Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

Blog Santo Anjo da Guarda

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

VOCÊ PENSA QUE É IMPORTANTE CONHECER OS COROS DOS SANTOS ANJOS?

veja a opinião de São Boaventura:

Estas coisas parecem a muito alheias e estranhas. Com efeito, muitos são tidos por grandes clérigos e não sabem dizer os nomes dos Coros dos Anjos. E o que é pior, não sabem nem dizer os Mandamentos, quantos são e quais. Mas por DEUS! Se eu eu frequentasse a corte do Rei, com facilidade saberia os nove Ministérios da sua Cúria. E nós, que estamos à porta daquela Jerusalém da Cúria Celeste, pela qual a cada dia esperamos uma vez poder entrar, não conhecemos e não queremos conhecer os nomes dos Ministros daquela Cúria. É grande negligência! (Sao Boaventura, Sermo V de sanctis Angelis)




QUEM SÃO OS QUERUBINS?

Querubim é o plural de Karūb que vem do hebraico e significa Orante, Intercessor. Santo Tomás de Aquino seguindo a doutrina de Dionísio vai dizer que a palavra Querubim também significa aquele que está tomado de certo excesso de ciência, e que por isso pode traduzir-se também como plenitude de ciência.

Os Querubins são os primeiros Santos Anjos citados na Sagrada Escritura, quando por ocasião do pecado original Deus colocou alguns deles diante do Éden para guardar o caminho à Árvore da Vida (Gn 3,24). E é também o Coro mais mencionado na Sagrada Escritura.


Quando Deus ordenou a Moisés que construísse a Arca da Aliança, ordenou igualmente que colocasse sobre ela dois Querubins em profunda atitude de oração e adoração a DEUS.

Querubins são também os seres misteriosos que Ezequiel descreve na visão que teve no momento de sua vocação: “Então olhei, e eis quatro rodas junto aos Querubins... E todo o seu corpo, as suas costas, as suas mãos, as suas asas e as rodas, as rodas que os quatro tinham, estavam cheias de olhos ao redor (Ez 10, 9.12).

Que os Querubins estejam repletos de olhos significa que eles são repletos do Espírito de Sabedoria (Ciência) e que podem ver a realidade mais perfeitamente a partir da visão de Deus. O que podemos aprender com eles? Que é a oração e a adoração de Deus que nos alcança o cume da Sabedoria.

QUEM SÃO OS SERAFINS?

Serafins são os Anjos mais próximos do Trono do Altíssimo, pois são os Anjos mais agraciados por Deus, os que mais amam, ou seja, aqueles que possuem uma maior e mais admirável capacidade de amar.

O nome "seraph" em hebraico, significa "queimar completamente" . Segundo o conceito hebraico, Serafim não é apenas um ser que "queima", mas "que se consome " no amor ao Sumo Bem, que é o nosso DEUS Altíssimo.

Eles pertencem à 1º Hierarquia dos Anjos junto com os Querubins e Tronos – estão a serviço exclusivo da contemplação de DEUS, pelo Amor, pelo Conhecimento e pela Aceitação rendida da Sua Vontade, que transmitem ao resto da criação.

Na Sagrada Escritura os Anjos Serafins aparecem somente uma única vez, na visão de Isaias:

"... vi o SENHOR sentado sobre um trono alto e elevado... Acima DELE, em pé, estavam Serafins, cada um com seis asas: com duas cobriam a face, com duas cobriam os pés e com duas voavam".(Is 6,1-2)

Com duas asas cobriam o rosto, em sinal de profundo respeito, para não ver a Face do CRIADOR; com outras duas cobriam os pés para se ocultarem, para não serem vistos, conscientes de que ali estão pela infinita misericórdia do CRIADOR, e não pelo próprio merecimento; e com as outras duas asas voavam, como a indicar uma pronta e amorosa disponibilidade, em condições de atender um gesto ou aceno Divino, convocando-os para uma missão. Por essa razão, Dionísio em sua "Hierarquia Celeste", denomina os Serafins como aqueles Anjos que tem muitas asas.

QUEM SÃO OS SANTOS TRONOS?


São Anjos que pertecem à primeira Hierarquia Celeste junto dos Serafins e Querubins. Fazem, pois, parte do grupo dos Santos Anjos que estão mais próximos de Deus, pelo amor e conhecimento.

São Tomás de Aquino diz que a excelência do Coro dos Tronos consiste em que eles podem conhecer diretamente em Deus mesmo as razões das obras divinas. E que devemos observar que é a nomenclatura das Ordens angélicas que designam as suas respectivas propriedades, segundo diz Dionísio (em c.7 De cael, hier).


Por isso o Coro dos Tronos é muitas vezes representado na Arte, literalmente como Assento, ou Trono de CRISTO (repare na imagem desse post como CRISTO está sentado sobre Anjos).

Isso significa que o seu ser consiste na prontidão e fidelidade para com o Rei dos Reis. Eles são por excelência os Arautos do Reino Celeste! Que recebem e representam CRISTO Rei!



QUEM SÃO AS DOMINAÇÕES?


São os Santos Anjos da alta nobreza celeste que ordenam e governam por meio de súditos, ocupam-se do governo dos Anjos (Cl 1,16).


Para caracteriza-los com ênfase, São Gregório escreveu: “Algumas fileiras do exército angélico chamam-se Dominações, porque os restantes lhe são submissos, ou seja, lhe são obedientes”. São enviados por Deus a missões mais relevantes e também, são incluídos entre os Santos Anjos que exercem a “função de Ministro de Deus”.

Eles pertencem à segunda hierarquia dos Santos Anjos que dirigem os Planos da Eterna Sabedoria, comunicando aqueles projetos aos Anjos da Terceira Hierarquia e que vigiam o comportamento da humanidade. Eles são responsáveis pelos acontecimentos no Universo.


Podem nos ajudar na submissão reverente de nossa inteligência e vontade a Deus em todos os momentos e circunstâncias de nossas vidas.




Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

domingo, 12 de janeiro de 2014

Solenidade do Batismo de Nosso Senhor

Nesta Solenidade do Batismo de Nosso Senhor, a Igreja nos propõe uma séria reflexão sobre a dignidade desse sacramento. No batismo, ousamos dizer, recebemos uma graça ainda maior que qualquer outra. Pelo batismo, tornamo-nos “filhos de Deus”, “templos do Espírito Santo”.

"Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele”(Mt 3,16).

Nós hoje celebramos a festa do batismo de Jesus, Nosso Senhor e Mestre foi submisso ao batismo de João, mesmo ele [João] se negando a batizá-Lo, Jesus disse: ”Que a justiça se cumpra, que assim seja feito!” E Ele deixa-se batizar por João, para nos ensinar que todos nós temos que passar pelo batismo, pelo novo nascimento. Quem nasce da carne é carne, quem nasce do Espírito é do Espírito!
Todos nós hoje somos convidados a refletir sobre o nosso batismo, sobre esta graça primeira que nós recebemos de Deus. Ele nos configura a Cristo Jesus, nos torna, por adoção, filhos de Deus, o batismo nos dá a graça da unção. A unção que recebemos no batismo é a graça de sermos marcados para sempre como propriedade de Deus, como pertencentes a Ele.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Católicos atenção com os sites e blogs esotéricos sobre anjos!!!!

A devoção católica aos santos Anjos deve ser fundamentada na Sagrada Escritura, na tradição e no Magistério da Igreja.



É grande o número de católicos, até mesmo catequistas que frequentam sites esotéricos sobre Anjos, procurando saber o nome de seu Anjo da Guarda e dos Anjos em geral! Avisamos que isso é contrário à Doutrina da Igreja Católica, além de perigoso.

Apresentamos em breves linhas a Doutrina Católica

Sobre OS NOMES DOS ANJOS:

“DEVE-SE REPROVAR TAMBÉM O USO DE DAR AOS ANJOS NOMES PARTICULARES, exceto Miguel, Gabriel e Rafael, que estão contidos na Escritura” (Dir. sobre a piedade popular e liturgia, 217).

SOBRE HORÓSCOPOS:

A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos "médiuns", tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os PODERES OCULTOS. Todas essas práticas estão em CONTRADIÇÃO COM A HONRA E O RESPEITO, PENETRADOS DE TEMOR AMOROSO, QUE DEVEMOS A DEUS E SÓ A ELE.

(CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA 2116)




Fonte: Opus Sanctorum Angelorum - Juventude Obra dos Santos Anjos

Hierarquia angélica


Em toda a realidade existe uma hierarquia: p. ex. uma hierarquia dos seres (mundo inorgânico, orgânico, vivente, racional e puramente espiritual), uma hierarquia na sociedade e na família, na Igreja e no Estado e assim também entre os Anjos.



O Beato Papa J. Paulo II afirma que os Anjos “deixam-se agrupar segundo ordens e degraus, segundo a medida da sua perfeição e segundo as tarefas a eles confiadas” (1), mas não se decide por uma determinada hierarquia. A incerteza sobre a ordem dos coros é causada por haver duas listas de quatro coros com ordens diferentes, uma na carta de São Paulo aos Efésios (1, 21) e outra na carta aos Colossenses (1, 16).

Em geral, pode-se dizer que na Tradição católica há uma unanimidade de referência aos coros 1 a 4 e aos últimos dois coros (8 e 9):

1 - Serafins (aqueles que têm um amor ardente para com Deus; cf. Is 6, 2.6);
2 - Querubins (aqueles que têm o cume da sabedoria; cf. Gn 3, 24; Ex 25, 18; Sl 98, 1 e os Seres Vivos, Ez 10, 20);
3 - Tronos (aqueles com santo temor e prontidão para com Deus; cf. Cl 1, 16);
4 - Dominações (aqueles ordenam e governam por meio de súditos; cf. Cl 1, 16);

Entre os Coros 5-7 encontramos diferentes listas e diferentes defensores. Por exemplo:

S. Bernardo S. Gregório Magno Dionísio 
S. Vincente Palotti Sta. Hildegarda S. Boaventura
v
5 – Potestades (defensores) - Principados - Virtudes
6 – Principados (administradores) - Potestades - Potestades
7 – Virtudes (taumaturgos) - Virtudes - Principados

8 - Arcanjos (aqueles com mensagens de grande importância; cf. Jd 9) e
9 - Anjos (aqueles com mensagens para a vida ordinária dos homens; cf. Rm 8, 38).

Quanto aos coros 5 até 7 (cf. Cl 1, 16 e Ef 1, 21) existem várias opiniões:
São Boaventura caracteriza as tarefas dos nove coros com as seguintes palavras-chave:
Unção - Revelação - Acessão
Governo - Fortalecimento - Ordem
Guia - Ditado - Anunciação (2).

__________________________
1. Felipe Aquino, Os Anjos. Com as 7 Catequeses do Papa João Paulo II sobre os Anjos, Editora Cléofas, Lorena 2004 - (Catequese de 6 de agosto de 1986, nº 3).
2. Cf. Itinerarium mentis, IV, 4; acessão indica o ato de aceder ou consentir. Para a questão toda, veja S. Tomás, S.Th. I, 108; Macintyre, 243-255.

Fonte: Opus Sanctorum Angelorum

domingo, 5 de janeiro de 2014

Epifania do Senhor

"Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra."

                                       



"A liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens… Ele é uma “luz” que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Cumprindo o projeto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa “luz” incarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva."


                              


Muito poderíamos dizer a respeito do Mistério desta Solenidade que hoje celebramos. Sobretudo, porque somos colocados diante da rica e abundante Palavra de Deus que hoje nos ilumina e nos introduz neste divino mistério que celebramos conjuntamente com a Igreja Celeste, cuja “lâmpada é o Cordeiro”.
Cabe-nos, em primeiro lugar, destacar a origem e o sentido da solenidade que hoje celebramos. A festa da Epifania surgiu no Oriente, mais ou menos no mesmo período em que surgiu o Natal no Ocidente. As duas festas são aparentadas, porque na sua origem eram destinadas a celebrar o mesmo mistério: o nascimento do Salvador em nossa carne mortal. O Espírito inspirou no Oriente e no Ocidente estas duas festas, o Natal e a Epifania, que possuíam um sentido semelhante (embora com enfoques diferentes) e a mesma motivação. Quando a festa da Epifania foi introduzida no Ocidente cristão conservou-se apenas uma parte do seu sentido originário, ou seja, a “manifestação de Cristo aos povos pagãos”. Da mesma forma, quando a festa do Natal foi introduzida no Oriente, a festa da Epifania foi sendo aos poucos entendida também somente como a celebração da manifestação de Cristo aos pagãos. Hoje, para nós, o Natal celebra e atualiza o nascimento, enquanto a Epifania celebra e atualiza a manifestação do Cristo que nasceu em Belém aos gentios, que são representados nestes magos que visitam o Menino-Deus no presépio.
O Evangelho que ouvimos nos coloca diante da cena dos magos que vêm do oriente para adorar o Senhor. Guiados por um astro misterioso, são levados em direção ao “Astro que nasce das alturas” (cf. Lc 1,78), em direção Àquele que veio “para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte” (Lc 1,79). Chegando à Herodes, interrogam pelo Messias. Herodes teme perder o seu trono e planeja antecipar aquilo o que será por outros realizado, a Páscoa do Salvador. Como fala São Leão Magno em seu primeiro sermão sobre a Epifania “O Senhor do universo não procura um reino temporal, ele que dá um reino eterno.” E ainda comentando sobre o desejo que nutre Herodes de matar aquele que, embora sendo seu Salvador, ele considera como adversário, diz: “Aquele que nasceu quando quis morrerá conforme a livre disposição da sua vontade.” De fato, como nos ensina São João, ninguém tira a sua vida, mas Ele a dá livremente. Os sumos sacerdotes e doutores da Lei orientam os magos a respeito do lugar onde deveria nascer o Messias: em Belém. Os mestres da Lei a lêem sem compreendê-la. Eles possuem um véu no coração. Orientam os magos, mas não sabem orientar a si mesmos. E os magos, guiados pela estrela e pela palavra da profecia chegam até o Messias, e oferecem seus presentes, que são, segundo o mesmo São Leão,“sacramento da sua fé e da sua inteligência”:ouro, porque Ele é o Rei dos Reis; incenso, porque Ele é verdadeiro Deus; mirra, porque se fez verdadeiramente homem e morrerá para a nossa salvação. Aquilo o que compreendemos pela fé está presente de forma sacramental no presente dos magos: Este menino que nasceu em Belém é homem e é Deus; assumiu a nossa humanidade, sem nada perder da sua divindade; Ele é verdadeiramente o Rei que devia vir ao mundo e reunir todas as nações, dos mais longínquos cantos do planeta, na Jerusalém nova que é a Igreja.
Deus que havia feito Aliança com Abraão e prometido a ele uma descendência numerosa, realiza agora a sua promessa, porque a verdadeira descendência de Abraão não é segundo a carne, mas segundo a fé, porque como nos ensina São Paulo, Abraão foi declarado justo em virtude da sua fé, porque Ele aceitou o convite de Deus e saiu da sua terra e da sua parentela e caminhou em direção à Terra da Promessa. Agora, no Verbo feito carne, a promessa que Deus havia feito a Abraão se realiza e todos são admitidos ao Novo Israel de Deus, a Igreja. Este é o “mistério” de Deus revelado a nós, como nos diz São Paulo na carta aos cristãos de Éfeso: “os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.”
Isaías profetizou e nós vemos a sua profecia se cumprir. “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor.” O profeta convida a cidade a colocar-se de pé, porque apareceu sobre ela o Senhor. Meus irmãos, somos a Jerusalém nova. Devemos nos colocar de pé, como o Ressuscitado está de pé à direita de Deus, porque o Senhor que é nossa luz chegou. Apareceu sobre nós a glória do Senhor. “Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti”. Sim, aquela glória transitória que aparecia a Moisés, na sarça, no Horeb e em tantas outras teofanias, agora se manifestou sobre nós. Depois da sarça ardente e da nuvem que enchia a tenda da reunião, o que esperávamos? De certo não era um menino envolto em faixas. Mas Deus não entra na nossa lógica e o que pensávamos impossível aconteceu, ou melhor, o que nem podíamos cogitar aconteceu: Deus apareceu na nossa carne, a sua glória apareceu na nossa humanidade e nós que andávamos nas trevas fomos iluminados. Estávamos envolvidos nas trevas do pecado e a nossa humanidade foi preenchida pela luz da divindade que veio morar em nossa carne e nos “recriou na luz eterna de sua divindade” como nos ressalta hoje o prefácio da Epifania.
Como precisamos tomar consciência do sentido que essa palavra tem no hoje da nossa vida. De fato, Cristo se manifestou como luz para nos arrancar das trevas, mas como ainda vivemos na aurora, ou seja, num tempo em que vemos a luz, mas ainda ofuscada pelas trevas, como ainda não estamos na glória da visão plena, ficamos muitas vezes envolvidos nas trevas e em meio a nuvens escuras. Cada um aqui sabe o nome das trevas nas quais se vê envolvido. As trevas chamam-se descrença, desesperança, perda de sentido... Somos atraídos pelo mundo e quase que engolidos pelas sua espessas e escuras nuvens. Mas, hoje a Palavra de Deus nos atravessa como uma flecha e nos diz que sobre nós apareceu o Senhor e sua glória se manifestou sobre nós. Se assim é, nós nos alegramos, porque quando o Senhor se levanta, que inimigos ousam combatê-lo? Se a sua luz, que é como o Sol, brilha, que trevas ainda podem existir? Sintamo-nos defendidos pelo Senhor e iluminados por sua luz, que já na ambigüidade deste mundo afasta de nós as trevas e na realidade do mundo que virá apagará definitivamente todo e qualquer vestígio de trevas que ainda subsistir em nós. Sim, essa palavra nos lembra e aponta também para a realidade celeste. João se utiliza desta profecia para descrever o encontro do Cordeiro com a Igreja, sua esposa. Na Jerusalém celeste não existe lâmpada, nem templo, porque a sua luz, o seu Templo é o Cordeiro. Esta luz no altar nos lembra a luz pura de Cristo que nos iluminará quando o vermos não mais sob o véu dos sacramentos. Este Templo é sacramento do próprio Senhor, que é o Templo verdadeiro que ornamenta a cidade verdadeira, a Jerusalém celeste, para a qual nos dirigimos apressados.
Enquanto vivemos neste mundo devemos refletir a luz d’Aquele que se manifestou a nós e nos iluminou. O profeta diz a respeito de Jerusalém que “os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora.” A Igreja, qual nova Jerusalém, é chamada a ser para os homens deste mundo um sinal de luz. No meio de nós está aquele que é a própria luz, “Luz da Luz” como rezaremos no Credo. Iluminados por sua luz iluminemos os outros. Sejamos como a estrela que guiou os magos. Iluminada pela luz do Verdadeiro Astro guiou-os até Aquele que era a fonte da sua luz. Também não temos luz própria. A nossa luz é o Cordeiro que está em nosso meio. Iluminados pela sua luz iluminemos outros e os atraiamos, como fez a estrela, até Aquele lugar onde se encontra o Salvador. Hoje este lugar é a Igreja, novo presépio, onde toda a vida do Senhor, da encarnação à Pentecostes, é atualizada na divina liturgia. Que ao refletirmos a luz do Salvador feito homem que hoje se manifestou a todos os povos e a cada um de nós, que andávamos nas trevas, possamos atrair muitos, e que esses muitos se juntem a nós, para proclamarmos a glória do Senhor, até Aquele dia, definitivo e último, do qual este domingo é já um sacramento, no qual em nossos lábios não haverá outra palavra, nem outro canto, a não ser um hino de louvor e glória ao Senhor.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS



Hoje a Igreja celebra a memória da circuncisão do Menino Jesus o momento que lhe foi dado o Nome revelado pelo Arcanjo Gabriel.


Sobre o Nome de Jesus a Igreja nos ensina

NO SEGUNDO MANDAMENTO:

«Não invocarás em vão o nome do Senhor teu Deus» (Ex 20, 7)

«Foi dito aos antigos: "Não faltarás ao que tiveres jurado" [...]. Pois Eu digo-vos que não jureis, em caso algum» (Mt 5, 33-34).

O nome do Senhor é Santo

O segundo mandamento da Lei de Deus manda respeitar o nome do Senhor. Depende, como o primeiro mandamento, da virtude da religião, e regula, dum modo mais particular, o nosso uso da palavra nas coisas santas.

Entre todas as palavras da Revelação, há uma, singular, que é a revelação do nome de Deus. Deus confia o seu nome aos que crêem n'Ele; revela-se-lhes no seu mistério pessoal. O dom do nome é da ordem da confidência e da intimidade. «O nome do Senhor é Santo»; por isso, o homem não pode abusar dele. Deve guardá-lo na memória, num silêncio de adoração amorosa. E não o empregará nas suas próprias palavras senão para o bendizer, louvar e glorificar.

O segundo mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, isto é, todo o uso inconveniente do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos.

Catecismo da Igreja Católica 2142-46

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus


A Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental, começou a ser celebrada em Roma no século VI, provavelmente junto com a dedicação –no dia 1º de janeiro– do templo “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das as primeiras igrejas marianas de Roma.

A antigüidade da celebração mariana pode ser constatada nas pinturas com o nome de “Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiqüíssimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa nos tempos das perseguições.
Mais adiantes, o rito romano celebrava no dia 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. Após desaparecer a antiga festa mariana, em 1931, o Papa Pio XI, por ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), instituiu a Festa Mariana para o dia 11 de outubro, em memória deste Concílio, no qual se proclamou solenemente a Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário –logo após o Concílio Vaticano II– a festa foi transferida para o dia 1o de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título de Santa Maria, Mãe de Deus.
Desta maneira, esta Festa Mariana encontra um marco litúrgico mais adequado no tempo de Natal do Senhor; e ao mesmo tempo, todos os católicos começamos o ano pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

O Concílio de Éfeso

No ano de 431, o herege Nestor atreveu-se a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: “Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que atribui uma mãe aos deuses”. Frente a isso, 200 bispos do mundo se reuniram em Éfeso –a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos– e iluminados pelo Espírito Santo declararam: “A Virgem Maria é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”. E acompanhados por todo o gentio da cidade que os rodeava portando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém. Amém".
Também São Cirilo de Alexandria ressaltou: “Dir-se-á: a Virgem é mãe da divindade? A isso respondemos: o Verbo vivente, subsistente, foi gerado pela mesma substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade... Mas no tempo ele se fez carne, por isso pode-se dizer que nasceu de mulher”.

Mãe do Menino Deus

“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”
É a partir desse fiat, faça-se que Santa Maria respondeu firme e amorosamente ao Plano de Deus; graças a sua entrega generosa Deus mesmo pôde se encarnar para nos trazer a Reconciliação, que nos livra das feridas do pecado.
A donzela de Nazaré, a cheia de graça, ao assumir em seu ventre o Menino Jesus, a Segunda Pessoa da Trindade, torna-se a Mãe de Deus, dando tudo de si para seu Filho; vemos pois que tudo nela aponta a seu Filho Jesus.
É por isso, que Maria é modelo para todo cristão que busca dia a dia alcançar sua santificação. Em nossa Mãe Santa Maria encontramos a guia segura que nos introduz na vida do Senhor Jesus, ajudando-nos a conformar-nos com Ele e poder dizer como o Apóstolo “vivo eu mas não eu, é Cristo que vive em mim”.