Em união com todos os Santos Anjos

"Sanctus, Sanctus, Sanctus. Dóminus, Deus Sábaoth Pleni sunt caeli et terra Glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus, qui venit In nómine Dómini, Hosánna in excélsis.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz Ano Novo

Então com o nosso Santo Anjo da Guarda possamos arrumar a nossa vida e recomeçar.
Feliz Ano Novo!!!!
Glückliches Neues Jahr!!!!
Nytar!!!!!...
Feliz Año Nuevo!!!!!
Felicigan Novan Jaron!!!!!
Heureuse Nouvelle Année!!!!!
Feliz Aninovo!!!!!
Shaná Tová!!!!
Happy New Year!!!!!
Felice Nuovo Anno!!!!!
Akemashite Omedetou Gozaimasu!!!!!
 
 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Sagrada Familia de Nazaré

 
JESUS, Maria e José nossa família vossa é.

História do Anjo da Guarda

"Se é verdade que tu ajudas..."
 
Depois de ler muito sobre a ação dos Santos Anjos em nossa vida, ficava frequentemente pensando como seria bom ter uma experiência pessoal com meu Anjo da Guarda. E eis que não demorou muito...
Era o último dia para a troca do endereço do título de eleitor. Saí com um vereador, que prometeu me ajudar para conseguir mais rápido. Mas ao chegarmos ao local, as filas eram quilométricas e estava chovendo. Ao ver aquela situação, pensei:" Vou esperar a saída do vereador aqui, se ele não conseguir, vou desistir desta mudança de endereço".
Quando ele veio, disse que não tinha como me ajudar naquela situação. Neste momento, no silêncio do meu coração, falei com meu Anjo da Guarda: "Se é verdade que tu nos ajudas nas horas difíceis quando te chamamos, então venha aqui, agora, para resolver esse impasse para mim!"
Não passou 60 segundos, eu estava assim parada, já desistindo, quando chegou um guarda na minha frente e disse: "Pronto, formem uma fila aqui para mudanças de endereços... e a senhora será a primeira da fila".
Eu fiquei pasma, mas logo agradeci ao meu bom Anjo da Guarda, que respondeu tão prontamente a minha súplica. Ao mesmo tempo me lembrei daquele versículo da Bíblia que diz:
"Não ponhas a tua segurança nos poderosos da terra" (cf. Sl 117,9)
Não deveríamos confiar muito mais no poderoso auxílio dos nossos irmãos celestes? Em quantas situações, que para nós, homens, não tem solução, o Santo Anjo nos pode ajudar rapidamente e sem dificuldade nenhuma!
 
 
 
O Anjo - Carta circular da Obra dos Santos Anjos, nº35

São João Evangelista

Ainda na alegria do Natal de Jesus nós celebramos São João Evangelista, apóstolo e seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo. São João nos deu o quarto Evangelho, nos deu as Cartas nas quais ele testemunha o amor de Deus para conosco e nos deu o Livro do Apocalipse também. Mas, acima de tudo, ele... nos deu o testemunho da grandeza do amor de Deus.

 
“A Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós” (1 João 1,2 ).
 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal!!!

O coro dos anjos ressoa na terra
e um mundo novo seu canto anuncia:
a glória a Deus Pai nas alturas celestes,
e ao gênero humana a paz e alegria.
...
Embora pequeno, deitado em presépio,
em todo Universo, ó Cristo, reinais.
Ó fruto bendito da Virgem sem mancha,
que todos vos amem num reino de paz.

Nasceis para dar-nos o céu como Pátria,
vivendo na carne da humanidade.
Renovem-se as mentes e os corações,
se unam por laços de tal caridade.

Às vozes dos anjos as nossas unimos,
num coro exultante de glória e louvor,
cantando aleluias ao Pai e ao Filho,
cantando louvores e graças ao Amor.
 
 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Quarto Domingo do Advento


Neste domingo o evangelista Lucas nos transporta a uma pequena cidade da Galileia, chamada Nazaré. Ela é tão insignificante que nem sequer aparece no Antigo Testamento e é considerada de tão má fama e desprezada que dela se pergunta: "De Nazaré pode vir algo bom?" (Jo 1,46).
É a essa cidadezinha que Deus envia seu mensageiro para se encontrar com uma jovem, da qual só sabemos que se chama Maria e está prometida em casamento a um homem chamado José!
Por que esse silêncio sobre Maria no evangelho? Talvez para que fique bem manifestada a bondade e gratuidade de Deus, que escolheu uma jovem pobre, do povo, para que fosse a mãe de seu Filho.
Este encontro entre o anjo Gabriel e Maria, que torna possível a entrada do Filho de Deus na humanidade, acontece no anonimato, no silêncio e na pobreza. Sem dúvida, os planos de Deus não seguem as formulações e expectativas humanas.
Nós poderíamos pensar que um evento tão importante teria de ser publicado nos jornais da cidade, acontecido numa grande festa e com convidados especiais que reconhecessem e prestigiassem o que se estava realizando.
Mas não, Deus tem outro modo de agir, vem ao nosso encontro e se faz homem através de uma humilde e desconhecida jovem que mora na periferia da Galileia.
Nós somos capazes de reconhecer a visita de Deus no silêncio, na pobreza? Ou pensamos que Ele só está com os que têm dinheiro, poder ou reconhecimento social?
No diálogo do Anjo com Maria, ela é surpreendida pela saudação do Anjo: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!”, o que deixa claro que a iniciativa é de Deus, é Ele que vai ao encontro desta jovem para propor-lhe ser a mãe do Salvador. Quanta gratuidade e delicadeza de nosso Deus de confiar à Maria seu plano de salvação e esperar sua resposta!
Deus enche o coração daqueles e daquelas que o recebem com a simplicidade de Maria. Faz alguns dias, Papa Francisco deu a conhecer a Exortação Apostólica Pós-Sinodal. Nela somos convidados a renovar a alegria do Evangelho que "enche o coração e a vida inteira dos que se encontram com Jesus. Quem se deixa salvar por Ele é liberto do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo sempre nasce e renasce a alegria”.
Maria parece não compreender como seria isso possível, mas não se fecha, talvez ressoem em seu coração as palavras dos profetas do seu povo, que anunciavam a vinda do Messias: "Digam para a capital de Sião: Veja! Seu salvador está chegando..." (Is 62,11); "A jovem concebeu e dará à luz um filho, e o chamará pelo nome de Emanuel" (Is 7,14b-15).
Sentindo sua pequenez diante do projeto de Deus que se abre diante dela, Maria tem a coragem de perguntar: "Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?".
A resposta do Anjo fala sobre o poder de Deus: é o Espírito Santo quem obrará nela o milagre da encarnação do Filho de Deus. O Deus para quem nada é impossível, está aguardando o consentimento desta jovem mulher.
Deus se fez homem no sim de uma jovem.
E Maria não se faz esperar, confiando plenamente na Promessa de Deus, se faz totalmente disponível: "Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra." E pelo seu sim, Deus se encarna no seu ventre, e se torna pessoa humana!
O Papa Leão Magno dizia: "Jesus foi tão humano, que somente Deus poderia ser humano assim". O Salvador do mundo começou a viver no seio desta humilde mulher de Galileia, porque Deus quis ser um de nós: trabalhar com mãos de homem, pensar com inteligência de homem, obrar com vontade de homem, amar com o coração de homem (cf Gaudium et Spes 22), para que a humanidade vivesse a liberdade de sua plena dignidade, a de ser filha amada de Deus!

Um santo Domingo.

Opus Sanctorum Angelorum

domingo, 14 de dezembro de 2014

Advento - Domingo da alegria.



No coração: a esperança.

 O nosso olhar sobre os outros e sobre o mundo pode ser transformado nesta semana: Passar da contestação à bondade; procurar ter uma expressão de sorriso em cada encontro, saudar o outro como um irmão que Deus ama e desejar-lhe todo o bem que Deus quer para ele.

 A alegria cristã não está ao nível de um otimismo simplista, mas coloca no coração diariamente a esperança, possível e credível pela Palavra feita carne.

Que unidos ao nosso Santo Anjo da Guarda possamos viver de forma santa, alegre, em atitude de louvor e de adoração, abertos aos dons do ESPIRITO e aos desafios de DEUS.
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Oração a Nossa Senhora de Loreto


Ó Virgem Imaculada, é com viva fé que meditamos nos grandes mistérios que se realizaram nesta tua casa de Nazaré, tão pobrezinha, transportada depois pelos anjos para as colinas de Loreto.

Entre estas sagradas paredes, onde tu foste concebida sem pecado, e, adolescente, viveste de oração e de amor, o anjo te saudou chamando-te: Cheia de graça. Tu respondeste com as milagrosas palavras que abriram o céu e fizeram descer o Salvador do mundo.

Junto a São José, na contemplação da palavra encarnada, na humildade e no trabalho, aqui serviste o Senhor preparando teu espírito ao grande sacrifício: com teu filho terias oferecido, no Calvário, a ti mesma, para te transformar em mãe de todos os homens, remidos pelo sangue de Jesus.

Depois de termos vivido em nossas casas na graça de Deus como tu o fizeste na tua, longe do pecado, obedientes à lei e vontade divina, concede-nos, ó Maria, que possamos um dia, morar na casa do Senhor, contigo, por toda a eternidade.
 
 

Mensagem do Papa Francisco - Advento



“Com a solicitude e a ternura de um pastor que cuida de seu rebanho. ELE dará unidade e segurança ao rebanho, o fará apascentar, vai reunir os animais dispersos, carregar os cordeiros nas dobras de seu manto, especialmente os mais frágeis.
É assim que DEUS se comporta conosco, suas criaturas. Por isso, o Profeta convida aqueles que o ouvem – inclusive nós, hoje – a difundir em meio ao povo esta mensagem de esperança”.
                                                                                    (Papa Francisco / 2º Domingo do Advento)
 
Juventude Obra dos Santos Anjos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Imaculada Conceição

“O mistério da Imaculada Conceição é fonte de luz interior, de esperança e de conforto. Em meio às provas da vida e especialmente às contradições que o homem experimenta dentro de si e ao redor de si, Maria, Mãe de Cristo, nos diz que a Graça é maior que o pecado, que a misericórdia de Deus é mais poderosa que o mal e sabe transformá-lo em bem.” (Bento XVI 08.12.10)

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Anjo do Senhor.




 Uma das orações mais profundas e, ao mesmo tempo, mais estimadas de nosso povo é “O Anjo do Senhor”. Nem todos sabem reza-la, embora todos os católicos devessem fazê-lo, porque adentra o âmago da nossa fé, o mistério da Encarnação, recordando sua grandiosidade. O toque do Angelus - às 6 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde - é conservado em nossas Igrejas para nos lembrar de elevarmos o coração a Deus durante a faina diária. Em Roma é costume, desde séculos, o Papa aparecer, aos Domingos, na segunda janela do seu apartamento para a récita do Angelus, acompanhada de uma mensagem e da saudação ao povo que, por vezes, lota a Praça de São Pedro.

Vamos meditar sobre as invocações do Angelus, todas extraídas dos Evangelhos, justamente com o objetivo de aprofundar-lhe o significado, para nos estimular a manter esta preciosa tradição da Igreja.

“O Anjo do Senhor anunciou a Maria” (cf.Lc 1,26-27). Esta frase resume a passagem do Evangelho de São Lucas, na qual o Anjo Gabriel apresenta-se a Maria e anuncia que ela será a Mãe do Salvador. É um anúncio muito solene: “Alegra-te, Maria, porque achaste graça diante do Senhor” (Lc 1,28), significando que Cristo a co-envolve na plenitude do seu Mistério, projetando sobre ela toda a força da Redenção. Ela, por sua vez, aceita essa difícil missão, mesmo sem entendê-la cabalmente e sem saber o seu alcance. “E ela concebeu do Espírito Santo” (cf. Lc 1,35). O Pai e o Filho enviaram sobre Maria o seu Amor recíproco, o próprio Espírito Santo. Como conseqüência, ela concebeu em seu seio a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo, para vir a ser gente como nós, exceto no pecado. Aparece, assim, a grandiosidade daquele acontecimento, pela condescendência de Deus querer vir morar conosco, tornando-se um dos nossos. Assim, hoje e para sempre, no seio da Trindade, Jesus Cristo tem unida a si a nossa natureza humana, já glorificada. “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38). Esta segunda invocação repete a resposta de Maria. “Servo” é um termo que, na Sagrada Escritura, adquire um valor todo especial, particularmente em Isaías (cf. Is 53). Porque o Servo por excelência, anunciado pelos profetas, foi Aquele que nos ensinou a entrega total, aniquilando-se pelo próprio despojamento, mesmo sendo Deus (cf. Fl 2,6). E Jesus diz a respeito de si mesmo: “O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28), deixando-nos o exemplo: “Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo” (Mt 20,26).

Ao colocar-se como serva diante de Deus, Maria antecipou a atitude de seu Filho, apoiando-se na profecia de Isaías. Logo a seguir, ela complementa: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Este “faça-se” é a disponibilidade total à vontade divina - Fiat - tão acentuado por muitos escritores de espiritualidade. Expressa, claramente, o reconhecimento de que nada é melhor do que a vontade de Deus, e o desejo de que ela se cumpra, ainda que não sejam conhecidas todas as suas consequências. A Palavra de Deus é sempre eficaz e, por isso, quando Maria concorda com o seu cumprimento, ela tem absoluta certeza de que vai se realizar o efeito da Palavra.

“E o Verbo se fez carne”... (Jo 1,14). Aqui está o centro do mistério da
Encarnação. Não há mistério mais sublime: Deus se torna gente como nós, passa pelas nossas emoções, pelas nossas fragilidades, e o que é maior e mais trágico, assume toda a nossa história, a triste história dos pecados, carregando sobre si as nossas culpas (cf. Is 53,4-5). Tudo, tudo pesou sobre Ele, que jamais depôs essa “carga” da humanidade, mas, pelo contrário, nos regenerou pelo seu Mistério Pascal.

A terceira e última invocação se completa: ...”E habitou entre nós” (Jo 1,14). A palavra “habitou” não traduz exatamente o que João refere. O Verbo, isto é, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, “fixou a sua tenda” estavelmente no meio de nós, como se Ele a tivesse construído, estabelecendo-a para sempre. De fato, depois que Jesus veio à terra, Ele nunca mais a deixou, ainda que a sua Ascensão gloriosa o tenha afastado visivelmente dos nossos olhos. Mas, Ele continua presente na Eucaristia, ou onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome (cf. Mt 18,20), ou, ainda, com os missionários que vão aos confins da terra, anunciando a Boa-Nova: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20). Depois destas três invocações, vem a oração de conclusão: “Infundi, Senhor, em nossas almas a vossa graça”... Primeiramente, para aceitar o mistério da Redenção, é preciso a graça, a própria força de Deus que nos é dada para realizar o que nós, normalmente, não conseguiríamos. Nenhuma obra meritória seria possível sem o auxílio da graça de Deus, que nos eleva acima de nossas fragilidades e nos transforma, tornando-nos aptos a fazer a vontade divina, em dimensão sobrenatural.

...”Para que, conhecendo pela anunciação do Anjo o mistério da Encarnação”... É importante conhecer os eventos relacionados à vinda de Deus entre nós: a escolha de Maria, as glórias com as quais Deus a adornou em vista dessa missão, o chamado de José para ser o Pai adotivo do Menino que iria nascer, e todas as dificuldades que tiveram de ser superadas para que o plano de Deus se realizasse, na “plenitude dos tempos”. Entretanto, mais do que conhecer, é preciso vivenciar a ansiosa expectativa, o generoso acolhimento e a jubilosa gratidão daqueles aos quais Deus se confiou como criança indefesa.

...”Cheguemos, por sua Paixão e Cruz, à glória da Ressurreição”. No Mistério Pascal, defrontamo-nos com o ponto convergente dos merecimentos de Cristo: o seu sofrimento, o derramamento de sangue, a coroação de espinhos, a flagelação, o caminho do Calvário, a crucifixão e a morte. Passando por esse mistério da Paixão, Cristo ressuscita glorioso, na manhã da Páscoa, e sobe aos céus. Dessa glória nós quase nada conhecemos. Mesmo àqueles dotados de graças místicas, Ele nunca aparece como está, realmente, nos céus, porque olhos humanos não seriam capazes de suportar essa visão. Somente após a morte, como a nossa fé nos garante, receberemos a “luz da glória”, dom que nos permitirá vê-lO tal como Ele é. Finalmente, na consumação dos tempos, nossos corpos também ressuscitarão, pois a Ressurreição de Cristo é penhor e garantia da nossa.

Quanta beleza e profundidade contidas numa oração tão pequena e facílima de ser rezada diariamente! A todos aconselho recita-la com muita piedade, fé e devoção, santificando as etapas do dia: pela manhã, recordando a atitude de Maria, consagramos a Deus nossas atividades; ao meio-dia, unimo-nos ao Verbo Encarnado em sua Paixão; à tarde, recordamos a morte que cai sobre a humanidade como a noite, na certeza de que Cristo triunfou, pela Ressurreição, e nos torna também vitoriosos, na expectativa da união definitiva com Ele.

CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID

“2015 O ANO DA VIDA CONSAGRADA” - DECLARA PAPA FRANCISCO VIDA CONSAGRADA

 O Papa Francisco anunciou na sexta-feira, 29, que o ano de 2015 será dedicado à Vida Consagrada.
 
 
 
 O anúncio foi feito durante a 82ª Assembleia Geral da União dos Superi...ores Gerais (USG), que foi realizado em Roma.

Aos participantes, o Papa afirmou que a radicalidade é pedida a todos os cristãos, mas os religiosos são chamados a seguir o Senhor de uma forma especial. “Eles são homens e mulheres que podem acordar o mundo. A vida consagrada é uma profecia”. O encontro ocorreu nesta manhã, na Sala Sínodo, no Vaticano. Em três horas de reunião, o Pontífice respondeu às perguntas dos superiores gerais e tratou de temas referentes a Nova Evangelização.

Interrogado sobre a situação das vocações, o Papa afirmou existir Igrejas jovens que estão dando muitos frutos, e isso deve levar a repensar a enculturação do carisma. “A Igreja deve pedir perdão e olhar com muita vergonha os insucessos apostólicos por causa dos mal-entendidos neste campo, como no caso de Matteo Ricci”.

O diálogo intercultural, segundo Francisco, deve introduzir no governo de institutos religiosos pessoas de várias culturas que expressam diferentes formas de viver o carisma.

Durante o diálogo, Francisco insistiu sobre a formação, que em sua opinião, deve ser baseada em quatro pilares: espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. “É essencial evitar todas as formas de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo franco e aberto sobre todos os aspectos da vida”.

Francisco destacou também que a formação é uma obra artesanal e não um trabalho de policiamento. “O objetivo é formar religiosos que tenham um coração terno e não ácido como vinagre”, alertou.

Sobre a relação das Igrejas particulares com os religiosos, o Papa disse conhecer bem os problemas e conflitos. “Nós bispos, precisamos entender que as pessoas consagradas não são um material de ajuda, mas são carismas que enriquecem as dioceses”.

Ao falar sobre os desafios da missão dos consagrados, o Pontífice destacou que as prioridades permanecem as realidades de exclusão, a preferência pelos mais pobres. Destacou também a importância da evangelização no âmbito da educação, como nas escolas e universidades.

“Transmitir conhecimento, transmitir formas de fazer e transmitir valores. Através destes pilares se transmite a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa, e interrogar-se sobre como anunciar Jesus Cristo a uma geração que está mudando”.

No final do encontro, Francisco agradeceu aos superiores gerais pelo “espírito de fé e serviço” à Igreja. “Obrigado pelo testemunho e também pelas humilhações pelas quais vocês passam”, concluiu o Papa.

domingo, 30 de novembro de 2014

Primeirodomingo do Advento

 Vinde Senhor Jesus!
 
Um novo tempo!
 
Com quatro semanas antecedendo o Natal, iniciamos o Advento (adventus, em latim - significa vinda, chegada) inicia um tempo novo na Igreja, um novo Ano Litúrgico que diferencia do ano civil.
Este novo tempo nos prepara para acolher o Senhor que vem. É um tempo de espera e esperança, de atenção e vigilância e esperar uma pessoa muito especial requer cuidados e uma alegre preparação.

Como o próprio nome indica, o Advento nos mergulha no mistério da “vinda” de Jesus que veio um dia e entrou na nossa história, que vem cada dia ao nosso encontro e que também voltará no fim dos tempos...
Aproveitemos este tempo de graças e preparemos nosso coração para acolher o menino Rei de nossas vidas!
 
Abençoado Advento! E muitas alegrias aos que esperam Jesus com esperança.

domingo, 23 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ADVENTO


 
 
Aproxima um novo Ano Litúrgico: o ADVENTO!
No próximo domingo celebraremos a Solenidade de CRISTO REI e encerrando o Tempo Comum nos preparamos para início de um novo Ano Litúrgico, o Advento!
 
O Ano Litúrgico é o tempo que marca as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não é como o ano civil, que começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de dezembro, mas começa no 1º domingo do Advento (preparação para o Natal) e termina no último sábado do tempo comum, que é na véspera do 1º domingo do Advento.
 
O termo Advento (adventus, em latim) tem como significado: vinda, chegada. Os primeiros traços da existência de um período de preparação para o Natal aparecem no século V, quando São Perpétuo, Bispo de Tours, estabeleceu um jejum de três dias, antes do nascimento do Senhor. É também do final desse século a "Quaresma de São Martinho", que consistia num jejum de 40 dias, começando no dia seguinte à festa de São Martinho.
 
São Gregório Magno (590- 604) foi o primeiro Papa a redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo em prover missas próprias para os domingos desse tempo litúrgico.
 
No século IX, a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa São Nicolau I (858-867) aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já substituído por uma simples abstinência. Apesar do caráter penitencial do jejum ou abstinência, a intenção dos papas, na alta Idade Média, era produzir nos fiéis uma grande expectativa pela vinda do Salvador, orientando-os para o seu retorno glorioso no fim dos tempos. O vocábulo de origem pagã (inicialmente) ganha sentido bíblico e escatológico de "Parusia".
 
"O VERBO DIVINO se fez carne e habitou entre nós"!
 
JESUS assume nossa humanidade, sem deixar de ser DEUS. Esse grande acontecimento precisa ser preparado e celebrado dignamente por cada um de nós a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados/as a esperar JESUS que vem no Natal e no fim dos tempos.
 
(Fonte: Arautos do Evangelho)

Sanctus

"Do mesmo modo, a vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos Anjos.
Em sua Liturgia, a Igreja se associa aos Anjos para adorar o DEUS três vezes SANTO; ela invoca sua assistência... " (CIC 334).

SANTO, SANTO, SANTO, Senhor Deus do universo. O céu e a terra proclama a vossa glória, hosana nas alturas. Bendito que vem em nome do Senhor, hosana nas alturas.

 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Dom Athanasius Schneider: "Votar a verdade divina e a Palavra de Deus é indigno"



 Em entrevista ao portal PCH24, Dom Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Maria, em Astana (Cazaquistão), analisa o estado da Igreja após o recente Sínodo sobre a família e o debate sobre a possibilidade de dar a comunhão aos divorciados recasados. O prelado disse que no sínodo foi uma manipulação clara por alguns prelados e elogia o trabalho dos jornalistas católicos e blogueiros que "se comportaram como bons soldados de Cristo e alertou para a agenda clerical que procuraram minar a doutrina perene de Nosso Senhor"

Sínodo

Durante o Sínodo houve momentos de óbvia manipulação por parte de alguns clérigos que ocupavam posições chaves na estrutura editorial e de governo do sínodo. O relatório preliminar ou relatio post disceptationis foi claramente um texto pré-fabricado[...] Nos parágrafos sobre a homossexualidade, a sexualidade e os “divorciados recasados”, o texto é o reflexo de uma ideologia neo-pagã radical[...] Graças a Deus e às orações dos fiéis do mundo inteiro, um número importante de padres sinodais rejeitou resolutamente essa agenda; essa agenda que reflete o pensamento dominante corrompido e pagão do nosso tempo, que está sendo imposto em todo o mundo por meio da pressão política e através dos quase onipotentes veículos de comunicação de massa oficiais, que são leais aos princípios do partido mundial da ideologia de gênero. Tal documento sinodal, mesmo que seja apenas preliminar, é uma verdadeira vergonha. Ele dá uma ideia da extensão do espírito mundano anti-cristão que já penetrou a tal nível na vida da Igreja [...] Felizmente a Mensagem dos padres sinodais é um verdadeiro documento católico que expõe a verdade divina sobre a família sem se calar sobre as raízes mais profundas dos problemas, ou seja, a realidade do pecado. Ele oferece uma verdadeira coragem e consolo às famílias católicas.

Mandamento divino irrevogável
Há um mandamento divino, o sexto mandamento, sobre a absoluta indissolubilidade do matrimônio sacramental, uma lei estabelecida de modo divino, que proíbe àqueles que se encontram num estado de pecado grave de ter acesso à Santa Comunhão. Esse é o ensinamento de São Paulo em sua Carta inspirada pelo Espírito Santo (I Cor 11, 27-30). Isso não pode ser submetido a votação, assim como a divindade de Cristo nunca pode ser submetida a votação. Uma pessoa que ainda tem o vínculo matrimonial sacramental indissolúvel, e que apesar disso vive num estado de coabitação marital estável com outra pessoa, em razão da lei divina não pode ser admitida à Sagrada Comunhão. Para fazer o contrário, constituiria uma declaração pública da Igreja legitimando a negação da indissolubilidade do matrimônio cristão, e ao mesmo tempo revogando o sexto mandamento de Deus: “Não cometerás adultério“. Nenhuma instituição humana, nem mesmo o papa ou um Concílio ecumênico, tem autoridade ou competência para invalidar, mesmo de modo mais leve ou mais indireto, um dos dez mandamentos divinos, ou as palavras divinas de Cristo: “O que Deus uniu, o homem não separará“ (Matheus 19,6).

É indigno para votar a verdade divina
A tentativa de colocar a Verdade divina e a Palavra divina em votação não é digna daqueles que, enquanto representantes do Magistério, têm o dever de transmitir com zelo o depósito divino, como servos bons e fiéis (cf. Mt 24, 45). Ao admitir os divorciados recasados à Santa Comunhão, esses bispos estabelecem uma nova tradição, fruto de seu próprio querer, e transgridem assim o mandamento de Deus, pelo quê Cristo repreendeu outrora os fariseus e escribas (cf. Mt 15, 3). E o que é mais agravante é o fato de que esses bispos tentam justificar sua infidelidade à palavra de Cristo por meio de argumentos de necessidade pastoral, de misericórdia, de abertura ao Espírito Santo. Além disso, eles não temem perverter sem escrúpulos, ao modo gnóstico, o sentido verdadeiro dessas palavras, apresentando aqueles que se opõem a eles como rígidos, escrupulosos ou tradicionalistas. Durante a grande crise ariana do século IV, os defensores da divindade do Filho de Deus também eram taxados de intransigências e de tradicionalismo.

Doutrina confusa entre os sacerdotes e fiéis
Isso só faz aumentar a confusão doutrinal entre os padres e fiéis, a ideia que ficará no ar é de que os mandamentos divinos e as palavras divinas de Cristo, assim como as do apóstolo Paulo, são susceptíveis de modificação por decisão humanas. [...] Devemos acreditar firmemente que Deus dissipará esses planos de desonestidade, infidelidade e traição. Cristo segura infalivelmente o leme do navio de Sua Igreja em meio de tal tormenta. Acreditamos e depositamos nossa confiança no verdadeiro chefe da Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Verdade.

Cristo purifica a fé através da prova
Nesses tempos extraordinariamente difíceis Cristo purifica nossa fé católica para que através dessa provação, a Igreja acabe por brilhar mais e se torne realmente sal e luz para esse mundo neo-pagão insípido, graças à fidelidade e à fé simples e pura dos fiéis, dos pequenos da Igreja, da ecclesia docta, a Igreja discente, que em nossos dias dará força à ecclesia docens, a Igreja docente, o Magistério, assim como ocorreu durante a grande crise da fé no século IV.

Incentiva os católicos a serem fiéis ao Catecismo
Devemos encorajar os católicos comuns a permanecerem fiéis ao catecismo que eles aprenderam, a serem fiéis às claras palavras de Cristo no Evangelho, a serem fiéis à fé que lhes foi transmitida por seus pais e antepassados. Devemos organizar grupos de estudos e conferências sobre o ensinamento constante da Igreja sobre a questão do matrimônio e da castidade, convidando para isso especialmente os jovens e os casais casados. Devemos mostrar a beleza de uma vida casta, a beleza do matrimônio cristão e da família, o grande valor da Cruz e do sacrifício em nossas vidas. Devemos apresentar sempre mais os exemplos dos santos modestos que demonstraram, ainda que eles tenham sofrido, as mesmas tentações da carne, e a mesma hostilidade e escárnio do mundo pagão, eles viveram com a graça de Cristo uma vida de alegria na castidade, no seio do matrimônio cristão e da família.

Formação de grupos de apoio para a conversão e santidade
A fé, a fé pura e integral católica e apostólica vencerá o mundo (cf. 1Jo 5,4). Devemos criar e promover grupos de jovens com coração puro, grupos de famílias, grupos de esposos católicos, que se comprometerão a permanecerem fiéis a seus votos matrimoniais. Devemos organizar grupos que ajudarão moralmente e materialmente as famílias divididas, as mães solitárias; grupos que assistirão, pela oração e pelos bons conselhos, os casais separados; grupos de pessoas que ajudarão os “divorciados recasados” a iniciar um processo de conversão séria, reconhecendo com humildade sua situação de pecado que viola o mandamento de Deus e a santidade do sacramento do matrimônio. Devemos criar grupos que ajudarão com prudência as pessoas que têm tendências homossexuais, a fim de fazê-las entrar no caminho da conversão cristã, esse caminho belíssimo e alegre de uma vida casta, e para propor-lhes eventualmente, de modo delicado, uma ajuda psicológica. Devemos demonstrar e pregar aos nossos contemporâneos desse mundo neo-pagão o poder libertador da boa nova, do ensinamento de Cristo: que o mandamento de Deus, incluindo o sexto mandamento, é sabedoria e beleza. “A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos” (Salmo 19 (18), 7-8).

A Igreja na Polónia representava a verdade no Sínodo
É sem dúvida uma honra para o catolicismo polonês que o presidente da Conferência episcopal, Sua Excelência Dom Gadecki, tenha defendido com clareza e coragem a verdade de Cristo sobre o matrimônio e a sexualidade humana, revelando-se assim um verdadeiro filho espiritual de São João Paulo II. O cardeal Georges Pell descreveu corretamente a agenda sexual liberal e o apoio pretendidamente misericordioso e pastoral à comunhão para os divorciados recasados que se viu durante o Sínodo, dizendo que se tratava apenas da ponta do iceberg e de um tipo de cavalo de Troia na Igreja.

Jornalista católicos e blogueiros, Soldados de Cristo
Que, no próprio seio da Igreja, exista pessoas que minam o ensinamento de Nosso Senhor, isso se tornou um fato visível para o mundo inteiro, graças à internet e ao trabalho de alguns jornalistas católicos que não ficaram indiferentes ao que ocorria à fé católica, que eles consideram como o tesouro de Cristo. Fiquei feliz ao ver que alguns jornalistas católicos e blogueiros se comportaram como bons soldados de Cristo, chamando a atenção para essa agenda clerical que mina o ensinamento perene de Nosso Senhor. Os cardeais, os bispos, os padres, as famílias católicas, os jovens católicos devem dizer para si mesmos: “Eu me recuso a me conformar com o espírito neo-pagão desse mundo, mesmo se os bispos e sacerdotes o difundem, não aceitarei seu uso falacioso e perverso da santa misericórdia divina e de um “novo Pentecostes”, me recuso a jogar grãos de incenso diante da estátua do ídolo da ideologia de gênero, diante do ídolo do segundo casamento, do concubinato, mesmo que meu bispo o faça, não o farei; com a graça de Deus escolherei sofrer ao invés de trair a verdade integral de Cristo sobre a sexualidade humana e o matrimônio”.
Bispos e cardeais oferecendo incenso aos ídolos neo-pagans
São os testemunhos que convencerão o mundo, e não os docentes, disse o bem-aventurado Paulo VI na Evangelii nuntiandi. A Igreja e o mundo precisa realmente de Deus, da verdade integral das palavras de Cristo sobre o matrimônio. Os fariseus e os escribas clericais modernos, esses bispos e cardeais que jogam grãos de incenso diante dos ídolos neo-pagãos da ideologia de gênero e do concubinato, não convencerão ninguém a crer em Cristo ou a estar disposto a oferecer sua vida por Cristo.

Na verdade, “veritas Domini manet aeternum” (Salmo 116, a verdade do Senhor permanece para sempre), “Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hb 13, 8), e “a verdade vos libertará” (Jo 8, 32). Essa última frase era uma das citações da Bíblia preferidas de São João Paulo II, o papa da família. Podemos acrescentar: a verdade divina revelada e transmitida sem alteração sobre a sexualidade humana e o matrimônio trará a verdadeira liberdade às almas, dentro e fora da Igreja. No meio da crise da Igreja e do mau exemplo moral e doutrinal de alguns bispos de seu tempo, Santo Agostinho reconfortava os simples fiéis com essas palavras: “Quem quer que sejamos, nós bispos, estais em segurança, vós que tendes Deus por pai e sua Igreja por mãe” (Contra litteras Petiliani III, 9-10).

João Paulo II, Papa Família
Na verdade, “veritas Domini manet aeternum” (Salmo 116, a verdade do Senhor permanece para sempre), “Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hb 13, 8), e “a verdade vos libertará” (Jo 8, 32). Essa última frase era uma das citações da Bíblia preferidas de São João Paulo II, o papa da família. Podemos acrescentar: a verdade divina revelada e transmitida sem alteração sobre a sexualidade humana e o matrimônio trará a verdadeira liberdade às almas, dentro e fora da Igreja. No meio da crise da Igreja e do mau exemplo moral e doutrinal de alguns bispos de seu tempo, Santo Agostinho reconfortava os simples fiéis com essas palavras: “Quem quer que sejamos, nós bispos, estais em segurança, vós que tendes Deus por pai e sua Igreja por mãe” (Contra litteras Petiliani III, 9-10).
 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O grande espinho

 
 
"Fui com Ir. Irene para as instruções. Dia por dia mais desejava o Senhor Jesus no meu coração. Grande terror senti do pecado, que tanto desgostava e entristecia o bom Jesus. E dia por dia, ao me levantar dizia a meu 'novo amigo': Meu novo amigo, santo Anjo da Guarda, tenha hoje muito cuidado comigo e não me deixe desgostar o bom Deus. Amém.

Esta oraçãozinha eu mesma a compus e ...repeti durante toda a minha vida, a partir daquele tempo das instruções de um dia em que Ir. Irene nos falara que o bom Jesus morrera pelos pecados de todos os homens. E o que mais vivamente se agravou em minha almazinha de criança foi:' Cada pecado que a gente faz é um espinho grande que a gente enterra na Santa Cabeça do bom Jesus'.

Quando recebemos Jesus em nosso coração, e se depois fazemos um pecado, expulsamos nosso bom Jesus de nosso coração aos empurrões, e deixamos que o demônio entre.

Palavras que se gravaram nitidamente em minha alma e que um verdadeiro horror ao pecado me despertaram. Ah! vezes incontáveis estive por enterrar o 'Grande Espinho' na Santa Cabeça do Senhor, porém meu 'novo Amigo' chegava sempre a tempo de impedir, e daí a doce e segura confiança que lhe tinha".

(Texto extraído do livro "Vi o meu Anjo",. de Cecy Cony - Ir. Antonia)

Como um anjo para os outros

 

Os Anjos falam ao homem do que constitui o seu verdadeiro ser, do que na sua vida com muita frequência está velado e sepultado. Eles chamam-no a reentrar em si mesmo, tocando-o da parte de Deus. Neste sentido também nós, seres humanos, deveríamos tornar-nos sempre de novo anjos uns para os outros anjos que nos afastam dos caminhos errados e nos orientam sempre de novo para Deus.
Se a Igreja antiga chama os Bispos "anjos" da sua Igreja, pretende dizer precisamente o seguinte: "os próprios Bispos devem ser homens de Deus, devem viver orientados para Deus. "Multum orat pro populo" "Reza muito pelo povo", diz o Breviário da Igreja a propósito dos santos Bispos. O Bispo deve ser um orante, alguém que intercede pelos homens junto de Deus. Quanto mais o fizer, tanto mais compreende também as pessoas que lhe estão confiadas e pode tornar-se para elas um anjo um mensageiro de Deus, que as ajuda a encontrar a sua verdadeira natureza, a si mesmas, e a viver a ideia que Deus tem delas.

É tarefa do Bispo, como homem de Deus, fazer espaço para Deus no mundo contra as negações e defender assim a grandeza do homem. E o que se poderia dizer e pensar de maior sobre o homem a não ser que o próprio Deus se fez homem? A outra função de Miguel, segundo a Escritura, é a de protetor do Povo de Deus (cf. Dn 10, 21; 12, 1). Queridos amigos, sede verdadeiramente "anjos da guarda" das Igrejas que vos serão confiadas! Ajudai o povo de Deus, que deveis preceder na sua peregrinação, a encontrar a alegria na fé e a aprender o discernimento dos espíritos: a acolher o bem e a recusar o mal, a permanecer e tornar-se sempre mais, em virtude da esperança da fé, pessoas que amam em comunhão com Deus-Amor.




 



O temor de Deus como fundamento



 A atitude fundamental que os santos Anjos ensinam ao homem é o profundo respeito diante de Deus (cf. Ex 3,2-5; Is 6,1-7; Ap 4,8-11, 5,8, 19,10) e de tudo o que pertence a Ele (Zc 3,2; 2Pd 2,11).
...O temor de Deus é a condição fundamental para qualquer expressão correta diante d’Ele, um pré requisito para o crescimento e o verdadeiro progresso. O temor de Deus protege contra a diluição da verdade sobre Deus, a Sua Palavra e as coisas eternas. O temor de Deus é a âncora forte para o amor à obediência.
Dele fluem o respeito pela Santa Mãe Igreja, por cada sacerdote, sobretudo pelas coisas ou pessoas consagradas, mas também pelos superiores, os irmãos, os idosos, os doentes e os sem ajuda.
O temor de Deus, dom do Espírito Santo, está ligado à confiança (cf. 2Co 3,4, Ef 3,12) que nasce de um coração puro e de uma alma simples e inocente. Esta filial confiança atrai a ajuda de Deus, de Maria e dos santos Anjos.
 
Obra dos Santos Anjos.

sábado, 1 de novembro de 2014

Conheça o Site da Obra dos Santos Anjos

O site da Opus Angelorum (no Brasil) está com nova aparência.

 Nele você poderá conhecer um pouco mais sobre a Obra dos Santos Anjos, se programar para participar dos Recolhimentos/Retiros, além de conhecer nossa Livraria Virtual e apresentar seus pedidos de orações para que as Comunidades dos Irmãos e Irmãs da Santa Cruz rezem por suas intenções.

https://sites.google.com/site/cumsanctisangelis/home

 

Na presença dos anjos!


 
 
O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé” [1]. Os anjos não são uma invenção mitológica. Tratam-se de seres reais, que estão sempre diante de Deus [2], mas agindo em meio aos homens. Por isso, pode-se dizer que, estando na presença dos anjos, os seres humanos nunca estão sozinhos. Deus colocou essas criaturas ao seu lado, não só para os guardarem [3], mas também para se relacionarem com eles – de fato, são muitas as personagens das Escrituras que recebem a assistência e a visita dos anjos de Deus [4].
Ao contrário do que se pensa hoje, os anjos não são figuras “piegas” de contos românticos, mas criaturas realmente terríveis que, se aparecessem diante de nós, incutiriam não só paz e alegria, mas também um grande temor. Como Aslam, a personagem das Crônicas de Nárnia que é uma alegoria de Jesus Cristo, eles são bons e terríveis, ao mesmo tempo [5]. Ou, como Gandalf, da saga “O Senhor dos Anéis”, eles são “perigosos” [6]. Embora tenham grande poder, este se manifesta, sobretudo, em suas inspirações. Os hobbits de “O Senhor dos Anéis” – Frodo, Merry, Pippin e Sam -, no começo do livro, sequer sabiam manusear uma espada. Mas, no fim, eles terminam como heróis, pois foram treinados e capacitados por Gandalf, que é, segundo o próprio Tolkien afirma, uma espécie de anjo.
Os anjos são assim: eles protegem-nos, mas também querem capacitar-nos. Eles são, sim, nossos companheiros, mas são muito maiores do que nós, e o seu serviço, mais do que um simples “fazer a nossa vontade”, é instigar-nos e incomodar-nos, a fim de que façamos a vontade de Deus. Muitas vezes, achamos que os anjos foram colocados ao nosso lado apenas para resolver os nossos problemas materiais ou dar-nos segurança para este mundo. É verdade que eles podem agir como “ministros dos milagres de Deus”, mas seu trabalho principal é inspirar-nos para o serviço de Cristo, com a sua presença ativa e poderosa – “presença virtual”, para usar a linguagem escolástica [7] – junto de nós.
A Igreja, por meio de São Jerônimo, ensina que “grande é a dignidade das almas, pois ao nascer cada uma tem um anjo delegado a sua guarda” [8]. No combate desta vida, no qual o Céu e o Inferno disputam para ganhar as almas, seria desproporcional que elas não tivessem protetores perto de si. Se seria inconcebível manter um carro-forte sem segurança, quanto mais as almas dos homens, que custaram o sangue de Nosso Senhor! Assim se expressa Santo Tomás, na questão 113 da prima pars da Suma Teológica:
“O homem, na vida presente, encontra-se em uma espécie de caminho que deve tender para a pátria. Nesse caminho, são muitos os perigos que o ameaçam, dentro e fora (...). Por isso, aos homens que andam por caminhos não seguros são dados guardas. Assim também a cada homem em sua peregrinação terrestre é delegado um anjo para sua guarda” [9].
É verdade que Deus, sendo onipotente, poderia muito bem agir de modo direto para proteger os homens. Mas a pedagogia divina está desde sempre escolhendo colaboradores para exercer o seu plano de salvação. É preciso que os católicos se libertem da visão arrogante do protestantismo, que despreza a ação de intermediários na redenção humana, quando o próprio Senhor escolheu fazer-se um de nós, submeter-se a Nossa Senhora e a São José e criar a Igreja visível para dispensas as Suas graças em meio aos homens.
“A cada homem”, portanto, “é delegado um anjo para sua guarda” [10], ensina Santo Tomás. Respaldando a opinião de São Jerônimo, o Aquinate afirma ainda que o anjo da guarda é dado ao homem desde o seu nascimento, ao contrário da opinião de quem diz que “o anjo é delegado à guarda do homem desde o batismo”. Ele explica:
“Os benefícios que o homem recebe de Deus pelo fato de ser cristão começam com o batismo; por exemplo, a recepção da Eucaristia e outros semelhantes. Todavia, os benefícios que Deus dispõe para o homem pelo fato de ele ter uma natureza racional lhe são concedidos desde o momento em que, pelo nascimento, adquire tal natureza. Ora, esse benefício é a guarda dos anjos (...). Portanto, tão logo nasce, o homem tem um anjo delegado para sua guarda.” [11]
O Doutor Angélico explica, na mesma questão, que, ainda que peque, isso não afasta do homem o seu anjo da guarda, que nunca o abandona totalmente [12]. E também que os pecados dos homens, embora ofendam os anjos, não os fazem sofrer, já que eles “são perfeitamente bem-aventurados” e, portanto, “nada sofrem” [13].
A doutrina católica tem como bastante sólida a fé nos anjos da guarda. Não se sabe, por outro lado, se existe um “demônio específico” para tentar a cada pessoa e levá-la para o inferno [14]. A verdade é que também os anjos da guarda, embora pertençam aos graus inferiores da hierarquia celeste, também lutam contra os anjos maus, pela nossa salvação.
Quanto ao modo como os anjos agem em nossa vida, Santo Tomás dedica outra questão inteira da Suma Teológica a esse propósito: é a questão 111 da prima pars. Aí, ele explica que, dentre as várias potências do homem, os anjos agem mais nas faculdades sensitivas – no sentido interno da imaginação e nas paixões, principalmente. Eles atuam, por exemplo, quando uma pessoa está trabalhando e tem uma ideia criativa, ou quando está rezando e vem à sua mente alguma cena ou inspiração. Só que têm poder de atuação tanto os anjos bons quanto os demônios. Enquanto estes são intrusivos, os anjos da guarda agem quanto maiores forem a docilidade e a abertura a eles.
Por isso, importa cultivar uma constante devoção aos nossos anjos, aprendendo a viver em sua presença, não indo aonde um deles não iria e evitando toda ação que ofenda a sua dignidade angélica.

Referências

  1. Catecismo da Igreja Católica, 328
  2. Cf. Mt 18, 10
  3. Cf. Catecismo da Igreja Católica, 336
  4. Cf. Gn 3, 24; 19; 21, 17; 22, 11; Ex 23, 20-23; 1 Rs 19, 5; Jz 6, 11-24; 13; Is 6, 6; Lc 1, 11.26
  5. Cf. C. S. Lewis. The Chronicles of Narnia. The lion, the witch and the wardrobe, XII: “People who have not been in Narnia sometimes think that a thing cannot be good and terrible at the same time.”
  6. Cf. As Duas Torres, III, 5: “Perigoso! (...) Eu também sou, muito perigoso: mais perigoso que qualquer outro ser que jamais encontrarão, a não ser que sejam levados vivos diante do trono do Senhor do Escuro”. In: J. R. R. Tolkien. O senhor dos anéis.São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 522
  7. Cf. Suma Teológica, I, q. 52, a. 1
  8. São Jerônimo, Commentariorum in Evangelium Matthaei, III, 18:ML 26, 130 B
  9. Suma Teológica, I, q. 113, a. 4
  10. Suma Teológica, I, q. 113, a. 2
  11. Suma Teológica, I, q. 113, a. 5
  12. Cf. Suma Teológica, I, q. 113, a. 6
  13. Suma Teológica, I, q. 113, a. 7
  14. É este o pressuposto da obra The Screwtape Letters [“Cartas de um Diabo a seu Aprendiz”], de C. S. Lewis.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

13 de outubro: última aparição de Nossa Senhora em Fátima

A Mensagem de Fátima é um convite e uma escola de salvação. Foi iniciada pelo Anjo da Paz (1916) e completada por Nossa Senhora (1917). Foi vivida de maneira histórica pelos Três Pastorinhos – Lúcia, Francisco e Jacinta.
A mensagem de Fátima sublinha os seguintes pontos:
- a conversão permanente;
- a oração e nomeadamente o rosário,
- o sentido da responsabilidade coletiva e a prática da reparação.
A aceitação desta mensagem traz consigo a Consagração ao Coração Imaculado de Maria, que é símbolo de um compromisso de fidelidade e de apostolado. As orações ensinadas em Fátima pelo Anjo e Nossa Senhora ajudam a viver a Mensagem, que, como disse João Paulo II, em Fátima em 1982, é a conversão e a vivência na graça de Deus.
 
 
 
 

sábado, 11 de outubro de 2014

O ANJO FOI O PRIMEIRO A REZAR À VIRGEM


 
 
"Este duplo movimento de oração a Nossa Senhora encontra expressão privilegiada na oração da "AVE MARIA":
"Avé Maria": a saudação do Anjo Gabriel abre esta oração. É o próprio Deus que, por intermédio do Seu Anjo, saúda Maria.
"Cheia de Graça, o Senhor é conVosco": as duas palavras da saudação do Anjo esclarecem-se mutuamente. Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela. A graça de que Ela é cumulada é a presença d 'Aquele que é a fonte de toda a graça. "Solta brados de alegria (...) filha de Jerusalém (...); o Senhor teu Deus está no meio de ti" (Sof. 3, 14.17a ). Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar, é em pessoa a filha de Sião, a arca da aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: é "a morada de Deus com os homens" (Ap. 21 ,3). "Cheia de graça", Ela dá-Se toda Aquele que n'Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo" (Cat. Ig. Cat. n° 2676).
Também nós, muitas vezes, com o Anjo, digamos: AVÉ MARIA!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Auxílio do Santo Anjo

"NÃO TEMERÁS O TERROR DA NOITE" (SL 90,5)

(Esta história aconteceu nos anos da grande crise econômica
 mundial em Chicago, nos Estados Unidos,
entre 1930 e 1933)

 
Era ainda bem cedo, de madrugada, quando Dr. Braun foi despertado pelo seu telefone, que não deixava de tocar. Sonolento, ele tomou o telefone e ouviu uma voz que lhe falava de maneira suplicante: "O senhor é o Dr. Braun?" "Sim, sou eu". Por favor, venha depressa! É muito urgente, se trata de vida ou de morte!" "Vou já. Onde o senhor mora?" "Alan Street n° 17, venha logo, por favor!"
Dr. Braun vestiu-se depressa, pegou a sua bolsa de médico e dirigiu-se para a rua indicada. Sozinho ele dirigiu seu carro nas ruas escuras da cidade. A região, para onde se dirigia, era distante do centro, num bairro em que nem durante o dia os habitantes se sentiam seguros.
Ele encontrou a casa facilmente. Era uma casa solitária. Estranhando por não ter a luz acesa, Dr. Braun aproximou-se da casa e bateu à porta. Depois de uma pausa bateu novamente e de novo não recebeu resposta. Quando bateu pela terceira vez, alguém perguntou com voz grossa: "Quem é?" "Sou eu" respondeu Dr. Braun. "Recebi uma chamada de emergência. É aqui a Alan Street n° 17?" "É, sim, mas ninguém chamou o senhor. É melhor que o senhor desapareça logo daqui!"
Dr. Braun foi-se embora procurando uma casa com luz acesa para encontrar o lugar onde a sua ajuda era necessária. Mas como tudo estava escuro, ele pensou ter anotado o número da casa errado, e até se acusou desta falta. E assim ele voltou para casa. Como não chegou um segundo telefonema, esqueceu-se do acontecimento, ... até que ele recebeu, algumas semanas mais tarde, de novo uma ligação - desta vez durante o dia - do serviço de emergência do hospital. A enfermeira explicava que um certo John Turner, que estava para morrer por causa de um acidente trágico, quis falar urgentemente com Dr. Braun. E ela acrescentou: "Dr. Braun, por favor, venha depressa, pois o homem já está para morrer e não quer dizer-nos porque ele insiste tanto em querer falar com o senhor".
Dr. Braun prometeu chegar logo, embora tivesse a certeza de não conhecer um John Turner. Isso também lhe confirmou o moribundo: "Dr. Braun, o senhor não me conhece, mas eu devo conversar com o senhor antes de morrer, para pedir perdão. O senhor com certeza se lembra de um telefonema durante a noite, algumas semanas atrás." "Sim, mas ..." "Fui eu. Sabe, há meses que me faltava o trabalho. Vendi todas as coisas preciosas da casa, mas mesmo assim não consegui nutrir a minha família. Não consegui mais suportar os olhares suplicantes de meus filhos, cheios de fome. No meu desespero decidi chamar um médico durante a noite. Foi meu plano matá-lo, roubar seu dinheiro e vender seus instrumentos".
Dr. Braun ficou paralisado de terror, mas mesmo assim ainda perguntou: "Mas eu cheguei. Porque, então, o senhor não me matou?" "Pensei que o senhor chegaria sozinho, mas quando vi este grande, forte e jovem varão ao seu lado, fiquei com medo e rejeitei rudemente o senhor. Perdoe-me, por favor". "Claro que vou perdoar", murmurava Dr. Braun, perturbado. E dele apoderou-se um horror; ele nunca imaginava que aquela ligação, que tinha considerado como engano, fosse uma insídia mortal, da qual nem sabia como escapara. E menos pensava ainda que seu Anjo da Guarda (ao qual ele atribuiu depois esta proteção misteriosa) tinha salvado sua vida naquela noite. Porque aquele varão forte, grande e jovem só tinha aparecido àquele que quis assassiná-lo e que agora lhe pedia perdão, encontrando-se já no leito de morte.
Como são admiráveis os caminhos de Deus! Quantas vezes nossos Anjos nos protegem de um prejuízo, de um perigo iminente, sem que nós fiquemos consciente disso.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Com muita alegria, celebramos hoje Nossa SENHORA do Rosário.
 
 


 Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

"O Rosário da VIRGEM MARIA que ao sopro do ESPÍRITO DE DEUS se foi formando gradualmente no segundo Milênio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério. Na sua simplicidade e profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milênio recém iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade. Ela enquadra-se perfeitamente no caminho espiritual de um cristianismo que, passados dois mil anos, nada perdeu do seu frescor original, e sente-se impulsionado pelo ESPIRITO DE DEUS a « fazer-se ao largo » (duc in altum!) para reafirmar, melhor « gritar » CRISTO ao mundo como SENHOR e Salvador, como « Caminho, Verdade e Vida » (Jo 14, 6), como « o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização »."
(Trecho da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae - São João Paulo II).

A devoção a Oração do Santo Rosário é muito antiga. Teve origem com os Monges irlandeses no século VIII, que recitavam os 150 Salmos. Como os leigos não sabiam ler, os monges ensinaram a rezar 150 Pai Nossos, que mais tarde foram substituídos por 150 Ave Marias. Assim, a devoção, começou a se espalhar pelo mundo.
Em muitas aparições de MARIA SANTÍSSIMA pede, ensina e reza junto, a oração do Rosário, como em Lourdes e Fátima.

Cada Ave MARIA é uma rosa que oferecemos à MÃE, com muito carinho e esperança e também somos convidados a meditar com devoção os Mistérios da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de CRISTO, Nosso SENHOR.

Ao celebrar 24 anos de pontificado (16/10/02), o Santo Papa João Paulo II assinou a carta apostólica "Rosarium Virginis Mariae" (citada acima) em que acrescentou ao Rosário, os cinco Mistérios da Luz, inspirados na vida pública de Jesus. O Papa fixou o período entre outubro de 2002 a outubro de 2003 como o ano do Rosário e ainda com muita devoção, duas semanas após sua eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, nos revelou:
“O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade. [...]”

São muitos os benefícios desta abençoada devoção! Com nossos Santos Anjos, agradeçamos a DEUS pelos mistérios insondáveis do Amor de CRISTO que contemplamos em cada “conta” de nossos Rosários e ofereçamos a NOSSA SENHORA este lindo Presente... as pequenas rosas de nossos corações de filhos e filhas que a amam.

NOSSA SENHORA do Rosário, rogai por nós

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Refletindo

Os anjos da guarda existem, não são uma doutrina fantasiosa, mas companheiros que Deus colocou ao nosso lado, no caminho de nossa vida: foi o que disse o Papa Francisco na homilia celebrada na manhã desta quinta-feira, 02, na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a memória dos Santos Anjos da Guarda.
“As leituras do dia – afirmou o Papa Francisco – apresentam duas imagens: o anjo e o menino. Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger: “Se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito”, cai “no erro da soberbia, acredita ser grande e auto-suficiente”.
“Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento…’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”.
“Ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só” – prosseguiu o Papa – porque temos sempre “este companheiro”:
“E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”.
Papa Francisco concluiu assim a homilia:
“Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”.

Fonte: Rádio Vaticano - (02/10/14)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SANTOS ANJOS DA GUARDA




Os Anjos são criaturas puramente espirituais, incorpóreas, invisíveis e imortais, seres pessoais dotados de inteligência e de vontade. Estes, contemplando incessantemente a DEUS face a face, glorificam-no, servem-no e são os seus mensageiros no cumprimento da missão de salvação, em prol da salvação de todos os homens.

A Sagrada Escritura não deixa dúvida que o Filho de DEUS se fez Homem para tirar o pecado do mundo pela Sua morte na Cruz. E é o amor do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO, na mesma medida que nos chamou Da noite da morte para a luz resplandecente (cf. 1Pe 2,9; Col 1,12). 

Tão pouco podemos deixar de ver que os Santos Anjos de DEUS, os quais nosso SENHOR quis associar à História da salvação, como "Espíritos que fazem o ofício de servos em favor daqueles que hão de ser os herdeiros da salvação" (cf. Heb 1,14), se encontram já nos umbrais do Novo Testamento, e depois no decorrer deste, como mensageiros da alegria.

Não será tudo isto, ao mesmo tempo, um estímulo para que nós, homens, nos esforcemos durante a vida pela consecução da Alegria Verdadeira? Precisamente aquela Alegria que, como fruto do amor juntamente com a paz, deve ser a nossa herança?

Estes primeiros nascidos do coração de DEUS, estes primeiros raios de sua glória, estes primeiros sinais de sua ternura recebem especialmente, hoje, toda a nossa gratidão. 

Santos Anjos de DEUS rogai por nós! Ilumina-nos em dúvidas, fortalece-nos em nossas fraquezas, livra-nos dos perigos deste mundo e auxilia-nos para alcançarmos o CÉU para celebrarmos juntos de vós a Eterna Bem-Aventurança. Amém!

02/10 SANTO ANJO DA GUARDA

ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA DE SANTA GERTRUDES

Santo Anjo da Guarda, Protetor por DEUS a mim confiado, eu te agradeço por todos os benefícios que tu alguma vez me fizeste, para o corpo e para a alma. Eu te honro e bendigo, porque tão fielmente estás ao meu lado, eu pobre pecador e porque me defendes contra todos os ataques do inimigo.

Bendita seja àquela hora, na qual tu foste me dado como Protetor e na qual te tornaste meu Defensor e Patrono certo. Bendito seja o teu amor por mim e toda a tua solicitude, com a qual tu não cessas de promover a minha salvação.

Eu peço-te que me perdoes por tão freqüentemente resistir tuas inspirações, e por isto te entristecer, meu querido amigo. Eu tomo firmemente a resolução de no futuro te obedecer e servir fielmente a DEUS. Amém.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Santa Teresinha - ao meu Anjo da Guarda

Guardião glorioso de minha alma, tu que brilhas no belo céu de Deus 
como uma chama doce e pura perto do trono do Eterno, 
Tu vens a terra para mim, e me ilumina com o seu esplendor, 
Anjo justo, tu te tornas meu irmão, meu amigo, meu consolador!
Conhecendo a minha grande fraqueza, tu me levas pela mão,
E eu te vejo com ternura remover a pedra do meu caminho, tua voz doce esta sempre convidando-me a olhar apenas para o céu.
Quanto mais tu ves minha humildade e pequenez, tanto mais teu rosto está radiante.
Óh tu quem viajas pelo espaço mais rápido do que um relâmpago,
eu te imploro, voar no meu lugar, perto daqueles que são queridos para mim e com tua asa secas suas lagrimas.

Santa Teresa de Lisieux

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

São Rafael, São Gabriel e São Miguel, socorrei-nos.

 "Santo Anjo, transmiti-me, por causa de MARIA, vossa Rainha, a vossa luz, para que aprenda conhecer claramente e discernir nitidamente. Amem."



"Celebramos a festa dos três Arcanjos que a sagrada Escritura menciona pelo seu nome próprio: Miguel, Gabriel e Rafael. Mas, o que é um anjo? A sagrada Escritura e a tradição da Igreja fazem-nos descobrir dois aspectos.
Por um lado, o Anjo é uma criatura que está diante de Deus, orientada, com todo o seu ser para Deus. Os três nomes dos Arcanjos terminam com a palavra "El", que significa "Deus". Deus está inscrito nos seus nomes, na sua natureza. A sua verdadeira natureza é a existência em vista d'Ele e para Ele.

Explica-se precisamente assim também o segundo aspecto que caracteriza os Anjos: eles são mensageiros de Deus. Trazem Deus aos homens, abrem o céu e assim abrem a terra. Exactamente porque estão junto de Deus, podem estar também muito próximos do homem. De facto, Deus é mais íntimo a cada um de nós de quanto o somos nós próprios.

São Miguel: dar lugar a Deus no mundo


Tudo isto se torna ainda mais claro se olharmos agora para as figuras dos três Arcanjos cuja festa a Igreja celebra hoje. Antes de tudo está Miguel. Encontramo-lo na Sagrada Escritura sobretudo no Livro de Daniel, na Carta do Apóstolo São Judas Tadeu e no Apocalipse. Deste Arcanjo tornam-se evidentes nestes textos duas funções. Ele defende a causa da unicidade de Deus contra a soberba do dragão, da "serpente antiga", como diz João. É a perene tentativa da serpente de fazer crer aos homens que Deus deve desaparecer, para que eles se possam tornar grandes; que Deus é um obstáculo para a nossa liberdade e que por isso devemos desfazer-nos dele.

Mas o dragão não acusa só Deus. O Apocalipse chama-o também "o acusador dos nossos irmãos, que os acusava de dia e de noite diante de Deus" (12, 10). Quem põe Deus de lado, não enobrece o homem, mas priva-o da sua dignidade. Então o homem torna-se um produto defeituoso da evolução. Quem acusa Deus, acusa também o homem. A fé em Deus defende o homem em todas as suas debilidades e insuficiências: o esplendor de Deus resplandece sobre cada indivíduo.

São Gabriel: Deus que chama



São Gabriel, encontramos o Arcanjo Gabriel sobretudo na preciosa narração do anúncio a Maria da encarnação de Deus, como nos refere São Lucas (1, 26-38). Gabriel é o mensageiro da encarnação de Deus. Ele bate à porta de Maria e, através dela, o próprio Deus pede a Maria o seu "sim" para a proposta de se tornar a Mãe do Redentor: dar a sua carne humana ao Verbo eterno de Deus, ao Filho de Deus.

Repetidas vezes o Senhor bate às portas do coração humano. No Apocalipse diz ao "anjo" da Igreja de Laodiceia e, através dele, aos homens de todos os tempos: "Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele" (3, 20). O Senhor está à porta, à porta do mundo e à porta de cada um dos corações. Ele bate para que o deixemos entrar: a encarnação de Deus, o seu fazer-se carne deve continuar até ao fim dos tempos.
Todos devem estar reunidos em Cristo num só corpo: dizem-nos isto os grandes hinos sobre Cristo na Carta aos Efésios e na Carta aos Colossenses. Cristo bate.
Também hoje Ele tem necessidade de pessoas que, por assim dizer, lhe põem à disposição a própria carne, que lhe doam a matéria do mundo e da sua vida, servindo assim para a unificação entre Deus e o mundo, para a reconciliação do universo.


São Rafael: recobrar a vista

São Rafael é apresentado sobretudo no Livro de Tobias como o Anjo ao qual é confiada a tarefa de curar. Quando Jesus envia os seus discípulos em missão, com a tarefa do anúncio do Evangelho está sempre ligada a de curar. O bom Samaritano, acolhendo e curando a pessoa ferida que jaz à beira da estrada, torna-se silenciosamente uma testemunha do amor de Deus. Este homem ferido, com necessidade de curas, somos todos nós. Anunciar o Evangelho, já em si é curar, porque o homem precisa sobretudo da verdade e do amor.

Do Arcanjo Rafael são referidas no Livro de Tobias duas tarefas emblemáticas de cura. Ele cura a comunhão importunada entre homem e mulher. Cura o seu amor. Afasta os demônios que, sempre de novo, rasgam e destroem o seu amor. Purifica a atmosfera entre os dois e confere-lhes a capacidade de se receberem reciprocamente para sempre.