Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ele se chamava Miguel Arcanjo dos Anjos




Em janeiro de 1998 engravidei pela primeira vez. Era o primeiro e tão esperado filho. Mas já no primeiro mês de pré-natal a médica me informou que havia presença de miomas (tumores), que, infelizmente, se desenvolveram muito. Em abril, quando de madrugada fui ao banheiro, senti que estava perdendo líquido. Ao procurar a médica ela constatou que havia perdido o nenê. Após o exame, encaminhou-me para o hospital, pois havia risco de uma hemorragia e não resistir. Por isso fui, acompanhada por minha sogra, para o "hospital e maternidade de São José". Os exames constataram que o mioma era muito grande e logo fui encaminhada ao centro cirúrgico, e despertando da anestesia sentia dores muito fortes, passei a noite sem dormir.

No dia seguinte outro médico chegou para examinar-me e escandalizou-se com o cirurgião que me havia operado, pois o feto ainda estava dentro do útero. Com isso submeti-me a uma outra cirurgia visto que corria o perigo de uma infeção, à qual eu não teria as forças necessárias para resistir, mas antes, como corria o risco de vida despedi-me dos meus. Neste ensejo, minha mãe e meu esposo assinaram a licença para a retirada do útero, pois o mioma prensou o feto impossibilitando assim, retirar uma coisa sem a outra; minha mãe, por sua vez, ao assinar, segurou as mãos do médico e disse: "Quem vai operar a minha filha é Jesus".
A cirurgia começou e senti um pouco como o médico mexeu. Depois disse: "Nossa, a corrente de oração lá em baixo foi forte demais!" De fato, aconteceu que o mioma se deslocou nas mãos dele quando já estava no processo da retirada do meu útero, assim só precisou retirar o feto. Quando voltei para o quarto começaram fortes dores e, de olhos fechados, via um monte de coisas estranhas. Logo me aplicaram soro e usavam o cateter para aplicar os medicamentos. Mas todo tempo a agulha saia da veia e o sangue começava a voltar. A dor era insuportável e, por isso, meu marido chamava as enfermeiras que já vinham com uma certa má vontade, pois sempre a veia fugia e o sangue voltava.
Continuava neste mesmo estado e em uma certa noite, sentia tanta dor que disse a Jesus: "Eu sou da Irmandade dos Santos Anjos. Envia um dos Teus Anjos para me ajudar e tirar de mim todo este sofrimento". E mais uma vez a agulha saia fora da veia e o sangue voltava. E eu pedia a DEUS que enviasse os Anjos para me ajudar.
Logo em seguida meu marido saiu, foi até o corredor e chamou o médico que lá estava para dar uma olhada em mim. Chegando, pegou meu braço, olhou para mim e disse: "Olha, vou trocar esta agulha e vou colocar em você uma agulha que se usa em crianças. Assim o fez e, passando a mão sobre minha cabeça, disse: "Agora não vai mais soltar". Trouxe ainda um remédio para a dor de cabeça e disse a meu marido: "Quando precisar, pode me procurar no final do corredor, que vou estar aqui". Afastou-se olhando para mim, perguntei ainda quem deveria procurar se precisar e respondeu-me: "Meu nome é Miguel Arcanjo dos Anjos".
Senti uma força tão grande e agradeci a Deus por ter me mandado um dos Seus Anjos para me proteger. Não senti mais dores assim insuportáveis e a agulha não saiu mais da veia, só a tiraram quando suspenderam o soro e os medicamentos. Depois de três dias recebi alta.

Fonte: Opus Sanctorum Angelorum - História do Santo Anjo