Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Pare de falar aquilo - testemunho


Sou uma religiosa e trabalho no Vale Paraíba, SP. Quero contar o seguinte fato que aconteceu há cinco anos.
Foi quando conheci Miriam, jovem prostituta de 22 anos e com duas filhas, a mais velha com dois anos e meio. Como trabalhamos, também, com prostitutas que desejam uma nova vida, Miriam pediu que a ajudássemos; disse que desejava voltar para casa de seus familiares, no interior, mas a "gerente" lhe dissera que se fizesse "tal burrice" as meninas ficariam, pois significavam um ótimo investimento. Ante o impasse, conversamos sobre os Santos Anjos e combinamos que estaríamos confiando a eles a nossa causa.
Uns vinte dias depois, recebi um recado de Miriam: ela fora hospitalizada com uma forte cólica renal, mas já recebera alta hospitalar e estava decidida com a possibilidade de realizar seu desejo: deixar aquela vida e retornar à família; estava disposta a fugir, mas não o faria sem as filhas. Pediu-me que fosse até o local, oferecesse dinheiro e retirasse as meninas. Ela estava confiante que daria certo.
No dia seguinte, pela manhã, entreguei-me, mais uma vez, aos Santos Anjos e fui até o local. A "gerente" recebeu-me muito irada. Disse-me que eu ficaria no lugar da Miriam, em todos os sentidos; disse-me, ainda, que iria desnudar-me e iria encarregar-se de mim até o "chefão" chegar. Algumas "garotas" se aproximaram e também uns três homens.
Ardentemente pedi ao Santo Anjo que me protegesse e rezasse comigo a oração do "Sanctus..." que rezamos na Santa Missa. Rezava à meia voz e senti-me segura. A "gerente" tentou tocar-me, mas, há uma distância de uns vinte centímetros, mais ou menos, ela se sentiu presa, imóvel. Irritada, gritava que eu parasse de "falar aquilo", pois "uma coisa" a estava segurando. Durante quarenta e cinco minutos ela gritava, ameaçava, mas não conseguia mover-se. Foi quando chegou o socorro e ela, fugiu assustada, gritando que eu deveria parar de "falar aquilo".
Conseguimos, assim, retirar as crianças e entregá-las à mãe, ajudando-a para que retornassem aos seus familiares.