Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sempre se acreditou nos Anjos




Na história da humanidade sempre existiram grupos, crenças ou religiões primitivas, que afirmaram a existência dos Anjos; eles foram chamados de diversos nomes: espíritos, demônios, gênios, deuses etc. Para alguns, estes nomes significaram, propriamente, Anjos bons; para outros, Anjos bons e caídos, sem distinção; ainda para outros, que perderam a fé num único Deus (monoteísmo), os espíritos foram propriamente considerados “deuses” (politeísmo) (1).

Mas, também, sempre existiam grupos que negavam a existência dos Anjos; p. ex. no tempo de Jesus eram os saduceus (cf. At 23, 8); em nosso tempo, são os materialistas, ou aqueles que crêem somente naquilo que podem ver, medir ou experimentar; e também os racionalistas, que só aceitam a existência daquilo que se pode compreender (2). 
Pio XII deu o alerta, na carta encíclica Humani generis,(3) sobre a doutrina falsa de alguns teólogos que negavam o caráter pessoal dos Anjos. Isto se encontra entre aqueles que afirmam que os Anjos seriam somente um estado psicológico do homem; assim, erradamente pensa, por exemplo, Joseph Murphy: “As muitas alegorias no Apocalipse têm todas o seu sentido: Satanás é adversário, (é) qualquer idéia negativa em sua mente que seja contra Deus. Anjo é um estado de espírito, o desejo que você tem.”(4).


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1. Espíritas, Esoteristas, Rosacrucianos, Umbandistas - negam a existência de seres espirituais que não sejam a alma humana após passar pelo processo de purificação em reencarnações sucessivas que acreditam existir. Em certos escritos, parecem identificar os Anjos com as almas dos mortos; mas, o Kardecismo nega a existência dos Anjos e demônios.
Para Alan Kardec, todos os espíritos são almas “desencarnadas”.
Não podem se comparar aos Anjos, os ‘personagens’ criados pelo Umbandismo, tais como os orixás (espécie de divindades ou espíritos superiores); exús (espíritos maus ou ‘atrasados’, quiçá, demônios); eguns (almas ‘desencarnadas’, escravos dos exús, ‘espíritos sem luz’), etc. (cf. A. J. Macintyre, Os Anjos. Uma Realidade Admirável, Louva-a-Deus, Rio de Janeiro 1986, 37-40, 44, 294; cf. Pontifício Conselho dada Cultura e Pontifício Conselho papara o Diálogo interreligioso, Jesus Cristo Portador da água viva. Uma reflexão cristã sobre a nova era, Paulinas, São Paulo 2003, esp. 2.2.1, p. 31-33.
2. Entre eles nos dois últimos séculos estão muitos teólogos protestantes e exegetas Católicos (cf. A. M. Galvão, 85-90).
3. 12 de Agosto de 1950.
4. Joseph Murphy, O Poder da Oração, capa; cf. Macintyre, 40-46; A. Royo Marin, Dios y su Obra, BAC, Madrid 1963, nº 342.