Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fidelidade


A FIDELIDADE APERFEIÇOA TODAS AS VIRTUDES



Diz-se que a prova que no início dividiu os Anjos, demonstrou a sua fidelidade a Deus. Juntamente com São Miguel, "Quem é como Deus!", os Anjos fiéis escolheram a fidelidade, enquanto os anjos caídos se lançaram para longe de Deus, tornando-se infiéis. Por isso se diz que a fidelidade é a primeira característica dos Santos Anjos.
Aponta-se muitas vezes a humildade como fundamento da vida espiritual. Porém, pensando bem, concluí-se que a tarefa da humildade é antes por este fundamento, visto que a humildade tira os últimos vestígios do amor próprio, de modo que a vida espiritual possa assentar sobre a rocha da fé; mas é a fidelidade que a firmará. De fato, a raiz da palavra fidelidade é 'fides', palavra latina que significa fé. Sem fidelidade será impossível alcançar uma santidade perfeita.



FIDELIDADE E INTEGRIDADE


Na sua relação com a verdade, a fidelidade tem algo de 'divino'. A integridade faz-nos reconhecer a verdade dos seres existentes. Pelo livre 'sim' da fidelidade nós temos de cumprir o que dissemos, e deste modo faz-se ou existe algo que é novo e bom. Neste sentido, a fidelidade é quase 'criativa': pelo menos podemos dizer que pela fidelidade chegaremos à perfeição. Além disso, é pela fidelidade que colaboramos mais efetivamente com os Santos Anjos. O objectivo do seu ministério é ajudar-nos a ser mais semelhantes a Deus no amor e nas virtudes. Quanto mais fielmente acatarmos as suas inspirações e advertências, tanto mais fiéis seremos nas provações e tanto mais depressa seremos transformados em imagens de Cristo (cf. 2Cor 3,18).
Pelo contrário, se negarmos a lei natural ou faltarmos às nossas promessas, tornar-nos-emos infiéis. É a razão por que os anjos caídos foram acusados de infidelidade para com Deus. No momento da sua criação, todos os espíritos criados estavam voltados para Deus com amor e obrigaram-se, à luz da sua razão natural, a servi-Lo. (Summa Teológica I, 63,5,c). Mas quando depois, mais iluminados pela fé, reconheceram o reino sobrenatural de Deus e compreenderam qual seria o lugar que nele teriam, o diabo e os seus anjos revoltaram-se. São Tomás de Aquino diz assim: "o diabo, cheio de ódio, pecou pela aversão contra as ordens divinas" (De Malo 16,3,1m, 10m,15m).
Mas o homem justo e fiel ama a lei divina: "Quanto amo, Senhor, a Vossa lei" (Sl 119,97); "As obras das Suas mãos são retas e justas, todos os Seus preceitos são imutáveis” (Sl 111,7). Só com a graça de Deus permaneceremos fiéis. Jesus assegura-nos: "Sem Mim nada podeis fazer!" (Jo 15,5). Como também São Paulo quando afirma: "Tudo posso n’Aquele que me fortalece" (Fil 4,13). E ainda: "Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças" (1Cor 10,13); "Ele vos dará firmeza e vos guardará do mal" (2Tes 3,3). "Com Suas penas te há de proteger, debaixo das Suas asas encontrarás abrigo" (Sl 91,4). Na verdade, Aquele que nos chama é fiel, Ele nos santificará inteiramente – espírito, alma e corpo – para que todo o vosso ser se conserve irrepreensível para a vinda de Cristo (cf. 1Tes 5,24).

Fonte: Obra dos Santos Anjos