a porta, nem sabia explicar a sua forte resistência interior. Não teve outro remédio senão esperar pelo Henrique. Assim ficou, mas sem entender o que se passava nele e donde lhe vinha esta indecisão. "Alguma coisa de anormal se passa comigo", disse a si próprio.
Pouco depois alguém bateu à porta. O Padre Eugênio abriu e lá estava o Henrique com uma pistola na mão e visivelmente perturbado. Antes do Padre poder abrir a boca, o Henrique balbuciou: "Porque é que o Sr. Padre ficou aqui? Porque não foi ao estádio ver o futebol? Porque não me abandonou como fazem todos os outros?" – "Eu não pude ir, porque todas às vezes que o queria fazer, alguma coisa me impedia, como se alguém me dissesse: 'Fica, pois o Henrique ainda vai chegar'! Por isso esperei", respondeu o Padre. "Entra, Henrique, para falarmos e diz-me que problema tens."
O Henrique entrou e deu a pistola ao Padre. A seguir tiveram uma boa conversa, que se prolongou até muito depois de terminado o jogo de futebol. Para o Henrique foi o início da sua cura. Mas quase teria sido o seu fim, pois tinha decidido ver na ausência ou presença do Padre o sinal para se suicidar ou não, o sinal de que a sua vida não tinha ou tinha valor para alguém.
Mais tarde, o Padre Eugênio confessou que naquele tempo não entendera o que se tinha passado, mas que depois se dera conta de que o seu Anjo, sabendo qual a consequência trágica da sua ausência, o tinha advertido para que não se afastasse.

 "Ó meu Deus, como Vos estou grato por ter sido fiel àquela inspiração da graça!"

Fonte: cumsanctisangelis.blogspot.com