Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Testemunho de uma convivência com o Santo Anjo



Numa situação muito grave, ajudou-me o Anjo de maneira evidente (a narradora e o seu esposo já faleceram). Depois da Segunda Guerra Mundial, cedi um quarto da casa a uma jovem que trabalhava como revisora de comboio, pela insignificante quantia de 10 DM por mês. O meu marido conseguiu-lhe a colocação mais rentável de supervisora da guarda prisional, onde ele mesmo estava empregado, na seção de pesquisa biológico-criminal.

A jovem veio-me causar uma enorme aflição. Sem eu ter notado, aproximou-se ardilosamente do meu esposo, de disposição branda e doente dos pulmões. Estranhava apenas que para comigo se tivesse tornado irritadiço e brusco.

Certo dia o meu marido teve a coragem de me dizer claramente o que se passava: "Por favor, não me deixes a sós com ela - rematou ele - A.R.B. é mais forte que eu. Ela domina-me completamente". Foi um choque tremendo para mim. "Em que ocasião?" - perguntei. "Por exemplo, quando vais à igreja, outras vezes, à tarde, quando sais para ir às compras". O meu marido saía do serviço às 16h, e, por estar adoentado, precisava logo de repousar.

Ciente do caso, fiquei à sua cabeceira com um trabalho de croché. Ela espreitou, mas vendo-me, desapareceu. O corredor separava o quarto dela do nosso. O meu marido fez-me prometer que eu não levantaria a voz contra ela, para que não percebesse que eu sabia do assunto. Foi a situação mais difícil que me foi pedida na nossa união conjugal. Com que íntima insistência supliquei ao meu Anjo da Guarda e ao dela, que a movesse a resolver-se ir embora. Se eu a demitisse, poria em jogo a boa fama do meu esposo.
Foi uma luta pavorosa: ter ainda frente a frente essa criatura à mesa e em minha casa, durante mais meio ano. Só mesmo a diária e insistente oração ao Santo Anjo me deu força para tal Cruz. E, realmente, os anjos ajudaram: a jovem espontaneamente retirou-se em paz. Tempos depois, casou-se com um sargento da polícia. Dura provação. Possivelmente ter-me-ia arrasado completamente se não fosse a presença do Anjo que me dava ânimo e esperança. A ele a minha mais profunda gratidão!

Fonte: Obra dos Santos Anjos