Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

domingo, 7 de setembro de 2014

Os nossos deveres para com os Santos Anjos



São Bernardo, o devoto de Maria, o amigo do Coração de Jesus, é também, pode-se dizer, o cantor, o arauto dos Anjos da Guarda. O santo doutor afirma que para cada criança, cada ser humano existe um Anjo, e nunca devemos nos esquecer deste parceiro de vida, (devemos) ter “respeito pela sua presença, devoção à sua bondade e confiança na guarda que nos faz. O anjo de Deus nos acompanha com sua presença, ele nos honra e nos ama por sua bondade, e ele nos defende por sua guarda”. Vejam então as disposições com as quais São Bernardo muito apropriadamente sugere para que correspondamos a tanta bondade .

"Respeito à presença." Nunca devemos esquecer a presença do Anjo da Guarda, o príncipe celeste que nunca se envergonha de nós. [...]

"Devoção à bondade." O Anjo da Guarda não se faz só presente, mas está cheio de ternura e caridade, que ainda exige de nós amor, por causa do carinho, isto é, a devoção. [...] Devoção concretizada na prática da oração diária, invocando seu Anjo no início e no final de cada dia, mas também durante todo o dia. [...]

"A confiança na sua guarda." Saber-se guardado por um príncipe da corte celeste, por um desses espíritos eleitos a quem o Senhor – se referindo às crianças - disse que eles veem constantemente a majestade de Deus no esplendor do Paraíso, que não só inspira respeito e devoção, mas suscita a mais total confiança. A confiança, que é muito mais do que a audácia terrena, é necessária e deve apoiar, principalmente, quando a tarefa é difícil e estamos pondo em dúvida nossos bons propósitos. Nesse momento, então, de uma forma mais acentuada, devemos esperar a proteção e a guarda dos Santos Anjos. E realmente, neste sentido de confiança, vemos mais e mais evidente a necessidade da oração, que é precisamente a expressão autêntica e espontânea da confiança.

Discurso às crianças, 10 de setembro de 1934 - Discursos, volume 3.