Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os Anjos são livres?


A liberdade é uma característica pela qual as pessoas ou seres espirituais mais se assemelham a Deus. Logo, quanto mais uma criatura está perto de Deus, tanto mais livre ela é, e tanto menos é escrava de instintos ou paixões. O Catecismo ensina: “Os Anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu destino último por opção livre e amor preferencial.” E continua a dizer: “Podem, no entanto, desviar-se. E, de fato, pecaram. E... Deus... permite-o, respeitando a liberdade da sua criatura” (1).

É um fato da própria natureza dos seres espirituais: Todos os seres que possuem intelecto também possuem uma vontade, com a qual podem livremente dizer sim ou não àquilo que conhecem pelo seu intelecto. Eis o que diz S. Tomás: “Onde houver intelecto haverá livre arbítrio” (2). Assim também se entende por que Deus não quer que haja ao Seu redor pessoas coagidas e desgostosas, por não poderem escolher livremente estar ou não estar junto d’Ele. 

Deus jamais obriga alguém à felicidade — este é o lado terrível da liberdade das criaturas racionais: Deus permite que se decidam por si mesmas sobre a sua perpétua felicidade ou perpétua infelicidade (3).

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1. 55 CIC 311; cf. 1707.
2. S. Tomás, S.Th. I, 59, 3.
3. Cf. Sl 102(103), 20-21; 2Pd 2, 11.

Fonte: Opus Sanctorum Angelorum