Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quarta-feira, 13 de março de 2013

São José, guardai a Igreja.




No decorrer da História Eclesiástica, a Igreja foi reconhecendo a santidade e a fidelidade de São José, até que o Santo Padre Pio IX em 1870, no Concílio Ecumênico Vaticano I, o proclamou Patrono da Igreja Universal. O Papa Pio II proclamou São José “Patrono dos operários e do mundo do trabalho”. 

São José, esposo castíssimo de Nossa Senhora. Modelo de esposo e de pai. 
São José, advogados dos lares cristãos, declarado pelo Papa Leão XIII. 
  
O dia 19 de março, a Santa Madre Igreja celebra solenemente a santidade do seu Patrono. São muitos os testemunhos sobre esse santo homem justo e piedoso, pai nutrício de Jesus. Com experiência Santa Teresa d´Ávila, através dos seus escritos, demonstra uma forte devoção particular a ele, ao registrar que, todas as vezes em que recorreu á sua intercessão, ela nunca ficou sem resposta. 
A grande mística e doutora da Igreja Santa Teresa dizia: “Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome São José por mestre e não errará o caminho”. 
José é o pai de Jesus (Mt 1,24), agiu como o guardião de Jesus, e providenciou sustento para Jesus e para Maria, sua esposa. É por causa dessa paternidade legal de José, filho de Davi, que a profecia do Antigo Testamento, que dizia que o Messias viria da linhagem de Davi (2 Sm 7,9-16), foi cumprida. 
 E a fé de José, também, é outro aspecto digno de nota, pois ela estava além de uma habilidade natural sua. Torna-se pai adotivo de um filho concebido no ventre de uma Virgem, não era para qualquer homem. Teria que ser um homem muito especial. José  foi este homem; com humildade, sobmeteu, totalmente, sua razão e sua vontade á Deus. Ele aceitou as orientações do anjo enviado pelo Senhor e tomou  Maria como sua esposa ( Mt 1,20-24), e, por isso, seu exemplo “é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade, atarefa que a Providência nos destinou” ( Ângelus, 19/03/06, Papa Bento XVI). 
Na Sagrada Escritura estão as principais referências a São José, e outras mais foram sendo acrescentadas ao longo dos anos. A Tradição nos conta que José morreu nos braços de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, e, por isso, se tornou o patrono da boa morte. Como São José é fidelíssimo e como na sua ladainha ele é chamada de “Alívio dos miseráveis”, na hora da nossa morte podemos confiar na graça de Cristo e nele, pois ele não deixará as nossas almas sejam tomadas pelo medo e aflição. 
A sua figura é a sua missão o Papa João Paulo II dedicou à exortação apostólica Redemptoris custos (O protetor do Redentor), publicado a 15 de agosto de 1989. Relembra o documento como os cristãos, desde os primeiros séculos, dedicaram a este santo uma particular devoção, pois “assim como cuidou com amor de Maria  e se dedicou com empenho à educação de Jesus Cristo assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja” (nº1). 
Toda a vida do glorioso São José passou-se no silêncio, na humildade, no trabalho e na proteção da Sagrada Família. 
 O Glorioso São José é o santo da profunda espiritualidade do silêncio. 
Não consta na Bíblia o registro de suas palavras. 
São José é o agente secreto do bom Deus. Tudo foi realizado corretamente na graça e na sabedoria do silêncio. 
Não resta dúvida, São José é um grande mestre da excelência da vida. Ensina-nos retidão e a perfeição do bom viver. 
“Se amais São José, imitai-lhe as virtudes”, diz Santo Ambrósio de Milão. 
O grande homem de Deus, fundador da Congregação dos Redentoristas, bispo e doutor da Igreja, Santo Afonso de Ligório disse de forma magistral: “A verdadeira sabedoria é a sabedoria dos Santos: Saber amar a Jesus Cristo”. 
  
ORAÇÃO 
  
Ò Deus que nos destes São José, como exemplo de fé viva, concedei-nos imitar seus exemplos nesta vida, para vos contemplarmos na eternidade. Por Cristo Nosso Senhor, Amém!