Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

História do Santo Anjo - Testemunho

VAMOS VOLTAR, JOÃO!

Diante da sumptuosa 'vila' em Ettingen, um carro está pronto para partir. Um senhor distinto trajado com apuro, lá pelos seus 50 anos, corre pelo caminho do jardim abaixo, É dono da vizinha metalúrgica.
O chofer cortesmente abre-lhe a porta da limusina. "Muito bem, João. Dentro de uns 40 minutos preciso estar no aeroporto. Cuide que dê certo".
O motorista liga a partida, e logo mais ruma para o destino. Eis que dentro em pouco percebe um chiado suspeito. O motor começa a pifar e a uns 100 metros pára. O chofer pula, levanta o capo, mexe no radiador, tenta accionar o motor.
O senhor sai do auto, acende nervoso o cigarro e posta-se à frente de uma pobre vitrina, à beira da estrada do interior. Com impaciência lança olhares ao chofer, que sua superar a pane. Da janela ao lado da vitrina aouve ele a vozinha choramingante de uma criança: "Mãe, quando você vai sarar?" E uma voz feminina, ofegante responde entrecortada: "Não sei, meu anjo. Pode ser logo e pode demorar". "Mãe, devo chamar o médico? Posso buscar-lhe comida boa do restaurante?" "Menino, você é bonzinho! Nós não temos com que pagar". "E então, não posso fazer nada de bem para você, mãe"?
Neste ponto o chofer chama o cavalheiro: "O auto está em ordem, senhor Carli. Podemos chegar, tranquilo, a tempo". O Sr. Carlo entra apressado: "João, vamos voltar para Ettingen. Aconteceu algo muito urgente, neste meio tempo".
Uma hora depois, o mesmo auto estaciona ao lado da dita pobre vitrina. Um médico, uma enfermeira, João e o cavalheiro com uma cesta de iguarias para a doente, entram na casinhola. "Boa senhora, chegamos para ajudar-lhe" diz o médico à doente, que se espanta com toda aquela gente.
Dois meses mais tarde, o médico visita o industrial Carli, em sua metalúrgica, em Ettingen. Risonho vai-lhe ao encontro. "Então, doutor, como está passando a nossa doente?" "Sarou completamente. A paciente é a viúva do mateiro do lugar, que há dois anos morreu ao derrubar árvores. Ela lhe é imensamente agradecida por sua ajuda". "Doutor, muito mais eu é que devo agradecer àquela mulher". O médico abre admirado os olhos: "Uai, e essa?"
"Sim. Isso o senhor possivelmente não esteja sabendo. Aconteceu o seguinte: Talvez o senhor tenha ouvido falar do desastre de avião no qual todos os ocupantes pereceram. Era precisamente o avião que perdi naquele dia. Se a nossa pane não tivesse acontecido exactamente diante daquela pobre gente, ou se eu não ligasse ao choro do menino, não estaria mais entre os vivos. Foi uma mão invisível que guiou tudo aquilo. Logo mais farei uma visita à viúva. Ela deve saber que eu lhe sou agradecido, e em especial a seu bom filho. Sua vozinha de choro me comoveu e me derrubou, e assim salvou a minha vida".
"Então por ter voltado a Ettingen, isso foi a sua salvação?" "Sim, tive a sensação de que o Anjo da Guarda serviu-se da vozinha da inocente criança, para me emocionar". "Isto sim, - disse o médico - mas junto não a voz do seu bondoso coração!"

(De Purgatório e vida Cristã, Nº 7, 1967).