Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 19 de maio de 2013

O Espírito Santo




O Espírito Santo foi enviado por Jesus e o Pai para acompanhar a Sua Igreja e introduzi-la na plena verdade. Ele o faz de duas maneiras: por um lado acompanha a Igreja, formando a assim chamada Sagrada Tradição, sob a explícita confirmação do Magistério; e por outro lado conduz certas almas, por um amor radical, a uma intimidade mais profunda com Deus, de modo que pode inspirá-las e explicar certos mistérios já revelados aos Apóstolos. As luzes comunicadas a estas pessoas devem “ajudar a 
viver dela (da Revelação definitiva de Cristo) com mais plenitude em determinada época da história”. Mesmo algumas delas que “têm sido reconhecidas pela autoridade da Igreja não pertencem, contudo, ao depósito da fé”. Elas chamam-se “revelações”, para indicar a sua origem em Deus, porém, “privadas”, para indicar a não-obrigatoriedade à adesão por parte de todos os fiéis.

A Santa Irmã Faustina Kowalska, por exemplo, é uma dessas almas que o Senhor purificou e preparou por fortíssimos sofrimentos e provações para o cumprimento fiel de Sua Vontade. Ela tornou-se instrumento do Seu Amor e missionária da divina Misericórdia: “Ouvi na alma estas palavras, clara e fortemente: prepararás o mundo para a Minha última Vinda”. Como a própria Santa foi bem provada em sua vida, assim o serão também os 
promotores desta missão após ela. Atualmente, retiradas as proibições “relacionadas com a devoção à Misericórdia divina nas formas apresentadas pela S. Faustina Kowallska”, a devoção à divina Misericórdia, 
especialmente o “Terço da Misericórdia”, apresentado pela Santa, conta entre as devoções mais difundidas na Igreja. 
Em suas anotações no seu Diário, encontram-se os Anos bons como auxiliares e intermediários, mas também os anjos maus. Como tinham um lugar na vida de Jesus e na desta Santa – confessa ela: “A minha 
convivência é com os Anjos” (D 1200) –, assim Deus os manda à vida de todos os homens: eles são “espíritos servidores, enviados a serviço daqueles que deverão herdar a salvação” (Hb 1,14), “e protegem cada ser humano” (CIC 352). A missão dos Anjos faz parte do plano da Misericórdia de Deus para com os homens: para colaborar melhor com a Sua Misericórdia. Para mostrar isto, neste pequeno trabalho, seja examinado o Diário pela presença e ação dos Anjos na vida e doutrina de Santa Faustina. Surpreende o fato de se encontrar referência a quase cada pergunta da Angelologia.